quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

schumacher who?



 
Ele era um bom piloto?

Sim; porém o que valeu suas vitórias realmente, se analisarmos em que época se deu?

Ele deveria ser levado às alturas como fizeram os interessados na F1?

Independente de qualquer análise que diga o contrário; entendo que se os marqueteiros de plantão não tiveram a coragem de falar a verdade sobre o “shumi”, o destino deu a resposta humilhando-o com um retorno medíocre.

Afirma ele que se tornou um humano melhor após seu retorno, esperamos que sim. Esperamos que esta não seja mais uma daquelas desculpas esfarrapadas daqueles que por saberem que se meteram em encrenca são obrigados a engolir o velho orgulho e fazer declarações amenas a seu próprio respeito, para que o mundo contrário ao seu modo de ser amenize suas críticas.

Adeus Schumacher, aproveite os louros de uma luta vã.

No que diz respeito a mim, entendo que você, ao aceitar este retorno mais que merecido, brindou a nós, que nada podemos fazer contra as injustiças praticadas assistidas, vinda da parte de dirigentes, marqueteiros e afins, - que enfiam goela abaixo dos simples mortais ignorantes que nada entendem, porém estão vidrados na opulência do meio – com um tipo de alívio, com um tipo de lenitivo, afinal, nós, que enxergamos um pouco além do óbvio, podemos passar anos ou mesmo uma vida inteira até assistir a revelação do que realmente aconteceu durante o que foi mostrado como heroísmo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Enquanto isso na sala da injustiça



 
Com relação à perda de mandato dos parlamentares, falando para aqueles que não conseguem decifrar ao menos este absurdo com relação ao Teatrólogo Julgamento do Mensalão, podemos colocar fazendo uma questão: Se um funcionário muito ruim de um supermercado vem roubando desavergonhadamente e por se sabe lá quanto tempo, quantias consideráveis dentro do estabelecimento que o emprega, tem ele direito de continuar recebendo salário após ser comprovado o roubo?

Isto é absurdo? É; mas é exatamente isto que nossos midiáticos encapotados estão fazendo.

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Enquanto isso naquela repartição nada privada...

STF adia decisão sobre perda de mandato de parlamentares condenados no mensalão. 

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) adiaram, nesta quinta-feira, 6, a decisão sobre se os três deputados...

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) adiaram, nesta quinta-feira, 6, a decisão sobre se os três deputados federais condenados pelo mensalão - João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) - devem perder automaticamente seus mandatos, ou se a decisão final sobre o tema cabe à Câmara dos Deputados.

O ministro relator e presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, defendeu que a sentença do Supremo para os três parlamentares inclua a perda dos mandatos.

 
Já o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, afirmou que, segundo a Constituição Federal, a decisão sobre a perda dos mandatos é prerrogativa da Câmara dos Deputados.

Os ministros retomam o debate sobre o tema na sessão da próxima segunda-feira, 10.

O STF ainda precisa decidir se os condenados a cumprir pena privativa de liberdade serão presos imediatamente após o término do julgamento, ou se a ordem de prisão será expedida somente após a publicação do acórdão (decisão final) e a análise de possíveis recursos.

Também está pendente de análise uma proposta apresentada pelo ministro Lewandowski para reavaliar as multas aplicadas aos condenados, que somam R$ 22,7 milhões. 

Acompanhe abaixo os principais momentos da sessão desta quinta-feira.

18h34-Barbosa encerra a sessão. O debate sobre a perda dos mandatos será retomado na segunda-feira, 10. 

18h25-
Barbosa cita como exemplo o modelo norte-americano para rebater o voto de Lewandowski. "Na vida política dos Estados Unidos, essa discussão sequer chega a ocorrer, porque um parlamentear envolvido em crimes tão graves renuncia imediatamente. Ele não segue na Câmara em busca de uma proteção. Imediatamente ele deixa o cargo, tamanha a força da opinião pública e dos meios de comunicação".

Para ele, o Supremo não poderia "abdicar do direito de, ao condenar criminalmente uma pessoa, decretar a suspensão dos direitos políticos".

