terça-feira, 5 de maio de 2015

Imprensa livre, povo preso

Ontem se comemorou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Todos puderam ouvir discursos inflamados a essa obrigatoriedade que é achacada de diversas maneiras. Digo que ainda mais, por seus próprios profissionais. Sim, porque eles mesmos, com seu antiprofissionalismo e de posse de um arremedo de imparcialidade generalizado, pregam o que não acreditam, agarrados cada qual a seus próprios interesses.

Não os culpo, o mundo assim quer; muito por conta da própria classe.

Apenas, refestelado em meu sofá, pensei; enquanto não nos transformamos em uma Venezuela, uma Argentina, não apenas no que diz respeito ao trato com a imprensa, mas também, politicamente, todos os profissionais devem ter sido muito bem tratados ontem.

         Afinal vivemos em um país medíocre e apolítico, por mais político que possa parecer. Não há aqui uma política/pátria, há apenas um estado que emprega pessoas do povo (candidatos) ou não que se querem políticos, e, enquanto assim for; a imprensa nada de braçada, afinal, tanto os que se dizem (má) situação quanto àqueles que se colocam como (má) oposição; - péssima direita ou ordinária esquerda - todos têm em comum a necessidade de elogiar os profissionais da notícia, assim, para o bem “geral da nação”, é muito importante que a imprensa continue misturando tudo na cabeça do povo, pois é apenas os mantendo como baratas tontas, - sem um norte, entendendo que é assim que é - que a tão propalada democracia é revelada por entre informações que nada contribuem ou nada possuem de democráticas no que se refere a favorecer o país e muito menos a população

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