sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Papel higiênico


Hoje, as notícias dão conta de que o Nobel de Literatura será anunciado mais tarde do que o calendário habitual. Ao lado são expostas imagens de montanhas de lixo reciclado fazendo referência a livros que “se não forem vendidos ou doados provavelmente irão virar papel higiênico”;
Algumas lições pontuais aí, em meio a polêmica Lei Rouanet e os intelectualóides de plantão que, se por um lado não querem a correção de seus processos (projetos) querem a continuação dessa teta que beneficia toda essa cultura que estamos assistindo – nem vou colocar cultura entre aspas porque a cultura atual é que tomou de assalto a verdadeira cultura, quando esta não mais quer ou deve ser assim rotulada:

O que estamos produzindo?
No que se tornou o mercado editorial?
Quem não tem vergonha de intitular-se autor hoje?
Estamos vivendo a coisificação não apenas do mercado literário; porém de tudo o que envolve letras;

Apesar da minha tristeza, sinto-me bem em saber que não estou errado; é a velha vaidade prevalecendo – deixo-a fluir então.

sábado, 24 de setembro de 2016

Analfabeto político




Como me enche de esperanças no Brasil a luta eleitoreira, isso significa que ainda não estamos totalmente quebrados, afinal, quem é que lutaria para assumir um cargo carregado de problemas.

*

Como me enche de esperanças esse pessoal com suas bandeirinhas numeradas ferrando com o trânsito já caótico.

Animados e alegres, alguns bebendo outros comendo sanduíches de mortadela outros coxinhas, todos envolvidos com o processo eleitoreiro.

Nenhum deles tem a menor dúvida do que seus futuros protetores se eleitos afirmam conseguir.

Analfabetos políticos, a maioria se diz desempregada, muitos já “trabalhando” para o estado, outros esperando a vitória de seu candidato para sabe-se-lá-o-que!  

Com o tanque cheio de gasolina das doações que dizem estar escassas, porém não é isso que assistimos se olhado com uma lupa nestes redutos fétidos.

Ah! A esperança.

Olho para o lado e encontro minha mulher feliz enquanto voltamos do mercado com uma compra de mais ou menos cem dólares no bagageiro do bólido 1999 – desligo a motor para economizar enquanto a fila provocada por outro grupo empolgado, agora as bandeiras são outras, continuam ferrando meu direito de ir e vir.

Não voto, mas se o pretendesse, não seria em nenhum destes que insistem em atrapalhar minha volta para casa.

Então argumento com minha esposa; “querida, é certo que o Brasil ainda possui muito a ser espoliado, do contrário não teríamos tantos, gastando os tubos para serem eleitos”.

Ela então questiona, realmente é muito estranho; se todo o estado se proclama quebrado, quem é que, em sã consciência, quer disputar um lugar para assumir tão somente, dívidas!?!


Isso mesmo, não há lógica, a única lógica é que ainda temos o suficiente para sobreviver e continuar sustentando a classe política que não mostra sinais de cansaço. 

Ao ver as disputas só há uma certeza: há ainda mais para ser depenado.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

"Lutler"

Lutler





Analogamente falando, Lula é pior que Hitler, a intenção do ditador era aniquilar um povo "supostamente" inimigo, a do metalúrgico sempre foi crescer, (como se referiu ontem ao pronunciar que somente Jesus é mais conhecido que ele no Brasil; mas a que custo?) nem que isso significasse aniquilar o próprio povo.



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Notícias do dia

No site O Antagonista, hoje

O projeto criminoso de Lula

Brasil 16.09.16 08:21-O Antagonista recomenda o editorial do Estadão sobre a denúncia contra Lula:

“Há tempos a Justiça vem recolhendo evidências de que Lula, enquanto espezinhava as tais ‘elites’, constituiu para si uma outra elite de estimação e luxo – formada por empresários e políticos que aderiram ao monumental esquema de corrupção que os petistas instalaram no governo federal. Tal organização passou os últimos dez anos a operar uma formidável máquina de financiamento de um projeto criminoso de poder e enriquecimento. O mensalão foi apenas um fotograma desse grotesco filme de terror.


Em quase 150 páginas, os procuradores da Lava Jato afirmam ser capazes de demonstrar que Lula se beneficiou pessoalmente desse esquema. Ele teria recebido R$ 3,7 milhões em propinas da construtora OAS, empreiteira responsável pelo famoso triplex de que a família Da Silva pretendia usufruir. Para se defender, Lula mandou dizer que ‘jamais foi proprietário’ daquele apartamento. Em primeiro lugar, é improvável que apareça algum documento em que conste o nome de Lula como proprietário do tal triplex, porque se trata, conforme a denúncia, de uma operação de lavagem de dinheiro, em que o nome do verdadeiro dono nunca aparece. Em segundo lugar, Lula não precisaria ter dormido no triplex para que ficasse comprovado o elo entre o imóvel e o esquema que o beneficiou, assim como não foi necessário flagrar Fernando Collor dirigindo o Fiat Elba que selou sua sorte na Presidência, em 1992”.

domingo, 4 de setembro de 2016

Valorizando o Voto

Valorize seu voto



Já votamos e não deu certo; estamos com crédito, e muito, na casa. São eles que nos devem respostas e não nós mais votos a eles, continuar votando é avalizar o que eles vêm fazendo ao longo da história.

