sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ela pode conhecer os políticos...



... mas não a política.



“Quem vaia meu pai não entende de política” 
diz Marina Mantega.

A filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega diz que agressões são uma falta de educação completa.

*

Apenas aos desavisados ela deve entender de política, e suas declarações devem ser totalmente imparciais...

Observando algumas notícias postadas sobre esta moça, todas depõem contra ela no que se refere ao que conhece do que faz seu pai, é mais fácil entendê-la sem conhecê-la do que decifrar uma única manobra do que apareceu até hoje em relação ao profissionalismo de seu pai.


E, como se dizia antigamente, fazendo uma leitura do que parece ser sua intenção - comum a maioria delas - de vender seus predicados; nos  parece acertado afirmar que política mesmo, não é o seu forte.  

terça-feira, 26 de maio de 2015

O real significado

A notícia chama a atenção para o lugar comum em que se transformou nosso governo nos últimos anos, ou seja, uma nota totalmente normal ao metiê, ao modus operandi politiqueiro governamental: “Sigilo perene no BNDES. Decisão de não permitir acesso a relatório de operações mostra vício segredista do governo”.

É apenas mais uma chamada de um jornal – Folha – que tem mínima obrigação com sua respeitada tiragem, preocupado em despertar no leitor ou assinante o interesse que o fisgará para suas páginas; normal e distinto a cada diário de notícias.

A corriqueriedade de algumas palavras enjoa. Não – neste caso - devido a algum ato falho do jornal, mas à falha da governança. E resolvo utilizar exatamente esta frase para lembrar uma vez mais o real significado da notícia, e como a organização das palavras – ao leitor assíduo - dispensa, inicialmente, uma leitura mais apurada por ali; devido à ideia bem feita; a junção bem arrumada; tudo já estar contido.

E ao final, somente com uma leitura de capa, é fácil avaliar que, por si só a frase expressa o sentido e o sentimento de um todo, nesse caso, concluir – normal - que o fato de alguém buscar esconder, é nítido sinal de que ele quer se preservar de algo; óbvio. Porém em se tratando de governo, e se analisarmos o histórico desse governo; complementamos nosso raciocínio à notícia de que ele não quer, de maneira alguma, jogar o jogo de esconder devido a alguma estratégia política de interesse público, mas de interesse próprio.

Ou seja, todo o histórico delata você, e é natural que, se você é alguém que já não mais se pode confiar, se buscas esconder, não podemos imaginar outra coisa se não uma manobra que pesa uma vez mais contra você e que, em detrimento disso, é muito provável que estamos também tendo prejuízos devido a estas manobras nada transparentes.


Algo novo em tudo isso? Não, apenas reforçar o fato de que, quando o noticiado é conhecido, apenas aventar a notícia é suficiente, não é preciso que a leiamos na íntegra para entender o conteúdo. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Purulento, pusilânime, poltrão, podre...

Não deveria ser possível que continuássemos com o sórdido sistema de governo adotado no Brasil hoje, porém eu peço com todas as forças que ele se mantenha e mantenha todos os ladrões da vez no poder.



É duro admitir; mas é preferível ver esta corja amanhã contando vantagem do que espoliaram; de nos ter enganado por tanto tempo, rindo em seus iates da nossa cara, do que assistir toda uma nação na mendicância e sofrendo violências caso o povo resolvesse dar um merecido basta neste condenável sistema político vigente.

Cracolândia

Ainda existem poucos pedintes nas ruas, tenho uma lista de senhores brasileiros que poderiam engrossar as filas da necessidade assistencialista do estado por vontade própria se entendessem o mal que provocam a sociedade como um todo com atitudes tidas como normais.

Penso que, enquanto alguns indivíduos desses que cantam música chiclete, por exemplo, não entenderem o círculo vicioso de seus atos, onde, seria preferível que eles mesmos fossem um desses maltrapilhos vendedores de balas nos semáforos, ou malabarista, ou uma mãe com um filho no colo que reivindica alguns trocados e outro na outra esquina a mendigar ou se prostituir; a estarem vendendo a preços milionários o que denominam show. Entremeados a maracutaias com o poder público; negociando showmício ou apresentações “gratuitas” à população, superfaturando notas fiscais a políticos e prefeitos.

