sábado, 31 de março de 2012

Nós de luto


"O dinheiro não é só facilmente dobrável como dobra facilmente qualquer um."
Millôr Fernandes

Animais em extinção.

Quantos mais restaram em todo o país?


Parece podermos nomeá-los nos dedos das mãos.


Um país tão pobre.


Uma partida como a dos gênios malditos; sempre solitários.


Mais choravam com ele vivo.


Muitos riem agora, por terem escapado, ou já não mais estarem ao alcance de seu inteligentíssimo e atento crivo crítico.


Em um meio já rarefeito de seres dignos e inteligente.

Hoje está ainda mais difícil pinçá-los, num pais onde minguam nobres letrados.





Limite-se ao seu metiê


Caro Mr. Waters, as poucas pessoas cultas deste país não precisam que o senhor aqui venha engrossar a fila de cabos eleitorais que defendem o Sr. Lula, seria interessante que antes de fazer uma declaração elogiando a política do PT o senhor, que parecia antes de ser tomado pela senilidade, carregar uma opinião mais concreta da canalhice humana, inteirar-se das verdadeiras intenções deste brasileiro e de outros tantos que com ele continuam assaltando o país sob a sigla de uma estrela que não carrega luz alguma ou que a tempos se apagou, e, que se se mantém ativa, é mais por que seus correligionários continuam apostando na ignorância do povo do que por seus serviços prestados ao país.

Por favor, Sr. Waters, faça o que o senhor sempre soube fazer; música. Não estrague seu legado com opiniões que não apeneas nada acrescerão ao seu rico histórico como ainda destruirá ou contribuirá para munir (com razão) seus detratores que sempre o acompanham as pessoas que tem algo mais a dizer.

-0-

Roger Waters defende Palestina e elogia Brasil em entrevista



PAULA BIANCHI

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

Em entrevista coletiva nesta tarde no hotel Fasano, em Ipanema, no Rio, o baixista e compositor inglês Roger Waters, ex-Pink Floyd, defendeu a causa palestina.

"Quando você observa os dois lados, fica claro que há apenas um a apoiar", disse o músico, ao divulgar o Fórum Social Mundial Palestina Livre, que irá ocorrer em novembro em Porto Alegre.

Waters, que afirmou ter mencionado a realização do Fórum a pedido de amigos, defendeu que Israel volte às fronteiras de 1967. "Acho a paz possível, talvez não agora, mas nos próximos anos."

O músico, que fez críticas ao presidente do Chile, Sebastian Piñera, quando tocou no país no começo de março, elogiou o atual momento do Brasil. Ele citou o presidente Lula e o crescimento brasileiro e da Ámérica Latina como um todo nos últimos anos. "Apesar de não morar aqui, sinto que as pessoas estão se organizando melhor, a distribuição está sendo feita de uma forma mais justa do que no passado. O país está se tornado um exemplo de potência mundial."

TURNÊ BRASILEIRA

O encontro com jornalistas ocorre às vésperas de Waters iniciar a turnê brasileira de "The Wall", que passa por Rio, Porto Alegre, São Paulo.
Sobre a reunião do cantor com os antigos integrantes do Pink Floyd, Waters foi taxativo. "É muito improvável. Acredito que (David) Gilmour está aposentado e não tem interesse nisso. Eu não tenho interesse. O Live 8 [em 2005, quando a formação original do Pink Floyd se reuniu pela última vez] foi fantástico, mas temos que lembrar que Richard [Wright, tecladista e um dos fundadores do grupo, morto em 2008] estava vivo."

-0-

Um pouco mais da minha indignação com relação às declarações do Sr. Roger Waters.

Posição complicada desse nosso amigo Roger, penso que ou estamos diante de uma situação degenerativa comum e patológica que ataca o velho e que não me dispus a pesquisar nas orgulhosas linhas da ciência, ou estou presenciando a ignorância através do meu ignorar onde uma pessoa que me surpreendeu com sua arte, acaba por surpreender ainda mais na velhice por motivos que dificilmente me convencerão, e que provavelmente fique (por entender o significado de sua arte) associado apenas e este passado.

Entendo ou posso entender o desespero de um Lobão, de um Paulo Ricardo, de um Marcelo D2, de um Caetano Veloso, de um Gabriel o Pensador em atitudes diferentes daquelas que os mantém vinculados apenas a arte que os consagraram, porém jamais entenderei os motivos que levaram Roger Waters a mencionar o nome do Lula a esta declaração à imprensa aqui anexada.


Bozó da globalização


(...)

O BRIC’s é isso, o “Bozó” do mundo globalizado (fazendo uma homenagem ao Chico).

