“É devido
ao seu assombro que os homens principiam a filosofar. Eles se assombraram
originalmente diante das dificuldades óbvias, e então avançaram pouco a pouco e
formularam dificuldades acerca das grandes questões, como, por exemplo, os
fenômenos da Lua, do Sol e das estrelas e o surgimento do universo. Um homem
que está intrigado e sob efeito do assombro se considera ignorante (daí que o
amante dos mitos é de certo modo um amante da sabedoria, pois o mito é
constituído de assombros); portanto, dado que a filosofia era praticada tendo
em vista escapar de uma condição de ignorância, eles perseguiam a ciência com o
intuito de conhecer, e não para alcançar qualquer fim utilitário. Isso é
confirmado pelos fatos, pois foi só a partir do momento em que quase todas as
coisas necessárias à vida e promotoras do conforto e da recreação já se faziam
presentes que tal conhecimento começou a ser buscado.”
Aristóteles (século IV A.C.)
Aqui não é
assim, nada assombra realmente.
Essa
observação serve apenas para você, Aristóteles, que tudo tinha na Grécia; nós,
ao se observar a janela, não temos, ou não chegamos ao ponto de poder nos
entregar ao analisar sério... não nos fartamos ainda de recreação.

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