domingo, 26 de novembro de 2017

Isto não é sobre direitos...





...isto tem a ver com comportamento.



"Se homem é tudo igual pq vc não casou com o seu amiguinho da escola que era apaixonado por vc, teve que sentar em 436 calabresas diferentes pra acabar namorando um maconheiro que só tá com vc pq vc paga aluguel".


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Martinho Lutero aprovaria?



Somos a favor de todo e qualquer diálogo, no entanto é preciso um mínimo de coerência para que ele aconteça; que a hipocrisia seja minimamente camuflada no primeiro momento dando sinais de que os grupos definitivamente pretendem eliminá-la no decorrer das negociações quando estas estejam carregadas das mais verdadeiras  intenções de ajustar pontos enquanto observam, - todos os envolvidos – caminhos que trarão mais paz e harmonia a todos.  


Com estas premissas mínimas, entendemos, ou melhor, questionamos, observando que as desavenças envolvendo o dicastério e obrigatoriamente, os principais elementos da Cúria Romana; os constantes processos de pedofilia, o distanciamento da luta da igreja católica das grandes causas mundiais – sua imparcialidade cômoda, ou não mais necessária - poderiam ser deixados de lado pelo monge alemão, ou seja; estes contra senso permitiriam, ou não seriam levado em consideração, fazendo com que Martinho Lutero voltasse as boas com essa facção religiosa? 

Se entendi, se são verdades o que li em suas biografias, tenho certeza que o Grande Líder Protestante não aprovaria a reaproximação com um papa que visitou Maduro.

Dançamos todos, Benito



Esqueça camarada Benito; eles não tem cultura alguma para entender que não a possuem. Se fossem inteligentes não estariam na política.



Garimpeiros?



Cade você estado?

São os garimpeiros os culpados ou eles são os bois de piranha?

Este, senhor Temer, será o seu legado sobre a atuação de seu governo em favor - também - da sustentabilidade.

É isso aí, Carlos Marun, faça suas dancinhas a favor de suas vitórias; enquanto isso... 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dinheiro bom...


Quando contava dezesseis anos fui lesado por um vagabundo que se dizendo meu amigo emprestou determinada quantia que eu com dificuldades, poupava, para um futuro qualquer de menino pobre que pouco podia se divertir e não possuía dinheiro para compara um x-salada - um dos mais fantásticos alimentos na adolescência, no final dos anos 70. Ao tentar reaver o dinheiro via judicial; meus colegas me aconselharam, “você vai gastar dinheiro bom em cima de dinheiro ruim, desista, o prejuízo será menor”.

O padrão nosso de cada dia, quando arrazoado, ensina que diante de um crime razoável entre conhecidos ou ataques de pequena monta por conta de um desses viciados que sob efeito da droga nos tomam os celulares e carteiras, o melhor a fazer é apenas contar o prejuízo devido ao alto preço, leia-se; incômodo, de levar a queixa adiante.

Penso tudo isso as vésperas da segunda votação que livrará o senhor Temer da sua saída da presidência para responder por crimes que, é muito provável que lesaram o estado de alguma maneira.

Então me questiono; quanto dinheiro bom desperdiçamos com esta investida contra o Temer? Quanto está custando ao estado as duas acusações contra esse político que até então era um ilustre ninguém a todo o povo brasileiro fora do seu estado.

Este indivíduo infelizmente nos dá uma lição constrangedora, traz a toda uma dura realidade que todos nós conhecemos: que muitas vezes é melhor deixar pra lá. Engolir o orgulho uma vez mais – não há nada que se possa fazer mesmo - e esquecer que há formas de utilizarmo-nos das leis para fazer alguma justiça. As raposas políticas conseguem fazer do enforcamento um show onde a turba lesada; os enforcadores, entenderão tarde demais que o melhor que havia a ser feito era retirar a corda do pescoço do enforcado antes de o caso reverter-se contra eles próprios. 

