segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Mundo hipócrita - MCDXXXII



Ontem, inauguração do Museu do Amanhã; hoje, o fogo transforma em ruínas o Museu da Língua Portuguesa.

Enquanto nossa hipocrisia insiste num amanhã ilusório, damos as costas ao real construído ontem.

Uma imagem vale mais que mil palavras, e nesse caso, milhares de imagens e muito mais visitações.


As imagens mostram, mas as palavras dizem.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Recesso parlamentar






Nada muda... o Brasil continuará “parado”, apenas não teremos as peças.



domingo, 6 de dezembro de 2015

Destinação



Seria curioso se não fosse humilhante 

Descaminhos - o Brasil ocupa a posição 115 no ranking dos países, quando se refere a filantropia; não seria o fim do mundo (afinal não somos ricos) se não ocupássemos a posição 72 entre os mais corruptos.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Do que está escrito...



“Tornar-se hoje, um homem público, é sinônimo de contaminar-se. Não me conte de sua índole, já o conheço sem o tê-lo visto uma única vez... afinal, é um homem público.” - AS




segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PARIS2015 COP21




Quanto maior é a força contrária somada, menor é o poder de realização... há apenas a pressão; e a pressão, quando não devidamente armazenada, é extremamente perigosa. 

Eles continuam assinando em frente as câmeras, mas, nas coxias, não são canetas seus principais instrumentos.

COP 15... 16... 17...      35... até quando eles existirão? 

Ao menos sem solução... sempre; porém não sabemos se sempre existirão.

*

Nos adaptaremos a tempo?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mariana; "não contavam com minha astúcia"



"Não priemos cânico"; agora tudo deve mudar. 


Deu na Folha hoje: 

"Senado deve criar CPI para apurar rompimento de barragem em MG".

Pronto

Mariana e adjacências; "Seus problemas acabaram".


*


Até quando vocês continuarão ignorando que a política de manter o povo ignorante não está dando certo; por outro lado, como se tem a certeza de que, de um momento para outro essa massa que ignora não lançará mão da força que possui e se manifestará o suficiente para romper as amarras que a conduz sob o jugo de alguns poucos que a mantém acabrestada? 

Qual a certeza dos senhores de que nesse tempo já não existirão mais ou que não serão penalizados por suas atrocidades ao manterem tantos milhões como seus escravos mentais?    

domingo, 15 de novembro de 2015

Ápice



Esse deve ser o nosso máximo; ao ler as notícias de ontem e de hoje sobre as selvagerias de Paris, tenho apenas uma colocação; e quando já não tiramos mais nada de bom do ruim, por não conseguir ou por não pensar por nós mesmos!?!

A Folha hoje, se propõe a tratar de “oito perguntas e respostas sobre os atentados”; imediatamente imaginei apenas uma, e a segunda principal no meu entendimento, - a primeira formulei acima -; que nem a mídia nem ninguém de nós poderá nem ao mesmo levantar por conta de ser taxado de louco – muito menos responder; os verdadeiros interessados nestes ataques, e que não se trata do EI, estão satisfeitos? Conseguiram seu intento inicial – além do exclusivo?

Vivemos hoje sob um verniz social delicado, visto de fora, porém, se nos aproximarmos, mesmo de sociedades tidas como perfeitas, não o são.

É certo que nosso sistema econômico, mesmo o mundial, está falido, estamos endividados – o consumo e a produção exigirão, no futuro próximo, milagres de estudiosos que neles não acreditam - e o poder monetário se concentra mais do que nunca nas mãos de alguns poucos, por outro lado, o planeta ruma ao colapso, e o pior de tudo, enquanto grandes problemas, devido à proporção tomada por conta do que entendemos por globalização, internacionalização exigem; os pequenos vão ficando, sendo deixados de lado, e de forma sutil, invisível, vão minando ainda mais as estruturas de um sistema que permanece em pé a custa de escoras provisórias.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Pyotr Pavlensky



Esse cara possui uma insanidade incurável, porém como eu gostaria de descobrir que se trata apenas de coragem; pelo sim pelo não, ele já é o meu herói.

Um grande viva a Pyotr Pavlensky.

*

Insanidade da semana


Artista russo incendeia portão da sede do ex-KGB - TVI24.


O artista performativo e ativista russo Pyotr Pavlensky foi preso, esta segunda-feira, em Moscovo, depois de atear fogo a uma porta de madeira da sede do FSB, o serviço de inteligência russo, sucessor do KGB. O artista, conhecido por ter pregado os órgãos genitais ...

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Um grupo só


A frase que movimentou o dia na mídia brasileira – (“Ninguém deve ser prejulgado, nem eu, nem Lula ou Dilma”, diz Cunha) - do meu ponto de vista crítico, adorei. 

Este senhor pontuou bem seu grupo; estando ele prestes a perder o mandato por conta dos descuidos que acusa e ataca diretamente uma vez mais a índole do político, soma-se ao ex-metalúrgico que um dia se quis presidente e está vivendo finalmente seu inferno astral por conta de ações que dizem, sabia muito bem o que estava acontecendo, - e ontem disse que não é para ter pena dele - culminando com o aniversário de seus 70 anos onde a empresa de seu filho caçula foi “invadida” pela Polícia Federal, já a sua herdeira política, bem, entendo ser ela filha política do companheiro Lula... a julgar pelos filhos legítimos dele que estão bem, e, uma vez que ele garante que não o destruirão... provavelmente ela sair-se-á também como beneficiária da súcia; um grupo bastante forte. 

 *

Notícias do dia...
O que correu na mídia hoje:

Presidente da Câmara é alvo de denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro

“Ninguém deve ser prejulgado, nem eu, nem Lula ou Dilma”, diz Cunha
Alvo de denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), comparou sua situação à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à TV Folha na noite desta quinta-feira (29), Cunha disse que "todos têm o direito de defesa" e que nem ele, nem Lula ou Dilma devem ser "prejulgados".

"Eu espero que ele tenha o direito de defesa, o direito de não ser prejulgado, como também cobro para mim", disse Cunha. "E da mesma forma que estou falando do ex-presidente Lula, gostaria que não tivesse prejulgamento a todos, inclusive a ela [Dilma], naquilo que é colocado em relação ao seu governo, à sua atuação... A oposição também acusa a atuação dela, que era do conselho [da Petrobras], que era presidente, que era ministra", concluiu.

O deputado falou sobre o assunto ao ser questionado sobre como via a alegação do ex-presidente Lula de que está sendo alvo de uma perseguição. O petista falou sobre o assunto nesta quinta, em evento do partido. Disse que seria vítima de "três anos de muita pancadaria", mas que vai "sobreviver" às investigações.

Em outra manifestação de apoio a Lula, Cunha disse que o fato de o filho do ex-presidente Luis Claudio Lula da Silva ter sido intimado a depor pela Polícia Federal às 23h da última terça-feira é "muito estranho". "Acho que pode até ser inconstitucional", completou. "Existe um horário regular no qual você pode ter acesso ao domicílio."

