sábado, 28 de maio de 2016

Cultos, intelectuais e vigaristas?




O que é a cultura nesse país? Quem com o domínio pleno de suas faculdades mentais iria apostar na luta dos últimos dias para o retorno do MinC, após observar o que segue abaixo, postado nesta semana no site O Antagonista!?

Aqui, hoje, apenas um registro. Não é possível que aumentemos em uma palavra quando o que vemos depõem contra os pretensos defensores da "nossa cultura".

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Não é questão de vergonha, é questão de indignação.
Os "campeões nacionais" da Lei Rouanet
Cultura 24.05.16 15:37
O requerimento da CPI da Lei Rouanet, que será apresentado amanhã na Câmara dos Deputados, traz alguns exemplos de captação de recursos na era petista.
O Antagonista teve acesso ao documento e elenca 10 casos:
1. Filme Brizola, tempos de luta e exposição Um brasileiro chamado Brizola
Valor: R$ 1.886.800,38
Ano: 2006
2. Peppa Pig
Valor: R$ 1.772.320,00
Ano: 2014
3. Shrek: musical e turnê
Valor: R$ 17.878.740,00
Ano: 2011 e 2012
4. Cirque Du Soleil
Valor: R$ 9.400.450,00
Ano: 2005
5. Turnê Luan Santana
Valor: R$ 4.143.325,00
Ano: 2014
6. Turnê Detonautas
Valor: 1.086.214,40
Ano: 2013
7. Shows Cláudia Leitte
Valor: R$ 5.883.100,00
Ano: 2013
8. Blog O mundo precisa de poesia, de Maria Bethânia
Valor: R$ 1.356.858,00
Ano: 2011
9. Gravação do DVD de MC Guimê
Valor: R$ 516.550,00
Ano: 2015
10. Documentário O vilão da República, sobre a vida de José Dirceu
Valor: R$ 1.526.536,35


Ano: 2013

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Antes de comemorar



Este não é um momento para comemorações, se há algo a fazer, é analisar como chegamos a esse ponto, e no máximo, acudir-se com o costumeiro crédito minguado de que o ser humano é capaz de correr atrás e reverter ações tomadas com base em suas nata inocência e incompetência construída; o mal está feito, no entanto, o que resta é esperar que ele possa ser atenuado o mais rápido possível.



Brasil 12.05.16 03:34
O Estadão se despede de Dilma Rousseff:

“Dilma só se tornou importante por ter arruinado o País. Começa a voltar, agora, para sua irrelevância. O mesmo ainda acontece com Lula, o todo-poderoso que concebeu Dilma e foi o grande responsável por tão infausto momento na história brasileira”.


domingo, 8 de maio de 2016

Rumo ao ocaso merecido

Quase tornado comum aos que conhecem, pode que Lula perca todo o ilusório prestígio conquistado, finalmente confirmando para estes a impressão de que vale menos do que um indivíduo comum. Porém, ao menos há algo que o partido desse ordinário cidadão fez que preste; eles, por não possuírem mentes a altura de suas vontades sórdidas, escracharam algumas das inúmeras brechas existentes no nosso “estado democrático de direito” que podiam tão somente ser exploradas em (seu) benefício próprio, ou daqueles que se dizem eleitos pelo povo; o que podemos ou o que nos resta é esperar e torcer para que possamos nos recuperar antes que o próximo “PT” espolie-nos a vontade, completando assim esse ciclo ininterrupto do poder contra o povo. (observação asseverada assim que lido o texto a seguir)

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Texto cujo link foi nos enviado via e-mail.

O MITO DESMORONA

Engolfado pela maré de más notícias, Lula percebe que não consegue convencer a Justiça com os mesmos dribles verbais que costuma aplicar no campo político