Estes senhores não fazem ideia do mal que causam a uma população iletrada. Somos partidários do entretenimento, porém daquele que aconteça somente para o entreter despretensioso, jamais estaremos de acordo com estes eventos comerciais arranjados, ou “politicamente bons” porque eles fazem as vezes de pessoas que nada tem a ver com as tradições verdadeiramente puras.

Todo o ignorante, no sentido de não saber, aquele que é deixado a míngua para que o mundo o consuma, compra a ideia dos seus ídolos com a conivência do sistema que segue as regras do consumo, de uma economia que precisa, a todo custo, produzir ações, movimentar mãos para girar a máquina do sistema de capital. Estes pequenos incautos entendem isso, compram isso, como um estilo de vida, sendo que nem mesmo seus ídolos possuem realmente um estilo; nem mesmo sabem se portar com estilo.

A partir de então, desse estilo permissivo: prostituem-se, vivem uma promiscuidade que cada vez mais é aceitável como normal. Todo este mundo mundano envolve brigas, bebidas alcoólicas e acidentes dos mais variados tipos, que produzem mutilações e mortes. Assassinatos e dores, famílias destruídas, e, é claro; as drogas. E não raro, uma carrada de filhos daí virão, que farão as vezes nas ruas da mendicância, do crack, da prostituição infantil.

Pergunto, onde está a vantagem de gritar ao mundo que faz parte de um grupo (“artistas”) que está, fez ou fará sucesso se de alguma sorte pudesse visualizar no futuro esse passado ?


E se algum deles acordasse para a realidade do que estão provocando?

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O verme do verme



Antes era o medo. O nobre deu-nos o respeito; porém a fraqueza do homem mostrou-se mais forte, e ele optou pela política.

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O homem em sua esperteza rumo à construção via destruição inconscientemente inconsequente, cujo resultado é desconhecido e nos parece, condiz somente com sua ânsia cega que apenas o divisa como um ser único e perfeito. Crente, que sua inteligência capenga continuará levando-o além, porém, essa autossuficiência megalômana continua direcionando-o sem que o perceba, sem entender, ou sem preocupar-se se hão outras possibilidades menos rápidas e mais acertadas de soluções ou respostas.

*

A política instalou-se no estado de forma vil. Em todos os eventos; ao longo da história este quadro vem se desenhando, onde, é a política, assenhoreada de todas as mentes; como um organismo silencioso e imperceptível, quem dita as normas.

Política do poder, do interesse puro e simples, generalizado, do conluio, do apadrinhamento, do nepotismo; na política em si; na cultura, na sociedade como um todo.

Não há mais a observância pura daquilo que existe nascido na habilidade, do nato, do construído com amor, com esperança.

Tudo precisa e passa automaticamente, quase naturalmente devido a nossa cultura erroneamente assimilada, pelo crivo da política.

Sem medo de errar, podemos afirmar que a política nossa, construída a nossa imagem e semelhança, a imagem do medo, da fraqueza, da insegurança, da falta de amor próprio etc., mudando; transformando perspectivas ao longo dos anos, não apenas de políticas como do homem que em tudo interfere. Tornando-a assim no verme do verme homem que, apesar de possuir o dom da criação, vem, paulatinamente, mesclando esse poder incontestável, que se mostra superior a cada século, mimetizando-se e somando com o poder vil da política. Transformando-se, deixando mais à mostra seu lado nefasto de destruição; ou da construção que antes, destrói, ainda que mostre o contrário.

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A política transformou-se em uma bactéria, um vírus, ou mesmo um verme; todos carregados da vil e horrenda cepa da nocividade que retroalimenta e transforma o humano nato em verme humano distanciando-o de sua intenção mais pura; de sua essência.

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Dará conta, a política, dos problemas que a política causa?


Tem-se a falsa impressão que em algum final a política dará conta de todos os problemas que se acumularam justamente por conta dela.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Imprensa livre, povo preso

Ontem se comemorou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Todos puderam ouvir discursos inflamados a essa obrigatoriedade que é achacada de diversas maneiras. Digo que ainda mais, por seus próprios profissionais. Sim, porque eles mesmos, com seu antiprofissionalismo e de posse de um arremedo de imparcialidade generalizado, pregam o que não acreditam, agarrados cada qual a seus próprios interesses.