IMPEACHMENT

Cunha voltou a negar que tenha feito um acordo com o governo ou a oposição sobre o rumo que dará aos pedidos de impeachment da presidente Dilma. Ele afirmou que tem compromisso com a "celeridade" e que até novembro avaliará as peças mais robustas entre as que foram apresentadas, a subscrita pelos juristas Helio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Pachoal e a de autoria do advogado Luis Carlos Crema.

Ele rebateu o argumento do Planalto de que qualquer decisão estará contaminada pelas liminares concedidas pelo Supremo, que condenaram o rito estabelecido por Cunha para a tramitação de um pedido de impeachment -nesta quinta, sem conseguir reverter a decisão na Justiça, ele revogou o ato que era questionado.


"Não tenho dúvida nenhuma que o poder de decidir continua com a minha função", afirmou.

"e nóis vamo indo"


terça-feira, 27 de outubro de 2015

“Acho poco”

Obra de arte é confundida com sujeira e destruída por faxineiros em museu

Empregados de um museu na Itália jogaram no lixo intervenção que consistia em garrafas, pedaços de papel e confete jogados no chão

Os empregados do Museion, um museu na cidade italiana de Bozen, fizeram o que qualquer um faria caso encontrasse uma sujeira de garrafas de champanhe, pedaços de papel e confete no chão: limparam e jogaram tudo no lixo. Mas não perceberam uma coisa: aquilo era, na verdade, uma obra de arte.



Como diz o caboclo: “Com todo o respeito, mas têm umas coisa que não dá para entendê”

...e, para a posteridade...

Lula, aos 70, não trabalha desde os 35 anos.

Hoje, Lula completa 70 anos. Ele deixou de ser operário, formalmente, em 1980, quando fundou o PT (na verdade, como líder sindical, já não dava expediente no chão de fábrica desde 1972).

Retirado hoje de um site antiPT

Ontem 26/10/2015, as empresas de seu filho, hoje milionário, foram visitadas pela Polícia Federal como medida de cumprimento de Mandado de Busca e Apreensão, então me perguntei sobre esse negócio de não acusar sem provas e cheguei a seguinte conclusão:


Entendo que este senhor, dado seu passado pobre, não mais o ser, depois de se eleger presidente do país por dois mandatos, mas em se tratando apenas de finanças, pode ele, devido a esse expediente, muito bem figurar até além de um milionário mediano, caso se tratasse de um político sério, porém, o que destoa nisso tudo, é que não apenas ele, mas seus filhos o são... penso não estar muito errado na minha opinião a respeito dessa família multimilionária.

*

Adendo em 30/10 - Retirado do mesmo site antiPT

Brasil 29.10.15 09:53
A lista de imóveis ocupados por Lula e por seus familiares:

1 - O apartamento que Roberto Teixeira emprestou a Lula, por nove anos

2 - O apartamento que Roberto Teixeira empresta a Lulinhazinho, há três anos

3 - O triplex de Lula no Guarujá, em nome da OAS

4 - A fazenda de Lula, reformada pela OAS e registrada em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna

5 - O primeiro apartamento de Lulinha, registrado em nome de Jonas Suassuna

6 - O segundo apartamento de Lulinha, também registrado em nome de Jonas Suassuna

7 - O escritório emprestado a Lulinha por APS, preso pela Zelotes

8 - O escritório emprestado a Lulinha e a Lulinhazinho por José Carlos Bumlai

9 - O apartamento que, segundo Fernando Baiano, foi comprado por José Carlos Bumlai com propina da Petrobras e doado a uma nora de Lula

10 - O apartamento de Lurian em Paris, emprestado pela herdeira da Andrade Gutierrez


De quem é a sala ocupada pelas empresas de Lulinhazinho, reviradas pela PF, na Rua Padre João Manuel, 450, cj. 54/55?

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Intelectuais sim, inteligentes, não


  
“Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”
(1 Cor 6,12).

Que me desculpe meu amigo Paulo por incluí-lo neste tema tão triste que se transformou a política brasileira; porém lembrei-me dele ao ler o manifesto desses senhores, afinal, é certo que existem as leis, porém, é devido a elas, devido a omissão travestida hipocritamente de retidão; devido a negligência de que ela, a olhos vistos, está sendo mal aplicada, onde milhares de pessoas devem sofrer sem que uma ação imediata e inteligente aconteça para estancar, para conter o depauperamento de toda uma nação, ainda que esta não perceba, ainda que poucos o perceba, ainda que muitos sofrerão por conta de pessoas como estes senhores que, antes de defenderem a lei, ato muitíssimo justo, afinal tudo deve ser feito dentro da mais pacífica lei. Então, antes de se manifestarem, de se dignarem a, se entendendo senhores corretos, pautar uma missiva forte em teor e tão fraca e razão, deviam calar-se. Ainda o calar é menos perverso; a omissão ao menos não encoraja desavisados. E, se nada tem-se contra esse governo corrupto que aí está: temos um estado claudicante, temos um dos piores quadros ainda agora que nos parece o caos não está diligentemente instalado, e o que teremos quando isso acontecer? O que os senhores falarão, se tiverem coragem de mostrar a cara, quando pessoas começarem a saquear e a roubar para dar de comer aos filhos, ou por pura animalidade. Ou, o que os senhores me dizem da educação, da saúde, da segurança, da infra estrutura e dos inúmeros casos de corrupção que apontam nossos governantes que teimam em insistir que mesmo dividindo salas no mesmo andar, ou com amigos de extrema confiança seguindo juntos por bons pares de anos, ainda assim insistem em dizer que nada tem a ver com dezenas de casos que se multiplicam a cada dia mais. Logo a nós que sabemos como funciona o corolário político. Que não saibam; que não sejam eles os ladrões, porém, se todos pedem que se retirem: deem o melhor dos senhores para fazer com que saiam da política, e não o contrário, incentivando-os a permanecer e mais, insistindo que errado são aqueles que não os querem mais ver pela frente. Deixemos que partam; que fiquem bem longe, que nem mesmo sejam julgados por seus crimes ou por suas, omissão e negligencia - como me parece ser a vontade dos senhores, pensei ao ler o registro abaixo. Deixemo-los, inclusive em paz, porém, senhores, ajude o povo brasileiro que não entende o que está acontecendo se livrar do que está por vir, sim, os senhores podem mais que isso; os senhores podem mais que assinar em baixo de toda uma história de podridão e lama, agora, já no final, como avalista de crimes inafiançáveis, acredito, aos olhos do meu amigo.   