Hope! Oops!











Vantagens de se ser consumidor - O final da novela “A força do querer” mostra antes de tudo, para quem quiser ver - ainda que ninguém veja -, que a discriminação não é maior por conta do mercado econômico que eleva o discriminado a condição de “uma importante fatia de consumo do mercado”. Sem este valor, veríamos os brutamontes de plantão, os “hooligans” enrustidos, baseado nas barbaridades que assistimos nos “black mirrors” cotidianos e por estes incentivados, celeradas insanidades de – ainda - maior monta, contra todos estes que, humanos e íntegros, sofrem não por conta de terem nascidos nesse meio abominável, mas porque o meio contaminado, este sim, autofavorece, auto alimenta o “ser execrável” a ser valorizado justamente por seu comportamento insano – mas, ao menos na ficção, há esperança

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Ainda mais escravos

Roberto de Oliveira foi um dos homens encontrados em situação de trabalho análogo ao de escravos em São Fidélis, interior do Rio de Janeiro, em 2014. - O Globo 


É possível acreditar que este texto trate de trabalho escravo a esta altura da existência humana?

...e não é só. 

Ainda que muito ruim, pode ficar pior; é este o quadro que a política do Temer está desenhando a respeito da situação de muitos trabalhadores rurais caso a nova proposta de mudança do trabalho escravo no Brasil passe a vigorar.

Verdadeiro absurdo se observarmos que, para muitos deles a atual condição é degradante pois já sobrevivem a duras penas, principalmente por "falta de fiscalização" adequada em todo o território nacional e onde podemos constatar que o acordo é uma clara negociação entre corporações autoprotetivas política, público privado.

É descabido que a classe política inobserve que não vivemos mais em um estado onde, se propalamos a evolução, se pretendemos ascender a um patamar a altura de países desenvolvidos, não é possível aventar qualquer discussão que não melhore a condição do trabalhador. Agora, promulgar leis que piorem ainda mais o estado de pessoas já totalmente desacreditadas da vida só corrobora que essa classe política que aí está é merecedora de todo o descrédito da opinião externa que julga nosso país a fim de melhorá-lo como nação parceira e desenvolvida. Por nossa conta não há nada que possamos fazer, é só observar as notícias; eles estão se lixando para o que deles pensamos.

A menos que isso seja apenas um escamote, um engodo, uma ceva, uma notícia absurdo, daquelas para "causar" e então alguns correm sua atenção para fora das verdadeiras causas que a ela levaram, no caso, a atenção de muitos em relação ao senhor Temer estar sendo arrolado - desta vez - em caso de organização criminosa, obstrução da justiça... não lembro quais são as outras tantas.


...e como se isso já não bastasse para esse cara não mais continuar livre e assinando papéis em nosso nome.

*

CONFIRA AS PRINCIPAIS MUDANÇAS NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO
Nova legislação dificulta fiscalização e punição de patrões
Portaria muda regras para combate ao trabalho escravo no Brasil - Rafael Moraes Agência O Globo
  
RIO - Para agradar ruralistas, o governo editou novas regras que, na prática, dificultam a fiscalização e punição de empregadores flagrados submetendo trabalhadores à condição análoga à de escravo. A portaria publicada no Diário Oficial da União pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, traz mudanças que determinam, por exemplo, que o responsável pela inclusão de nomes na chamada lista suja, que reúne os empregadores flagrados por trabalho escravo, seja o titular desse ministério — e não mais a equipe técnica.

Confira, a seguir, as principais mudanças nas regras para o combate ao trabalho escravo.

Jornada exaustiva e condições degradantes
Antes: O Código Penal prevê que jornada exaustiva e condições degradantes são trabalho escravo.

Agora: A portaria do Ministério do Trabalho retirou das características da escravidão essas duas situações. Agora, se o fiscal flagrar essas condições, só poderá autuar se houver restrição de liberdade do trabalhador.

