segunda-feira, 25 de maio de 2015

Cracolândia

Ainda existem poucos pedintes nas ruas, tenho uma lista de senhores brasileiros que poderiam engrossar as filas da necessidade assistencialista do estado por vontade própria se entendessem o mal que provocam a sociedade como um todo com atitudes tidas como normais.

Penso que, enquanto alguns indivíduos desses que cantam música chiclete, por exemplo, não entenderem o círculo vicioso de seus atos, onde, seria preferível que eles mesmos fossem um desses maltrapilhos vendedores de balas nos semáforos, ou malabarista, ou uma mãe com um filho no colo que reivindica alguns trocados e outro na outra esquina a mendigar ou se prostituir; a estarem vendendo a preços milionários o que denominam show. Entremeados a maracutaias com o poder público; negociando showmício ou apresentações “gratuitas” à população, superfaturando notas fiscais a políticos e prefeitos.

Estes senhores não fazem ideia do mal que causam a uma população iletrada. Somos partidários do entretenimento, porém daquele que aconteça somente para o entreter despretensioso, jamais estaremos de acordo com estes eventos comerciais arranjados, ou “politicamente bons” porque eles fazem as vezes de pessoas que nada tem a ver com as tradições verdadeiramente puras.

Todo o ignorante, no sentido de não saber, aquele que é deixado a míngua para que o mundo o consuma, compra a ideia dos seus ídolos com a conivência do sistema que segue as regras do consumo, de uma economia que precisa, a todo custo, produzir ações, movimentar mãos para girar a máquina do sistema de capital. Estes pequenos incautos entendem isso, compram isso, como um estilo de vida, sendo que nem mesmo seus ídolos possuem realmente um estilo; nem mesmo sabem se portar com estilo.

A partir de então, desse estilo permissivo: prostituem-se, vivem uma promiscuidade que cada vez mais é aceitável como normal. Todo este mundo mundano envolve brigas, bebidas alcoólicas e acidentes dos mais variados tipos, que produzem mutilações e mortes. Assassinatos e dores, famílias destruídas, e, é claro; as drogas. E não raro, uma carrada de filhos daí virão, que farão as vezes nas ruas da mendicância, do crack, da prostituição infantil.

Pergunto, onde está a vantagem de gritar ao mundo que faz parte de um grupo (“artistas”) que está, fez ou fará sucesso se de alguma sorte pudesse visualizar no futuro esse passado ?


E se algum deles acordasse para a realidade do que estão provocando?

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