sábado, 21 de julho de 2012

Poder corrompido; morte disseminada



Após mais uma atrocidade, devemos entender que estes massacres todos que assistimos até aqui ainda não foram o suficiente para que os governos superassem o lobby da indústria das armas, afinal se a informação de que este indivíduo havia comprado mais de 6000 balas é verídica, não seria possível (se os governos quisessem, caso a indústria da morte, digo, das armas, deixasse) com toda a tecnologia - que tanto os homens se vangloriam – rastrear a compra de produtos tidos como perigosos... não seria mais fácil ainda no caso de balas e armas?

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http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6008681-EI294,00-Atirador+do+cinema+comprou+arsenal+antes+do+massacre.html

Atirador do cinema comprou mais de 6 mil balas e 4 armas pela Internet

O jovem James Holmes, autor do massacre do cinema no Colorado, comprou mais de 6 mil balas pela Internet nos últimos dois meses, informou a polícia na noite desta sexta-feira.

Toda a munição foi adquirida legalmente, assim como as quatro armas utilizadas no massacre, que James Holmes comprou em uma loja nos últimos 60 dias, revelou o chefe de polícia de Aurora, Dan Oates. "Nos últimos 60 dias, ele comprou quatro armas - duas pistolas Glock, um fuzil AR-15 e uma escopeta Remington - em uma loja especializada, e mais de 6 mil balas pela Internet".

O assassino, de apenas 24 anos, adquiriu 3 mil balas para o AR-15, 3 mil para as pistolas Glock e 300 cartuchos para a escopeta, destacou o policial. "Também através da Internet adquiriu vários carregadores para um fuzil de assalto calibre. 223, incluindo um tambor para 100 tiros, que foi encontrado na cena do crime", revelou Oates. "Os especialistas me disseram que com este carregador poderia ter feito entre 50 e 60 disparos (...) por minuto.

Até onde eu sei, ocorreram rajadas no cinema". "Pelo que sei, todas estas armas foram compradas legalmente e toda a munição, também", destacou Oates. James Holmes invadiu a sessão de pré-estreia do novo capítulo da saga Batman em um cinema de Aurora, na periferia de Denver (Colorado), matando 12 pessoas e ferindo outras 59 na madrugada desta sexta-feira, sendo preso em seguida. A nova tragédia que abala os Estados Unidos aconteceu a poucos quilômetros do local do massacre de Columbine, ocorrido em 1999.

Holmes, originário de Aurora, não tem vínculos com terroristas. O massacre reaviva o eterno debate sobre o controle de armas nos Estados Unidos.

O poderoso lobby das armas nos Estados Unidos, liderado pela influente National Rifle Association, acusa o presidente Barack Obama de favorecer a estratégia das Nações Unidas de limitar o direito constitucional dos cidadãos americanos de possuir armas de fogo.

domingo, 8 de julho de 2012

A cada império seu mal



Não há e jamais haverá um resultado inteligente de uma questão formulada pela parte insensata da mente de seres que pouco conseguem administrar suas miseráveis vidas, conquanto é certo que estes, jamais deveriam decidir a vinda de um próximo, muito menos a de um povo.

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China prende 800 pessoas por tráfico de crianças Pequim

A polícia chinesa prendeu ontem 802 pessoas suspeitas de participarem de uma extensa rede de tráfico de crianças, que agia em pelo menos 15 províncias do país. As autoridades também resgataram 181 menores que seriam vítimas dos criminosos, segundo o Ministério de Segurança Pública da China.

O ministério explicou que a operação desbaratou duas organizações de tráfico de crianças que eram interligadas e que os líderes dos grupos criminosos também foram capturados. O centro das operações das redes era em uma clínica da província de Hebei, no norte do país, onde gestantes de diversas localidades davam à luz bebês que seriam comercializados.

Meninas usualmente são vendidas como futuras esposas para homens solteiros. Meninos são procurados por casais que não conseguiram ter filhos.

Se já foi difícil quando havia grandes mentes...,


...como faremos com o que temos agora?

Chegamos a uma encruzilhada onde ao filósofo só restou a crítica.

Houve uma época em que à crítica sucedia-se uma porta, uma resposta; a crítica servia como mero exercício de provocação.

Era ingênua, pura; um mero levantar de questão ante a solução fácil diante de problemas simples.

Não mais hoje, não mais é possível encontrar caminhos para algum tipo de retorno, tudo se parece tão sem sentido e desprovido de solução.

Os problemas mundiais parecem avolumar-se descontroladamente e a única esperança, embora não gostemos de utilizar esta palavra, é contar com um dos pontos fortes do homem, a adaptação ao improvável.