*

Quero fazer questão de registrar aqui o nome dessas figuras, apenas por isso me dignei a perder tempo com esse post:

http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/intelectuais-lancam-manifesto-contra-o-impeachment-de-dilma/


outubro 16, 2015 13:24
Intelectuais lançam manifesto contra o impeachment de Dilma


“O processo de impeachment sem embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional”, diz o documento, assinado por nomes como Paulo Sérgio Pinheiro (ex-ministro de FHC), Antonio Candido, André Singer e Marilena Chauí

Por Redação*

Nesta sexta-feira (16), um encontro entre intelectuais, promovido pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, discutirá as tentativas de impedimento em curso contra Dilma Rousseff. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo.

Na reunião, será lançado um manifesto contrário à “aventura do impeachment”, que, segundo o documento, sem “embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional.”

Confira, abaixo, a íntegra do manifesto:

A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança

A proposta de impeachment implica sérios riscos à constitucionalidade democrática consolidada nos últimos 30 anos no Brasil. Representaria uma violação do princípio do Estado de Direito e da democracia representativa, declarado logo no art.1o. da Constituição Federal.

Na verdade, procura-se um pretexto para interromper o mandato da Presidente da República, sem qualquer base jurídica para tanto. O instrumento do impeachment não pode ser usado para se estabelecer um “pseudoparlamentarismo”. Goste-se ou não, o regime vigente, aprovado pela maioria do povo brasileiro, é o presidencialista. São as regras do presidencialismo que precisam vigorar por completo.

Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidente Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime. Impeachment é instrumento grave para proteger a democracia, não pode ser usado para ameaçá-la.

A democracia tem funcionado de maneira plena: prevalece a total liberdade de expressão e de reunião, sem nenhuma censura, todas as instituições de controle do governo e do Estado atuam sem qualquer ingerência do Executivo.

É isso que está em jogo na aventura do impeachment. Caso vitoriosa, abriria um período de vale tudo, em que já não estaria assegurado o fundamento do jogo democrático: respeito às regras de alternância no poder por meio de eleições livres e diretas.

Seria extraordinário retrocesso dentro do processo de consolidação da democracia representativa, que é certamente a principal conquista política que a sociedade brasileira construiu nos últimos trinta anos.

Os parlamentares brasileiros devem abandonar essa pretensão de remover presidente eleita sem que exista nenhuma prova direta, frontal de crime. O que vemos hoje é uma busca sôfrega de um fato ou de uma interpretação jurídica para justificar o impeachment. Esta busca incessante significa que não há nada claro. Como não se encontram fatos, busca-se agora interpretações jurídicas bizarras, nunca antes feitas neste país. Ora, não se faz impeachment com interpretações jurídicas inusitadas.

Nas últimas décadas, o Brasil atingiu um alto grau de visibilidade e respeito de outras nações assegurado por todas as administrações civis desde 1985. Graças a políticas de Estado realizadas com soberania e capacidade diplomática, na resolução pacifica dos conflitos, com participação intensa na comunidade internacional, na integração latino-americana, e na solidariedade efetiva com as populações que sofrem com guerras ou fome.

O processo de impeachment sem embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional.

Não se trata de barrar um processo de impeachment, mas de aprofundar a consolidação democrática. Essa somente virá com a radicalização da democracia, a diminuição da violência, a derrota do racismo e dos preconceitos, na construção de uma sociedade onde todos tenham direito de se beneficiar com as riquezas produzidas no pais. A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança.

Assinam, entre outros: Antonio Candido; Alfredo Bosi; Evaristo de Moraes Filho e Marco Luchesi, membros da Academia Brasileira de Letras; Andre Singer; o físico Rogério Cézar de Cerqueira Leite; Ecléa Bosi; Maria Herminia Tavares de Almeida; Silvia Caiuby; Emilia Viotti da Costa; Fabio Konder Comparato; Guilherme de Almeida, presidente Associação Nacional de Pós-Graduação em Direitos Humanos, ANDHEP; Maria Arminda do Nascimento Arruda; Gabriel Cohn; Amelia Cohn; Dalmo Dallari; Sueli Dallari; Fernando Morais; Marcio Pochman; Emir Sader; Walnice Galvão; José Luiz del Roio, membro do Fórum XXI e ex-senador da Itália; Luiz Felipe de Alencastro; Margarida Genevois e Marco Antônio Rodrigues Barbosa, ex-presidentes da Comissão Justiça e Paz de São Paulo; os cientistas políticos Cláudio Couto e Fernando Abrucio; Regina Morel; o biofísico Carlos Morel; Luiz Curi; Isabel Lustosa; José Sérgio Leite Lopes; Maria Victoria Benevides, da Faculdade de Educação da USP; Pedro Dallari; Marilena Chaui; Roberto Amaral e Paulo Sérgio Pinheiro


*Com informações dos Jornalistas Livres

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Incapacidade inteligente



Existe uma espécie de ser humano que pode ser classificado como capaz medíocre, ou apto a executar a liderança espúria; à sujeira ou algo que o valha e ainda assim pousar como um líder de multidões e até um estadista em muitos casos onde habitam os desavisados – porém ele é figura fácil ainda que imperceptível, (seu maior dom; o dom da imperceptibilidade, da invisibilidade, do sair à francesa, um diplomata com todas as prerrogativas além das indispensáveis ao cargo) na política social entre banqueiros, empresários ou nos mais altos cargos sociais. Ele de alguma maneira conquista e faz e acontece, mas percebe que faz melhor - acorrendo em benefício próprio - se faz o que deve-se entender de alguma maneira como muito mau feito que resulta no mal feito muito bem feito, por exemplo, ao assumir o estado ou qualquer outro organismo que sirva ou servirá a uma escumalha inextrincavelmente egoísta até a mais inexporta das vísceras. Ele consegue criar tal ordem desordenada (caos) que é impossível a um outro - verdadeiro capaz -, assumir e reorganizar, ou animar-se a mudar o pútrido estado instaurado, fazendo com que essa sub raça se perpetue por ser eles os únicos com estomago para fazê-lo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Quem não tem vergonha de ser humano?



Sexo com robô pode render punição – Chegamos a era do robô porém com instintos ainda animalizados do homem da caverna; não sei se cabe algum orgulho em meio a tanta vergonha.

*

Da monstruosidade de que é capaz nossa animalidade.


http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2015/09/fabricante-japonesa-de-robo-avisa-que-ele-nao-serve-para-praticar-sexo.html


Fabricante japonesa de robô avisa que ele não serve para praticar sexo

Softbank Robotics incluiu advertência nas condições de uso do robô Pepper.

Preço do robô é de US$ 1,7 mil mais seguro de US$ 200.

A companhia japonesa que comercializa o conhecido robô doméstico Pepper, o primeiro fabricado em série capaz de se comunicar com pessoas e interpretar suas emoções, advertiu que a máquina não pode ser usado para praticar sexo.

Segundo a empresa, usuários que descumpram essa condições podem sofrer sanções legais.

