Ao assistir domingo no programa intitulado como “revista virtual”, - se não me engano era 11/10 – uma matéria sobre a matança de golfinhos pelo mundo; fazem todos, - os envolvidos na reportagem - uma demonstração clara de que a intenção de mostrar as cenas horríveis, as quais; faz com que os verdadeiros interessados em ver um termo no sacrifício destes seres, por alguns considerados ainda mais inteligentes que o próprio homem, não consiga manter o vídeo ligado; é, de alertar a população sobre o sofrimento desumano imposto àquela espécie, etc, etc, etc, e toda aquela baboseira nessa ordem.
Após desligar a TV, já nas primeiras cenas, como um observador não apenas crítico, mas também realista, de pronto observo novamente os dois pontos mais fortes nisso tudo, ou nesse tipo de “alerta”, “conscientização”, que tentam estes, que se denominam geralmente como sendo os portadores do último, ou único baluarte da esperança humana, esconder.
Primeiro a demagogia, que já lhes é patente, é disfarçada com o sorriso muito branco de repórteres que não possuem muito mais que isso e palavras bem colocadas para um leigo. Soma-se a isso, todo aquele teatro de jogo de cena e edição que iludem as marionetes que assistem, prestando atenção apenas naquilo que os profissionais por trás do engodo buscam manter, enquanto ao largo passa despercebido o verdadeiro significado destes veículos de comunicação: são eles; o sinônimo mais contundente que existe associado à palavra caos.
Depois me ocorre a idéia mais funesta de todas, e que, - talvez tenha adquirido eu uma patologia, pois isto tornou-se um padrão em minha crítica e por isso também, nada do que digo aqui deva fazer sentido, afinal trata-se apenas de uma disfunção, uma opinião que deveria ser avaliada talvez, por especialistas estudiosos deste tipo de moléstia – se faz sempre presente quando estou frente a um aparelho onde esteja sendo exibido algum programa, principalmente em canal aberto, que é acreditar que o fato de estarem movimentando cabos, câmeras, gastando assim milhares de dólares apenas para alertar o mundo sobre um determinado assunto, é apenas uma grande farsa. No mundo globalizado, no mundo movimentado pelo capital, no mundo dos negócios onde o tempo foi transformado em moeda de troca, é impossível que algo seja movimentado, muito menos por mega especuladores, sem que exista algum tipo de ganho extra.
E como é possível juntar um ganho extra com um assunto que possa ainda, manter-me bem popular e ganhar prêmios pelo mundo?
Primeiramente; fazendo um programa de televisão que passe pelo crivo do telespectador desavisado.
A nocividade da televisão não é mais possível que seja parada, muito menos reparada, então cabe apenas assistir o degringolar humano a passos ainda mais largos que aqueles que eram dados apenas com a ajuda da religião e de governos insanos.

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