sábado, 23 de setembro de 2017

Claque

Onde tudo começou

Palco sem plateia


Do poder sem poder no comando - No conjunto político atual, ou se tem algum interesse, algum motivo particular, ou nada dali encanta.

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Soma de ineficiências - O conjunto político brasileiro está prestes a atingir o melhor dos mundos, onde receberá para assim permanecer: inoperante, inativo, sem ser incomodado; justamente por ter alcançado a ineficiência aliada ao descaso mútuo. Do nosso lado por entendermos finalmente que não há o que fazer; apenas pagá-los... por nada, muito pouco ou até em prejuízo próprio. 

Este acerto incômodo mas confortável – por ser o único viável - se dá por conta de que a luta contra este estado resulta – quando possível - invariavelmente no enfraquecimento do querelante em detrimento ao fortalecimento do acusado. 

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Aos poucos eles vão conseguindo. O universo político vem se mostrando inexorável em sua busca rasteira para tornar-se intocável; ajustado de forma que, paulatinamente mais e mais pessoas, - até chegar aos últimos interessados - vão desistindo, jogando a toalha; por entender que realmente não há nada a ser feito. Vão se escasseando os motivos de seguir observando a política como algo ainda útil, como arte, ou como um palco de intelectualismo sério da boa política propriamente dito. 

Representação humana



ONU 19/09/2017 - Enfim o mais significativo teatro mundial encontrou seu ator mais representativo.


domingo, 10 de setembro de 2017

Da observância e das (des)necessariedades


Hélio Schwartsman hoje, na Folha – Poder funcional - “Perdemos de vista que o Judiciário é o mais disfuncional dos Poderes”.

Salientamos que é bastante dura a verdade de ser chamado de disfuncional e ainda assim aceitar que se diga – e necessariamente calce - que tem uma parcela de culpa no nefasto estado atual da nação.

Protagonismo indevido ou seria desnecessário(?) - Popularizar e celebrizar juízes levou-os a assim entender-se ainda mais do que são, no entanto, providencialmente, desviou suas atenções das atenções com o que é realmente necessário.


A vaidade midiática pré-ocupa sobremaneira o até então apenas vaidoso grupal. 

domingo, 3 de setembro de 2017

Estado doente



Financiando nosso algoz  - O juiz está tão somente cumprindo a lei no caso do “ejaculador do ônibus”, afinal ele não tem culpa se o estado prefere manter o doente nas ruas ao invés de investir em manicômios descentes quando sabe que as vítimas, caso queiram rever seus direitos, enfrentarão a ira do estado que se defenderá de todas as formas possíveis aproveitando-se da máquina advocatícia estatal financiada pela vítima a lutar contra seus próprios direitos.


Ao final o estado sabe que alguém em algum momento dará cabo a todos aqueles que a população indignada e sem educação condenará à pária da sociedade ao fazer nas ruas a própria seleção natural que independe da vontade do estado omisso preocupado apenas se os impostos estão sendo pagos para que ele se mantenha inatingível da turba que a cada ano fica ainda mais embrutecida por conta de um governo em estado quase vegetal.

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Na terça-feira passada um doente mental ejaculou na saia de uma passageira dentro de um ônibus do transporte coletivo da cidade de São Paulo e o juiz o soltou na sexta quando no sábado o meliante foi preso pelo mesmo motivo - só para registro; ele já foi detido outras quinze vezes pelo mesmo motivo.