O gigante das telecomunicações Softbank incluiu a advertência nas condições de uso do robô, informou nesta segunda-feira (28) a companhia, que lançou o autômato em junho por um preço de 213 mil ienes (US$ 1.740).


Os consumidores têm ainda de custear uma taxa de seguro mensal de US$ 200 por três anos de contrato.

A primeira tiragem do equipamento concebido para uso doméstico, de mil exemplares, se esgotou em apenas um minuto após ser lançado no país asiático.

Os desenvolvedores SoftBank Mobile e Aldebaran Robotics chamam a máquina de robô "com coração".

Ele tem altura de 120 centímetros e conta com articulações superiores e cabeça móveis, assim como rodas.


Além de se comunicar verbalmente, o robô é capaz de ler emoções humanas graças a seus sensores e câmaras. 

Também pode compartilhar suas experiências e aprender novas funções por meio de sua conexão permanente à internet.

domingo, 27 de setembro de 2015

Fatiamento da Lava Jato




Deixemos o juiz Sérgio Moro em paz. 
Chega de secar gelo; 
eu particularmente o agradeço
ainda que tenha feito a sua obrigação,
quantos milhares neste país não o fazem
abraços

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

À Petra László



Jamais, nem mesmo sobre o domínio de Hitler, serviu tanto à Terra, o epíteto que à aludisse a um estado; um mero ponto de transição do homem; uma área de testes para o “como comportar-se” humano.

É agora aqui tão somente um estado de transição. Adentramos às portas do início do fim. Aqui nascemos. Onde nos foi dada a oportunidade de reavivar parte de um estado particular esquecido, um estado adormecido de sabe-se-lá, eras, eons, ou qualquer outra medida de não tempo, de não mais tempo, e sim mensurado em dores, males e doenças e sintomas do recanto mais profundo de nossos espíritos a ser espiada. Assim, uma outra nova oportunidade fantástica em uma terra maravilhosa e abundante acontece; porém o que aqui encontramos? Contrariamente, outras formas engenhosas de provocar dor e fazer sofrer, transformando novamente em carga, em peso, em sacrifício ainda maior, tudo o que poderia ser acordado.

Parafraseando o poeta que auto intitulou-se original, e o foi; todo o ser humano em toda a extensão do planeta inventou seu próprio pecado e agora agonizará a sua maneira com o antídoto que nada mais é também que o próprio veneno retirado, espremido, excretado de suas presas peçonhentas através das mandíbulas ainda ávidas e vorazes num epilogo mórbido e continuado da autodestruição quando, enquanto se flagelam mordendo e autoinjetando o líquido que contém a cepa maligna somatizada por anos, para então; nos últimos estertores entender o que é a dor da tristeza infinda enquanto em meio a todo este perturbador atordoamento, aloucado descobre que a vida invalidada aos poucos dá lugar a uma morte de dor eterna quando finalmente, através de uma lucidez que é mais um castigo, percebe que jamais morremos, ao acordar para a derradeira verdade ao relembrar que é na morte agora viva que poderá afinal viver para sempre. Por certo que faltarão cérebros para inventar orações a apagar o mal feito.

Quem sabe, o fogo que o profeta aludiu, demorou mais a propósito de os elementos combinarem também formas outras de derreter em chamas, não de forma rápida as moléculas que se combinam em sangue; porém o contrário: igualando a dor à vontade humana de machucar.

Vocês míseros miseráveis que acreditam em um porvir além do tempo, continuem acreditando. Sim é possível, algo mais, algo maior, algo enormemente inimaginável existe além desses muros invisíveis que nos enclausuram em uma pseudo liberdade há muito crível e jamais palpável. Não aqui, não agora; agora não mais. Foi perdido o fio condutor do respeito mútuo. Agora sim é possível avistar o resultado dos estragos cumulados. Não é mais possível voltar atrás e reconquistar o retorno; não há volta. Nosso espaço/terra foi transformado só e unicamente em um estado de transição, onde somos todos, colocados, posicionados frente a frente com uma série de situações cujo único objetivo, a única serventia é que em algum momento muito distante enfrentemos ainda com mais rigor ou com o rigor maior do que finalmente entenderemos como: os próprios injustiçados observando agora sim, sob a ótica da justiça as injustiças praticadas por eles mesmos - em algum grau; é isso que nos espera.

*


Chegará um tempo em que desejaremos a morte verdadeira e então aumentará ainda mais nossa dor ao saber que ela não virá por já estarmos nela, porém, vivos.

Não com eles

O brasileiro pode até ser convencido a abraçar os duríssimos pacotes anti-crise, porém, não com essa formação política encabeçada pelo PT e cia.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Free Tibet - Antônimo de Autônomo


Qual é o antônimo de autônomo; sugador, obrigado, contrafeito, explorador, forçado?

A China tem a pachorra de comemorar nesta terça-feira o que diz ser os 50 anos da Fundação da Região Autônoma do Tibet, e que seus soldados enviados pelo Comando Maior de Assassínio da China estejam preparados para uma longa batalha. Pode?

Ilustrativamente, é o mesmo que mandar uma guarda com cinco mil homens contra; deter aquele único coitado que anos atrás tentou forçar o não avanço da coluna de tanques na Praça da Paz, a ilustração seria a mesma. Um monte de covardes muito bem armados e preparados e ainda pior, sem miolos - ou ainda menores que os dos comandantes -, contra um povo que nada quer a não ser seu território roubado de volta. 

Sua maior arma; seus mantras e alguns gatos-pingados pelo mundo que têm a coragem de se declarar contra os assassinatos cometidos pela China durante o massacre da tomada do mísero país em extensão, defesa e combatividade.
E no mais das vezes, os caras só se tornam parte desses gatos-pingados quando tem certeza de que a China não fará retaliação alguma contra seu estado necessário; ou seja, se incomodar realmente a China com suas ações a favor do Tibet será preciso pesar melhor o “entrar no protesto”, então, esse número diminuiria ainda mais.

*

Abaixo, o fato; a comemoração absurda de um governo covarde que comete ações do mesmo nível e que é assistido por uma organização mundial tão covarde quanto a que se dobra a China sob a desculpa de que isso é um problema regional, quando sabemos que além das intenções visivelmente econômicas, há o que podemos chamar de outro dos males da nossa era, o estouro de problemas advindos de milhares de ações impensadas no passado que acabaram estourando, afunilando nos tempos atuais em um período inesperadamente curto, e cada qual hoje não consegue dar conta de suas próprias preocupações, o que não exime de culpa nenhum desses governos, afinal, toda a barbárie deve ser condenada, porém uma barbárie contra um povo pacífico é algo que não se pode admitir, então, todos os envolvidos têm sem sombra de dúvidas, responsabilidades mundiais em situações como essa.

*

Hoje, terça-feira 8 de setembro de 2015, data em que a China comemora assassinatos em massa; delicie-se prole hitlerista.