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Incra é acusado de desmatar a Amazônia

OZIELI FERREIRA

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ações na Justiça contra o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), sob acusação de desmatamento ilegal. Nas ações judiciais elaboradas pelo Grupo de Trabalho da Amazônia Legal, que reúne procuradores da República de toda a região, consta que os procedimentos irregulares adotados pelo órgão na criação e instalação dos assentamentos vêm promovendo a destruição da fauna, flora, recursos hídricos e patrimônio genético, provocando danos irreversíveis ao bioma da Amazônia. Em Roraima, o caso será julgado pela 1ª Vara Federal de Boa Vista. Foram ajuizadas ações nos estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre e Mato Grosso, pois conforme o MPF, quase 30% do desmatamento ilegal na Amazônia foram nos assentamentos do instituto. O Maranhão, que tem uma das situações mais graves nos assentamentos, está concluindo o inquérito sobre o assunto. De imediato, o MPF impôs algumas medidas ao Incra como a proibição de novos assentamentos e a recuperação das áreas degradadas. As informações recolhidas foram obtidas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Segundo informações, a área desmatada corresponde a vinte anos de desmatamento se mantido o ritmo atual, de cerca de 6 mil quilômetros quadrados por ano. De acordo com a investigação, até 2010 o órgão foi responsável por 133.644 quilômetros quadrados de desmatamento dentro dos 2.163 projetos de assentamento existentes na região amazônica. O MPF fez um cálculo com base no valor comercial dos produtos madeireiros e chegou a um valor total de R$ 38,5 bilhões em danos ambientais causados pelo Incra em toda a Amazônia. O valor corresponde ao que foi desmatado entre 2000 e 2010 e calculado pelos valores mínimos do mercado. “Para se ter uma ideia do prejuízo, a área desmatada é cerca de 100 vezes o tamanho da cidade inteira de São Paulo. Só no ano passado, dentro de assentamentos já criados do Incra, foram perdidos 1,6 milhão de hectares em floresta (um hectare é o tamanho médio de um campo de futebol). Entre 2000 e 2010, foram mais de 60 milhões de campos de futebol em florestas que vieram ao chão”, disse o MPF. OUTRO LADO - O superintendente do Incra em Roraima, Titonho Beserra, disse que ainda não está com as ações em mãos, mas assim que tomar posse, o documento será encaminhada para o setor jurídico do órgão tanto local como nacional, pois são vários os projetos de assentamentos e as ações precisam ser analisadas com cautela. Ele informou que a discussão sobre desmatamento ilegal é antiga e, que diante disso, é necessário um estudo para analisar o que foi feito tanto de forma irregular como dentro da legalidade. “O Incra cria os projetos e entra com pedido de licença ambiental, mas quem desmata é o agricultor. A princípio, vamos analisar com cuidado as ações para depois tomarmos as medidas cabíveis e fazer a defesa do órgão”, disse. Enquanto as normas do novo código florestal não se consolidam, o agricultor pode desmatar somente 20% de sua área total. Quando as regras entrarem em vigor esse espaço aumenta para 50%. Os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Roraima aprovaram, na última quarta-feira (4), indicativo de greve para a próxima terça-feira (10). No entanto, a paralisação não será por tempo indeterminado, ainda, uma vez que a categoria não decidiu se vai aderir à greve nacional. A informação é da presidente da Associação dos Servidores do Incra-RR, Eliane Conceição Araújo. Segundo a presidente, a categoria fará uma nova assembleia na quinta-feira (12) em que decidirá se vai aderir à greve geral. “Ainda não decidimos pela greve geral, pelo menos por enquanto, mas a nossa expectativa, caso venhamos a nos juntar ao movimento nacional, é atingir cerca de 70% dos servidores de Roraima”, disse. Porém, explicou que de 10 a 12 de julho, os serviços de atendimento ao público, principalmente a emissão de documentos, estarão suspensos no Incra, até que a nova decisão seja tomada. De acordo com ela, os trabalhadores rurais serão ao mais prejudicados. “Eles são os que mais necessitam do nosso trabalho”, afirmou. As reivindicações da categoria, além de melhores condições de trabalho e salário são: a celeridade na construção da sede do órgão - cuja obra está parada por falta de recursos; concurso público e a convocação dos aprovados no último concurso. Conforme Conceição, os servidores estão trabalhando provisoriamente, há mais de cinco anos, num prédio totalmente inviável para prestar um bom atendimento ao público. “A nossa sede própria está em construção, mas as obras, iniciadas em janeiro de 2009, estão paradas, queremos recursos para a conclusão dessa obra”, declarou. A presidente informou que estará buscando, a partir da próxima semana, apoio junto às entidades representativas dos produtores rurais no Estado. “Buscaremos apoio, não só dos representantes dos produtores rurais, mas também dos políticos, pois esperamos que o governo venha a atender as nossas reivindicações logo”, ponderou. Em todo o pais, os servidores do Incra estão parados desde 8 de junho. Mais de 5,5 mil servidores trabalham no órgão, mas dois mil estão em condições de se aposentar até 2014. Os funcionários reclamam de falta de pessoal e de infraestrutura para trabalhar e cobram também reajuste salarial. (N.V.)