18h15-
Barbosa afirma que a hipótese de uma decisão do Supremo pela perda de mandato não resultar automaticamente na perda do mandato constituiria um "privilégio" em benefício dos parlamentares.

Lewandowski responde que os ministros não podem cumprir um papel que é do Congresso Nacional. 

17h55-
"Desde a revolução francesa, o exercício do mandato paralamentar foi considerado algo intangível, intocável, protegido inclusive do Poder Judiciário, porque é manifestação da vontade popular", afirma

Lewandowski. Ele pede tempo para continuar a ler seu voto, pois avalia que decisão que o Supremo tomará a respeito será história e terá "consequências gravíssimas" para o equilíbrio entre os poderes. 

17h50-
Para Lewandowski, a possibilidade de o Supremo cassar diretamente o mandato de deputados representaria um grave risco ao sistema de freios e contrapesos entre os poderes que caracteriza as democracias modernas. 

17h40-
Lewandowski cita famosa decisão do ex-ministro do STF Paulo Brossard, aposentado em 1994, na qual afirmou que "o STF também erra", para alertar de que, nesse caso, a chance de corrigir o erro seria muito menor. Também cita duas decisões anteriores do Supremo, com votos dos ex-ministros Cezar Peluso e Nelson Jobim, no sentido de que a perda do mandato, em caso de condenação criminal, não deve ser automática. 

17h32-
Lewandowski cita, para embasar sua tese, texto escrito na década de 1990 pelo novo ministro do STF, Teori Zavacski, no qual ele conclui que a discussão sobre perda de mandato de parlamentares condenados cabe ao Legislativo e não ao Judiciário. Zavacski falou sobre o artigo ao Estadão. 

17h30-
"O texto magno (Constituição Federal) é claro ao outorgar à Câmara a competência de decidir, e não meramente declarar a perda de mandato", afirma Lewandowski. 

17h15-
Para Lewandowski, em relação a senadores e deputados, a perda do mandato não é automática a partir da condenação criminal, embora seja vedado aos parlamentares condenados disputar novas eleições, porque perderam a condição de elegibilidade. 

17h10-
Lewandowski inicia a leitura de seu voto, ressaltando que a perda de mandato é uma sanção "excepecional". "Apenas em situações excepcionais a lei maior admite que os cidadãos sejam privados de um de seus mais importantes direitos, o de votar e ser votado", diz. 

17h05-
Barbosa vota pela perda de mandato dos três deputados condenados. 

16h40-
Barbosa retoma sessão e abre o debate sobre a perda de mandato dos deputados federais condenados. Afirma que, uma vez condenados pela corte suprema do País, "inexiste espaço para juízo político pelo Legislativo" sobre se os deputados devem perder ou não seus mandatos. Para Barbosa, a perda do mandato "é efeito irreversível da sentença condenatória" 

15h25-
Sessão é suspensa por trinta minutos. 

15h10-
Barbosa disse que deixará a sessão em breve para participar do velório do arquiteto Oscar Niemeyer, no Palácio do Planalto. 

DIREITO GV - No início da sessão de hoje, os ministros discutem a possibilidade de revisão das penas de multa impostas aos réus condenados. Vale lembrar que a pena de multa é autônoma, ou seja, ela pode ser aplicada cumulativamente ou não à pena de prisão. A pena de multa deve ser imposta entre no mínimo 10 e no máximo 360 dias-multa. O dia-multa é uma base de cálculo que deve ser fixada pelo próprio juiz, não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato, nem superior a cinco vezes esse salário. As diferenças entre os valores aplicados pelos ministros referem-se tanto a diferentes números de dias-multa quanto para a determinação do próprio valor do dia-multa. 

14h45-
Lewandowski propõe que a fixação da multa seja proporcional à fixação da pena privativa de liberdade. Deixa, com os ministros, cópias de seu voto e a planilhas com as multas e pede que os magistrados reflitam sobre sua proposta. 