Não os culpo, o mundo assim quer; muito por conta da própria classe.

Apenas, refestelado em meu sofá, pensei; enquanto não nos transformamos em uma Venezuela, uma Argentina, não apenas no que diz respeito ao trato com a imprensa, mas também, politicamente, todos os profissionais devem ter sido muito bem tratados ontem.

         Afinal vivemos em um país medíocre e apolítico, por mais político que possa parecer. Não há aqui uma política/pátria, há apenas um estado que emprega pessoas do povo (candidatos) ou não que se querem políticos, e, enquanto assim for; a imprensa nada de braçada, afinal, tanto os que se dizem (má) situação quanto àqueles que se colocam como (má) oposição; - péssima direita ou ordinária esquerda - todos têm em comum a necessidade de elogiar os profissionais da notícia, assim, para o bem “geral da nação”, é muito importante que a imprensa continue misturando tudo na cabeça do povo, pois é apenas os mantendo como baratas tontas, - sem um norte, entendendo que é assim que é - que a tão propalada democracia é revelada por entre informações que nada contribuem ou nada possuem de democráticas no que se refere a favorecer o país e muito menos a população

sexta-feira, 1 de maio de 2015

#não às compras

O verdadeiro terror de toda a classe política não é a banca dos Black blocs mascarados; eles riem para isso. Nem qualquer outra manifestação de repúdio a eles, os políticos; mais eles se engrandecem com elas, é mais ou menos como uma promoção. Tenho certeza, por exemplo, que o nome do Richa no Paraná será logo, logo, será reconhecido nacionalmente, é assim que funciona. “Toca o f...-se e você se promove.”

Então, nada disso; nada de brutalidade, de ânimos exaltados. A única ação que não deixariam os políticos dormir, todos eles, é algo muito simples e dentro da lei; “não às compras”.

É claro que isso não será fácil, afinal, todos estão super estimulados para comprar, mas, experimentem, façamos uma experiência. Unirmo-nos, todos, e comprar o básico do básico, por, ao menos, seis meses. Tenho certeza de que eles iriam se mexer.

Não a restaurantes. Nada de comer fora, não às pizzas, e café da manhã só com pão e manteiga, e nada de cafezinhos durante o dia. Não a viagens, não a guloseimas e supérfluos, não a roupas, use o que você tem em casa. Nada de shopping, nada de cinema, nada de ida aos jogos, nada de eletrônicos, use sua televisão por mais um ano, seu carro por mais seis meses, e não o reforme, ande com ele do jeitão que está. Não troque o colchão, não erga o muro, não ao puxadinho, estenda o prazo da reforma por mais um ano. De preferência, ande de ônibus ou de carona com um amigo ou vizinho engajado. Não consuma frutas nem verduras o máximo que você entender que isso não prejudica sua saúde. Nada de cerveja; de álcool algum - aproveite e dê um tempo no boteco e na sinuca. Nada de refrigerante e de sucos artificiais. Nada de iogurte, de queijo ou leite de caixinha, somente leite de pacote.

Farmácia, só em caso extremo, tente alguns chás com a mãe em casos leves, nada de banho e tosa no totó, nem coleira com chocalho pro gato.

Não comprar mais foguetes nem a camisa para comemorar a vitória do time campeão, nem para a Senhora Aparecida, muito menos pagar o dízimo. Nada de jornais nem revistas, nem livros ou material escolar a mais ou com a foto da Anitta ou do Homem Aranha. Não dê dinheiro para o lanche do seu filho, compre pão francês na padaria e mortadela e explique para ele o que está acontecendo. Diminua as ligações de telefone, e se você não tem telefone, adie a compra. Não marque casamento, formatura, festa de quinze anos ou bodas para esse período, e nem dê presente de espécie alguma por enquanto. Nada de aluguel de carro, de roupa ou de vestido de noiva, use o da sua tia se o casamento já estiver marcado, nada de festa, e, é claro, adie a viagem para quando comemorar um ano de núpcias, comprometa-se, e invente sua forma de não gastar; lembre-se, isso é apenas por um período. Tudo irá mudar a partir de então.

Acredite, adoramos comprar, mas pode ter certeza, o governo aprecia muito mais a sua compra do que você.


Façamos isso por seis meses e entenderemos o que é um governo a mercê do povo.