G1

O governo da China defendeu nesta terça-feira (8), dia em que se comemora o 50º aniversário da fundação da Região Autônoma do Tibete, a luta contra o separatismo e pediu que o exército e a polícia "estejam preparados" para enfrentar uma "longa batalha" contra os aliados do Dalai Lama.
"A luta contra as forças separatistas será feita de acordo com a lei para garantir a unidade e a estabilidade do Tibete", disse hoje Yu Zhengsheng, presidente do Poder Consultivo chinês, durante seu discurso no Palácio de Potala, em Lhasa, a capital da região, onde acontecem os desfiles comemorativos do 50º aniversário, segundo a agência oficial "Xinhua".
O "número 4" na hierarquia do Partido Comunista da China como presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPCh, equivalente ao Senado) recomendou que o exército e a polícia mantenham "a direção política correta" e que exerçam um "papel maior" para garantir a estabilidade.
Além disso, Yu disse que "os assuntos religiosos devem ser tratados conforme a lei, e os problemas devem ser administrados através da via judicial".
Em seu pronunciamento, o dirigente comunista também destacou que o Tibete está "em uma fase política para conseguir a estabilidade e a paz no longo prazo", e citou vários dados sobre o crescimento econômico da região nos últimos 50 anos.
A China comemora a fundação da Região Autônoma do Tibete, que considera parte irrenunciável de seu território, enquanto os tibetanos argumentam que a região foi independente na prática durante décadas, até sua ocupação pelas tropas comunistas em 1951.
Assim como Xinjiang, uma região de maioria muçulmana no noroeste do país, o Tibete é um dos lugares mais conflituosos da China. As autoridades comunistas culpam os independentistas tibetanos liderados pelo Dalai Lama pela tensão, enquanto os tibetanos a atribuem à repressão por parte de Pequim.
Segundo a Campanha Internacional pelo Tibete, pelo menos 143 pessoas morreram por autoimolação na região autônoma e em áreas tibetanas da China desde 2009, em protestos contra a repressão de Pequim. O último caso ocorreu há poucos dias, quando uma mulher ateou fogo em si mesma para denunciar as políticas do governo chinês para realocar nômades e demolir casas.
Um comunicado da Comissão Central do Partido Comunista da China divulgado pela "Xinhua" ressalta que "os tibetanos poderão ser seus próprios líderes e desfrutar de um desenvolvimento econômico sustentável apenas através de sua adesão à liderança do Partido Comunista".

*

"OM VJRA KILI KILAYA SARUA BIGANEN BAM HUNG P'HAT" 


Da série primeira: Portal da Abertura à Evolução Humana

Portal de Abertura ao Todo Humano – PATH*

sábado, 5 de setembro de 2015

A prole hipócrita de Hitler

Ao menos é certo afirmar que não sabemos se o que assistimos no mundo atual é fruto de uma escola hitlerista ou são seus eternos detratores tão hipócritas quanto seus atos ao se mostrarem iguais em insensibilidade ao Mestre da Agonia; fato é que a personificação do mal aflora no homem hoje, independentemente de ser ele poderoso ou não.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Um homem de uma dialética exaurida



Nosso anuário, o ComPêndio Fla To Lancy, entrevistou o senhor filósofo, bobo da corte e membro da banda intelectualóide ministerial patetista, Sr. Roboboberto Mangabobeira Ulque

Fla To LancyQual é seu diagnóstico sobre a integração regional?

Roboboberto Mangabobeira Ulqe – A convergência desse processo econômico diagnosticado por cabeças outras não significa e não significará a unanimidade de pensamento do conglomerado econômico disposto no centro sul da América ou qualquer outro espaço onde as oligarquias da não democratização buscam um que de não produtividade embarcados na possibilidade utópica do produtivismo antagônico quando precisamos construir um processo capacitor que qualifique toda essa demanda já pavimentada na escola bolivariana que agora ainda que claudicante possa ser aventada através da cultura dos povos latinos que ainda que apenas latam não são vira latas a meu ver embora possa não ser exatamente assim.

Qual o objetivo dessas visitas?
Dos três objetivos principais preciso qualificar dois como o princípio básico da premissa do desenvolvimento da minha ideia de desenvolvimento que automaticamente converge para um processo de elevação do continente que busca engajar não apenas nosso país com seus vizinhos mais próximos como buscarei através da Unesul unir não apenas o sul, mas o norte e todos os pontos cardeais incluindo o sudeste e o boreste. A aliança cretina e engodada do Mercosul foi até agora um princípio que não auxiliou no sectarismo comercial e ainda que os governos tenham conseguido escamotear ideias não explicáveis devido a premissa de que o governo precisa esconder para governar, a Aliança do Pacífico é algo que deverá ficar no futuro como um legado aos bo e não bolivarianos.

Quais medidas concretas?
Continentalmente falando digo e repito o que venho dizendo nas minhas visitas ao Paraguai, a Bolívia, a Argentina, ao Chile, ao Equador, a Colômbia, ao Uruguai, e a Caracas e a Venezuela e agora também a Cuba ao México e também aos Estados Unidos da América e de outros continentes incluindo o Canadá. Repito aqui o que fala um amigo meu quando diz que seu dinheiro não dá para ir para o Canadá, mas para a cana dá; isso é o que estamos vivenciando hoje e que se arrasta desde o século passado e não é mais útil. O modelo alemão como podemos ver foi vencido nas teorias do louco e mais que alugado comunista Groucho Marx, não é possível que somente nós intelectuais de Harvard enxerguemos isso. O foco foi desfocado do processo insustentável da Amazônia e o agronegócio deveria institucionalizar-se na capacitação tecnológica do não absurdo, o paradoxo de todo o processo desenvolvido no Paraguai desbanca em muito o não sectarismo alemão. Prova disso tai, o Erei a Magica que acertou em desconvencionar os modelos do “não desmatamento” tornando-se um pujante empolgado constitucionalista centrista e cretino de vanguarda tornando o Centro-Oeste brasileiro um celeiro de soja para o mundo, ainda que à custa do aviltamento das matas.

