domingo, 14 de dezembro de 2014

überricos




Parece que o número mágico é 67. Sites e órgãos oficiais anunciam que 67 pessoas detêm um patrimônio referente à metade do planeta. E como se esse fosse um número apocalíptico, parece ter acendido algum tipo de sinal de alerta, pois todos estão há um tempo maior do que o normal, comentando o fato.

Não é possível que alguém leigo trace um comentário significativo sobre essa informação, até porque isso não é novidade, afinal a concentração de renda é velha conhecida do mundo, e ainda mais, de nós brasileiros.

O que resta ao resto maior que prossegue com decência sua vida é assistir; aceitar, esperar, trabalhar, pois sabe que, inconformado ou não está sob o mesmo céu que esse número ínfimo.

Para mim resta isso tudo acima e escrever essas bobagens aqui, apenas para registrar que sei parte do que está acontecendo.

Não sou do tipo que fica perdendo tempo imaginando como vivem esses caras. Muito menos sofro com esse tipo de poder alheio. Apenas penso que isso não parece ser bom e que não deveria ser assim.

Cito aqui minha esposa, super espiritualizada, que, em outra feita, ao ser informada sobre a atitude de alguns ricos, saiu-se com essa; “eles são tão pobres que só tem dinheiro”.

É assim, para os mais inteligentes resta o espirituoso, o humor, o sarcasmo, as sacadas inteligentes. Para os também pobres de espírito; sobram o recalque, a inveja, o ficar sonhando com a mentira de como deve ser viver sem problemas, como essas pessoas; como se o dinheiro resolvesse tudo.

Lembro aqui também do meu amigo Amal que, acertadamente, proclama: “com dinheiro, elimina-se apenas os problemas da pobreza; os problemas apenas mudam de lado”, mas sei que a maioria diz a isso, “e daí” e saem com aqueles jargões ensebados de pobre de espírito, de pobre que se pudesse ser rico é exatamente isso que faria: ser apenas rico. 

Do meu lado, – também quero registrar um trocadilho de pobre - digo que a coisa perdeu o sentido porque o homem perdeu o sentido da coisa. Lendo as notícias entendo que não há muito mesmo o que fazer, é esperar, como citei acima, ou tentar, como insiste a mídia com suas frase motivadoras levanta-defunto; “que não devemos parar de perseguir nossos sonhos; determinação, foco, e ao final você também poderá concluir que o importante é ter tentado”, e essa baboseira toda.

Não quero dizer que as pessoas devam desanimar; isso pioraria tudo. Não é esse o caso, afinal nada está tão ruim que não possa piorar, - utilizando-me do padrão do nosso grupo menos criativo - e digo mais, nessa mesma linha de raciocínio: nós humanos somos os campeões em adaptação; acabaremos nos adaptando se as previsões pessimistas dos especialistas tomarem forma.

      É isso; e eu vou comprar gás na vendinha que hoje é dia de maionese

2 comentários:

  1. Muito bom, gostei muito mesmo, espero que veja meu comentário e talvez fique pelo menos um pouco contente!

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