sábado, 26 de novembro de 2011

A faxina deve continuar


Da série: “Implausibilidades”

Ontem, em uma declaração, o ministro Mário Negromonte descarregou, ou desabafou, ou suplicou, ou coisa que o valha...: “a gente não pode criar a república da desconfiança”

Ele conjugou o verbo na pessoa errada, afinal ele usou “a gente”, - expressão fulera de quem não tem argumento algum – no intuito de envolver todo mundo (povo, jornalistas, mídia em geral) quando, de verdade, ele me pareceu estar mandando um recado para os seus correligionários políticos corruptos de todo o sempre.

Então, traduzindo e mais especificamente falando, ele estava querendo dizer: “nós políticos não podemos continuar alimentando este estado de república da desconfiança; cuidemo-nos mais”.

Mas tudo bem, alguns entenderam, afinal quando usam “a gente” como expressão de comunicação, devemos considerar; avaliar; analisar quem é que está falando.

(Para quem não entendeu estou sendo estupidamente sarcástico)


domingo, 20 de novembro de 2011

Bem feito pra nós... de novo II




Só mesmo em um país como o nosso para aceitar passivamente um ato de sem-vergonhice como este do Ministro Carlos Lupi onde ele corre anunciar aos quatro ventos que irá devolver R$ 1.700,00, aos cofres públicos, conforme o texto a seguir.


Isso significa o que?
Que ele é honesto?
Que agora ele sabe que não é legal se sujar por uma ninharia dessas, logo ele que mama a anos no estado?
Que isso deverá redimi-lo?


Esse ato significa uma única coisa, que ele continua acreditado que nós não somos de nada.


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Texto retirado de um site qualquer de tantos que estão acompanhando a novela do absurdo da corrupção que assola nosso país em tempos onde deveríamos estar todos unidos em uma causa comum contra a crise mundial; mas pra que não é, afinal somos uma país rico.


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Ministro do Trabalho devolve diárias de viagem ao Maranhão


O Ministério do Trabalho confirmou nesta sexta-feira (18) que o ministro Carlos Lupi vai devolver aos cofres públicos o valor das diárias gastas em uma viagem de avião feita para o Maranhão, em dezembro de 2009, bancada pelo empresário Adair Meira, líder da ONG Pró-Cerrado, que mantém contratos com a pasta. A promessa de Lupi foi feita ontem em depoimento no Senado.
A assessoria do Ministério confirmou a devolução de R$ 1.736,90 referentes às diárias de sexta, sábado e segunda-feira, já que ele pagou a diária de domingo. Lupi vai fazer o depósito, mas já encaminhou o processo de viagem (com toda a documentação da viagem e estadia) para avaliação da CGU (Controladoria Geral da União). Caso a irregularidade seja comprovada, o dinheiro fica por lá, caso contrário, o ministro será ressarcido.
Tradicionalmente, a verba só é devolvida depois que a irregularidade é comprovada, mas a assessoria disse que Lupi preferiu se antecipar. Ontem, em audiência no Senado para tratar desse assunto, ele disse que iria devolver o dinheiro.
- Que eu me recorde houve pagamento de diária apenas na sexta-feira, mas preciso checar essas informações e mando aos senhores senadores. Mas se houver alguma irregularidade eu devolverei o dinheiro, sem nenhum problema. Primeiro precisamos ver se há algum problema porque eu cumpri agenda partidária e pelo ministério.
A justificativa do ministro para usar um avião particular foi o fato de ter cumprido agenda como ministro e como líder partidário.
Fôlego
Desafiada por um racha no PDT, a presidente Dilma Rousseff concedeu sobrevida de tempo indeterminado ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ao detectar um movimento para torná-la refém da ala do PDT que quer derrubar o ministro e ocupar sua cadeira, Dilma resolveu pôr um freio de arrumação na "faxina". O objetivo é sinalizar ao aliado que é ela quem decide a hora de tirar e nomear auxiliares.
Ex-integrante do PDT, partido que ajudou a fundar no Rio Grande do Sul, Dilma tenta resistir à política de conspiração levada a cabo por dirigentes da sigla.
Embora Lupi não tenha explicado quem pagou o voo, o governo avalia que sua situação não se complicou no depoimento prestado ontem à Comissão de Assuntos Sociais do Senado.