14h35-
Ministro Ricardo Lewandowski afirma que há muita "discrepância" entre as multas aplicadas a todos os condenados e propõe um critério "claro e preciso". Cita especificamente a multa aplicada ao ex-presidente do PT, José Genoino, que ultrapassa em duas vezes o seu patrimônio declarado. Lembra, também, que o publicitário Marcos Valerio e seu ex-sócio Ramon Hollerbach têm patrimonios declarados semelhantes, mas receberam multas distintas. 

14h30-
Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, abre a sessão e coloca em debate a redução das multas aplicadas aos condenados.

 

Eu sabia que ele sabia






Não posso dizer que eu já sabia, porém é possível que mais alguns que continuam dormindo com relação a este caso despertem para a possibilidade de que o querido senhor Luis Inácio Lula da Silva sempre soube de todo o esquema.

“Mas e daí, de que tudo isso irá adiantar?”

Nada; mas vamos somar as nossas baboseiras com as baboseiras oficiais que aí estão a encher as páginas da rede.

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Marcos Valério será intimado por promotor de Santo André

O Ministério Público de Santo André (SP) vai intimar o empresário Marcos Valério para que ele confirme ou não trechos do depoimento dado à Procuradoria-Geral da República em que afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi extorquido por um empresário da cidade, Ronan Maria Pinto, e que o dinheiro foi usado na compra do "Diário do Grande ABC".

Valério afirmou, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", que o PT pediu a ele R$ 6 milhões para que o empresário Maria Pinto parasse de chantagear Lula, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e o ministro Gilberto Carvalho.

O que intrigou o promotor de Justiça Roberto Wider Filho foi que o valor citado por Valério, R$ 6 milhões, é o mesmo da proposta recebida em março de 2003 pela família Pelosi pelo jornal, que hoje é de Maria Pinto. Um depoimento que fala da oferta faz parte de outro inquérito.


"Vamos tentar descobrir de onde veio o dinheiro para o jornal, se era o mesmo. Pode ter havido a lavagem de dinheiro e o crime antecedente, de extorsão", disse.

A suposta chantagem ao grupo político de Lula estaria ligada ao assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em 2002.

Segundo o Ministério Público, Daniel foi morto após descobrir que o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, estava se apropriando de propina paga por empresas à prefeitura. A propina deveria bancar campanhas do PT. Já a Polícia Civil concluiu que o assassinato foi crime comum.

Sem dizer claramente qual a razão da extorsão, Valério afirmou que, pressionado por Maria Pinto, Lula recorreu ao pecuarista José Carlos Bumlai, um amigo próximo do ex-presidente.

Bumlai, por sua vez, teria obtido um empréstimo do Banco Schahin, que supostamente foi repassado a Maria Pinto e depois usado na negociação do jornal.

A Folha procurou o advogado de Bumlai pelo segundo dia seguido e encaminhou email, mas não houve resposta do pecuarista.

O promotor Wilder Filho disse que decidiu pela nova investigação após cruzar o depoimento de Valério com outros inquéritos que apuram suposta corrupção em Santo André. Foi em um deles que surgiu a coincidência.

"Com os elementos que já temos, o depoimento de Marcos Valério ganha forma", diz Wilder Filho.

Por meio de sua assessoria, Maria Pinto negou em nota conhecer Bumlai ou Valério e também que está à disposição da Promotoria.

"Ao longo dos últimos dez anos em que vem sendo investigado pelo Ministério Público, seus sigilos já foram quebrados e nada se encontrou de irregular ou ilícito. É por isso que Maria Pinto vem sendo sucessivamente absolvido nos processos em que foi envolvido. É por isso que não tem receio de quaisquer investigações." (JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)

"Solto pela justiça"




Na chamada na página inicial da internet a frase é: “Solto pela justiça”; eu, na hora me perguntei: há algo de irônico na chamada, a frase é bastante oportuna, e o que me vem a mente é que, todo o réu tem direito a defesa, porém existem alguns, principalmente nos países corruptos, que a forma como você se transformou, ou como você chegou, com que bases você têm, com que cartas você pode contar durante todo o processo, isto conta bastante.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-11-20/condenado-carlinhos-cachoeira-deve-deixar-a-prisao-ainda-esta-noite.html