Condições para ser trabalho escravo
Antes: Pelo Código Penal, a condição análoga à escravidão pode ser caracterizada por servidão por dívida, trabalho forçado, jornada exaustiva ou condição degradante.

Agora: A portaria estabeleceu que escravidão é quando há uso de coação, cerceamento do uso de meios de transporte, isolamento geográfico, segurança armada para reter o trabalhador e confisco de documentos pessoais.

Peças obrigatórias no relatório de fiscalização 
Antes: Para a conclusão de um relatório de fiscalização, bastava um relatório detalhado e coerente sobre as irregularidades. Isso porque o auto de infração é sujeito a dois recursos administrativos, o que dá oportunidade de defesa aos denunciados.

Agora: As exigências para o relatório de fiscalização aumentaram. É preciso incluir um boletim de ocorrência lavrado por policial que tenha participado do flagrante, além de envio de ofício à Polícia Federal e fotos de todas as irregularidades.

Poder do ministro
Antes: A responsabilidade sobre a chamada lista suja dos empregadores - empresas que foram flagradas submetendo trabalhadores em condição análoga à escravidão - era da equipe de técnicos que fiscalizava o problema. Cabia a somente a técnicos tanto a inclusão de nomes quanto a divulgação da lista.

Agora: Só o ministro do Trabalho terá o poder de divulgar incluir empregadores na lista. E a divulgação da lista também passa a depender de “determinação expressa do Ministro do Trabalho”, conforme a portaria.

Acordos
Antes: Ministério do Trabalho era obrigado a encaminhar ao Ministério Público do Trabalho (MPT) acordos com empregadores flagrados para firmar acordos judiciais ou extrajudiciais.

Agora: O Ministério do Trabalho vai negociar só com a Advocacia-Geral da União, sem informar ao MPT.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Incongruências


Notas


A Suzane Von Richthofen ganhou liberdade no dia dos pais, a Isabella Nardoni no dia das crianças. A tramitação dos imbróglios contra Lula arrastam-se a passos lentos, segundo a Folha, hoje. O Temer está gastando bilhões que não possuímos para que parlamentares oportunistas aprovem para verem liberados estapafúrdios projetos – uma contrapartida nojenta - para que as inegáveis acusações contra o pai do Michelzinho não passe, por conta de burlescas votações, e, finalmente por agora, na última quarta-feira, entre o descaramento cênico e o contumaz palavreado confuso afetado, a senhora Cármen Lúcia em sua fala de encerramento do encontro teatral, "com as devidas vênias"; deixa clara mostra da casa estar contra a operação Lava Jato, justamente numa sessão – que em nada difere da pataquada espetaculosa dos parlamentares - que antecipa a liberdade da, já absurda, pseudo prisão (ele deveria estar realmente atrás das grades) de Aécio Neves.


Da série; anotado.

*

13.10.2017 - COLUNISTA DA GLOBO DIZ QUE CÁRMEN LÚCIA MATOU A LAVA JATO

Para o jornalista Helio Gurovitz, o voto da presidente do STF no julgamento sobre punição a parlamentares, que decidiu a votação, "foi uma das exposições mais vacilantes e obscuras no conteúdo jurídico – e mais claras na sujeição à pressão política. Cheio hesitações, vaivéns e argumentos convolutos, lembrou uma daquelas figuras fractais cujo comprimento tende ao infinito e cuja área – ou substância – tende a zero"



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Votando contra



Desligado do noticiário, um colega pergunta minha opinião sobre a decisão dos personagens do STF que durante uma seção que durou treze horas ontem, votaram, me parece, contra eles próprios, ao definir que o afastamento de parlamentares precisa do aval do Congresso; uma conveniência em um momento em que Aécio Neves praticamente cumpre prisão domiciliar por conta de canalhices, pseudos “empréstimos” e negociatas com os não menos facínoras irmãos Batista.


