terça-feira, 2 de julho de 2013

Acefalodemência



Algo sobre os 30 pontos a menos do PT

É só calar a voz da rua e ouvir a voz do bom senso para responder a pergunta a seguir: alguém capaz é capaz de acreditar que o povo realmente acordou?

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Esta semana as pesquisas registraram uma queda acentuada, vertiginosa, sem precedentes na curta história do PT – a presidenta Dilma em mais ou menos uma misera quinzena acumulou uma queda de quase trinta pontos em sua até então popularidade emprestada, onde a única força que dependia dela é não fazer força alguma.

Mas isto não é importante, afinal cedo ou tarde isto poderia acontecer, seja com a Dilma ou com quem quer que o partido dos trabalhadores colocasse lá, o que deve chamar a atenção é o fato de que em apenas alguns poucos dias a Dilma e o PT passaram de endeusados de uma maioria absoluta ao que vem mostrando as pesquisas: os verdadeiros inimigos do estado, os reais representantes do atual quadro sem graça, sem sal sem açúcar e quase sucateado brasileiro.

E o que significa isso?

Que eles, os petistas juntamente com os políticos em geral são uma vergonha, - tá, e daí, até aqui novidade nenhuma - sim, principalmente, porque se o povo assim se comporta é porque os políticos assim o querem; assim o desenhou. Porém o que deve chamar a atenção, e o que deve ser observado, é a opinião volátil do povo, e mais, de quem quer que seja: mídia ou institutos de pesquisas ou algum tipo de poder paralelo que comanda as notícias. Porque, fica a pergunta, como tantos em tão pouco tempo podem, de uma hora para outra, mudar de opinião em relação a um governo estabelecido a mais de uma década? (Aha; mas não está estabelecido, dirão alguns entendidos, então tá, pode ser aí que resida o problema). Mas a questão persiste. Ninguém realmente acordou. O que há é uma balburdia generalizada e mais uma vez uma meia dúzia de cabeças aproveitando-se do pequeno caos vigente.

É certo que a falácia do Lula em algum momento deveria ser sufocada de uma forma ou de outra, afinal ele apenas entrou para a presidência por insistência e utilizando uma conversa que o aproximou da massa votante e de alguma maneira, volto a insistir: por insistência lhe foi dado, sabe se lá por que cargas d’água, a chance de ser presidente do Brasil. Talvez porque quem realmente se interessa pelo Brasil não busca a presidência – e o mérito dele? Tem nosso desgraçado operário padrão algum mérito? Sim, apenas o da insistência. Porém isto de nada serve para levantar um país com o nosso histórico e em meio a um turbilhão de mudanças mundiais que precisam de pessoas com personalidade, conhecimento, coragem e sabedoria para fazer o que deve ser feito.

 Fato é que o discurso cheio de “conformes” do Lula só serve mesmo para o seu povo e ele jamais poderia saber que sem alguns predicados pétreos, vamos usar essa palavra que está na moda, e também não negligenciando que aqueles que o colocaram lá poderiam em algum momento tranquilamente sabotá-lo, principalmente quando ele pensasse em deitar em berço esplendido; ou imaginaria ele que apenas tomando algumas atitudes de conchavo e outras cocitas mais no governo seria seu salvo conduto eterno para perpetuar no poder uma equipe piada que por séculos servirá de chacota para as verdadeiras raposas – nacionais ou não - que convenientemente se mantiveram sempre a postos a seu lado?

Deve sair o PT e ficar o povo, porém é claro, o povo sempre seguirá o pastor com os argumentos certos para a pauta do dia; e somente do dia.
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A seguir, a notícia que, mesmo que tenham partido de uma falta generalizada de bom senso, finalmente deu as caras e quem sabe possa então ser um início de mudança real, quem sabe? Neste país, onde tudo parece ser parte de uma piada, como já disse aqui anteriormente, porque não?

Popularidade de Dilma cai 27 pontos em três semanas e chega a 30%


O momento de instabilidade da economia  brasileira, com bolsas de valores em queda e dólar e inflação em alta, somado à onda de protestos que tomou conta do País nos últimos 15 dias, fez com que a aprovação do governo de Dilma Rousseff despencasse 27 pontos percentuais em apenas três semanas, segundo pesquisa do Datafolha, finalizada na noite desta sexta-feira (28).
Pelo número, é possível afirmar que, em média, somente três em cada dez brasileiros aprovam o atual governo.
No momento, apenas 30% dos brasileiros consideram a gestão da petista boa ou ótima, sendo que na primeira semana de junho, antes das manifestações que se espalharam pelo Brasil, o número chegava a 57%. Uma pesquisa feita em março mostrou mais que o dobro da aprovação atual: 65%.
Os entrevistados responderam, também, sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, a postura foi ótima ou boa, enquanto 38% julgaram como regular e outros 26% avaliaram como ruim ou péssima.
O índice representa a maior queda de popularidade de um presidente desde que Fernando Collor de Mello aprovou o plano econômico que confiscou a poupança dos brasileiros, em 1990. Na época, a aprovação caiu de 71% para 36% no intervalo de três meses.
A parte da população que considera o governo de Dilma ruim ou péssimo foi de 9% para 25%, sendo que a nota média da petista foi de 7,1 para 5,8, em escala de zero a dez.
Quando perguntados sobre o desempenho da presidente na reação aos protestos, 30% disseram que foi bom ou ótimo, contra 38% que acharam regular e outros 26% que optaram por ruim ou péssimo.
A avaliação positiva da gestão econômica do atual governo caiu de 49% para 27%, o que ajuda a explicar a queda da popularidade de Dilma.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. Foram ouvidas 4.717 pessoas em 196 municípios.


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