O todo equivocado



“Pagar com a vida é demais”
Rodrigo Muxfeldt Gularte

Precisamos, antes de tudo, entender o contexto em que foi dita; pelo prisioneiro condenado à pena de morte por tráfico de drogas na Indonésia, Rodrigo M. Gularte, a frase. 

Entre outras especulações: reclamação! Constatação! Exclamação! Ou ponto final! assumindo, durante os últimos estertores, durante o vislumbre de toda uma vida que parece ter sido desperdiçada, não assimilando a condição macro que ali o prendia amarrado a uma cruz de madeira indefeso a receber os tiros em uma terra estranha.

Um caso polêmico gerador de uma possível crise diplomática, que a nós, não parece digno para tanto.

 Afinal, de uma maneira totalmente adversa às nossas tradições coniventes, devemos enfrentar isso e assegurar: não é o criminoso que paga pelo crime, entendendo ou não o preço do desviar as leis; absurdo ou fora do propósito; mas é o estado que, uma vez ministrada à lei, precisa que ela se cumpra. E era preciso entender que nossas leis são brandas na sua totalidade. É da nossa cultura permissiva – também - aceitar isso, somado ao fato de que muitos de nós somos influenciados por aprendizados nascidos da televisão e do Google, todos sectários dicotômicos e laicos hiatistas, - suas dificuldades de conhecimento jamais conseguirão juntar os nexos - não conseguem fazer uma ligação, uma ponte entre o que aconteceu e o porquê – todas as nuances do caso – do que irá acontecer, não entendem o porquê do desfecho da sena quando estão acostumados apenas a vida das novelas ou dos jornais tendenciosos que, em se tratando de Brasil, existe um senso comum sendo respeitado – aceito -, nunca uma lei mais dura.

O correto, - ou não seria correto? - estabelecer leis mais duras e então ministrá-las aos facínoras, aos corruptos, aos criminosos hediondos, mesmo a contra gosto – é certo que assim sempre será enquanto utilizarmos erroneamente o termo compaixão - destes desequilibrados, e jamais comutá-las, ao invés de legislá-las imaginando que um dia o próprio legislador lá estará e então fazê-las brandas para que o ato continue sendo incentivado, ou num incentivo ao ato – enquanto houver esse disparate o todo comum jamais transmutará a injustiça.

A lei precisa ser dura, enérgica e violenta, somente assim ela dissuade o transgressor a pensar minimamente antes de agir, e depois, uma vez praticado o crime, é necessário que ela seja aplicada em todo o seu rigor, afinal não é culpa da lei aplicada ser aplicada, mas do facínora que a sabia e ainda assim afrontou o sistema, e, caso não soubesse, o que é quase impossível hoje. Deveria ter se inteirado antes do assassínio.

Compete ao sistema ter ferramentas, aparelhar o estado decentemente para punir com justiça, aí então tudo estará bem.

Estas são palavras estranhas ao sistema usual brasileiro e em muitos países, porém é nosso desabafo no encerramento material desse caso, agora restará apenas à polêmica e a hipocrisia, os livros, filmes, documentários e tudo mais que puder fazer com que alguém ganhe algum com a história original.


 Hoje, para uma parcela que prima pela justiça, é quase um dever acreditar que o país precisaria ser constituído de leis ainda mais duras do que no passado. Aprendemos errado com a forma enganosa que as leis foram praticadas na idade média, por exemplo. Sabemos dos desmandos que lá havia, porém são patentes os desregramentos assistidos hoje. Tudo por conta de que aprendemos apenas a abrandar as leis, quando deveríamos ter aprendido que as leis do passado prejudicaram muitos inocentes por falta de aparelhamento, da conivência ignorante e nivelada entre os comandantes e os aplicadores dos suplícios. Quando nossa necessidade era na apreensão que: não eram as leis que estavam erradas, é claro que elas precisariam se ajustadas, mas o foram de forma a acreditar que se faziam demais punitivas, quando o erro está em não saber aplicá-las, não utilizar o aparelhamento na forma da lei, da justiça, mas utilizando-se quase sempre de sentimentos contra o malfeitor ou sobrecarga de poder sem o devido preparo. Cabe apenas ao executor ser, incondicionalmente imparcial, talvez esta seja outra das nossas maiores dificuldades de aprendizado.