domingo, 1 de julho de 2012

Sim... "But"



Não devemos ter ou nutrir qualquer tipo de prejulgamento, de aversão contra também, qualquer que seja a forma de protesto, - todo o protesto que não agrida fisicamente o próximo é válido ou deve ser respeitado - porém a pergunta que fica com relação a este movimento popular que notadamente vem tomando corpo não apenas no cenário internacional, - digo isto por ter ele sua origem fora de nossas fronteiras, mas também por suas adeptas estarem mostrando todas as suas saliências inclusive por aqui - então, ao assistirmos sua evolução, é preciso que uma questão seja respondida; o que as mulheres estão fazendo verdadeiramente em relação à desvalorização delas frente à cultura promiscua que se desenvolve a olhos vistos no cenário mundial?

É inegável que algo deve ser feito, e com mais radicalismo; com mais ênfase, com muito mais atenção por parte da população e do poder público contra todo o homem que humilha, que violenta seja de que forma for, principalmente a mulher, afinal é este o contexto desta observação, e, aproveitando, nunca é demais reiterar que todo o tipo de violência conta qualquer espécie de ser vivo é absolutamente condenável, porém é importante que as mulheres antes de engajar-se em algum movimento, principalmente, como no caso aonde a ação vem de forma contundente e mais, diria até, forte, com um fim radical, porque não, de mostrar seus corpos nus alegando uma forma de protesto; entendessem primeiramente, que deveriam conscientizar toda a classe a não buscar jamais vender o corpo seja por que motivo for. Desta feita a mulher que não possua tal consciência jamais poderá reivindicar verdadeiramente direitos que fazem menção ao pudor, por exemplo - ao menos não retirando a roupa.

E menos estamos falando das prostitutas e mais daquelas que pregam a falsa moral entendendo-se vítimas e intocáveis mesmo quanto se vestem com o único intuito de vender o corpo, é preciso entender que existe uma série de homens psicopatas no mundo e entre eles alguns são mais vítimas destas atitudes agressiva das mulheres que réus; o que não os exclui de culpa, diga-se de passagem.

Assim, excetuando o fato de estarem acometidas de alguma doença patológica, que a classe cientista sabe, existe e é o único motivo que a faça ser perdoada num primeiro momento, partindo deste pressuposto é preciso entender, todos, portanto, que não são todas as mulheres que se oferecem pelas ruas, baladas, escritórios, parques industriais, igrejas, etc. que devem ser respeitadas inicialmente, simplesmente pelo fato de que os homem que assim as veem devem preocupar-se, antevendo prematuramente se elas estão ou não sofrendo de algum mal ligado a vontade de copular apenas devido a sua doença.

Assim, é de suma importância que antes de se buscar a valorização do todo com relação a um propósito, antes de pregar a justiça como forma de respeito, de “não a discriminação”, “não a violência”, entender que para engajar-se em algumas fileiras e protestar, não é possível que tenha o afiliado cometido ações que o desvalorizaram no passado e entender se esta desvalorização não vem se perpetuando por seus iguais de nascimento sem que tenham sido educados para o sofrimento que estas ações equivocadas vêm lhes causando.

Valoração inversa


Há tempos vem se chamando a atenção para que se valorize o homem, para a qualificação do homem. Nunca se prestou tanta atenção no meio/humano, busca-se hoje mais do que nunca a conscientização coletiva de que o planeta, o entorno ambiente deve ser observado, valorizado e preservado para que o seu principal habitante, agora objeto, sobreviva, mantendo sua capsula de sobrevivência viável, porém, - e só se aponta isto por haver ainda tempo à mudança, por ainda haver algum tempo - é possível então, - tem-se essa visão ao assistir aos embates nas mídias diversas - que não passe este despertar de mera alusão de uma fração preocupada e engajada da população, quem sabe ilusória, que ainda assim segue imaginando que os quereres somados possa então surtir o efeito real necessário; diríamos que antes é preciso qualificar a luta repensando a preocupação.

O que pensar se fosse então lá, quando há tempos, alguns alertaram para que a tão buscada valorização tivesse surtido efeito; estaríamos hoje tão preocupados por estarmos diante de um estado onde a culturalização inversa do ser moldou-o inconsciente de preocupações para com o meio/estado que fatalmente se instalaria e agora o está - a encruzilhada incontestável de depender de um instrumento ineficiente para salvar um mundo claudicante.

De alguma maneira ainda estamos “lá”, ou seja, muito aquém de onde deveríamos estar.

Se houvéssemos salvado alguns; se tivéssemos poupado algumas matrizes; se houvéssemos observado e nos preocupado com a ação principal provavelmente não estaríamos agora assistindo o desandar da construção como um todo, porém sempre há tempo, o que não há, onde a preocupação ainda é falha é exatamente no calcanhar de Aquiles do caminhar evolutivo, afinal, ainda que vivamos tempos desesperadores, o que não foi formado ainda, foram os líderes para a empreitada.