Após julgamento, Cachoeira deixa o presídio da Papuda, em Brasília

Decisão do TJ-DF condena bicheiro a cinco anos de prisão, mas pena deverá ser cumprida em regime semiaberto. Bicheiro foi liberado na madrugada desta quarta-feira

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, deixou, no início da madrugada desta quarta-feira, 21, o presídio da Papuda, em Brasília. Ele foi condenado nesta terça-feira a cinco anos de prisão mais multa, pelos crimes de formação de quadrilha, exploração de jogos e tráfico de influência. Cachoeira estava preso havia nove meses.

A decisão, tomada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), é resultado das investigações da Operação Saint-Michel, que apurou irregularidades no sistema de transporte público. Como a pena imposta ao bicheiro é inferior a oito anos, o regime inicial da prisão deve ser semiaberto com 50 dias multa (cerca de R$ 3 mil). 

A decisão foi tomada pela juíza Ana Cláudia Barreto e ocorre um dia antes da leitura do relatório final da CPI criada para investigar a relação entre políticos e o esquema operado pelo bicheiro.

Bicheiro estava preso somente por conta da Operação Saint-Michel

A mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, chegou por volta das 23h à Papuda e disse que reiterava "seu amor" pelo bicheiro. Da prisão, ele deveria voltar para Goiânia.

Pai de Cachoeira, Sebastião de Almeida Ramos comemorou a decisão: "Graças a Deus! Essa prisão estava acabando com todos nós. Ele não merecia isso", afirmou. "Como não estou bem de saúde, vou hoje cedo para Goiânia encontrá-lo. A Justiça está sendo feita", completou o pai.

"Nenhuma prova se produziu. A montanha pariu um rato. Ele tem direito a recorrer em liberdade e essa pena será extinta", resumiu seu advogado Nabor Bulhões.


Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro como resultado da Operação Monte Carlo, que apurou corrupção e exploração ilegal de jogos na esfera federal. Desde então, o empresário ficou preso preventivamente no Distrito Federal e em Goiás. Vários pedidos de liberdade foram formulados nos dois processos, mas sempre esbarravam em decisões que alegavam o alto poder de influência de Cachoeira para mantê-lo preso.

Na Justiça Federal, a última decisão liminar do caso, do dia 15 de outubro , garantia a liberdade do empresário em relação à Operação Monte Carlo. No entanto, ele não pôde ser solto devido aos desdobramentos da Operação Saint-Michel.

De acordo com o advogado do empresário, Nabor Bulhões, a decisão da juíza Ana Cláudia Barreto veio no momento em que o TJ estava próximo de conceder liberdade a Cachoeira. “A juíza que decretou a prisão, duríssima, ao receber as razões da defesa e os documentos provando que não tinha motivo para manutenção da prisão porque os crimes imputados de tráfico de influência não ocorreram, permitiu a liberdade. Pode ter havido, eventualmente, formação de quadrilha, mas isso não justificava a manutenção da prisão”.

De acordo com Bulhões, seu cliente pode ser solto porque os impeditivos relativos à operação Monte Carlo “não prevalecem mais, não tem nada a ver com a situação”.

*Com Agência Brasil e Agência Estado

Falta generalizada de sentido




Eu queria saber que sentido há em estudar para ser um advogado, um promotor ou um juiz e de repente se ver as voltas com pessoas que roubam os filhos de suas mães; ao menos uma lição é possível que se tire do episódio que envolveu o doutor Vitor Manuel Sabino Xavier Bezerra, a senhora Carmem Kiechofer Topschall e o tráfico ou desaparecimento de crianças generalizado neste País: inteligência, não é pré requisito para ser um doutor.



