quinta-feira, 30 de março de 2017

"Um país de trambiqueiros"



 “Até quando interesses escusos abusarão da paciência do povo brasileiro? Por quanto tempo haverá tentativas de reduzir as relações espúrias entre políticos e empresários, colocadas a nu pela Lava Jato, a um compromisso sem consequências nefastas para nosso país?

Até quando zombarão de nós aqueles que afirmam que congressistas são apenas ‘despachantes de luxo’, intermediários de inofensivos interesses das empresas?

Nunca antes ficaram tão evidentes as causas e as consequências da corrupção endêmica que nos afeta. Mas já intuíamos isso. Como entender que um país tão rico tenha uma população tão pobre?
Sabíamos que a corrupção desviava recursos públicos apenas para aumentar lucros de empresas e pagar propina.

E que esse ‘acarajé’, esse suborno, chegava aos agentes públicos de diversas formas, desde o benefício indireto do uso de aviões, empregos para filhos e residências na praia até depósitos em contas no exterior, pagamentos em espécie e financiamento de caras campanhas eleitorais.

O câncer da corrupção corrói a própria democracia ao subverter as eleições. Dinheiro de corrupção irriga as campanhas políticas por meio de caixa um ou dois. Importa aqui a sua origem escusa. Proveniente de corrupção, esse valor não muda sua natureza pela aplicação posterior que lhe é dada. Mais que isso, tentar esconder sua gênese configura também o crime de lavagem de dinheiro.

E agora nem o temor da população impede mais as manobras. Políticos envolvidos no escândalo apresentam propostas para anistiar a prática ilícita e punir quem os investiga, processa e julga. Acham-se acima da lei só porque foram escolhidos para legislar. Não percebem que essa conspiração já é do conhecimento de todos.

Assim, apócrifos projetos de lei passeiam no Congresso com o objetivo de anistiar a corrupção, disfarçados como apenas uma anistia ao caixa dois. Afinal, por qual motivo os políticos deveriam temer ser acusados por esse tipo de crime?

Reportagem da rádio CBN de 2016 apontou que o TSE possui apenas uma única condenação criminal por caixa dois em sua história. Então, ainda que não anistiado de direito, há muito foi anistiado de fato.

Além desses projetos, outro tão nocivo já se encontra em tramitação acelerada no Senado. De autoria do senador Renan Calheiros, visa, sob a fachada de tratar do abuso de autoridade, apenas ameaçar aqueles que investigam, processam e julgam a corrupção.

Qual outro motivo para tanto açodamento, sem um debate amplo perante a sociedade? Por que não dão ouvidos à consulta pública feita pelo Senado em seu portal, em que 98% das respostas são contra o projeto como proposto?

Quem diz apoiar a anistia ao caixa dois deseja, na verdade, a anistia à corrupção, o fim das investigações da Lava Jato e a soltura dos condenados.

Mente, portanto, aquele que diz que o loteamento dos cargos públicos é o preço para governar o país, quando se sabe que dele resultam corrupção e falta de serviços públicos para a sociedade.

Torna-se um simples despachante a mando de criminosos aquele que defende interesses escusos na esperança de se manter na política. Por fim, abusa da autoridade aquele que a usa para criar leis com o objetivo tão somente de ameaçar procuradores e juízes.

Advogar essas ideias é desprezar a sociedade. Sabemos quem são e onde se encontram essas pessoas. Não ignoramos o que fizeram em noites passadas e que decisão tomaram.

São tempos difíceis, mas devemos, como povo, tomar os caminhos certos. O Brasil será, de fato, um país de trambiqueiros, condenado ao atraso e à pobreza, se perdoarmos a corrupção e deixarmos que intimidem as autoridades”.

Texto assinado pelos procuradores
Carlos Fernando dos Santos Lima,
Júlio Noronha e
Roberson Pozzobon.

Nada sério (!)

E a imparcialidade?
E quem irá falar das finas camadas invisíveis que sutilmente vem sendo depositadas ao longo dos séculos?




Quanto do populismo até então escovado ao discurso político, camuflado de obsoleto, tem se mostrado presente, manifesto, acanhadamente oferecendo-se em novas perspectivas; atualizando-se, se reestruturado ao modus operandi vigente e rearranjado. Nada virtual, pontualmente viral e sorrateiramente visceral; repaginado e transfigurado como um fake social, como uma ideia –“ideia” - em milhares de páginas, socioconectadamente falando, onde pode, sem que seja percebido, ou perceber – ou concatenar, como muito de tudo o que tem se apresentado; tão indomável quanto inexplicável - tomar as dores do generalizado e banalizado descaso humano e fazer justiça não de uma forma organizada, mas a pior delas, através do caos das mentes desembestadas, própria e contumaz quando provocado o efeito manada, gerando, ao fazer seus seguidores - quando não sabem, sempre por desconhecimento; o desconhecimento secularmente trabalhado – se entenderem senhores de algo novo, ainda que inicialmente - aqui o perigo -, não saibam, nem desconfiam para que lado precisam ir, por conta justamente e também, de sua natureza pura de sobrevivência, onde o comando tem, repetidamente, se mostrado não superior aqueles tantos que domina; uma vez apossado de pós verdades e fake news que podem ser disseminadas através da sabedoria analisada apenas com as pontas dos dedos dos e/ou nos teclados???


Então... e quando vamos falar sério?

terça-feira, 28 de março de 2017

Será possível aqui, um dia, avaliar as perdas?



Políticos desvencilhando-se - Quanto tempo a mais nossos políticos gastam para desvencilhar-se e armar lobbys e trapaças, observada suas dificuldades naturais, que o tempo otimizado no que a constituição reza sobre seus mandatos?


Jamais teremos uma classe tão afeita ao erro concomitante a sua falta de tino para o roubo, a burla, e a corrupção que a abjeta facção política. Pôr sua vez, as palavras nunca e jamais, etc. usadas ao se defenderem perdem todo o sentido quando em referência aos seus desmandos e patacoadas homéricas, mas isso não é importante, ainda que deveria. Digo que, ao verificar o senhor Temer, como informado hoje, tentando arrastar para 2018 suas acusações políticas; o que choca é que se o representante maior de uma nação busca desvencilhar-se de acusações irrefutáveis e ainda assim quer que suas falas sejam observadas como séria na gestão do governo, como é possível que toda uma nação fique estática enquanto este e outros tantos senhores continuam comandando não as principais, mas todas as pastas administrativas do país!?!

sábado, 11 de março de 2017

Justiça brasileira



Recado às futuras gerações;
É nas mãos destes senhores que está a justiça brasileira hoje, melhor, nesse pé.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Educação; Respeito; Amor...

















Quem educou os homens que agora não as respeitam?

08/03/2017