Essa agenda seria implementada de maneira bilateral ou por meio de organismos como Unasul e Mercosul?
Ainda que seja um defensor da Unasul, no meu ideário não imagino o Mercosul não fazendo história, então organizar a convergência para a união das Américas é nó mínimo um ato não crítico de economialismo onde exponho minha tese simples de que a clareza das ideias fazem com que o mecanismo de concertação do que está errado acabe quase que obviamente, mais claramente falando que o concerto se dê não apenas no âmbito da legalidade democrática, afinal o caudilho do velho espírito é criticar o modelo comercial desde a época de Celso Furtado e do Raul Prebisch, porém estes, invariavelmente intratáveis, tendem ao desagravo e não raro insistem em limitar as chances visando resoluções intempestivas nas intempéries de um caldo insosso chamado neoliberalismo, mas isso foi predominantemente no passado, a concertação política pode e pede um ajuste democrático que nosso governo tem a capacidade de instaurar através da ampliação do consumo e exportação de commodities afora da negativa das oitivas da esquerda que nem sempre o é quando o interesse é a assertiva do próprio mercado

Há muita resistência no governo brasileiro a discutir o Mercosul e conceber modelos alternativos.
A resistência já vem da França, esses garnizézes relutantes que pensam ser galos e não passam de umas galinhas que cacarejam a verborragia política não assimilada no processo da nova política díspar do modelo alemão que deveria vestir algo como uma camisa de força no Sarkozy caso ele vencesse o último pleito . Ontem ainda, na ausência de sua eminência junto ao congresso daquele continente, nós do Mercosul, Mercosur para nós latinos e membros das cadeias produtivas integradas na ausência de um projeto convergente de desenvolvimento entendemos que a realidade requer medidas superiores a atitude de avestruz. Talvez de uma capivara, ou de um tateto, mas jamais de uma avestruz, quem sabe de um texugo. Precisamos eliminar tabus tanto do pragmatismo antipragmático da pseudo euforia latina advinda da bolha macro invólucro chinesa. Agora, isso não é o momento de um debate fragmentarista que não é a favor do Mercosul, ou Mercosur, é o Unesul que está em vias de evidência, precisamos entoar o canto democrático da nova aurora bolivariana; e viva o Hugo.

O que o senhor acha de flexibilizar a união aduaneira?
A flexibilidade não é e nunca foi um processo de desenvolvimento democrático possível, há que se endurecer sem perder la ternura como dizia o profeta pouco correto e símbolo do comunismo do assassínio do culto humano. Precisamos criar um desenvolvimento, um “desarollo” onde o Mercosul prime a não flexibilização, onde os ajustes não sejam que tudo seja menos o ajuste, e os parceiros que não se afastarem de eventuais querelas intransponíveis terão enfraquecido a decisão e isso é certo que não recomendo. Aqui sem o modelo alemão se faz necessário que endureçamos contra a desconstrução do Mercosul onde sem que suspeitassem que não somos o que tentamos mostrar flexibilizássemos as ações desconjuntadas antes que enxergassem nosso enfraquecimento a olhos vistos.

Qual a maneira de criar essa convergência hoje, então?
Convergindo, é claro. A convergência é um processo científico matemático que nada mais é que a conversão, no nosso caso a direita, embora à esquerda direita nos queira derrubar em um processo que entendo ser bilateral, porque a qualquer instante eles se passam para “acá”, junto a “nossotros”. Os primeiros passos rumo à convergência se dá em direção a ela, e superar essa etapa é garantia de que, se estamos não multilateralizando o processo, mas justamente e finalmente para dor dos sectaristas intransponíveis, estamos indo em direção a convergência perguntada por si.

Se houvesse convergência, qual deveria ser essa agenda revisionista que o senhor defende?
Sou partidário, ainda que único, de que o Brasil é uma potência catastrófico petista emergente que emperra sem querer imperar ainda que somente impere no emperramento da máquina do estado, contanto, com características que proliferam a possibilidade de nos tornarmos o Tigre das Américas, agora que a China dá sinais de claudicância, não podemos nos esquecer do regime pluralista mais que abastado de Gatt, onde gatos não tinham vez, nunca lá poderia haver uma operação Lava Jato, afinal quando eles se utilizavam do Gráfico de Giant o processo todo se agigantava e é exatamente isso que desde o final do século passado estamos vivendo não a eminência do rótulo de emergente, o somos. Devemos pleitear, através de uma estratégia de experimentalismo consensual onde o mercado se agita, mas a caravana petista passa; entender e deixar que as formas humanas de coordenação humana executada por nossos imbuídos babuínos ministros executam não com insignificância parva de um tolo, mas com a compostura aliada dos aliados nosso tão bolivarianos quando peronistas.

Sua descrição é exatamente o que a diplomacia brasileira tenta fazer há bastante tempo. O senhor. está defendendo mais do mesmo?
Como cidadão bebo na fonte do soro fisiológico da fisiologia não armamentista defendida por setores não privilegiados pelo processo decisório do partido que antes de discorrer contra a democracia progressista transformadora, atendeu aos anseios populistas e urnistas do fornecimento do pão e circo aqueles que nada possuíam, porém possuíam um título. Nada mais obsceno que acenar ao parvo esquálido com a bandeira vermelha da equanimidade. Onde estarão no jargão popular dos poetas do caudilho os púlpitos armados além terra, na aurora póstuma onde acostumar-nos-emos a sentar em torno de uma fogueira com nossos charutos e uísques rindo-nos do que já não mais será porque foi. Agora como parte do Staff do bureau ambivalente dono de cadeira cativa na posteridade revisionista entendo que o mais do mesmo é igual, porém diferente sob o ponto de vista ambíguo e paradoxal das cadeias produtivas não integradas.

Qual o espaço para construir convergência na região quando há vizinhos atravessando crises profundas, como é o caso da Venezuela? O Brasil tem responsabilidades especiais na Venezuela?
A crise não necessariamente existe, e é nela que aproveitaremos para desvendar os seus mistérios convencendo-nos e convencendo os venezuelanos bolivarianos dentro de uma convergência regional que devemos qualificar a produção, que temos que nos engajar todos nós da Unasul, do Mercosul e do Mercosur na indispensável concertação regional do continente do Mercosul, digo Mercosur, numa força de embate jamais vista, não porque não acreditamos que possamos passar des-avantajados de um processo de reconciliação fora de acordos comerciais anti crise, não, mas porque sim, uma vez sob a tutela dos nossos companheiros de luta demonstraremos que nada há que não possa ser superado com palavras e um bom discurso que, ainda que poucos entendam eles entendem que nós entendemos e não sabem que não sabemos o que estamos fazendo.

Se a convergência sul-americana depende da saúde do projeto interno brasileiro, então as perspectivas neste momento não são boas, correto?
Não entendo sua questão como uma questão válida. Já explanei que a convergência tem seu parecer no desenvolvimento de um processo que se exauriu, porém o que se exauriu não necessariamente é o processo, mas os causadores do processo, ainda que não possa dizer isso eu disse, porém o fiz por saber que nenhum dos senhores entendem o que digo, mas falo por agora e quando isso for entendido estarei construindo uma nova estratégia para falar algo que os envolva no novo processo que estarei desenvolvendo; muito além das divisões partidárias um novo projeto Estado, não um plano de fuga, mas um plano de manutenção do estado vigente. Sabemos, nós do partido que o país ainda possui reservas intocáveis. E o que isso significa? Que elas e nós, ainda que sejamos intocáveis, podemos tocá-las, se nosso discurso continuar com essa divisão partidária que provoca a embromação, o rebuliço onde ninguém se entende, mas a supervisão constitucionalista do processo desenvolvido nacionalmente tem por base o continuísmo ainda que ninguém saiba de nossa politicagem da isca adulativa que seduz, e se não o faz, e, o que isso não consegue; a ameaça consegue.