Ao longo de 13 anos de julgo petista no País, o ex-presidente Lula tratou de enriquecer a sua biografia com uma profusão garbosa de feitos e pitadas de marketing que o converteram em líder impoluto das massas. Surfou a onda do crescimento econômico fácil gerado na estabilidade do real. Embalou o sonho da ascensão de classes. Vendeu o projeto aspiracional de um capitalismo moderno. “Era o cara!”, como dele falou, em um misto de admiração e deboche, o americano Barack Obama. Lula conseguiu tudo e foi também bastante eficaz na determinação de se manter na sela do privilégio. De onde nunca apeou. Mesmo com o passar da faixa, levou junto consigo as facilidades do poder e a ingerência nos seus bastidores para fazer valer interesses inconfessáveis. Perceba-se o alcance da responsabilidade do ex-presidente. Foi ele quem, na solidão do comando, na ansiedade das madrugadas insones, teve de escolher os bafejados pela regalia. Não houve regra, critério, coisa alguma, a não ser a opção soberana do petista em traçar os domínios da partilha de benesses. Quem não se condói de tamanho voluntarismo não possui sensibilidade. Mal desconfiaram dele, por tempos a fio, seguidores e espectadores da cruzada de oferendas. E agora, como que por um ato final, abre-se a cortina do espetáculo. Lula foi desmascarado por ninguém menos que o Procurador Geral da República. Rodrigo Janot, que ali chegou pelas mãos de seu denunciado, fez desmoronar o mito. Nas palavras solenes do emissário da justiça, baseadas em uma avalanche de provas, delações e evidências, “a organização criminosa jamais poderia ter funcionado sem que o ex-presidente Lula dela participasse”. Pronto. Ficou afinal delimitado o método de atuação e o responsável. Sacramentou-se nos autos processuais aquilo que todo mundo sabia. Ou, no mínimo, desconfiava. Lula alcançou, por mérito e reconhecimento, o olimpo da bandidagem como uma espécie de “capo” da quadrilha que mais fraudou os cofres públicos. Nunca foi de seu assecla, José Dirceu, como se quis acreditar, o posto de chefe do bando. Durante o escândalo do “Mensalão”, Lula protegeu-se alegando estar coberto pelo manto da mais profunda ignorância. Nada sabia e qualquer acusação o indignava. Os inquisidores deixaram passar. A sociedade aquiesceu. O Brasil vivia a opulência do desenvolvimento sem limites.

Do Mensalão para cá muita coisa mudou. O custo dos desmandos estourou. Ficou evidente. Ninguém mais aceita fechar os olhos a tantos delitos ou relevar a contribuição hierárquica de malfeitores e beneficiários, por mais destacado que seja o papel de cada um deles na República – de empresários a senadores, deputados, tesoureiros, marqueteiros, membros do executivo, muitos já foram parar atrás das grades, numa faxina moral sem precedentes na história nacional. Lula, por sua vez, está a um passo de virar réu e de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A denúncia, caso aceita no STF, enterrará de vez as suas pretensões ao Planalto. Algo impensável para quem de lá saiu, como diz, “nos braços do povo”. Não é, de todo modo, o único dissabor que ele enfrenta. Existem inúmeros processos a pesar sobre sua cabeça. Em seis outras frentes de investigação, o idealizador do PT experimenta a ameaça de derrocada e do apagar do brilho de sua estrela, com riscos reais e crescentes de terminar os dias na cadeia.  Janot o acusa de obstrução da justiça, por tentativa de sabotagem na delação do executivo Nestor Cerveró. Há um pedido de prisão encaminhado à PF. Por todos os lados, rastros indisfarçáveis de vantagens percebidas no sítio, no triplex, nos quase R$ 30 milhões em palestras, fecham o cerco de suspeitas a sua pessoa. E no inquérito-mãe da Lava-Jato, Lula ainda desponta ao lado de 69 denunciados, perfilando na fileira da frente com Eduardo Cunha e Renan Calheiros.

Em muitos momentos dessa escalada, o ex-presidente agiu com uma truculência digna de nota – registrada em áudios para o estupor da plateia. Portou-se como um senhor do engenho, típico da era colonial nas suas paragens, que nada deve de explicações aos serviçais. Distribuiu palavrões. Arrotou valentia. Trovejou imprecações. Mirou autoridades de várias esferas com uma incontinência verbal que, em qualquer país do mundo, seria tratada como desacato. Houve uma circunstância especialmente sublime na cantilena de desaforos, quando ele tachou de “acovardados” a Suprema Corte, o STJ e o Parlamento. Aos poucos veio perdendo o “aplomb”. Notou que de nada lhe valia o papel de vítima. Os inquéritos avançavam. De uns dias para cá, dizem os interlocutores, Lula tem andado cabisbaixo. Soturno. Não subiu em palanques nas manifestações do Dia do Trabalho. Tem evitado exposições no mesmo ritmo de outrora.  Quem sabe até tenha caído em si sobre a gravidade das acusações que lhe pesam. De uma maneira ou de outra, a autoconfiança foi sendo minada desde a primeira batida policial em sua residência, quando ele foi levado coercitivamente para prestar depoimento. Engolfado pela maré de más notícias, Lula está percebendo, a duras penas, que não consegue convencer a justiça com os mesmos dribles verbais que costuma aplicar em sua defesa no campo político. Para ele e para os demais, nas barras dos tribunais, são as evidências que contam.