Não percamos nosso precioso tempo com esse tipo de assunto, camarada, respondi; precisamos apenas entender uma coisa - e que de nada vale, diga-se de passagem: se os políticos gostaram, é porque não é bom para nós.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Igrejas pequenas...



...grandes ignorantes.

Em tempos de Bolsonaros, Pezões, Temers, Crivelas, Lulas, Trumps, Maduros, Putins...

A quem interessas possa.

Enquanto na semana passada a Folha fez uma matéria a respeito de ataques que Terreiros de Umbanda no Rio de Janeiro vem sofrendo devido a ignorância de membros de outras religiões cuja matéria finaliza fazendo referência à lavagem de dinheiro de igrejas evangélicas, hoje o mesmo jornal dá notícias de que estas mesmas organizações poderão receber o perdão de suas dívidas por conta da alteração no Refis, o mesmo que também pode beneficiar corruptos políticos ladrões de forma a não devolver todo o dinheiro roubado.


E hoje o jornal traz mais absurdos em meio à polêmica retomada – insípida em resultados - do debate sobre a venda de armas nos USA após o atualíssimo ataque de Las Vegas enquanto aqui, no Piauí, um pai levou o filho de onze anos à cela de um estuprador que ajuda a família, onde podemos concluir que a declaração do pai nada mais faz que emoldurar o quadro humano atual buscado pela sociedade corporativa que quer todos perdidamente insanos: “Não sabia que ele era estuprador, ele me enganou e disse que tinha apenas matado a mulher”; diz o que se diz pai.

*


Quem negará ou finalmente compreenderá que esta é a única camada populacional que ainda entende que a política em si é importante? Os políticos conquistaram o que queriam com o povo; resta esperar para ver qual será o fim disso!

sábado, 23 de setembro de 2017

Claque

Onde tudo começou

Palco sem plateia


Do poder sem poder no comando - No conjunto político atual, ou se tem algum interesse, algum motivo particular, ou nada dali encanta.

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Soma de ineficiências - O conjunto político brasileiro está prestes a atingir o melhor dos mundos, onde receberá para assim permanecer: inoperante, inativo, sem ser incomodado; justamente por ter alcançado a ineficiência aliada ao descaso mútuo. Do nosso lado por entendermos finalmente que não há o que fazer; apenas pagá-los... por nada, muito pouco ou até em prejuízo próprio. 

Este acerto incômodo mas confortável – por ser o único viável - se dá por conta de que a luta contra este estado resulta – quando possível - invariavelmente no enfraquecimento do querelante em detrimento ao fortalecimento do acusado. 

*


Aos poucos eles vão conseguindo. O universo político vem se mostrando inexorável em sua busca rasteira para tornar-se intocável; ajustado de forma que, paulatinamente mais e mais pessoas, - até chegar aos últimos interessados - vão desistindo, jogando a toalha; por entender que realmente não há nada a ser feito. Vão se escasseando os motivos de seguir observando a política como algo ainda útil, como arte, ou como um palco de intelectualismo sério da boa política propriamente dito. 

Representação humana



ONU 19/09/2017 - Enfim o mais significativo teatro mundial encontrou seu ator mais representativo.


domingo, 10 de setembro de 2017

Da observância e das (des)necessariedades


Hélio Schwartsman hoje, na Folha – Poder funcional - “Perdemos de vista que o Judiciário é o mais disfuncional dos Poderes”.

Salientamos que é bastante dura a verdade de ser chamado de disfuncional e ainda assim aceitar que se diga – e necessariamente calce - que tem uma parcela de culpa no nefasto estado atual da nação.

Protagonismo indevido ou seria desnecessário(?) - Popularizar e celebrizar juízes levou-os a assim entender-se ainda mais do que são, no entanto, providencialmente, desviou suas atenções das atenções com o que é realmente necessário.


