Indignado e
rasgando impropérios contra a soltura de mais um desses meliantes da política ou
a ela ligados que, segundo especialistas são levados à prisão sob acusações e
provas tão robustas quanto incontestáveis, ouço entre o bater de panelas vindo
da cozinha durante o tele jornal da noite a voz da amada cozinheira.
É a esposa
a me alertar sobre as prisões “Drive thru”; soluções rápidas adequadas às obrigatórias reprimendas politiqueiras em otários
autores de patacoadas homéricas por que não souberam como fazer o serviço ou
confiaram em demasia nos seus iguais em conluio, ou simplesmente porque alguém
precisa ir para o sacrifício – ainda que por pouco tempo:
“É, mas
você tem que entender que pelo menos agora eles passam uns dias presos.” Pondera minha atenta companheira.
É, antes
nem isso tínhamos; melhor ficar calado.


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