sábado, 20 de agosto de 2011

A palavra da vez é: faxina


Esta semana a senhora Dilma repetiu a palavra que os jornalistas estão a falar durante já há alguns dias com relação aos desmandos e roubalheiras generalizadas no seu governo referente ao PAC.

Não é difícil acrescentar aqui um: “eu já sabia”, porém tudo isso é tão obvio que nada mais há que ser dito, então busquei no velho Leo Tolstói um texto sobre corrupção, só para constar.


“A corrupção consiste em arrancar a riqueza do laborioso povo trabalhador por meio de tributos pecuniários, a fim de distribuir essa riqueza entre os funcionários que, a troco disso, estão incumbidos de sustentar e fortalecer a submissão do povo.

Esses funcionários corruptos, dos mais altos ministros aos mais baixos escriturários, ao estabelecer uma inquebrantável rede de pessoas ligadas umas as outras pelo único interesse comum de nutrir-se do trabalho do povo, quanto mais enriquecidos, tanto mais docilmente executam as vontades dos governos, sempre e em todas as partes, sem se deter ante qualquer procedimento, e em todas as esferas de ação, eles se defendem com a palavra e obra da violência do governo, na qual se baseia seu bem estar.”

Liev Tolstói


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