A vaidade midiática pré-ocupa sobremaneira o até então apenas vaidoso grupal. 

domingo, 3 de setembro de 2017

Estado doente



Financiando nosso algoz  - O juiz está tão somente cumprindo a lei no caso do “ejaculador do ônibus”, afinal ele não tem culpa se o estado prefere manter o doente nas ruas ao invés de investir em manicômios descentes quando sabe que as vítimas, caso queiram rever seus direitos, enfrentarão a ira do estado que se defenderá de todas as formas possíveis aproveitando-se da máquina advocatícia estatal financiada pela vítima a lutar contra seus próprios direitos.


Ao final o estado sabe que alguém em algum momento dará cabo a todos aqueles que a população indignada e sem educação condenará à pária da sociedade ao fazer nas ruas a própria seleção natural que independe da vontade do estado omisso preocupado apenas se os impostos estão sendo pagos para que ele se mantenha inatingível da turba que a cada ano fica ainda mais embrutecida por conta de um governo em estado quase vegetal.

*

Na terça-feira passada um doente mental ejaculou na saia de uma passageira dentro de um ônibus do transporte coletivo da cidade de São Paulo e o juiz o soltou na sexta quando no sábado o meliante foi preso pelo mesmo motivo - só para registro; ele já foi detido outras quinze vezes pelo mesmo motivo.

sábado, 19 de agosto de 2017

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Poder econômico



Há uma “luta” constante para baixar juros quando sabemos que não há luta alguma para que a população não mais necessite tomar dinheiro emprestado.

Das hipocrisias universais

Para inglês ver



Qual é a diferença entre a eleição para a instauração forjada da assembléia constituinte de Maduro no domingo da forma como foi armada a votação do relatório que varre para baixo do tapete as acusações inequívocas contra Temer na terça-feira? 


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

À mostra



Votar a favor de Temer hoje; mais uma chance de se mostrar o que é: um sem vergonha. 

Afinal o que os políticos querem! Esse não é o seu papel ou o salvo conduto para manter-se no comando do país?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

domingo, 9 de julho de 2017

Homenagem a Raulzito



Estou pelado em minha cama

comendo uma mulher pra fumá.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Coragem e paixão, ou miopia?



Cegueira e linchamento, por Raduan Nassar

Em artigo publicado na Folha de São Paulo no ano passado, o escritor Raduan Nassar resgata o papel histórico do ex-presidente Lula e os esforço dos setores retrógrados do Brasil para retroceder os avanços que o país obteve nos últimos anos. Ao final afirma: "Sem vínculo com qualquer partido político, assisto com tristeza a todo o artificioso esquema de linchamento a que Lula vem sendo exposto, depois de ter conduzido o mais amplo processo de inclusão social que o Brasil conheceu em toda a sua história".
   O inglês Robert Fisk, em artigo no jornal londrino "The Independent", afirma que, segundo as duras conclusões do relatório Chilcot sobre a invasão do Iraque, o ex-primeiro ministro Tony Blair e seu comparsa George W. Bush deveriam ser julgados por crimes de guerra, a exemplo de Nuremberg, que se ocupou dos remanescentes nazistas.

O poodle Blair se deslocava a Washington para conspirar com seu colega norte-americano a tomada do Iraque, a pretexto de este país ser detentor de armas de destruição em massa, comprovado depois como mentira, mas invasão levada a cabo com a morte de meio milhão de iraquianos.

Antes, durante o mesmo governo Bush, o brutal regime de sanções causou a morte de 1,7 milhão de civis iraquianos, metade crianças, segundo dados da ONU.

Ao consulado que representava um criminoso de guerra, Bush, o então deputado federal Michel Temer (como de resto nomes expressivos do tucanato) fornecia informações sobre o cenário político brasileiro. "Premonitório", Temer acenava com um candidato de seu partido à Presidência, segundo o site WikiLeaks, de Julian Assange.

