Vivemos o descarrilamento total da justiça brasileira.
Enquanto aqueles que dizem mandar e desmandar no país brigam entre eles sem que
o que interessa venha a baila e seja resolvido; ratos insignificantes, “filhos
do descaso” assumem o comando nas ruas.
Esta semana uma dentista foi queimada viva dentro de seu
próprio escritório odontológico porque não havia dinheiro em sua conta. Então
este é o último resumo. Você deve reservar um saldo especial para o caso de ser
agarrado na rua por estes párias que nossa justiça deixou se alastrar, não mais
pelas ruelas escuras dos becos imundos da cidade imunda, mas sim pelas ruas que
servirão de cartão postal a todo aquele que, enganado ou por pura falta de
conhecimento virá visitar está imundície de pais – ao menos politicamente
falando. Sem saber que poderá ele e seus amigos turistas serem estuprados
dentro de um automóvel enquanto os meliantes passeiam pela cidade apreciando a
vista e passando seus cartões nas fantásticas e arreganhadas máquinas de facilitação
de consumo.
Como será que é, o que pensa, o que passa pela cabeça de um
advogado, um policial, um juiz, um político corrupto, ou mesmo irresponsável; um
destes grandões que dizem mandar e desmandar, ao assistir as barbaridades
diárias que acontece em suas barbas bem cuidada?
Digo; como diz o pobre diabo: “dá nada”. Para estes “noiados”
do poder realmente não dá nada, e é por isso que nada irá acontecer de descente
com a justiça brasileira.
A mãe desta dentista declarou que sua filha olhava por toda
a família. Era o esteio da família. Em algum lugar os poetas cantam: “os bons
morrem antes”. A pergunta que me faço é se estarão nascendo boas pessoas na proporção
em que a justiça “inoperante” brasileira consente que seus alforriados da lei
continuem matando indiscriminadamente pessoas descentes; pais de família,
estudantes, cidadãos que pagar o salários de seus algozes que nada fazem?
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Atrocidade da última hora
enquanto dá-se a inauguração da arena maior do futebol brasileiro - Panis et
circenses
Dentista é queimada viva em assalto na Grande SP
Grupo incendiou vítima porque ela só tinha R$ 30 na conta, segundo
delegado
Crime ocorreu por volta das 12h em consultório de São Bernardo do Campo;
polícia diz ter identificado suspeito
Uma quadrilha ateou fogo e matou uma dentista durante um assalto ao
consultório dela por volta das 12h de ontem em São Bernardo do Campo, no ABC
(Grande SP).
A vítima teve seu corpo incendiado porque os assaltantes conseguiram sacar
só R$ 30 de sua conta bancária e queriam mais dinheiro. Ela morreu no local do
crime.
Segundo a Polícia Militar, a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza,
46, estava atendendo um paciente no seu consultório no Jardim Anchieta quando
um homem chegou dizendo precisar de atendimento de emergência.
A dentista abriu o consultório para o homem. Em seguida, um comparsa
dele entrou e anunciou o assalto.
A PM afirma que três ou quatro pessoas integraram o grupo. Eles
encontraram um cartão bancário na bolsa da dentista e pediram a senha dela para
realizar saques.
Parte da quadrilha ficou no consultório e outra parte saiu para ir ao
caixa eletrônico.
A polícia divulgou imagens de um dos suspeitos na loja de conveniência
de um posto de combustível, onde teria ido fazer os saques. À noite, ela
informou já ter conseguido identificá-lo. Segundo a polícia, ele usou no crime
o carro de sua mãe, que reconheceu o filho nas imagens.
Após ir ao caixa eletrônico, o grupo voltou com a quantia sacada da
conta da dentista e pediu mais dinheiro, sob a ameaça de que colocaria fogo na
mulher. Como Cinthya insistiu que não tinha mais dinheiro, um deles jogou
álcool nela e ateou fogo.
"Eles cometeram o crime porque só tinha R$ 30 [na conta]",
disse o delegado Roberto Bueno de Menezes.
Uma vizinha ouviu os gritos de Cinthya e chamou os bombeiros. "Ela
gritou por socorro e eu vi a fumaça", disse Lindaci de Oliveira, 54.
O paciente que estava em consulta disse à polícia que foi vendado e teve
pertences como relógio e celular roubados. Os bandidos também levaram uma
aliança da dentista e R$ 20. A testemunha disse que a vítima falou aos ladrões
que a conta não tinha dinheiro, mas eles insistiram.
Uma pessoa que estava próxima ao local do crime relatou ter visto os
suspeitos fugirem em um Audi A3 preto.
Ela disse que o carro parou na contramão da rua onde fica o consultório,
quando três pessoas entraram no veículo.
Solteira, a dentista morava no mesmo imóvel do consultório (montado em
2003) com os pais e uma irmã de 42 anos com necessidades especiais --que
dependia de Cinthya para se manter.

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