sexta-feira, 28 de junho de 2013

Voto vencido



 
        Ao longo dos séculos proliferam-se manifestações contra o inevitável, por motivos que não é possível se saber quais exatamente. Antecipadamente pode-se dizer que vão dos mais sórdidos e muito bem camuflados; manipulados por entre grupos particularíssimos e totalmente insuspeitáveis, a corporações também do mesmo naipe que garantem com sua autoridade conquistadas sabe se lá a que preço que tudo é tão somente em defesa do humano, como é propalado por estes eminentes senhores sempre que há uma mínima oportunidade enquanto tentam o mais que podem manter a bandeira do antigo hasteada eternamente; um eterno sem valor, que dura o tempo que lhes convém.

        Estes defensores do velho valem-se de palavras fortes que nada dizem se consultado históricos que mostram que jamais a força do sistema abafou o progresso; as necessidades de mudança frente a encruzilhadas, caminhos e descaminhos criados por ele mesmo (o sistema) ou seja, não há meios ou força possível que reverta a trilha natural, ou mesmo uma avalanche obstinadamente contrária ao querer maior embora revestida da mais apurada ânsia humana. Reverter uma nova demanda derivada de uma falta de atenção generalizada do passado, por conta de displicências ou negligências originadas também, do limitado conhecimento laico que culminou com o novo e talvez assustador quadro que, inegavelmente, terá que ser resolvido através de soluções quase inaceitáveis por todo o estado que busca o acomodamento, que, mesmo revoltado por acreditar que o grande jamais poderá se submeter ao pequeno deverá, mesmo que paulatinamente, rever contrariado este dito entendendo não ser mais possível que a desatenção se mantenha em pauta.

        Pesquisas apontam que nunca, jamais, o interesse necessário, urgente ou não da minoria foi sobrepujado, refreado pela maioria – sempre será apenas uma questão de tempo. É certo que tudo o que é novo, tudo o que aqueles que mandam e podem são obrigados a digerir contra vontade devido ao gosto acre, lhes é - por se entenderem sumidades terrenas - de uma dificuldade atroz. E é certo também que moverão céus e terra. Procurarão mecanismos e ferramentas; inverterão e ressuscitarão leis para tornar o sapo a ser engolido mais digestível - isto se, em alguns casos até, não procurarem lucrar alguns com o indigesto ocorrido; porque não? Porém, repetindo, nenhuma pesquisa indica que o maior vence o menor quando se dá esta espécie de enfrentamento.

        É assim que funciona, é assim que deixamos acontecer. Deixando e desleixando temos que o fácil se torna difícil.

        Hoje brigamos para encontrar uma saída para o absurdo das drogas. Ainda não paramos realmente para pensar que milhares de pessoas têm e continuarão tendo por muito tempo ainda suas vidas seriamente afetadas devido ao avanço do crack, uma substância que até muito pouco tempo era tratada com desleixo por se entender insignificante.  Em decorrência dos índices de violência ou mesmo do estresse da vida contemporânea o uso ou não, a legalização ou não das armas é uma polêmica sem fim, e em meio a tantas dúvidas de o que é certo e o que é errado o mundo está as voltas com a novidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalização ou não do aborto, ou então pessoas do mesmo sexo adotando filhos e assim por diante, a lista é extensa... a contrariedade em se assumir a necessidade de encará-la é ainda maior.

Definitivamente vivemos, como diz o filósofo, na era dos excessos. Tudo vem para nós agora em doses cavalares, e isto também é fruto de uma passado de falta de percepção para com o futuro e, que não será atenuado se de uma vez por todas as autoridades não começarem a pensar com mais seriedade sobre uma possível saída.

Ficar hoje fazendo discursos sobre a liberação ou não do aborto, se é certo ou não ser homossexual, se dois homens que vivem juntos devem ou não ter filhos, é mais uma vez procrastinar soluções para que elas então continuem se acumulando em um funil existencial que conseguirá tornar a vida futura ainda mais sem sentido com seus pontos de interrogações que não permutarão; não questionarão apenas quais saídas, ou por quais soluções optar, e sim: porque isto não foi feito antes. Com o agravante de que isto deverá ser aceito em algum momento futuro. É inevitável que isto aconteça.