O senhor então está otimista?
A crise e suas multilateralidades jamais serão um capacitador muito menos um capacitor incandescente a disseminar alternativas de mudanças. Sou um otimista inato, pois aprendi com os atropelos inquebrantáveis de um errante positivista que a liberdade tarda, mas não falha e no iluminismo de minha maturidade compreendi o que repasso aos meus pupilos em Harvard ou em qualquer colegiado apocalíptico que visa a estruturação e a concertação de um poderio econômico beneficiado pela vitalidade assombrosa do homem latino e latinizado ainda que europeizado mesmo porque somos nós quem estamos pisando o novo estado; enfrangalhando-os, dizem uns, com altivez digo eu.

De que forma a China facilita ou atrapalha esse processo?
O continente asiático como um todo é um gigante que tem muito a aprender com o populismo do capitalismo patetista, digo, petista dentro de um processo econômico que faz inveja a tecnologia mais avançada. Digo que a China só atrapalha o processo, porque se ela fosse menor não teria a desenvoltura descabidamente insana de um gigante ingovernável. Ainda que possamos presenciar a derrocada de uns e a intempestividade das agruras de outros que insistem em subir onde não devem, devemos entender o que se apossou do processo inimaginável há mais de dois mil e quinhentos anos com Platão na Grécia. Digo que apenas por isso a China é um estorvo ao crescimento democrático com sua opulência comunista.

Mas a América do Sul está longe de ser unida nesse quesito.
Não esperem que responda com incertezas. A quintessência do que vive a nomenclatura serena que esboça o sorriso da Mona Liza não necessariamente passa por este escaninho escuso do cérebro humano que espera o inesperado. E tudo certo está. Somos e estamos unidos no orgulho bolivariano ainda que não o sejamos. Temos um peronismo que insiste com a dona Cristina, mas isso não é e não será desanimador dentro de um priorado que busca a priorização dos acontecimentos que todos pensam; isso seria iludir o ilusório. As pontiagudas facas que enfrentam nossos muros não são inquebrantáveis e nossa união se faz à surdina, ainda que ninguém nos veja juntos, o estamos e, mais do que nunca, partilhamos e partilharemos por muito tempo dessa união que não se faz a olhos vistos, porém que há, há. Não busco aqui me vangloriar do posto avantajado intelectualmente falando, afora a beleza ilusória que me envaidece, porém defenderei as ideias do partido da patetice auxiliando no que for preciso para que o escamote continue acontecendo com essa comunicação distributiva e alheia ao não querer que enobrece; obrigado.

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Modelo de desenvolvimento da era Lula está exaurido, diz ministro

Publicado em 30/08/2015 às 13:04 por John Cutrim

Folha de São Paulo – O modelo de desenvolvimento da era Lula –o tripé composto por ampliação do consumo, da renda popular e da exportação de commodities– está exaurido.

Agora, o governo deveria buscar uma nova estratégia, que passa pela integração produtiva da América do Sul e não se limita ao Mercosul ou à Unasul.

Essa é a tese de Roberto Mangabeira Unger, ministro-chefe da secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Mangabeira Unger não está pessimista com a situação atual do país, apesar da crise política e do encolhimento da economia:

“Se não estivéssemos vivendo uma crise ou múltiplas crises, não estaríamos considerando alternativas. A maior aliada de quem quer transformação é a crise”, afirma ele, que propõe “uma grande união de repúblicas sul-americanas, que precisam ter como base a convergência nesse projeto [de desenvolvimento], não apenas em acertos comerciais como o Mercosul ou em práticas de concertação política como a Unasul.”

Abaixo, trechos da entrevista concedida à Folha na última quinta-feira (27), no escritório da Presidência da República, em São Paulo.

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Folha – Qual é seu diagnóstico sobre a integração regional?
Roberto Mangabeira Unger – Falta em toda a América do Sul convergência num projeto de desenvolvimento que dê certo. Esta convergência é impossível sem a participação decisiva do Brasil. Nossa tarefa prioritária é organizar uma nova estratégia de desenvolvimento nacional, baseada em capacitações educacionais e oportunidades produtivas, com uma qualificação e democratização do processo produtivo. Precisamos construir um produtivismo inclusivo e capacitador. O cumprimento dessa tarefa nos dá uma grande oportunidade para avançarmos na união sul-americana. Por isso iniciei uma série de viagens para vizinhos como Chile, Equador, Paraguai e, na sequência, Colômbia e Peru.


Qual o objetivo dessas visitas?
Há três objetivos: explicar a construção da nova estratégia de desenvolvimento brasileira, com o ajuste fiscal como ponte entre a estratégia anterior e a nova; engajar nossos vizinhos numa discussão a respeito das alternativas de desenvolvimento no nosso continente e identificar ações concretas para ancorar a convergência no modelo de desenvolvimento. Esse processo vai ajudar a superar sectarismos comerciais, como a divisão entre Mercosul e Aliança do Pacífico, ou entre países `bolivarianos’ e `não bolivarianos’.

Quais medidas concretas?
Com o Equador, o foco é criar um novo modelo de escola média técnica capaz de priorizar a capacitação exigida pelas novas tecnologias. É preciso superar o antigo modelo alemão de ensino rígido de ofícios convencionais, que era útil para o parque industrial do século passado. Também queremos explorar a possibilidade de um centro de desenvolvimento tecnológico para promover desenvolvimento sustentável na Amazônia. No Paraguai, o foco é discutir o modelo agropecuário –recuperação de pastagens degradadas, industrialização de produtos agropecuários– em parceria com os governadores do Centro-Oeste brasileiro. Com o Chile, o foco foi educação e o desenho institucional propício ao fomento de empresas de vanguarda: eles têm uma indústria extrativa, mas contam com uma classe média educada que gostaria de se transformar num centro de serviços.

Essa agenda seria implementada de maneira bilateral ou por meio de organismos como Unasul e Mercosul?
Sou um defensor da Unasul, mas ela é um mecanismo de concertação política e de segurança regional. A concertação política é muito valiosa, mas não basta para produzir unificação. No caso do Mercosul, apesar da existência de grandes aspirações de união sul-americana, o elemento mais forte tem sido mercantil. No entanto, o comércio é base estreita demais para uma união regional. O Mercosul não é um centro de ideias para organizar a convergência de projetos de desenvolvimento. Não estou criticando o Mercosul, mas ele é uma base muito limitada para carregar o projeto de unificação sul-americana. Na ausência desse projeto maior, os problemas comerciais tendem a ser mais intratáveis. Os problemas comerciais têm maior chance de resolução se o projeto regional for mais do que comercial. A minha tese é que nós não temos um ideário amplamente difundido a respeito de desenvolvimento na América do Sul desde a época de Celso Furtado e Raul Prebisch. Vivemos o período de ascendência do chamado neoliberalismo, que por sua vez levou a um período em que as bases predominantes do desenvolvimento na maioria dos países sul americanos foram ampliação do consumo e aumento da renda popular de um lado, e a produção e exportação de commodities de outro lado.

