sábado, 2 de fevereiro de 2013

1º. de fevereiro do 2013




O poder tem ainda mais poder do que nós imaginávamos, ou seria disfarçatez, ou cara de pau...


Hoje tive a confirmação de que o mundo se estende para além do universo conhecido


Outra página triste foi adicionada ao histórico e funesto livro de memórias da política brasileira.

No entanto, mais uma vez os políticos brasileiros mostraram sua força.

Onde elegeram um condenado, e não é um condenado comum, pois no mínimo três crimes (que apareceram) são imputados a ele. E, se não foi condenado pela justiça, foi condenado por todas as provas veiculadas abundantemente por toda a mídia nacional.

Porém, ao que tudo indica (se observarmos as notícias do dia), parece não ser o suficiente: ser acusado por um órgão de fiscalização oficial do governo, - e isto não é pouco, – repito - embora pareça que de nada vale – se o que está em jogo é o direito de responder por um dos cargos mais importantes na política brasileira, ou seja, isto significa força. A que custo; a que preço; em que condições; não cabe aqui comentar.

Vamos primeiro as distrações de hoje:(a distração aqui refere-se ao fato de manter o povo distraído para que as pessoas não prestem atenção ao que não precisa) Aumento da gasolina, paralisação dos moto taxistas, notícias sobre a comoção de “Santa Maria” e a devassa de fiscalização momentânea (obrigatória mas tardia, diga-se de passagem)do poder público sobre as boates. Rodada dos campeonatos estaduais, véspera da maior festa pagã do mundo, (o pagã aqui não se refere a minha contrariedade a respeito deste tipo de festa, mas ao fato de que boa parte do povo brasileiro está muito pouco preocupada com o que realmente interessa nesta época do ano), e é claro, o clima de expectativa do que está para acontecer neste país a partir deste ano com relação ao maior esporte do país.

Talvez nem mesmo precisasse haver isso tudo para que o Renan velho de guerra voltasse em alto estilo.

Que estilo tem essa turma!

Ele e toda uma corja de contra e a favores. Reclamando ou pagando favores em meio ao disque me disque de que, se isso foi possível, nada mais neste pardieiro é impossível. Lavaram a alma podre de todos os políticos, afinal, hoje, esta turma fez história, ao abrir (abrir não, escancarar) um precedente onde todos aqueles que roubaram o poder público podem aventar a enorme possibilidade de: não só não ir preso como voltar a exercer um cargo dando mostras da oficialização da roubalheira pública.

Hoje a política brasileira deu mais uma, se não a sua maior, demonstração de força.

A partir de agora se ampliou o salvo conduto para o: “é! Definitivamente! Hoje ficou provado: o poder que detém a classe política brasileira”, ou seja, tudo.

Realmente, neste país, a classe política pode tudo. Este é o estado que foi instaurado, que foi oficializado hoje com a posse deste condenado miserável.

O clima de impunidade foi definitivamente cimentado hoje por todos estes indivíduos que se dizem representantes de um povo. Digo todos porque se um ao menos fosse digno de ali estar deveria imediatamente renunciar ao cargo e jamais voltar a politicar no Brasil.

Como alguém já disse: nada está tão ruim que não possa piorar.

É verdade, é um clichê batido, mas nada de novo hoje pode ser dito, aliás, ninguém precisa tomar conhecimento do que aqui exporei, por não haver nada de novo a ser dito. Falarei de favas contadas, falarei de velhas raposas, de fábulas manjadas. Falarei ainda mais uma vez: mais do mesmo.

É este o Brasil que apresentaremos lá fora? Em épocas desse agora? Quando o mundo está ficando mais igual devido à comunicação, a evolução mecanicista, eletrônica, de engenharia, de pesquisas... O que realmente nós queremos? Por outro lado como poderemos mudar este estado vigente? São perguntas que não têm respostas, mas elas demonstram toda uma verdade preocupante, pois, elas não têm respostas porque não querem ser respondidas.

As possibilidades de mudança neste país são tão faraônicas quanto o seu tamanho geográfico, e, o que o torna fantástico, o transforma em prisioneiro em si mesmo. Sua força, o tamanho, é também sua fragilidade.

Não poderemos fazer nada. Nós que somos apolíticos teremos que ficar assistindo as raposas se lambuzarem com nossos ovos, ou amealhando nossas crias para serem criadas no mesmo galinheiro de luxo que elas. Nossos filhos estão alugados pelo poder, pelo luxo, pela posse. Não é possível que mudemos isto. Não é mais possível.

Teremos que assistir passivos a passividade de todos. Nós, que mesmo que indignados, mas refém do processo, entendemos que uma boa parte da humanidade que detém o poder da mudança, detém também o poder de saber como fazer, para realizar ou não esta mudança, e é claro que este poder será exercido levando em consideração interesses próprios do grupo. Se é ou não conveniente para eles esta ou qualquer outra mudança.

