segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Globalizado, porém ainda bestializado




Em tempos de Nobel da Paz, da Física, da Literatura onde a autovangloriação e autoufanizaçao humana aflora ainda mais por nos entendermos superiores, especiais, inteligentes, pesquisadores e escritores únicos, esquecendo-se que não existe outro ponto de referência a não ser a insignificância do homem, ou seja, levando em consideração apenas que todo o universo gira em torno da supremacia que se tem como insuperável do homem, assistimos atos covardes como este da menina Malala Yousafzai, onde também sabemos, que este é apenas mais um dos milhares de atos selvagens cometidos por centenas de milhares de homens iguais a nós, então é importante que nos perguntemos; temos algum motivo para comemorarmos a supremacia humana? Mesmo que alguns poucos o façam?

Não, é claro que não. Nenhum homem pode entender-se em paz ou inteligente o suficiente ao assistir outros iguais cometendo barbaridades e continuar alheio e inerte ao que está acontecendo mesmo que nada possa fazer.

Por outro lado, de que adianta aqueles que se dizem donos de inteligências privilegiadas e com poder suficiente de organização para arregimentar um grupo de pacificação verdadeira e mundial a fim de erradicar tipos nefastos como este do planeta quando o máximo que conseguem é em reuniões aramadas e de finais previamente acertados, de resultados batizados para inglês ver são matérias para os jornais noticiarem durante a duração das mesmas.

Não adianta “pagarmos” de inteligentes globalizados e já totalmente socializados apenas no que diz respeito aos interesses de negociações previamente armadas enquanto assistimos demonstrações de o quanto bestial podemos ser.

Entendo que enquanto seres humanos comuns não temos motivo algum para nos sentirmos totalmente inteligentes enquanto não encontrarmos uma solução para uma vida social segura e descente, por outro lado se fazemos parte de um grupo que pode alterar os rumos vergonhosos que assistimos ao redor do mundo, não temos direito algum de aparecer em público buscando oras e vivas enquanto crianças pelo mundo não tem o direito mínimo a escola primária.  

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Ativista baleada pelo Taleban continua internada no Paquistão

Malala Yousafzai, de 14 anos, pode ser transferida para o exterior, para receber melhor tratamento

Segunda, 10 de Outubro de 2012, 09h44

estadão.com.br

MINGORA, PAQUISTÃO - A defensora dos direitos das meninas no Paquistão Malala Yousafzai, 14 anos, continua internada nesta quarta-feira, 10, após passar por cirurgia para extração de uma bala de seu pescoço. Ela foi atacada ontem por um militante do Taleban em um ônibus com outras meninas, enquanto ia para a escola, na cidade de Mingora.

Em uma operação que durou três horas, os médicos tiraram um projétil alojado no pescoço, perto da medula espinhal. Malala levou dois tiros e, segundo orientações médicas, deve ser transferida para o exterior, para receber melhor tratamento. O quadro de saúde da menina é estável e a imprensa paquistanesa especula que ela será levada a Dubai.

 

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