E é assim que o Brasil vai assistindo a uma verdadeira ópera-bufa de cenários cambiantes. Com Lula, Dilma, Cunha e Renan estrelando. Cada um deles repleto de denúncias por crimes variados, muito embora neguem até o fim culpa ou participação. É preciso um basta! Não existem mais dúvidas sobre a necessidade de o Brasil ser passado a limpo. Já se vão 10 anos desde as primeiras apurações – uma década inteira! – com o Mensalão. E desde ali as coisas pioraram, com práticas criminosas ainda mais sofisticadas. Ficou provado e registrado que o esquema de pagamento a parlamentares funcionou como uma mera extensão do gigantesco propinoduto montado para saquear a Petrobras e outras estatais, cujo intuito maior era o desvio de caudalosos recursos para os fundos partidários do PT e de siglas aliadas. Nas conclusões da PGR, só Lula, com seu espectro de influência sobre os demais políticos e controle da máquina, poderia estar à frente de uma engrenagem tão verticalizada. De mito a menestrel de maracutaias foi um pulo sem escalas.

Carlos José Marques, diretor editorial

terça-feira, 3 de maio de 2016

105 toneladas de marfim







“Quênia queima 105 toneladas de marfim de elefante.”


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E o que não sabemos...

...e o que não nos é mostrado...

...e o que não é apreendido...

...e o que é “acertado”...

...e o que podemos fazer?

Quem não tem vergonha de ser humano?

A que espécie realmente pertencemos se nos dizemos evoluídos. Ao assistirmos a isso e a tanto mais hoje; como é possível que entendamos caminhar rumo à evolução?

*

Entre os absurdos da vez:

Quênia queima 105 toneladas de marfim de elefante e quer banir comércio do produto

Publicado: 30/04/2016 18:38 BRT Atualizado: 30/04/2016 18:38 

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, ateou fogo neste sábado (30) a 105 toneladas de marfim de elefantes e mais de uma tonelada de chifres de rinocerontes, em uma cerimônia realizada no Parque Nacional de Nairóbi. A estimativa é de que este tenha sido o maior volume de marfim já destruído.

A iniciativa é mais um esforço do Quênia para coibir o comércio internacional de marfim e produtos obtidos por meio da caça de animais ameaçados. No total, 11 pilhas de presas de marfim e uma de chifre de rinoceronte foram queimadas.

"Chegou a hora de assumirmos uma posição e a posição é clara. O Quênia está declarando que o marfim não tem valor para nós, a não ser se estiver em nossos elefantes", declarou Kenyatta.

As pilhas correspondem a mais de 8.000 elefantes e 343 rinocerontes abatidos, de acordo com o Serviço de Vida Selvagem do país. O valor estimado do material era de US$ 150 milhões.

Alguns críticos sugeriram que o marfim e os chifres deveriam ter sido vendidos e o dinheiro arrecadado poderia ter sido usado em projetos de desenvolvimento e de proteção ambiental no país. Mas Kenyatta rebateu dizendo que o Quênia quer mostrar que o marfim não deve ter nenhum valor comercial.

Alguns especialistas que acompanham o tema alertaram ainda que queimar as pilhas não será suficiente para impedir o abate de elefantes, pois grupos internacionais se aproveitam das fronteiras pouco vigiadas do país e da corrupção.

O Quênia pretende pressionar pelo banimento total do comércio de marfim no 17º encontro da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, que será realizado na África do Sul ainda este ano.

Em 1970, a população de elefantes na África chegava a 1,3 milhão de animais. Hoje, são apenas 500 mil. Tanzânia, Gabão, Camarões, República Centro-Africana, Moçambique e República do Congo foram os países mais prejudicados pela caça de elefantes.