Não podemos fazer nada, e mesmo quando escrevo isto, como o pouco que posso fazer. É mais para mostrar a mim mesmo que continuo firme em meu propósito de permanecer contra toda e qualquer injustiça, onde, mesmo nada podendo fazer, repito, afirmo a mim mesmo, como um mantra: Eu não sou conivente com isso. Pra mim isto é importante.

Digo que isto é meu; esta é a minha ética. Continua me parecendo que em tempos como os de hoje é muito importante reafirmar isto, mesmo que isto aconteça apenas para você mesmo, mesmo que seja uma auto afirmação. Acredito que todo aquele que ainda consiga entender ou interpretar valores e ética, justiça e honestidade deve continuar fazendo, mesmo que só, mesmo que para as paredes do seu quarto, mesmo que quando engarrafado no transito, mesmo que enquanto toma banho e pensa que está, enquanto a água suja escorre, se limpando do que assiste ao seu lado diariamente, continue afirmando: “Eu não sou assim, eu não sou conivente com este estado podre que aí está. Eu permanecerei um ignorante entendendo que valor, ética, justiça e honestidade tem uma constituição totalmente diferente da anunciada por estas pessoas que insistem em me convencer de que estou errado, de que sou diferente, de que não sou confiável.”.

Vou continuar repetindo: eu não sou assim. Eu penso diferente. Existe, - e eu vivo isso – prazer em viver como eu vivo. Eu vivo bem apesar de ser humilhado diariamente pela minha raça. Eu vivo bem apesar de ser desprezado diariamente pelos meus iguais. Eu sinto que sou diferente por pensar assim, porém quero manter o meu mantra, a minha reza, a minha oração, a minha afirmação, a minha repetição, independente de religião, independente de crença – isto está estigmatizado na minha alma: eu vou continuar um ignorante que acredita na honestidade que a vida ensinou. Que meu pai, ao me dar umas boas palmadas, por entender que eu estava errado me ensinou. Quero e vou continuar afirmando isso.

Voltando aos homens diferentes, ou seriam iguais? Afinal, eu é que sou o estranho. 

No seu discurso de empossado o velho Renan fala também em ética e transparência, e qual o significado disso tudo? Que significado há nestas palavras para este indivíduo.

Todos falam em provas. “Mas não há provas.”, dizem.

Tudo bem, não há provas, mas até quando ficaremos reféns deste, que em algumas situações é um mero detalhe, afinal todos sabem que se a pessoa ficar quieta é admitir culpa, então; mesmo que tenha feito besteira, que não tenha sabido roubar, – por seu um ignorante até na arte do roubo - mas forjou um estado para se esquivar da lei, temos que aceitar; compreender e dar nova chance à raposa de cuidar de um galinheiro ainda maior?

E, alguns de nós sabemos, existem as brechas que continuarão dando respaldo aos facínoras. Temos aí os advogados que lutam pelo seu direito a dar direito aos condenados que não confessam, ou coisa que o valha. Isto tudo é muito longo, desgastante e não leva a lugar algum, porque no meu mundo, não há provas, há honra, e quando há honra, o indivíduo primeiro: não comete o delito, e segundo, se foi pego cometendo ou em vias de cometer; ou pesar sobre ele a insinuação de que cometeu, ele deve ter a hombridade de primeiro: assumir que o fez, e, se não fez, sumir de perto de seus iguais por entender que desconfiaram dele injustamente; e por aí vai - s cláusulas voltadas aos Verdadeiros Valores são extensas e ninguém quer dedicar muita importância a elas.

Como um último apontamento quero afirmar que um acontecimento como este em questão, esta injustiça com o povo brasileiro - embora eu mantenha meu pé no mote de que cada um tem o governo que merece. Então, quero afirmar que este episódio me permite ainda uma certeza maior no eterno, na vida após a morte, no continuar da existência humana, ou na alma além do agora; e explico minha tese.

Não me é possível acreditar que, ao assistir a miserabilidade do serviço público, das estradas brasileiras, dos bois morrendo por falta de água no nordeste, das vias tomadas por usuários de craque. Da existência de clínicas de abortos clandestinas, do cancro da corrupção, da violência contra o velho e as crianças, da violência que atinge o homem de bem. Do absurdo das obras superfaturadas, das oportunidades funestas que os políticos têm de se aproveitarem de catástrofes e pelas leis oportunistas de urgência que tramitam diariamente nos gabinetes públicos fazendo com que programas como a merenda escolar se transforme em uma ONG que lucra milhões com o leite azedo, o pão duro, e a sopa insossa das crianças, ou a falta de carteiras, de cadernos, de livros, de professores ou dos professores sem qualificação que são contratados, por exemplo,(ssss...), não me é possível então, repito, entender que os responsáveis por isso ficarão impunes.

