Inflacionando os “ismos”. Respeito o
trabalho feminista, mas o que precisamos é do manhismo; vivemos a era do homeninismo:
do homem que não cresceu.
*
Tenho
o feminismo como um absurdo; é claro que respeito todas as mulheres e as suas
vontades, mas condeno veementemente qualquer movimento que se faça ou descambe
para a provocação burra, para o desafio sem sentido, e vejo que o movimento
feminista derivou para a veia podre do combate sem sentido; egocêntrico;
perdedor no sentido de que se um ganha o outro perde. Luta boa é aquela onde os
dois aprendem; onde os dois entendem ao final que o ponto em comum da disputa
pode ser trabalhado e trazer benefícios aos dois; às causas em comum ainda que
não entendidas na sua integridade.
Acredito
piamente na evolução e entendo o que está acontecendo. E ainda que tenha
vergonha de participar disso, acredito que tudo faz parte do processo, porém o
que não posso é assistir a tudo e dizer amém. Como diz meu amigo; era preciso
que iniciássemos um movimento de conscientização para que algumas mudanças
mínimas acontecessem, dando mostras de que a soberba, o orgulho, o
divertimento adulto chegou a um limite perigoso e mais desprovido de sentido do
que nunca, e então fosse descortinada alguma forma real e verdadeira de consenso
sobre os caminhos futuros. Não como a tirada em A vida de Brian – Monty Pyton,
onde é visto que o pessoal faz reuniões e gosta de fazê-las porque sabe, que ao
promovê-las, (durante sua ocorrência) estão longe o bastante da ação em si.
...
E
o homeninismo! Hoje a luta da mulher então perdeu o sentido, porque tudo perdeu
o sentido no que se refere a conhecimento conscientizado. Quando o feminismo
surgiu ou ao menos surgiu por parte de uma ou outra mulher, por motivos até
patológicos, quem sabe? Ser homem, possuir o que o homem possuía, viver como o
homem vivia, parecia ser justo, afinal vivia-se uma era onde existiam homens de
verdade: altruístas, de inteligência nata, com caráter, cortês, educado,
romântico, com classe, portador de uma originalidade genuína, um modelo a ser
seguido – não vamos aqui discutir o ponto “igualdade de direitos”, isso é coisa
posta; ninguém deve lutar por isso por essa ser a condição natural do existir,
o ponto a ser buscado é outro - quase fazia sentido buscar a igualdade.
Mas
e agora? Penso ser vergonhoso para a mulher se julgar feminista ou conquistar o
que o homem conquistou; essa luta perdeu o sentido e vou explicar por que.
Se
você busca a igualdade é porque você se julga diferente, mas até onde isso é
ruim, talvez, no caso da feminista, esteja na hora de entender que não há nada
de prático parecer-se, igualar-se ao homem. Principalmente se for apenas para
receber um salário maior, isso não é desculpa, hoje é só estudar mais... e como
estes homens andam preguiçosos. Existe também o fator superação ou em muitas
situações, casos onde os homens assumiram sua fragilidade na busca do sustento
familiar, assumiram sua preguiça, nesse caso nada mais justo que a mulher fazer
a diferença, mas isso não é condição feminista, isso é necessidade.
A
mulher se perdeu nas reivindicações, pois o homem já não é modelo algum, o
homem que está aí é um menino crescido que trabalha não mais para formar uma
família como a conhecíamos, ele traz em seus genes, ou melhor: os hormônios da
adolescência invadiram seus genes e o corpo dele está uma bagunça como a sua
alma, o seu espírito e suas vontades, então ele ainda quer a mulher desejada, e
como ele parou de pensar, não medita, não raciocina, pega todas, até que no seu
hipnotismo se pega casado e desfamiliado, mas seus gostos, seus quereres de
menino ainda querem um carro, uma moto, um barco como seus amiguinhos de
infância o provocavam com a bicicleta mais nova e então precisam desfilar estes
bens e pegar mais mulheres porque eles casaram hipnotizados por eles próprios e
não houve a transformação total da criança para o adulto, assim eles permanecem
neste círculo vicioso de ter hoje dinheiro, mas não ter o que fazer com ele por
que as opções de um menino são limitadas e o mundo, por mais atrativo que
pareça, busca fazer com que todos permaneça assim também, limitados.
Aí eu pergunto; é esse modelo de homem que
as mulheres querem como bandeira de luta nas suas conquistas femininas?
Parece-me tão pouco, para não dizer vergonhoso. O homem se perdeu, está
atrasado, egoísta, hipnotizado e mesmo em encontros, tido como de intelectuais,
na sua essência, o que podemos assistir, e falo sem medo de errar: é a velha competição
insana dos meninos querendo disputar; - ainda são os frangotes buscando vencer em partidas vãs - ver quem é o melhor. Não se sabe mais o que é
seriedade.
Esse
feminismo que está aí precisa se reciclar ou então ficará no homeninismo, ou
seja, no homem que continua menino no pior que isso possa revelar, um menino
mimado, com, ou sem dinheiro, - mas com certeza sem rumo – assim como, sem
rédea alguma para colocá-lo no devido lugar.
Mulheres; nós precisamos é de mães; mães verdadeiras, que pensem os filhos pensando o
mundo – apenas não sei como vocês encontrarão homens para torná-las uma.
*
Manhismo;
esse ou ao menos esse é o meu modelo de um novo movimento. Vem de Mãe, “manhe”, “manheeeê”; pois precisamos que a mulher volte a ser novamente uma mãe modelo. Vocês mulheres devem voltar ao que lhes importa mais, viver o verdadeiro papel de mães e tornar seu filhos novamente homens verdadeiros após crescidos.
Conquistar o que os homens conquistaram não deveria ter graça para vocês; a verdade é que vocês possuem algo que nós jamais conseguiremos: ser mães e educar como ninguém seus filhos, com exclusividade; este orgulho é vosso e deveria ser reverenciado como já foi um dia - conquistar o que outros conquistaram não é conquista é cópia.
Conquistar o que os homens conquistaram não deveria ter graça para vocês; a verdade é que vocês possuem algo que nós jamais conseguiremos: ser mães e educar como ninguém seus filhos, com exclusividade; este orgulho é vosso e deveria ser reverenciado como já foi um dia - conquistar o que outros conquistaram não é conquista é cópia.
O feminismo sempre poderá se considerar um movimento vencedor, porém suas conquistas se perderam na evolução galopante de mais uma luta sem vencedores, e é
o primeiro movimento que levará mais de séculos para compreender que perdeu; que sua luta foi inglória, - ainda que mereçam suas adeptas comemorar as conquistas - o consolo é que não foi o único “ismo” que perdeu-se
nas idéias de suas defensoras e (em)nas suas ideologias.

Muito bem dito, com tantas mães (e pais) ausentes o resultado são seres humanos desorientados, incluindo as tantas mulheres que sentem que tem algo faltando e pensam que tendo o que os homens tem estarão completas.
ResponderExcluirObrigado Gabriel, é ótimo quando as pessoas entendem a proposta da gente. E é isso mesmo, valeu o comentário, abraços
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