Não há o que fazer a não ser ter coragem para fazer o que se há para fazer. Não há o que lutar contra. Em enumeras situações o sistema foi vencido. É preciso apenas assumir isso e regularizar a situação, ou seja, arregaçar as mangas e trabalhar. Quem quer brigar não quer trabalhar. Quem busca e quem permite a discussão tentando emaranhar qualquer solução em que se assuma com dignidade a necessidade do novo quadro é preciso ser expurgado das negociações.  Temos que brigar sim, temos que discutir, porém é preciso que comecemos a avançar em direção as soluções também de cunho social, a humanidade têm se preocupado muito, ou ao menos com muita ênfase a sobrevivência econômica, agora do mundo – já podemos nos considerar finalmente um grupo bastante homogêneo. Parece que aqueles que assumiram os postos de controle nos últimos séculos estavam com suas preocupações bastante voltadas para o quesito economia – como se o dinheiro, ou bastante dinheiro fosse solução para tudo; parecendo assim, que a filosofia destes homens para o mundo estava exageradamente calcada no pensamento do homem família; na precisão então em mantê-la. Que precisa defender a prole; e nada mais acertado que manter-se bem financeiramente, imaginando erradamente que o restante se arranjaria de alguma maneira, ou ao menos, se se é abastado: para todo o resto encontraremos uma solução. Mas a filosofia de um país, de um estado todo não pode ser baseada na mentalidade conformista de gerenciar uma família ou mesmo um conglomerado.

Todos e ninguém



Todos; ou, ninguém tem ideia do que realmente está acontecendo. Desta vez estamos com as crianças - algumas literalmente - brincando com fogo sem que os pais estejam por perto, por não imaginar que haviam, como suas ações ignorantes, construído um paiol de pólvora no quintal da casa.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Corruptos horrorizados



        Será que um único corrupto está tão horrorizado quanto eu quanto a declaração da presidenta ontem quando falou em transformar em crime hediondo a corrupção?
 

        Basta voltarmos um pouco em uma das páginas mais vergonhasas da história e observarmos o teatro do STJ em relação ao mensalão para concluir, e então, até estes ingênuos protestantes da ordem do dia, se pensarem minimamente, perceberão que não adianta, pode transformar corrupção até mesmo em pena capital que pouco resultado teremos, afinal presidenta, de que adianta mudar a lei se aqueles que a aplicam são tão impotentes quanto aqueles que realmente gostariam de ver sua falácia cumprida!    

sábado, 22 de junho de 2013

Presidenta egoísta




        Mesmo acuada a presidenta Dilma não baixou a bola ontem em seu pronunciamento face os distúrbios da semana, onde com um discurso morno, como alguém que está entendendo o país como ainda nos trilhos, ao meu ver, se mostrou bastante egoísta ao afirmar que estas manifestações envergonham o Brasil, digo então, dona Dilma, que a senhora deveria mostrar mais humildade e não querer todo o mérito sobre o individualismo de, junto com sua classe política, jactar-se por envergonhar o Brasil. Deixe um pouco para essa juventude que aí está, tenho certeza que alguns deles, com suas bandeiras desconhecidas que agora tremulam nas ruas, logo, logo estarão sendo votados por todo o país, face a aparição na mídia, engrossando assim a classe de vocês que até mesmo isto, o fato de envergonharem o Brasil, não querem dividir com o povo. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Levante



Em tempos de insurgências 

Protestar: Levantar-se, insurgir-se, rebelar-se.

Existem encruzilhadas e momentos que não há escapatória.

Há instantes tão raros quanto sutis na vida do homem que não há o que fazer a não ser ter coragem para fazer o que se há para fazer; e esta consciência pode atacá-lo individualmente ou enquanto célula social.

Todo o tempo é tempo de rebelar-se, somos livres, e somente os homens verdadeiramente livres sabem o momento desta eclosão. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Num destes dias de protestos




O cartaz que a guria trazia na altura do peito era tosco, mas sua mensagem era significativa:
"Desculpem o transtorno estamos mudando o país".

No mesmo instante penso que eles não sabem o que estão fazendo, mas estão fazendo.

Talvez esta seja a única forma ainda possível, afinal tem levado a humanidade a não destruição até hoje – este não pensar exatamente para onde se está indo; este não medir muito as consequências; este cada um salvando o seu - ou seja, não podemos dizer que somos um povo absolutamente inteligente, porém é preciso admitir que apesar de falhos estamos indo bastante longe... olho mais uma vez para a foto e me pergunto: porque não?

terça-feira, 11 de junho de 2013

Engenhão - A culpa é de Deus




Com relação ao problema da cobertura do estádio do Engenhão, ao final a responsabilidade recairá sobre as costas de Deus por ter feito o mar com tanto sal a ponto de sua salinidade corroer o serviço porco da OAS e da Odebrecht, que já anteciparam não serem as culpadas do crime.