Há muita resistência no governo brasileiro a discutir o Mercosul e conceber modelos alternativos.
Quem reluta em admitir essa discussão mais ampla exibe um pragmatismo antipragmático. Sou um defensor do Mercosul, mas é necessário reconhecer suas dificuldades com realismo. O livre comércio entre seus membros nunca foi completado. E, na ausência de um projeto convergente de desenvolvimento entre as partes e de cadeias produtivas integradas, a união aduaneira é visto como uma camisa de força. Não enfrentar a realidade é uma atitude de avestruz. Quem é a favor do Mercosul não pode ter tabus na hora do debate. Isso é ser contra o Mercosul.

O que o sr. acha de flexibilizar a união aduaneira?
Poderia ser feito em algum momento, mas é inconveniente e impossível no ambiente atual, porque seria visto como uma tentativa de desconstrução do Mercosul, não de seu fortalecimento. Se avançarmos no aprofundamento do modelo comum de desenvolvimento, tudo se torna mais possível. Isso mostraria união e ninguém vai suspeitar que eventuais ajustes sejam um pretexto para afastar os parceiros. Se flexibilizássemos hoje, a decisão seria vista como enfraquecimento do Mercosul, então não recomendo isso.

Qual a maneira de criar essa convergência hoje, então?
A forma mais prática de começar esse processo é país a país, de forma bilateral, explicando a cada um o que queremos fazer, e identificando ações concretas que podem encarnar aquele esforço de convergência e servir como primeiros passos. Depois, haverá uma segunda etapa para multilateralizar esse esforço. E, por fim, uma terceira etapa para superar os sectarismos comerciais e políticos que dividem a América do Sul e, assim, ter uma base da qual fazer revisões da ordem global em temas de segurança, finanças e comércio.

Se houvesse convergência, qual deveria ser essa agenda revisionista que o sr. defende?
O Brasil é uma potência emergente de características especiais. Somos o único país de nossa dimensão que emerge sem imperar e sem querer imperar. Isso não nos exime de responsabilidades revisionistas, entretanto. Devemos pleitear uma ordem mundial propícia ao experimentalismo. Devemos resistir à ideia de que todos os países devem aderir a uma forma específica de economia de mercado que proíbe, sob o rótulo de ‘subsídio’, todas as formas de coordenação estratégica entre governos e empresas (que os países ricos de hoje em dia usaram no passado para enriquecer). O sistema de patentes e propriedade intelectual desenvolvido no final do século 19 ainda concentra a tecnologia em poucas multinacionais. Esse tipo de convergência não nos interessa. Queremos liberdade para experimentar, com abertura econômica máxima e restrição ao experimento mínima. Isso é possível, basta lembrar do regime do Gatt no passado recente. O objetivo da ordem mundial de comércio não deve ser maximizar o livre comércio, mas criar espaço para as divergências nacionais. O objetivo é o pluralismo.

Sua descrição é exatamente o que a diplomacia brasileira tenta fazer há bastante tempo. O sr. está defendendo mais do mesmo?
Falo agora como cidadão, não como ministro. Toda potência emergente na história moderna exibe uma ambivalência: busca um lugar mais favorável dentro da ordem existente e, ao mesmo tempo, pleiteia uma mudança da ordem. Uma grande democracia progressista transformadora, como a nossa, deve carregar no pleito revisionista, e não apenas na busca de um lugar ao sol.

Qual o espaço para construir convergência na região quando há vizinhos atravessando crises profundas, como é o caso da Venezuela? O Brasil tem responsabilidades especiais na Venezuela?
Nós temos responsabilidades, mas nosso caminho não é o da tutela. Temos de engajar os nossos vizinhos e compartilhar com eles tudo o que ajude a qualificar sua produção, liberte as pessoas e construa as bases para uma convergência regional. Meu esforço não é para substituir ou andar em paralelo ao esforço de concertação política admirável e indispensável que a Unasul desenvolve. Não tenho instrumentos para propor reconciliação num país onde há forças em embate. Isso pode ser feito pela Unasul. Minha vantagem comparativa não é negociar acordos comerciais ou juntar forças que estão brigando. Meu papel é trabalhar junto com países engajados em buscas semelhantes.

Se a convergência sul-americana depende da saúde do projeto interno brasileiro, então as perspectivas neste momento não são boas, correto?
O modelo anterior de desenvolvimento se exauriu. Nossa tarefa nacional prioritária agora é construir uma nova estratégia nacional de desenvolvimento com base em educação e produtividade. É um projeto de Estado, não apenas um plano de governo. Um projeto de desenvolvimento nacional tem der ser projeto de Estado, e tem de ser discutido e apoiado por uma ampla gama de forças. O Brasil é capaz de produzir uma grande obra coletiva de transformação por cima das divisões partidárias.

O sr. então está otimista?
Se não estivéssemos vivendo uma crise ou múltiplas crises, não estaríamos considerando alternativas. A maior aliada de quem quer transformação é a crise. A crise não atrapalha a mudança. Pelo contrário, sem crise, não há mudança. Esse é o material com o qual estou trabalhando. E o Brasil tem o benefício de ter uma vitalidade assombrosa, anárquica e quase cega. Não há país do mundo mais disponível para uma grande construção transformadora que o Brasil de hoje. O foco deve ser um projeto de produtivismo inclusivo e capacitador, que se desdobre numa grande união de repúblicas sul-americanas, que precisam ter como base a convergência nesse projeto, não apenas acertos comerciais como o Mercosul ou práticas de concertação política como Unasul.

De que forma a China facilita ou atrapalha esse processo?
Todas as minhas contrapartes nos países que visitei levantaram a questão. A posição sul-americana comum deve ser a de demandar da China o compartilhamento de capacitação tecnológica, e não apenas uma relação pela qual nós exportamos commodities para eles. Por isso, devemos construir uma posição comum para tratar com eles. Eles não estão atuando na América do Sul por uma lógica apenas comercial, mas pela lógica da geopolítica de segurança alimentar. Em todos os países que visitei esse problema foi levantado. Não por mim, mas pelos colegas ministros dos outros governos.

Mas a América do Sul está longe de ser unida nesse quesito.

Não precisa esperar termos união para construirmos uma posição comum. Podemos ter isso em pouco tempo. Já começamos a fazê-lo. Tenho certeza de que nossos diplomatas estão muito conscientes desse problema e, muito eficientes, já começaram a resolvê-lo. Eu apenas estou dando uma pequena ajuda.