domingo, 29 de setembro de 2013

Os governos evacuaram





Ao final do Filme, Guerra Mundial Z, um dos cientistas alerta em uma frase, algo que não entendi muito bem o sentido. Se a intenção do diretor foi realmente alertar, ou não passou de um deboche, onde afirmou que: “precisamos estar preparados”, numa clara referência aos possíveis acontecimentos catastróficos que par e passo, inevitavelmente, ameaçarão à raça humana.
 
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Assisti a este filme ontem, e coincidentemente, nesta semana, após ter ocorrido o incêndio em um depósito de fertilizantes na cidade de São Fco. do Sul no estado de Santa Catarina, um amigo meu, sabendo deste espaço, solicitou que registrasse o fato.


Relatou que, além da omissão de praxe e o despreparo total dos governos e autoridades para lidar com uma ocorrência bastante anormal mesmo em se tratando de cidades muito bem preparadas. Nesta cidade, que mais se parece a um funil, dada a sua localização, todo o processo beirou o desastre.


Acrescenta-se a isto o fato de que, além de existir, em um espaço exíguo, um grande número de indústrias, - tidas por boa parte da população como indesejáveis, afinal a desculpa da renda não convence, pois a cidade ainda assim vomita pobreza - potencialmente perigosas, o porto de São Chico canaliza um elevado número de caminhões para uma única rodovia.

Desse modelo de riqueza de planejamento e engenharia urbanística, resulta a impossibilidade total do escoamento da população em caso de emergência. Transformando-os assim, em reféns desse absurdo, e mais, de qualquer tipo de catástrofe; como se viu. Assim foi neste ocorrido irresponsável – ainda mal explicado - que lançou fumaça, produtos químicos (metais pesados) e gases tóxicos por toda uma região litorânea riquíssima, se não além – mas isto não vai nem de longe ser realmente levado em conta, e serve aqui mais como um relato.

Meu colega então, passado o desespero; explicou ainda, num misto de reclamação e desabafo, que ao solicitar que boa parte dos habitantes evacuasse suas casas, as autoridades estavam cumprindo uma medida sem sentido, porque em determinado período, não havia como deixar a cidade devido à paralisação total do escoamento, devido à soma de observações referidas acima.

 O fato de terem que se utilizarem da única e vergonhosa via, quase chora ao acrescentar, que nos parece intocável (devido à falta de manutenção ou a tardia duplicação), e debocha: talvez seja até sagrada e talvez mesmo, deva ser; no futuro. Reverenciada como ponto turístico, (mesmo que provavelmente ainda esteja sendo usada nos moldes de sempre). Esta rodovia que é, devido à omissão política, somada a cultura do povo local, uma verdadeira assassina, se observado o número de mortes que carrega nas costas.

Uma via que vem sendo mal tratada no seu leito original, como foi construída, há mais de três décadas, onde boa parte nem mesmo acostamento tem, e completa o desabafo emendando: “ao solicitar a evacuação da população, foram mais uma vez os governos, despreparadamente omissos, que acabaram evacuando – em todos os sentido que esta palavra possa ser usada.”

 

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 Incêndio em São Francisco do Sul pode durar até esta sexta

Previsão é do Corpo de Bombeiros, que tenta conter propagação da fumaça; chamas em galpão de fertilizantes começaram no fim da noite de terça-feira, 24, após explosão

FLORIANÓPOLIS - Mais de 30 horas após o início do incêndio químico em São Francisco do Sul, o comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina estima que os trabalhos de contenção continuarão até sexta-feira, 27. "Temos que conter a fumaça e chegar até o centro da reação química para neutralizá-la", disse o coronel Marcos Oliveira nesta quinta-feira, 26. Com uma retroescavadeira, as equipes retiram parte do material que está intacto, para diminuir o risco de explosões.

Desde a madrugada de quarta-feira, 25, quando os bombeiros foram acionados, foram utilizados mais de 200 mil litros de água. No depósito estavam armazenados 10 mil litros de fertilizante à base de nitrato de amônia, produto químico oxidante, que produz fumaça sem chamas. Por isso, o objetivo é resfriar a reação.

A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) também está atuando no local. Durante o incêndio o trabalho é de auxílio no controle. Depois, técnicos irão investigar se a fumaça causou algum tipo de dano ambiental. "Vamos fazer estudos da qualidade do ar, solo e água periodicamente para levar informação e segurança às pessoas" prometeu o presidente Gean Loureiro.

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