Ao final do Filme, Guerra Mundial Z, um dos cientistas alerta em uma frase, algo que não entendi muito bem o sentido. Se a intenção do diretor foi realmente alertar, ou não passou de um deboche, onde afirmou que: “precisamos estar preparados”, numa clara referência aos possíveis acontecimentos catastróficos que par e passo, inevitavelmente, ameaçarão à raça humana.
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Assisti
a este filme ontem, e coincidentemente, nesta semana, após ter ocorrido o
incêndio em um depósito de fertilizantes na cidade de São Fco. do Sul no estado
de Santa Catarina, um amigo meu, sabendo deste espaço, solicitou que
registrasse o fato.
Relatou
que, além da omissão de praxe e o despreparo total dos governos e autoridades
para lidar com uma ocorrência bastante anormal mesmo em se tratando de cidades
muito bem preparadas. Nesta cidade, que mais se parece a um funil, dada a sua
localização, todo o processo beirou o desastre.
Acrescenta-se
a isto o fato de que, além de existir, em um espaço exíguo, um grande número de
indústrias, - tidas por boa parte da população como indesejáveis, afinal a
desculpa da renda não convence, pois a cidade ainda assim vomita pobreza - potencialmente
perigosas, o porto de São Chico canaliza um elevado número de caminhões para
uma única rodovia.
Desse
modelo de riqueza de planejamento e engenharia urbanística, resulta a
impossibilidade total do escoamento da população em caso de emergência. Transformando-os
assim, em reféns desse absurdo, e mais, de qualquer tipo de catástrofe; como se
viu. Assim foi neste ocorrido irresponsável – ainda mal explicado - que lançou
fumaça, produtos químicos (metais pesados) e gases tóxicos por toda uma região
litorânea riquíssima, se não além – mas isto não vai nem de longe ser realmente
levado em conta, e serve aqui mais como um relato.
Meu
colega então, passado o desespero; explicou ainda, num misto de reclamação e
desabafo, que ao solicitar que boa parte dos habitantes evacuasse suas casas,
as autoridades estavam cumprindo uma medida sem sentido, porque em determinado
período, não havia como deixar a cidade devido à paralisação total do
escoamento, devido à soma de observações referidas acima.
O fato de terem que se utilizarem da única e
vergonhosa via, quase chora ao acrescentar, que nos parece intocável (devido à
falta de manutenção ou a tardia duplicação), e debocha: talvez seja até sagrada
e talvez mesmo, deva ser; no futuro. Reverenciada como ponto turístico, (mesmo que
provavelmente ainda esteja sendo usada nos moldes de sempre). Esta rodovia que
é, devido à omissão política, somada a cultura do povo local, uma verdadeira
assassina, se observado o número de mortes que carrega nas costas.
Uma
via que vem sendo mal tratada no seu leito original, como foi construída, há
mais de três décadas, onde boa parte nem mesmo acostamento tem, e completa o
desabafo emendando: “ao solicitar a
evacuação da população, foram mais uma vez os governos, despreparadamente omissos,
que acabaram evacuando – em todos os sentido que esta palavra possa ser usada.”
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Previsão é do Corpo
de Bombeiros, que tenta conter propagação da fumaça; chamas em galpão de
fertilizantes começaram no fim da noite de terça-feira, 24, após explosão
FLORIANÓPOLIS - Mais de 30
horas após o início do incêndio químico em São Francisco do Sul, o comandante
do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina estima que os trabalhos de contenção
continuarão até sexta-feira, 27. "Temos que conter a fumaça e chegar até o
centro da reação química para neutralizá-la", disse o coronel Marcos Oliveira
nesta quinta-feira, 26. Com uma retroescavadeira, as equipes retiram parte do
material que está intacto, para diminuir o risco de explosões.
Desde a madrugada de
quarta-feira, 25, quando os bombeiros foram acionados, foram utilizados mais de
200 mil litros de água. No depósito estavam armazenados 10 mil litros de
fertilizante à base de nitrato de amônia, produto químico oxidante, que produz
fumaça sem chamas. Por isso, o objetivo é resfriar a reação.
A Fundação do Meio Ambiente de
Santa Catarina (Fatma) também está atuando no local. Durante o incêndio o
trabalho é de auxílio no controle. Depois, técnicos irão investigar se a fumaça
causou algum tipo de dano ambiental. "Vamos fazer estudos da qualidade do
ar, solo e água periodicamente para levar informação e segurança às
pessoas" prometeu o presidente Gean Loureiro.
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