A
notícia chama a atenção para o lugar comum em que se transformou nosso governo
nos últimos anos, ou seja, uma nota totalmente normal ao metiê, ao modus operandi
politiqueiro governamental: “Sigilo perene no BNDES. Decisão de não permitir
acesso a relatório de operações mostra vício segredista do governo”.
É
apenas mais uma chamada de um jornal – Folha – que tem mínima obrigação com sua
respeitada tiragem, preocupado em despertar no leitor ou assinante o interesse
que o fisgará para suas páginas; normal e distinto a cada diário de notícias.
A
corriqueriedade de algumas palavras enjoa. Não – neste caso - devido a algum
ato falho do jornal, mas à falha da governança. E resolvo utilizar exatamente
esta frase para lembrar uma vez mais o real significado da notícia, e como a
organização das palavras – ao leitor assíduo - dispensa, inicialmente, uma
leitura mais apurada por ali; devido à ideia bem feita; a junção bem arrumada;
tudo já estar contido.
E
ao final, somente com uma leitura de capa, é fácil avaliar que, por si só a
frase expressa o sentido e o sentimento de um todo, nesse caso, concluir –
normal - que o fato de alguém buscar esconder, é nítido sinal de que ele quer
se preservar de algo; óbvio. Porém em se tratando de governo, e se analisarmos
o histórico desse governo; complementamos nosso raciocínio à notícia de que ele
não quer, de maneira alguma, jogar o jogo de esconder devido a alguma
estratégia política de interesse público, mas de interesse próprio.
Ou
seja, todo o histórico delata você, e é natural que, se você é alguém que já não
mais se pode confiar, se buscas esconder, não podemos imaginar outra coisa se
não uma manobra que pesa uma vez mais contra você e que, em detrimento disso, é
muito provável que estamos também tendo prejuízos devido a estas manobras nada
transparentes.
Algo
novo em tudo isso? Não, apenas reforçar o fato de que, quando o noticiado é
conhecido, apenas aventar a notícia é suficiente, não é preciso que a leiamos
na íntegra para entender o conteúdo.

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