Sobre os médicos
estrangeiros contratados pelo governo
Na primeira notícia, assisto que o ministro da
saúde contesta o médico que defende a classe brasileira sobre os médicos que
virão de Cuba e receberão 10 mil após receberem 120 horas de treinamento e
assim por diante, garantindo que todos estarão aptos, e também, estarão sempre sob os
olhos de águia do estado, garantindo assim o melhor atendimento ao populacho. Já na segunda reportagem a moça do sorriso lindo informa que o médico que se
recusou a enviar uma ambulância (solicitada via fone por um repórter que
passava e registrou a cena) para resgatar um idoso de mais de 70 anos que
agonizava na calçada de Porto Alegre, foi afastado após uma conduta
desavergonhada, sem ética alguma e antiprofissional, para um colaborador público do
naipe dos doutores brasileiros.
Disto, destes ocorridos do dia, não
posso então, deixar de analisar, fazendo uma ligação entre as duas reportagens
onde elas se completam e desmentem o doutor que defende o grupo de doutores
brasileiros contra os estrangeiros. Afinal, para atender desta maneira o
telefone, mostra que as mais de 7 mil horas de treinamento destes especialistas
formados nas mais importantes escolas brasileiras – como argumentou o defensor
de nossos doutores – não foi suficiente para fazer com que o médico gaúcho executasse
uma das tarefas mais simples de um hospital: atender minimamente bem a um
telefonema de alguém em desespero. Serviço, atividade tão comum que mesmo um não formado o
faz melhor, (para quem ouviu a gravação é fácil constatar sua inaptidão) desta
feita, não é possível que venham profissionais de jaleco ainda piores de Cuba
de Portugal ou da Guiné Bissau desmoralizar ainda mais a já desacreditada saúde
pública nacional; que venham então.

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