Não estão preparados, não possuem competência alguma, ou necessária nem mesmo para cantarem de galo; o que existe em seus territórios, são algumas ilhas; bolsões de tecnologia e conhecimento que não fazem frente em nada a um Japão, só para ficar em uma ilustração, por exemplo. E está longe aqui a crítica pela crítica, a crítica gratuita e recalcada. Mais do que ninguém, sinceramente, gostaria de apostar em uma opção de decência e de orgulhosa luta para este grupo que agora, por motivos óbvios, representa a atual coqueluche da economia mundial, o brutamontes da escola que todos querem por perto, o amigo que ficou conhecido através do BBB e agora está na eminência de se transformar em celebridade verdadeira, e, como isso pode acontecer, mesmo pessoas com mais brio que o próprio, não perderão a oportunidade de tirar uma casquinha, vai que dá certo; vai que este azarão fique entre os primeiros colocados e eu acabe bem na foto! É por isso que os membros deste grupo ainda não podem andar por aí com o nariz empinado como se fossem realmente os tais; o que eles têm de verdade é um monte de operários sem estudos ou mal preparados; todos, que manterá a produção e que pode inclusive ser aumentada, e muito, diga-se de passagem. Mesmo com esta mão de obra incrivelmente deficitária, o que não deve ser esquecido é que, por outro lado, levando em consideração o segundo ponto muitíssimo importante que faz a diferença para este grupo, são suas extensões gigantescas, e, principalmente, muito delas ainda in natura, que transformam ainda mais a governabilidade em um desafio de proporções tão gigante quanto, então, somente uma “economia estável”, não é salvo conduto para continuar figurando como um membro de porte avantajado neste grupo que se inicia. As eleições estão aí, era preciso que fabricássemos um líder de verdade não apenas para segurar este posto, que estará garantido de qualquer forma por algum tempo, como fazer as mudanças necessárias para que não ficássemos; não passássemos finalmente, - na visão mundial - de um país de corruptos baratos e inaptos.

Com relação à mão de obra, existe, é verdade, o privilégio de estarmos próximos de países ainda piores que o nosso em se tratando de qualificação, o que acaba transformando quase toda a América latina em um caldeirão de pessoas aptas a trabalhos braçais, a operários em potencial; a preços bastante atraentes que, embora não façam frente a china ou a índia, acabam servindo como uma carta na manga aos governantes.

Voltando ao problema territorial, suas extensões são quase inadministráveis devido não apenas aos interesses internos, existe os interesse externos e também, não apenas aqueles voltados aos membros do BRIC’s, porém, políticas de conchavo e de administradores inaptos próprio de países sem tradição; despatriados, fizeram com que todos os países, mas principalmente aqueles pobres como o nosso, aceitassem mil e uma formas de acerto que terminaram por beneficiar, - e o continuam - nações que, contrariamente ao Brasil – é claro que precisamos levar em consideração nosso histórico militar que mais envergonha do que nos orgulha - colocaram no poder governantes que estudaram não apenas seu país, mas o mundo, para ali estar, que sabiam muitíssimo bem como defender seus territórios de sanguessugas mundiais e mais, eles próprios, - por domínio de causa - montaram estruturas adequadas para no futuro terem assegurado o protecionismo necessários a seus interesses sócio econômico. Destarte, o mundo não é diferente de uma pequena sociedade, de um escritório, de uma família, a preocupação deve ser ainda maior devido ao fato, óbvio, de que não haverá apenas cinco ou dez membros no grupo puxando a sardinha para o seu lado, por exemplo, é um contingente indizível de pessoas e mentes, buscando derrubar um país inteiro do posto conquistado, e os membros do BRIC’s não estão imunes a isto, porém é claro que o momento lhes é totalmente favorável, apesar de todas as mazelas, a falta de conhecimento, a falta de governo, as políticas erradas que tanto defendem, às milhares de pessoas que precisam carregar como parasitas que nada fazem para auxiliar na preparação de seus países para um futuro ainda mais promissor, acabando por ser mais um fardo, um tipo de inimigo infiltrado nas fileiras aliadas que um membro autossuficiente, o que não podemos esquecer, volto ao assunto, é que existem uma série de leis protecionistas fabricadas, exaustivamente trabalhadas por estudiosos no assunto que a cada dia mais, farão da governabilidade um desafio ainda maior, pois foram preparadas por advogados e experts em jurisprudência capazes de cozinhar – tanto no sentido de enrolar quando de aniquilar – qualquer profissional, diplomata, parlamentar, ou advogado contrário menos preparado, e no nosso caso em particular, soma-se aí os presidentes eleitos nos últimos três pleitos, onde este posto foi preenchido com verdadeira piadas no que diz respeito a conhecimento de mundo e estratégia mundial de governabilidade, isto para ficar apenas nestes dois pontos.