Não estranhar que o interino Temer, seu cortejo de rabo preso e sabujos afins andem de braços dados com os tucanos, que estariam governando de fato o Brasil ou, uns e outros, fundindo-se em um só corpo, até que o tucanato desfeche contra Temer um novo golpe e nade de braçada com seu projeto de poder -atrelar-se ao neoliberalismo, apesar do atual diagnóstico: segundo publicação da BBC, levantamento da ONG britânica Oxfam, levado ao Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, a riqueza acumulada pelo 1% dos mais ricos do mundo equivale aos recursos dos 99% restantes. Segundo o estudo, a tendência de concentração da riqueza vem aumentando desde 2009.

O senador Aloysio Nunes foi às pressas a Washington no dia seguinte à votação do impeachment de Dilma Rousseff na exótica Câmara dos Deputados, como primeiro arranque para entregar o país ao neoliberalismo norte-americano.

Foi secundado por seu comparsa tucano, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, também interino-itinerante que, num giro mais amplo, articula "flexibilizar" Mercosul, Brics, Unasul e sabe-se lá mais o quê.

Além de comprometer a soberania brasileira, Serra atira ao lixo o protagonismo que o país tinha conseguido no plano internacional com a diplomacia ativa e altiva do chanceler Celso Amorim, retomando uma política exterior de vira-lata (que me perdoem os cães dessa espécie; reconheço que, na escala animal, estão acima de certos similares humanos).

A propósito, o tucano, com imenso bico devorador, é ave predadora, atacando filhotes indefesos em seus ninhos. Estamos bem providos em nossa fauna: tucano, vira-lata, gato angorá e ratazanas a dar com pau...

Episódio exemplar do mencionado protagonismo alcançado pelo Brasil aconteceu em Berlim (2009), quando, em tribunas lado a lado, a então poderosa Angela Merkel, depois de criticar duramente o programa nuclear do Irã, recebeu a resposta de Lula: os detentores de armas nucleares, ao não desativá-las, não têm autoridade moral para impor condições àquele país. Lula silenciou literalmente a chanceler alemã.

Vale também lembrar o pronunciamento de Lula de quase uma hora em Hamburgo (2009), em linguagem precisa, quando, interrompido várias vezes por aplausos de empresários alemães e brasileiros, foi ovacionado no final.

Que se passe à Lava Jato e a seus méritos, embora supostos, por se conduzirem em mão única, quando não na contramão, o que beira a obsessão. Espera-se que o juiz Serio Moro venha a se ocupar também de certos políticos "limpinhos e cheirosos", apesar da mão grande do inefável ministro do STF Gilmar Mendes.

Por sinal, seu discípulo, o senador Antonio Anastasia, reproduz a mão prestidigitadora do mestre: culpa Dilma e esconde suas exorbitantes pedaladas, quando governador de Minas Gerais.

Traços do perfil de Moro foram esboçados por Luiz Moniz Bandeira, professor universitário, cientista político e historiador, vivendo há anos na Alemanha. Em entrevista ao jornal argentino "Página/12", revela: Moro esteve em duas ocasiões nos EUA, recebendo treinamento. Em uma delas, participou de cursos no Departamento de Estado; em outra, na Universidade Harvard.

Segundo o WikiLeaks, juízes (incluindo Moro), promotores e policiais federais receberam formação em 2009, promovida pela embaixada norte-americana no Rio.

Em 8 de maio, Janio de Freitas, com seu habitual rigor crítico, afirmou nesta Folha que "Lula virou denunciado nas vésperas de uma votação decisiva para o impeachment. Assim como os grampos telefônicos, ilegais, foram divulgados por Moro quando Lula, se ministro, com sua experiência e talento incomum de negociador, talvez destorcesse a crise política e desse um arranjo administrativo".

Lula não assumiu a Casa Civil, foi rechaçado no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Gilmar Mendes, um goleirão sem rival na seleção e, no álbum, figurinha assim carimbada por um de seus pares, Joaquim Barbosa, popstar da época e hoje estrela cadente: "Vossa Excelência não está na rua, está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro... Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar".