Mas afinal, quem é que precisará se importar realmente com isto agora?

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Quem sabe não fazemos uma “permuta” – baseando-se na nota abaixo. Repassamos a administração do Maracanã para eles e eles “não” concertam o Engenhão.


Construtoras da cobertura do Engenhão querem gerir Maracanã

Empresas da Odebrecht e da OAS fizeram visitas técnicas ao estádio

Amélia Sabino e Leo Burlá - 30/03/2013 - 08:00 Rio de Janeiro (RJ)

Dupla de empreiteiras responsável pela construção da cobertura do Engenhão - interditado por tempo indeterminado por conta de problemas estruturais no arco de sustentação ao teto - a OAS e a Odebrecht estão de olho aberto na licitação que definirá o futuro grupo gestor do Maracanã.
Das 19 visitas técnicas de grupos interessados no estádio, sete fazem parte de uma das duas gigantes da construção.

A lista é composta por Construtora OAS S.A, OAS Arenas S.A, OAS S.A, Construtora Norberto Odebrecht S.A, Odebrecht Properties Entretenimento S.A, Construtora Norberto Odebrecht Brasil S.A e Odebrecht Participações e Investimentos S.A.

A OAS está por detalhes para fechar uma parceria com a francesa Lagardère, grupo de mídia com holding voltada à indústria esportiva, enquanto a Odebrecht e a IMX, do bilionário Eike Batista, costuram uma parceria para gerir o complexo esportivo.
O edital de concessão do Maracanã veda a participação de empresas do mesmo grupo em propostas diferentes e permite, no máximo, quatro por consórcio. Os envelopes com as propostas serão entregues e validados no próximo dia 11 de abril.

Acabou o espólio?




Foi mal gerido o espólio levado do Brasil durante o período em que os portugueses disseram ter colonizado o Brasil, afinal esta semana, na cara dura, estenderam o prato para a presidenta.

Ela tem mais é que ceder, afinal não pertencemos aos BRIC’S, estamos por cima da carne seca, sem problemas de escolas, de hospitais, de infra estrutura, de violência e este governo adora uma propaganda, ou alguma ação que reverta em; estamos em franca expansão embora o Mantega mantenha uma certa moderação por estes dias, as voltas com problemas que “demoraram” chegar até ele. 

Ou quem sabe Portugal imagina que temos uma dívida eterna com eles apesar de tudo o que aconteceu!?!

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Enquanto isso nossos maus gestores patrícios:


Governo português pede ajuda ao Brasil para superar crise econômica
G1 11/06/2013 07h00 

Na visita da presidente Dilma Rousseff a Lisboa, O governo de Portugal pediu ajuda ao Brasil para superar a crise econômica.
O motivo oficial da visita foi o encerramento do ano do Brasil em Portugal. Durante dez meses artistas brasileiros se apresentaram em uma casa de shows criada especialmente para o evento. O governo quer agora manter o espaço aberto para difundir a cultura brasileira no exterior. A presidente também se encontrou com líderes portugueses, como o ex-primeiro ministro e ex-presidente Mário Soares.
Mas Portugal espera do Brasil bem mais. Os dirigentes portugueses gostariam de receber um apoio econômico mais efetivo, por exemplo, com investimentos de empresas brasileiras, o que poderia ajudar o país a sair mais rapidamente da crise.
A crise econômica da Europa foi um dos principais assuntos das reuniões de Dilma Rousseff com o primeiro ministro Passos Coelho e o presidente Cavaco Silva. Num discurso, o presidente português pediu especificamente mais investimentos do Brasil. A ajuda poderia ser por meio da participação de empresas brasileiras na compra de estatais portuguesas. “Estou convencido de que esta visita da presidente da República do Brasil contribuirá para alertar os empresários brasileiros para as potencialidades de Portugal”, disse.
Num discurso, Dilma Roussef garantiu que o Brasil tem interesse em aumentar a cooperação comercial com Portugal. “O Brasil teve sempre um olhar de preocupação quando tratamos das questões relativas à crise econômica que afeta a Europa. Eu expressei para o presidente o meu desejo de que estejam mais próximos os momentos que vão levar uma retomada do crescimento, portanto, de uma melhoria para as populações européias.