Lídice da Mata pede prisão de intermediadora de adoções na Bahia


Falhas na legislação dificultam punição nas adoções ilegais, afirma promotor da Bahia

A relatora da CPI do Tráfico Nacional e Internacional de Pessoas, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), pedirá a prisão preventiva de Carmem Kiechofer Topschall, suspeita de intermediar adoções irregulares, convencendo ou forçando famílias pobres do interior da Bahia a abrir mão da guarda de seus filhos em favor de casais de outros estados. Ela é acusada de arranjar novas famílias a cinco crianças, filhos de Silvânia Maria da Silva e Gerôncio de Brito Souza, do município de Monte Santo, na Bahia. Todos foram entregues a casais de Indaiatuba e Campinas, no interior de São Paulo, em maio passado.

- É a segunda audiência para qual Carmen é convocada e não comparece. A prisão dela é necessária para que sejam esclarecidas as circunstâncias em que estas crianças foram levadas - declarou Lídice da Mata, durante audiência pública da CPI realizada nesta segunda-feira (12), na Assembleia Legislativa da Bahia.

Carmem Topschall não aparece desde que foi entrevistada pelo programa Fantástico, da TV Globo, no início de outubro, na casa onde residia com os três filhos adotivos em Pojuca, na região metropolitana de Salvador, a mais de 350 km de Monte Santo.

Na audiência, a deputada estadual e ex-prefeita do município, Maria Luiza Laudano, contou que Carmen Topschall chegou a Pojuca há oito anos para abrir uma empresa de beneficiamento e exportação de vísceras. Mais de 600 pessoas teriam sido treinadas para um trabalho que nunca foi executado.

O juiz Vitor Manuel Sabino Xavier Bizerra, que concedeu a guarda provisória aos casais paulistas, também não compareceu, mas enviou justificativa à CPI, colocando-se à disposição para depor em outra oportunidade. Os trabalhos foram presididos pelo vice-presidente interino da CPI, Paulo Davim (PV-RN). A mesa foi composta pelo promotor Luciano Taques Ghignone, a defensora pública Laíssa Araújo e os advogados Isadora Costa Pinto e Mauricio Freire Alves, que representam os pais biológicos das cinco crianças.

Denúncia

O caso de Monte Santo fez a CPI do Tráfico de Pessoas do Senado reabrir a série de audiências públicas, já encerrada, e adiou a apresentação do relatório final, em fase final de elaboração. Segundo denúncia veiculada pelo Fantástico, os cinco filhos do casal Silvânia e Gerôncio foram levados à força pela polícia por determinação judicial. Gerôncio ficou 25 dias preso por protestar contra a decisão e sua família teve de vender um imóvel avaliado em R$ 65 mil por R$ 15 mil para pagar a fiança.

- Depois que o crime aflora, o próximo passo é desqualificar a vítima, e é o que está ocorrendo nesse caso quando dizem que o pai era alcoolista e a mãe se prostituía - afirmou o senador Paulo Davim.

O advogado do casal, Maurício Freire, reforçou os argumentos.

- Ainda que estas acusações fossem verdadeiras, não ensejariam, por si só, justificativa plausível para a perda da guarda de cinco filhos. Não estamos falando de uma família desestruturada, apenas de pais que se separaram, mas que continuaram cuidando de seus filhos. Eram pobres sim, mas não miseráveis. O que houve ali foi uma percepção elitista e preconceituosa, menosprezando a família, entendendo que ela não teria condição de reagir social, política e juridicamente - opinou o advogado, para quem o MP deveria fazer um mea culpa institucional e admitir que não cumpriu seu papel.

Sua colega Isadora Costa Pinto pediu a reitegração imediata das crianças à família biológica.

- Não conseguimos entender porque passado mais de um ano essas crianças ainda não retornaram a Monte Santo, porque se fala do trauma do regresso aos pais biológicos se nada foi dito quando elas foram arrancadas à força de seus pais biológicos - completou a advogada.

Para o promotor Luciano Ghignone, o caso de Monte Santo será revertido a qualquer momento, já que se trata de guarda provisória, e não de adoção, que é definitiva. Ele alertou, porém, para outros casos de adoção voluntária em outros municípios, como Euclides da Cunha, Cansanção e Canudos, que ficam na mesma região.

- A situação daquela família é gravíssima, mas não é a única. Se as crianças de Silvânia e Gerôncio voltarem para casa, estaremos todos satisfeitos? - questionou o promotor.