quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Que graça tem viver desse jeito"


Como diz minha esposa, "que graça tem viver desse jeito", quando ela se encontra em situações em que o cotidiano nos impõe um estado em que nos mantemos refém de ações que se dependesse do nosso querer em nenhum momento as viveríamos.

Esta semana vivemos mais um capítulo do que a mídia vem chamando de crise dos poderes, embora deveríamos entender que a crise apenas existe quando há a intenção nítida, firme de se encontrar uma solução descente para o desenvolvimento positivo de todos os envolvidos, o que não é o caso aqui - aqui a dificuldade é fazer com que a mídia de uma vez por todas mire em outra catástrofe e os deixem em paz

E, neste capítulo, assistimos a encontro do Gilmar com o Renan, e então, lembro do que repete sempre minha esposa e me pergunto: que graça tem posar de juiz do STJ, ou seja, ser um dos homens mais influentes do país, exercendo um dos cargos mais cobiçados. Ter estudado o que estudou e então ter que se submeter, nacionalmente, a um homem que apesar de estar onde está não passava (ou seria não passa?) de um meliante acusado nacionalmente até bem pouco tempo?

Isto lá é crise? Isto é um descalabro.

E somente não afirmo que é o final dos tempos porque nós somos bom o suficiente para prorrogar nossa agonia por mais um centena de séculos. 

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http://www.midiamax.com/noticias/848734-apos+encontro+com+gilmar+mendes+renan+nega+crise+entre+poderes.html


Após encontro com Gilmar Mendes, Renan nega crise entre poderes

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Agência Senado/WM
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou nesta segunda-feira (29) que exista uma crise entre os poderes. A declaração foi dada após encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, também participou da reunião, realizada na casa do ministro, em Brasília. Haverá um novo encontro com o ministro Gilmar Mendes na próxima segunda.
“O diálogo vai continuar. A bola está no chão. A situação está distensionada”, declarou Renan.
Na última quarta-feira (24), Gilmar Mendes acatou um pedido de liminar, em mandado de segurança impetrado pelo PSB, suspendendo a tramitação no Senado do projeto que restringe o acesso de novos partidos ao Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV (PLC 14/2013). O Senado interpôs um recurso chamado agravo regimental, pedindo a reconsideração de Gilmar ou o julgamento pelo Pleno do STF, com o argumento de que a liminar representa ingerência nas competências do Poder Legislativo.
Na Câmara, a polêmica com o Supremo envolve a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de proposta de emenda constitucional que submete decisões do STF ao Congresso Nacional nos casos de súmulas vinculantes e de ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) contra emendas constitucionais (PEC 33/2011).
Na sexta-feira passada, o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, divulgou nota afirmando que, se a proposta for aprovada, ela “fragilizará a democracia”.

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