Fazendo uma última relação, alguns sabem que é possível convencer uma maioria de iletrados que se pode ocupar um cargo importante ao qual, estes que ignoram, tem apenas o poder de ali elevá-lo, porém, uma vez lá, estes mesmos que conhecem sabem que é impossível que este oportunista esperto possua a mínima ideia do que é liderar de verdade, afinal se o soubesse, não forçaria a barra para ocupar o cargo.

O posto está conquistado, porém ensina a história que o tempo de comemorar já passou, ou deve ser mínimo, é preciso agora arregaçar as mangas e trabalhar com seriedade, estamos muito mais atrasados que os demais, deixemos o tempo das falácias e das metáforas pobres e infelizes para o governo passado, sejamos sensatos e procuremos de uma vez por todas agir como pessoas como brasileiros, já é hora.


domingo, 25 de março de 2012

O Humor de luto




Não se deixe intimidar...


... a arte é a melhor resposta.


É melhor morrer como um Chico Anysio ou como um Samuel Klein?

-0-

Nossa homenagem ao eterno Chico Anysio




sábado, 17 de março de 2012

Largando o osso


Eu gostaria mesmo de saber o que leva um cara como esses largar o osso, mesmo após o estar roendo a mais de duas décadas?

“Problema de saúde”; alegou na carta. Quem acredita nisso?

E que não me venham dizer que ele já está rico, já mamou que chega ou coisa parecida, esse tipo de gente não enjoa.

Eles suportam mais do que a maioria, eles são insuperáveis quando o que está em jogo é o seu.

Ok, como eu jamais saberei, fico com o que diz minha companheira:

"Isso (a verdade) você nunca ira saber"

Em que momento estes senhores do Brasil devem largar o osso sem que suas saídas sejam em volvidas em situações constrangedoramente humilhantes para eles, é claro que isto é muito pouco perto do que aprontaram no cargo, porém eles deveriam desviar parte de suas inteligências voltadas para manter-se no cargo espoliando para saberem a hora de parar com um mínimo de discrição.

-0-

Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF

RIO DE JANEIRO, 12 Mar (Reuters) - Ricardo Teixeira renunciou à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), segundo carta do dirigente à entidade divulgada nesta segunda-feira. Ele também deixa o comando do Comitê
Organizador Local (COL) da Copa de 2014.

"Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido", escreveu Teixeira em carta lida nesta segunda-feira por José Maria Marin, que ocupava a vice-presidência da confederação para a Região Sudeste e assume o comando da CBF.

"Presidir paixões não é uma tarefa fácil em nosso país. Futebol é associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos exaltam o talento, quando perdemos, a desorganização. Fiz o que estava ao meu alcance, renunciei à saúde. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias", acrescentou.

Teixeira havia pedido licença médica da CBF na quinta-feira passada, sem informar por quanto tempo. Marin estava, desde então, na presidência da CBF.

Em fevereiro, houve rumores sobre o afastamento de Teixeira, que comanda a CBF desde 1989.

Alvo de denúncias de irregularidades no comando do futebol brasileiro, Teixeira se reuniu com presidentes de federações estaduais no último dia 29 e indicou que pediria uma licença médica.

Notícia retirada do site: http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE82B04I20120312


sábado, 3 de março de 2012

Troca nada justa


Assisto na televisão uma reportagem mostrando que um dos legados deixado pelos portugueses foi a calçada da praia de Ipanema com sua formação clássica e detalhadamente trabalhada.

A repórter, como não poderia ser diferente, agradece o presente e mostra as calçadas co-irmãs da nossa calçada mais famosa, do outro lado do oceano, que formam verdadeiros tapetes pelas ruas de Lisboa, verdadeiro patrimônio histórico - como não poderia deixar de ser.

Não tenho dúvida também de que os portugueses deixaram muitos benefícios aos seus colonizados quando da sua partida, porém não é possível que, ao mostrar esse tipo de reportagem, observando apenas os benefícios deixados pelos colonizadores, (mesmo que apenas um; como é o caso aqui) não se preocupem os diretores do programa, que pessoas incultas e pouco dadas à história estejam assistindo, e essas então, ao invés de continuarem alheia aos portugueses, terão sua atenção despertada para aquele país, porém, somente de forma positiva, não imaginando o que aquele povo provocou de barbaridades para os lados de cá, o pá.

Ainda assim não consegui me conter, ao lembrar do episódio como um todo, e, mesmo pensando que não devesse ser original meu pensar, anotei:

“Em troca de muito ouro, os portugueses nos pagaram com pedras”.