Algo
sobre os 30 pontos a menos do PT
É
só calar a voz da rua e ouvir a voz do bom senso para responder a pergunta a
seguir: alguém capaz é capaz de acreditar que o povo realmente acordou?
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Esta semana as pesquisas
registraram uma queda acentuada, vertiginosa, sem precedentes na curta história
do PT – a presidenta Dilma em mais ou menos uma misera quinzena acumulou uma
queda de quase trinta pontos em sua até então popularidade emprestada, onde a
única força que dependia dela é não fazer força alguma.
Mas
isto não é importante, afinal cedo ou tarde isto poderia acontecer, seja com a
Dilma ou com quem quer que o partido dos trabalhadores colocasse lá, o que deve
chamar a atenção é o fato de que em apenas alguns poucos dias a Dilma e o PT
passaram de endeusados de uma maioria absoluta ao que vem mostrando as
pesquisas: os verdadeiros inimigos do estado, os reais representantes do atual
quadro sem graça, sem sal sem açúcar e quase sucateado brasileiro.
E
o que significa isso?
Que
eles, os petistas juntamente com os políticos em geral são uma vergonha, - tá,
e daí, até aqui novidade nenhuma - sim, principalmente, porque se o povo assim
se comporta é porque os políticos assim o querem; assim o desenhou. Porém o que
deve chamar a atenção, e o que deve ser observado, é a opinião volátil do povo,
e mais, de quem quer que seja: mídia ou institutos de pesquisas ou algum tipo
de poder paralelo que comanda as notícias. Porque, fica a pergunta, como tantos
em tão pouco tempo podem, de uma hora para outra, mudar de opinião em relação a
um governo estabelecido a mais de uma década? (Aha; mas não está estabelecido, dirão
alguns entendidos, então tá, pode ser aí que resida o problema). Mas a questão
persiste. Ninguém realmente acordou. O que há é uma balburdia generalizada e
mais uma vez uma meia dúzia de cabeças aproveitando-se do pequeno caos vigente.
É
certo que a falácia do Lula em algum momento deveria ser sufocada de uma forma
ou de outra, afinal ele apenas entrou para a presidência por insistência e
utilizando uma conversa que o aproximou da massa votante e de alguma maneira,
volto a insistir: por insistência lhe foi dado, sabe se lá por que cargas
d’água, a chance de ser presidente do Brasil. Talvez porque quem realmente se
interessa pelo Brasil não busca a presidência – e o mérito dele? Tem nosso
desgraçado operário padrão algum mérito? Sim, apenas o da insistência. Porém isto
de nada serve para levantar um país com o nosso histórico e em meio a um turbilhão
de mudanças mundiais que precisam de pessoas com personalidade, conhecimento,
coragem e sabedoria para fazer o que deve ser feito.
Fato é que o discurso cheio de “conformes” do
Lula só serve mesmo para o seu povo e ele jamais poderia saber que sem alguns
predicados pétreos, vamos usar essa palavra que está na moda, e também não
negligenciando que aqueles que o colocaram lá poderiam em algum momento
tranquilamente sabotá-lo, principalmente quando ele pensasse em deitar em berço
esplendido; ou imaginaria ele que apenas tomando algumas atitudes de conchavo e
outras cocitas mais no governo seria seu salvo conduto eterno para perpetuar no
poder uma equipe piada que por séculos servirá de chacota para as verdadeiras
raposas – nacionais ou não - que convenientemente se mantiveram sempre a postos
a seu lado?
Deve
sair o PT e ficar o povo, porém é claro, o povo sempre seguirá o pastor com os
argumentos certos para a pauta do dia; e somente do dia.
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A seguir, a notícia que, mesmo que tenham partido de uma falta generalizada de bom senso, finalmente deu as caras e quem sabe possa então ser um início de mudança real, quem sabe? Neste país, onde tudo parece ser parte de uma piada, como já disse aqui anteriormente, porque não?
Popularidade de Dilma cai 27 pontos em três semanas e chega a 30%
Pelo número, é possível afirmar que, em média, somente três em
cada dez brasileiros aprovam o atual governo.
No momento, apenas 30% dos brasileiros consideram
a gestão da petista boa ou ótima, sendo que na primeira semana de junho, antes
das manifestações que se espalharam pelo Brasil, o número chegava a 57%. Uma
pesquisa feita em março mostrou mais que o dobro da aprovação atual: 65%.
O índice representa a maior queda de popularidade
de um presidente desde que Fernando Collor de Mello aprovou o plano econômico
que confiscou a poupança dos brasileiros, em 1990. Na época, a aprovação caiu
de 71% para 36% no intervalo de três meses.
A parte da população que considera o governo de
Dilma ruim ou péssimo foi de 9% para 25%, sendo que a nota média da petista foi
de 7,1 para 5,8, em escala de zero a dez.
Quando perguntados sobre o desempenho da
presidente na reação aos protestos, 30% disseram que foi bom ou ótimo, contra
38% que acharam regular e outros 26% que optaram por ruim ou péssimo.
A avaliação positiva da gestão econômica do atual
governo caiu de 49% para 27%, o que ajuda a explicar a queda da popularidade de
Dilma.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos
para mais ou para menos. Foram ouvidas 4.717 pessoas em 196 municípios.

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