terça-feira, 15 de maio de 2012

Vai ser do jeito brasileiro



O Jérôme Valcke, aquele que disse que o senhor Aldo Rebelo junto com os brasileiro do Comitê da Fifa deveriam levar um chute na bunda pra “acordá” pra então, realizar a tempo a copa do mundo no Brasil, falou que devemos esquecer o papo de recado via imprensa com relação ao episódio do pé-na-bunda, assim, hoje, tentando concertar a cáca – ao menos para muitos, não para mim – emendou uma de primeira que ao meu ver foi ainda pior que a anterior, porém foi mais contida e então poucos entenderam, afinal da pior forma possível disse que, se nós afinal não pudermos mais ter uma copa perfeita sob a administração do Comitê Brasileiro, vamos ao menos tentar que ela funcione.

Ou seja, se já descobriu-se como tudo aqui funciona não há mais nada a ser feito a não ser acreditar que mesmo que seja do jeito brasileiro, a Copa sai.


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Preocupação agora é que a Copa funcione, diz Valcke

O governo brasileiro e o secretário-geral da Fifa se encontraram pela primeira vez, nesta terça-feira, desde que o dirigente afirmou, em março, que o Brasil precisava levar um chute no traseiro.

O governo brasileiro e o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, se encontraram pela primeira vez, nesta terça-feira (8), desde que o dirigente afirmou, em março, que o Brasil precisava levar um chute no traseiro.

O ministro do Esporte, Aldo Rebello, os membros do Comitê Organizador Local Ronaldo e Bebeto e uma comitiva foram a Zurique com a bandeira branca da paz. Em uma reunião de mais de cinco horas, Fifa e governo brasileiro decidiram esquecer as acusações e declarações recentes e garantem: a partir de agora vão jogar juntos.

“Se houve lacunas, elas foram preenchidas. Se houve desvio de rota, eles foram corrigidos, e o importante é olhar pra frente”, disse o ministro do Esporte Aldo Rebello. "A decisão mais importante pra mim, que foi tomada hoje, foi a decisão de jogarmos juntos. Jogar como um time unido", declarou Ronaldo, integrante do Comitê Organizador Local.

Duas medidas concretas foram tomadas: encontros a cada seis semanas e a entrada de mais dois integrantes no Comitê Organizador: O primeiro é Luis Fernandes, que trabalha no Ministério do Esporte e será um representante do governo federal; e o outro, Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol e que faz parte do Comitê Executivo da Fifa.

O ‘disse me disse’ entre Fifa e Brasil acabou sendo visto como prejudicial para os dois lados. O secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke, aquele que usou a frase que o Brasil precisava levar “um chute no traseiro", lamentou tantos mal entendidos. Nesta terça-feira ele disse que é preciso virar essa página.

É a primeira vez que ele dá uma entrevista desde a tempestade que desabou depois do que ele admitiu ter sido uma escolha infeliz de palavras. Valcke disse que usar a imprensa para passar recados não é o melhor caminho e que isso às vezes tem o efeito de um bumerangue.

O secretário-geral da Fifa falou também de alguns dos temas da reunião. Ressaltou que não é mais hora de se discutir o que deveria ter sido feito, discutir a perfeição.

A preocupação agora é fazer com que a Copa funcione. Problemas não faltam: várias cidades não têm hotéis para todo mundo. Como organizar a chegada de tanta gente? Como elas vão se deslocar nos dias de jogos? Os aeroportos terão que ter mais gente trabalhando, ou então ficarem abertos até mais tarde. Existe uma Copa para se ganhar dentro de campo, mas do lado de fora nem Fifa nem governo brasileiro querem perder.

Sobre a Copa das Confederações, em junho de 2013, Jérôme Valcke afirmou que a Fifa ainda trabalha com o número de seis sedes: Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Recife e Salvador. E que a decisão definitiva será no fim do ano.

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