É por isso que acredito na vida após a morte. Há algo mais, deve haver algo mais, não é possível que um Cachoeira fique impune tomando caipirinha na praia, por exemplo, porque sabe demais a respeito destes que foram eleitos por estes todos que sofrem, como relatei no parágrafo anterior, por serem ludibriados pela ignorância de não terem tido escolas justamente para que assim pudessem ser iludidos de dois em dois anos.

Há mais, tenho certeza, deve haver mais. Não é possível que um condenado como o Renan que já está com quase um século na carcunda, ou como o Sarney que deixou o cargo e que está quase com um século e meio, morram aproveitando o que eles dizem ser vida; sem sofrer minimamente os revezes daqueles que neles votaram!

Do meu lado entendo que a vida que eles têm já é um inferno. Definitivamente eu não quero este inferno para mim. Porém é pouco. Isso não é nada, afinal isso eles escolheram para eles. Este inferno é bom para eles porque eles escolheram este inferno.

No meu mundo, ou no mundo em que acredito; de ética e justiça verdadeira, o inferno é ainda pior do que a vida que eles levam hoje.

E é por isso, por eu ser justo que jamais quero condená-los. Eu seria muito complacente. O problema de quem sabe exatamente o significado de justiça é nem sempre ser verdadeiramente justo se levado em consideração os valores deste plano no que se refere a aplicação das injustiças cometidas.

Não, eles devem ser julgados por cada crime que não foi combatido por conta de suas corrupções – e por quem sabe como cobrar. Por cada morte em cada rodovia devido ao problema de superfaturamento sem que a estada fosse terminada, demorasse, ou saísse como o nariz deles, por exemplo.

Não, no meu mundo eles não ficarão impunes, e tenho certeza, depois de hoje tenho certeza, há mais... há um além.


-0-

Abaixo, o crime anunciado na rede para todo mundo ver, embora, além de ninguém se interessar em véspera de carnaval, inauguração de novas arenas e a comoção nacional de “Santa Maria”, todos estão ocupados, provavelmente, novamente, ninguém queira ou possa mesmo fazer alguma coisa.
Mesmo denunciado por corrupção, Renan Calheiros é eleito presidente do Senado
EFE:
Brasília, 1 fev (EFE).- O senador Renan Calheiros, que foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de corrupção pela Procuradoria Geral da República (PGR), foi eleito nesta sexta-feira como novo presidente do Senado. Renan foi presidente da casa de 2005 a 2007, até que denúncias de corrupção fizeram ele renunciar ao posto. Em razão dos mesmos fatos de 2007, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou o senador por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Um dos líderes do PMDB e aliado do governo do PT, Calheiros foi eleito em uma votação secreta com 56 votos dos 78 senadores presentes na sessão. O novo presidente, que substitui José Sarney, fez um discurso em favor da ética diante das críticas de alguns senadores que mencionaram as acusações. "A ética é meio, não é fim. A ética é obrigação de todos nós, é responsabilidade de todos nós e é dever desse Senado Federal", disse Calheiros. O senador Pedro Simon, seu colega de partido, chegou a aconselhar que Renan Calheiros desistisse da candidatura devido à possibilidade do STF julgá-lo. "Ele é eleito hoje, na quarta-feira ou na quinta-feira o presidente do Supremo aceita a acusação, se inicia um processo ali e outro aqui. É evidente que a Comissão de Ética debaterá. Vamos repetir o filme que já ocorreu", afirmou Simon na tribuna do Senado antes da votação. A PGR sustenta que Calheiros usou notas frias para esconder que o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, pagava o aluguel de um apartamento e a pensão de uma filha que o senador teve em uma relação extraconjugal e que manteve oculta até 2007, quando a imprensa noticiou o escândalo. Calheiros era na ocasião presidente do Senado e renunciou ao cargo, sendo inocentado na casa por seus colegas em um julgamento político. Na semana passada, Calheiros disse que as acusações têm "natureza nitidamente política", entre outros motivos, por ter sido apresentada nas vésperas da eleição no Senado. Gurgel respondeu hoje a estas alegações afirmando que a Procuradoria Geral não apresentou antes sua acusação devido à realização do julgamento do mensalão. EFE mp/dk (foto)
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Ou

http://www.diariodonoroeste.com.br/noticia/cotidiano/nacional/45391-denunciado-por-tres-crimes--renan-calheiros-e-eleito-presidente-do-senado#.UQzJXpungvo

 

Denunciado por três crimes, Renan Calheiros é eleito presidente do Senado

Renan Calheiros discursou antes da eleição para defender sua candidatura sem fazer qualquer menção às denúncias que o levaram a renunciar ao cargo em 2007. Renan disse apenas ser "legítimo" aos senadores falar sobre ética, num recado aos "independentes"

Ou (embora isso de pouco adiante

Procurador-geral confirma acusações contra Renan Calheiros

O senador é acusado de ter praticado três crimes: peculato, falsidade ideológica e utilização de documento falso

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