Sugiro a eventuais leitores, mas não aos facciosos que, nos aeroportos, torciam o nariz ao ver gente simples que embarcava calçando sandálias Havaianas, que acessem o site Instituto Lula - o Brasil da Mudança.

Poderão dar conta de espantosas e incontestes realizações. Limito-me a destacar o programa Luz para Todos, que tirou mais de 15 milhões de brasileiros da escuridão, sobretudo nos casebres do sertão nordestino e da região amazônica. E sugiro o amparo do adágio popular: pior cego é aquele que não quer ver.

A não esquecer: Lula abriu as portas do Planalto aos catadores de matérias recicláveis, profissionalizando-os, sancionou a Lei Maria da Penha, fundamental à proteção das mulheres, e o Estatuto da Igualdade Racial, que tem como objetivo políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades e combate à discriminação.

Que o PT tenha cometido erros, alguns até graves (quem não os comete?), mas menos que Fernando Henrique Cardoso, que recorria ao "Engavetador Geral da República", à privataria e a muitos outros expedientes, como a aventada compra de votos para sua reeleição.

A corrupção, uma enfermidade mundial, decorre no Brasil do sistema político, atingindo a quase totalidade dos partidos. Contudo, Lula propiciou, como nunca antes, o desempenho livre dos órgãos de investigação, como Ministério Público e Polícia Federal, ao contrário do que faziam governos anteriores que controlavam essas instituições.

A registrar ainda, por importante: as gestões petistas nunca falaram em "flexibilizar" a CLT, a Previdência, a escola pública, o SUS, as estatais, o pré-sal inclusive e sabe-se lá mais o quê, propostas engatilhadas pelos interinos (algumas levianamente já disparadas), a causar prejuízo incalculável ao Brasil e aos trabalhadores.

Sem vínculo com qualquer partido político, assisto com tristeza a todo o artificioso esquema de linchamento a que Lula vem sendo exposto, depois de ter conduzido o mais amplo processo de inclusão social que o Brasil conheceu em toda a sua história.
"

Raduan Nassar é autor dos livros "Lavoura Arcaica" (1975), "Um Copo de Cólera" (1978) e "Menina a Caminho e Outros Textos" (1997). Recebeu o Prêmio Camões, principal troféu literário da língua portuguesa

*
Qual é a obrigação de um governo?

O que um governo não pode fazer?

Todo o respeito à manifestação espontânea e apaixonada, bem trabalhada e rica, contudo não estará aí a força maior; na construção, na coragem! O tempo dirá se a ideia, o desejo e a pretensão foi urdida em uma sementeira cujos grãos germinarão uma defesa perene ou não vingará além do calor sazonal encolerizado que, não respeitando o fator tempo, mostrará além: uma história esturricada ao se entender que apenas alguns poucos cuidados foram caprichosamente atendidos, quando sabemos que toda boa plantação necessita de atenção com o equilíbrio sempre obrigatório.  


Posso estar errado, mas vou registrar esta passagem aqui, e com paciência, aguardar um juiz verdadeiro que condene minha pretensão ou observe a defesa míope do senhor Nassar e sua militância.

domingo, 2 de julho de 2017

Prisão “drive thru”



Indignado e rasgando impropérios contra a soltura de mais um desses meliantes da política ou a ela ligados que, segundo especialistas são levados à prisão sob acusações e provas tão robustas quanto incontestáveis, ouço entre o bater de panelas vindo da cozinha durante o tele jornal da noite a voz da amada cozinheira.

É a esposa a me alertar sobre as prisões “Drive thru”; soluções rápidas adequadas às obrigatórias reprimendas politiqueiras em otários autores de patacoadas homéricas por que não souberam como fazer o serviço ou confiaram em demasia nos seus iguais em conluio, ou simplesmente porque alguém precisa ir para o sacrifício – ainda que por pouco tempo:

“É, mas você tem que entender que pelo menos agora eles passam uns dias presos.” Pondera minha atenta companheira.