Uma vez vice...

Nosso Jeca Tatu pagando de Mujica


A nova comunicação dinâmica, online, madura, criou também sua linguagem própria; sua identidade, e sua rapidez a obrigou ao alinhar da escrita, sempre odiada ao jovem inconsequente criativo, ou melhor, original por natureza, normal ao gaiato, ao indivíduo originado da Torre de Babel atual, que conecta informação fácil a necessidades cada vez mais urgentes.

Uma destas expressões aglutinadora – o muito com pouco - nascida e amplamente difundida, utilizada até mesmo por representantes consagrados na mídia, é a fácil: “mimimi”. Por mais avesso que seja o profissional que se depara com essa e tantas outras “palavras inventadas”; acaba se convencendo de que escolher por princípios pessoais manter-se alheio a esse aluvião barato, porém criativo da “piazada” e continuar defendendo o baluarte do expressar condizente, o tornará outro chato a se juntar aos velhos que insistem na ortodoxia que não aglutina mas mantém travada as portas para o desenvolvimento, sempre aberto naturalmente a mudança e a construção de situações que se mostraram e se mostrarão pertinentes ao longo da continuação da história.

Ontem, a expressão “mimimi” tomou uma dimensão particularmente maior. Até então a observava como apenas uma reclamação chorosa, ou a designar a fala choramingante do coitadinho de mim de plantão etc. Porém ao assistir ao senhor Temer na sua primeira e tão importantíssima quanto icônica, carregada de simbologias e expectativa, incursão a China para o encontro do G20, o que encontro!?! Um coitado ainda vice, ou ainda menos, se comparado ao “í tá mar”; um sujeito que me pareceu acuado e quase medroso ao continuar a medir palavras quando frente às câmeras.

Confesso que tenho neste instante certo desconforto em apontar este registro, quando imagino agora este homem sentado em uma poltrona qualquer ao lado do avesso Renan “topetudo” Calheiros, a falar com o que parecia ser um bando de repórteres com seus celulares a gravar palavras monossilábicas.

Ainda mais em cima do muro do que quando obrigado a interinidade. Ao falar das manifestações contrarias ao seu agora estado de presidente, continua a escolher palavras, - sempre normal ao político, mas sua ação é evidente de quem quer agradar a todos, ou quer ser aprovado. Me repito; nos pareceu que suas palavras buscavam abrandar mas possuíam ares de um não-sei-o-que de medo, porém não do medo do que possa acontecer; medo de “mimimi” mesmo. Coisa de ainda vice, sem postura impositiva, de alguém meio acovardado que não consegue assumir algo de envergadura superior ao seu estado presente. O cara é o novo presidente de uma nação que muitos consideram um continente. Maior país da América Latina; e fica colocando panos quentes sobre a manobra executada há três dias no senado para não ferrar com o futuro político de outra pau mandado de um partido que ferrou com todo este “continente”!!!

O que falar de um vice de uma zé ninguém política? É apenas isso que ele quer que os editoriais futuros lhe concedam? Ou, então por assim se assumir; deve manter-se no seu lugar; pianinho? O que é isso; respeito: medo, conchavo político, sem-vergonhice?

Sou apartidário, sou apolítico e não me criaria neste meio, mas moro no Brasil, aqui nasci e não é porque não voto a mais de vinte anos – faço questão de votar em trânsito – que não vejo o que está acontecendo e portanto posso, como brasileiro, apontar não as ações políticas, mas o comportamento humano de cada um dos políticos, o que não é nada difícil, afinal qual o político que está livre de ser apontado por suas ações como desumano, como impopular; então, para alguém na minha condição é fácil.

Tenho vibrado contra as ações do PT há anos, queria a saída da Dilma, não porque é ela, mas porque ela é uma coitada e não soube se impor; se fazer respeitar. Agora volto ao Temer; o que é ser vice de uma coitada?

Senhor Temer, o senhor está tendo a chance de mostrar a que veio, e independentemente de sua situação política, abandone tudo em nome de uma de suas primeiras frases ainda como presidente interino; “quero sair da presidência como a pessoa que deixou este país melhor”, ou coisa que o valha.


Pegando carona na sua declaração, entendo que só há uma forma de conseguir isso senhor Temer; usando toda a sua inteligência e conhecimentos de, sei lá, meio século de política e aproveitar que não lhe resta mais futuro político devido à idade, somado a não precisão, e pare de “mimimi” e então diga a que veio, mostre ao mundo que o Brasil tem alguns poucos com brio; até mesmo na política.