quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Para tudo há limite




Quando vamos amadurecer?

Estamos nas ruas por sede de justiça ou por medo do que poderá vir a acontecer?

Por que nos juntamos em defesa de pessoas que não sabemos se o que fizeram, apenas o fizeram com o intuito de chamarem a atenção?

Não é fácil concordar com a questão acima, justamente em um dia de comoção mundial com a atrocidade cometida contra o que muitos entendem como “liberdade de expressão”, porém, até onde devemos buscar respostas que nem mesmo entendemos fazer sentido neste momento?

O mundo está nas ruas protestando contra as mortes no Charlie Hebdo.

Mas e se a ideia sempre foi chamar a atenção?

Pronto... agora chamaram a atenção; o nome de seu compêndio mínimo é hoje o mais comentado em todos os veículos possíveis de comunicação.

E então devemos perguntar; até onde valeu a pena todo o desrespeito infligido em suas charges?

Qual charge deve veicular amanhã, se existisse algum compêndio com tamanho acinte quanto eles? Tão abusados quanto? “Oui maintenant obtenu au sommet.” (charges não sei fazer, mas tenho algumas ideias)

Devemos rezar pelos mortos; e estamos compadecidos daqueles que choram; mas então nos perguntar, até onde algumas de suas charges, não possuíam apenas a intenção maior de chamar a atenção, ainda que atacassem desrespeitosamente instituições e ideias?

Qual é o limite? Onde termina a arte; o chamar a atenção para o absurdo, e inicia-se o ataque gratuito e absurdo?

Pensemos, este é um momento de reflexão e não apenas de revolta.

“Ainda que sejamos ignorantes, precisamos buscar na sapiência o respeito da ignorância”

*

Em 23 de setembro de 2012 já denunciávamos através deste espaço o absurdo da falta de respeito com qualquer que seja a religião ou ideia ainda que não a aceitemos; não é possível que concordemos, não devemos tolerar qualquer abuso contra a moral e a ética, porém, o desrespeitar escudado em ideologias também falhas é apoiar-se em garantias falíveis.

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Então aqui, em 23 de setembro de 2012

Idiotia

Semana passada foi a princesa "pagando peitinho" e o louco do diretor aloprado fazendo piadas em vídeo contra o Profeta Maomé, hoje outra charge ridicularizando o profeta; qual é o sentido de tudo isto?

 Cultura ou liberdade de expressão; é publicar qualquer coisa sem o mínimo de preocupação com a cultura alheia ou quão aculturado são os envolvidos e então pouco se lixar correndo o risco de que pessoas morrerão em nome do absurdo provocado?

 É perfeitamente compreensível que assistamos absurdos nas classes tidas como mais baixas da sociedade, porém o que nos parece é que com a busca da igualdade entre os homens, também os aculturados estão tomando conta de cargos mais importantes na sociedade ou até mesmo no governo, ou se não isto, aqueles que até então faziam a diferença selecionando o que se podia ou não fazer, também: ou já não existem ou fazem parte da classe que não possuem mais o discernimento entre o ético, o moral, o responsável, o digno de pessoa de bem.

É claro que não queremos a volta a ditadura, mas é impossível que vivamos bem em sociedade sem um mínimo de civilismo como rédeas de conduta e decência.

 (NÃO É POSSÍVEL QUE ASSISTAMOS IMPASSÍVEIS ESTES ANORMAIS IDIOTAS DESTA TAL REVISTA FRANCESA SEM QUE FAÇAMOS ALGO QUE OS DEFINAM EM UM CUBÍCULO ONDE APENAS PESSOAS RELES - QUE COM ELES COMPACTUEM - SE ENCONTREM)


Estas pessoas; (como o desta revista francesa ou o autor do famigerado vídeo) devem ser juntadas a um novo gênero que classifico como os “Para-humanos”, pessoas especiais que sofrem de algum tipo de idiotia incurável e das mais atrozes, e, a qual, não pode ser tratada, e destes, nada podemos esperar de útil ao grupo humano são.

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