segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Bodes respiratórios



Sobre os médicos estrangeiros contratados pelo governo

Na primeira notícia, assisto que o ministro da saúde contesta o médico que defende a classe brasileira sobre os médicos que virão de Cuba e receberão 10 mil após receberem 120 horas de treinamento e assim por diante, garantindo que todos estarão aptos, e também, estarão sempre sob os olhos de águia do estado, garantindo assim o melhor atendimento ao populacho. Já na segunda reportagem a moça do sorriso lindo informa que o médico que se recusou a enviar uma ambulância (solicitada via fone por um repórter que passava e registrou a cena) para resgatar um idoso de mais de 70 anos que agonizava na calçada de Porto Alegre, foi afastado após uma conduta desavergonhada, sem ética alguma e antiprofissional, para um colaborador público do naipe dos doutores brasileiros.

Disto, destes ocorridos do dia, não posso então, deixar de analisar, fazendo uma ligação entre as duas reportagens onde elas se completam e desmentem o doutor que defende o grupo de doutores brasileiros contra os estrangeiros. Afinal, para atender desta maneira o telefone, mostra que as mais de 7 mil horas de treinamento destes especialistas formados nas mais importantes escolas brasileiras – como argumentou o defensor de nossos doutores – não foi suficiente para fazer com que o médico gaúcho executasse uma das tarefas mais simples de um hospital: atender minimamente bem a um telefonema de alguém em desespero. Serviço, atividade tão comum que mesmo um não formado o faz melhor, (para quem ouviu a gravação é fácil constatar sua inaptidão) desta feita, não é possível que venham profissionais de jaleco ainda piores de Cuba de Portugal ou da Guiné Bissau desmoralizar ainda mais a já desacreditada saúde pública nacional; que venham então.

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