Intelectuais
que preste podem ser comparados, em algum grau, aos políticos; quando têm a liberdade de tudo dizer sem fazer nada. Afinal, apenas as intenções são diferentes quando o
primeiro reserva-se a não pertencer a classe da diplomática profissional. Assim
os postos são diligentemente definidos e o primeiro pensa com sua abrangência
holística, quando o segundo apenas trabalha o ofício de produzir palavras de
efeito.
“Prisão
deve ser lugar de justiça, e não de vingança da sociedade”.
Aécio Neves em editorial hoje na
Folha
Quem
me garante que ele não tenha declarado isso pensando também em si e em seus
pares que este ano terão que gastar alguma saliva para se manter elegíveis, se
não pela justiça, mas por conta de seus créditos junto a massa votante?
Ao
final, esta frase pode conter a ânsia do “nobre” senador; mais uma súplica
velada; um pedido de fim de ano: "que todos trabalhem a justiça desconhecida, ao
invés da vingança apaixonada e “sem razão” nascida dos desmandos que
diariamente invadem os noticiários nacional" - deve ter sido o seu desejo antes de degustar seus primeiros três goles de champanhe na virada do ano.
Não
se preocupe senador; o senhor é um "ótimo político". Nem mesmo tema ir para uma
prisão de isopor, como a desta imagem publicada hoje, também na Folha, designada como uma ala de um dos
presídios, palco da chacina; afinal, estamos em um país de impunidade política.
E o senhor vem me apelar à justiça; só o senhor mesmo.
Sossegue "nobre", porém não nos lembre de justiça. Mas, cuidado; invariavelmente, é bastante delicado recorrer a ela.

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