quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Obrigações



A presidenta Dilma discursa pela primeira vez na abertura da assembléia geral da ONU

De que adianta ser a primeira mulher a discursar na ONU se o discurso é forjado; usado pelos mesmos indivíduos masculinos que a precederam; não escrito com o coração e tendo que alinhavar palavras carregadas de obrigações não apenas necessárias ao cargo, a uma cobrança conveniente, oportuna e demagógica; a nosso ver, esta é uma forma lícita, porém nada honrosa, de se entrar para a história, e, de forma alguma, motivo de orgulho para o mundo feminino.

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“Clichemente” falando: porque será que não estou surpreso.

(retirado de um site qualquer dos milhares que se manifestaram positivamente com relação à atuação de nossa presidenta)

Em mais um de seus calorosos pronunciamentos, nesta quinta-feira (22), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que ficou “muito feliz e tranqüilo” com o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na Organização das Nações Unidas (ONU).

Pedro Simon disse que a presidente Dilma acertou quando afirmou que não é por falta de recurso financeiro que os lideres dos países avançados ainda não encontraram solução para a atual crise internacional, mas por falta de vontade política e de clareza de idéias.

O senador disse que a importância da avaliação da presidente pode ser constatada quando se verifica que o valor gasto na construção de armas poderia resolver a fome no mundo.

Pedro Simon também afirmou que a presidente Dilma acertou quando falou na valorização da mulher, que a cada dia avança na ocupação de seu lugar no mundo e, também, quando valorizou a democracia e a liberdade de imprensa por ter ficado na cadeia no período em que combateu a ditadura militar.

O senador, porém, disse que, ao contrário de Dilma Rousseff, o presidente Barack Obama não acertou em seu discurso, pois não falou para o mundo, mas para o publico interno, em busca da reeleição.
Obama, disse o senador, quer que os milionários americanos paguem mais impostos para compensar as dificuldades dos mais pobres. O presidente, ressaltou Simon, também teve a coragem de pedir cortes nas verbas usadas pelos Estados Unidos em guerras no Iraque e no Afeganistão.

Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que Dilma “falou grande, como o Brasil já é”. Ele disse ainda que os líderes mundiais adiam a crise sem imaginação nova, e que é preciso mudar o atual conceito de riqueza.

(e sobre a faxina que a presidenta não quer mais que assim nos refiramos, quando o assunto é o combate à corrupção, o senador também se manifestou)

Em seu discurso, Pedro Simon saudou a criação, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, de um grupo de trabalho para tratar do combate à corrupção e à impunidade. O grupo será coordenador pelo próprio Simon, que sugeriu a sua criação.

Inicialmente, Pedro Simon havia requerido a criação de uma subcomissão temporária. Como a CDH já tem quatro subcomissões em funcionamento, número máximo permitido pelo Regimento Interno do Senado, os senadores optaram por uma via alternativa.


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