...mais inofensivos, ainda que nocivos.
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Tomara que
ao menos aqui não tenha havido super faturamento na compra; ou licitação
fraudulenta. A gente sempre quer imaginar que não está perdendo tudo.
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Mais uma da série: escola pública O x Mega arenas 10
Ministério Público
apura descarte de 17 toneladas de merenda no ES
Vigilância Sanitária
descartou alimentos contaminados na semana passada.
Segundo MP-ES, ano letivo iniciou sem lanche para os alunos.
O Ministério Público do
Estado do Espírito Santo (MPES) informou que instaurou um procedimento
administrativo para apurar responsabilidades pela ausência do fornecimento da merenda
escolar no município de Presidente Kennedy, na região Sul do
Espírito Santo. Segundo o órgão, o ano letivo da rede municipal de ensino teve
início em 18 de fevereiro sem fornecimento de merenda escolar.
Na última semana, a
Vigilância Sanitária da cidade descartou mais de 17 toneladas de merenda
contaminada por larvas, urina e fezes
de ratos, de acordo com a procuradoria geral do município. Para a administração
atual, o desperdício aconteceu durante a intervenção de um promotor de Justiça.
A ex-secretária de Educação diz que a perda poderia ter sido evitada e acusa a
atual gestão de negligência.
Em nota, o Ministério
Público Estadual afirmou não ter sido comunicado sobre o descarte. O órgão
disse que foi "surpreendido com o descarte de alimentos, que seriam
remanescentes de compras emergenciais para atender à demanda da merenda escolar
do ano de 2012".
A secretária de Educação
do município, Dalva Silva, informou que não há arroz, açúcar e feijão em
nenhuma das 19 escolas de ensino básico e fundamental. “Conseguimos abastecer
apenas as duas creches com parte da verba de compra direta. Foi realizada uma
estimativa para que essa compra dê para 15 dias”, explicou. Para que os alunos
não fiquem sem ter o que comer no intervalo das aulas, a secretária diz
que há uma colaboração dos pais. “Eles estão mandando o lanche dos filhos”,
afirma a secretária.
Segundo a pregoeira da
prefeitura, Valquíria Goulart, após a especificação dos produtos, está sendo
promovido o cadastro para licitação de preços. Esse processo estará concluído
em 15 dias, quando será realizado um pregão para registro de preço e compra dos
alimentos.
Entenda o caso
Depois de descartar mais de 17 toneladas de merenda estragada, as escolas de Presidente Kennedy, no Sul do Espírito Santo, estão sem alimentos básicos e têm que contar com a ajuda dos pais de alunos para que mais de 2 mil estudantes não fiquem sem ter o que comer.
Depois de descartar mais de 17 toneladas de merenda estragada, as escolas de Presidente Kennedy, no Sul do Espírito Santo, estão sem alimentos básicos e têm que contar com a ajuda dos pais de alunos para que mais de 2 mil estudantes não fiquem sem ter o que comer.
A Vigilância Sanitária do
município descartou, no final de março, mais de 17 toneladas de merenda escolar
contaminada por larvas, urina e fezes de ratos, de acordo com a procuradoria
geral da cidade.
Revolta
Com a notícia de que mais de 17 toneladas de alimentos foram descartadas no lixo, moradores da cidade ficaram revoltados. O assunto nas ruas é o descaso com o dinheiro público. “É pouca vergonha, com tanta gente passando fome. Um descaso com a cidade. Esse alimento poderia ter tido um destino diferente”, lamentou a dona de casa Neuza Barbosa, 61 anos.
A mulher diz que a neta foi estudar em Cachoeiro devido à falta de merenda. “Vários pais tiveram que tirar os filhos daqui, pois também estava faltando professor”, acrescentou.
Para a estudante Ana Paula Serra, Kennedy é um município que tem dinheiro e não investe. “Aqui, a gente sempre espera algo: quando não é escândalo, são essas coisas”, diz ela.
Com a notícia de que mais de 17 toneladas de alimentos foram descartadas no lixo, moradores da cidade ficaram revoltados. O assunto nas ruas é o descaso com o dinheiro público. “É pouca vergonha, com tanta gente passando fome. Um descaso com a cidade. Esse alimento poderia ter tido um destino diferente”, lamentou a dona de casa Neuza Barbosa, 61 anos.
A mulher diz que a neta foi estudar em Cachoeiro devido à falta de merenda. “Vários pais tiveram que tirar os filhos daqui, pois também estava faltando professor”, acrescentou.
Para a estudante Ana Paula Serra, Kennedy é um município que tem dinheiro e não investe. “Aqui, a gente sempre espera algo: quando não é escândalo, são essas coisas”, diz ela.

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