Em
tempos de Nobel da Paz, da Física, da Literatura onde a autovangloriação e autoufanizaçao
humana aflora ainda mais por nos entendermos superiores, especiais,
inteligentes, pesquisadores e escritores únicos, esquecendo-se que não existe
outro ponto de referência a não ser a insignificância do homem, ou seja, levando
em consideração apenas que todo o universo gira em torno da supremacia que se
tem como insuperável do homem, assistimos atos covardes como este da menina
Malala Yousafzai, onde também sabemos, que este é apenas mais um dos milhares
de atos selvagens cometidos por centenas de milhares de homens iguais a nós, então
é importante que nos perguntemos; temos algum motivo para comemorarmos a
supremacia humana? Mesmo que alguns poucos o façam?
Não,
é claro que não. Nenhum homem pode entender-se em paz ou inteligente o
suficiente ao assistir outros iguais cometendo barbaridades e continuar alheio
e inerte ao que está acontecendo mesmo que nada possa fazer.
Por
outro lado, de que adianta aqueles que se dizem donos de inteligências
privilegiadas e com poder suficiente de organização para arregimentar um grupo
de pacificação verdadeira e mundial a fim de erradicar tipos nefastos como este
do planeta quando o máximo que conseguem é em reuniões aramadas e de finais
previamente acertados, de resultados batizados para inglês ver são matérias
para os jornais noticiarem durante a duração das mesmas.
Não
adianta “pagarmos” de inteligentes globalizados e já totalmente socializados apenas
no que diz respeito aos interesses de negociações previamente armadas enquanto
assistimos demonstrações de o quanto bestial podemos ser.
Entendo
que enquanto seres humanos comuns não temos motivo algum para nos sentirmos
totalmente inteligentes enquanto não encontrarmos uma solução para uma vida
social segura e descente, por outro lado se fazemos parte de um grupo que pode
alterar os rumos vergonhosos que assistimos ao redor do mundo, não temos direito
algum de aparecer em público buscando oras e vivas enquanto crianças pelo mundo
não tem o direito mínimo a escola primária.
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Ativista baleada pelo Taleban continua internada no Paquistão
Malala Yousafzai,
de 14 anos, pode ser transferida para o exterior, para receber melhor
tratamento
Segunda, 10 de
Outubro de 2012, 09h44
estadão.com.br
MINGORA, PAQUISTÃO - A defensora dos
direitos das meninas no Paquistão Malala Yousafzai, 14 anos, continua internada
nesta quarta-feira, 10, após passar por cirurgia para extração de uma bala de
seu pescoço. Ela foi atacada ontem por um militante do Taleban em um ônibus com
outras meninas, enquanto ia para a escola, na cidade de Mingora.
Em uma operação que durou três horas, os médicos tiraram um projétil alojado no pescoço, perto da medula espinhal. Malala levou dois tiros e, segundo orientações médicas, deve ser transferida para o exterior, para receber melhor tratamento. O quadro de saúde da menina é estável e a imprensa paquistanesa especula que ela será levada a Dubai.
Em uma operação que durou três horas, os médicos tiraram um projétil alojado no pescoço, perto da medula espinhal. Malala levou dois tiros e, segundo orientações médicas, deve ser transferida para o exterior, para receber melhor tratamento. O quadro de saúde da menina é estável e a imprensa paquistanesa especula que ela será levada a Dubai.

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