É, antes nem isso tínhamos; melhor ficar calado. 


sábado, 1 de julho de 2017

Síndrome do Faustão



Fausto "falastrão" Silva, no "Domingão do Chinelão",volta e meia detona o BBB porque entende que todos aqueles aficionados ao lamentável quadro continuarão seguindo o entretenimento absurdo, assim também está o mundo político atual, todos podem falar o que querem, - basta observar as obscenidades ditas nas redes sociais - afinal ninguém está mais aí para nada, e se o fizer com algum fragor embaraçoso, virão aqueles que comprarão a sua energia para lutar a favor do que até então era contra.

Absurdos a parte, esta semana, assistimos no JN que o Brasil é o segundo pais cujo povo acredita, confia no que está sendo reproduzido; no trabalho informativo da sua mídia, e os jornais estão se vangloriando por isso.

A questão mais importante é; é a mídia que é de confiança, imparcial e combativa ou o povo que é "um lesado" por nem mesmo entender o que está sendo veiculado?

Quem, de alguma honestidade psicológica, se interessa por algo noticiado hoje: por entender a parcialidade contundentemente marcante, de todas as mídias nacionais?

Pesquisas já demonstraram o grau de desentendimento na interpretação das notícias por aqueles que assistem ou leem jornais; como então confiar ou se vangloriar sobre o escrutínio de uma massa que está totalmente a margem do que está acontecendo no país???

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Responsáveis devidos

Que nos desculpem os porcos

Responsáveis mal posicionados - Qual é a velocidade de saída da crise em um estado onde a prioridade é negociar diariamente a própria sobrevivência dos responsáveis por ambos?

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“Rolando Lero” - Poucas coisas cansam tanto, tantos, quanto o enfado político. E por saber disso, a maior oportunidade do governo inapto, no entanto, se cobrado sobre o triste momento histórico tripudia: aproveita para inundar a população com mais veneno em forma de informações desnecessariamente maçantes e repetidas a exaustão, até que encontre uma saída para que continue no comando ainda que nada tenha sido resolvido.


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No melhor dos mundos aos políticos, temos o que não acompanha o que vem acontecendo porque não suporta, por estar entendendo o que está se passando, e, na outra ponta aquele que não o faz porque nada sabe, e não segue e consequentemente não se manifesta por puro desentendimento do que está sendo armado, vivendo numa espécie de confiança tão cega quanto desassistida.

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Mídia antissocial - Até onde o mendaz resultado; esta panaceia incorrigível que estamos assistindo por parte das instituições nacionais, todas, seria bem diferente não fosse a explosão da exposição midiática com o advento da mídia social!




sábado, 24 de junho de 2017

Aos reis e presidentes



Dedicado ao presidente do Brasil e ao "rei da Suécia", digo Noruega; e uma homenagem a todos aqueles que defendem o fim imediato de toda e qualquer espécie de desmatamento no Planeta Terra.

*

Notícias do dia:
Brasil deixará de receber quase 170 milhões de Reais da Noruega devido a negligência do governo brasileiro em relação ao desmatamento na Amazônia. Mas o que significa este montante comparado aos números da corrupção levantados após as investigações da Lava Jato!

domingo, 18 de junho de 2017



(...)

"Tesouro, vamos procurar um país onde não haja segredos e tudo ocorra à luz do dia. Entre a América Central e a do Sul existe um monte. Nada escondido, todos sabem quem pertence ao cartel das drogas, quem dirige as organizações revolucionárias, você se senta no restaurante, passa um grupo de amigos e eles apresentam um sujeito como o chefão do contrabando de armas, todo bonito, barbeado e cheiroso, com aquele tipo de camisa branca engomada que se usa por fora das calças, os garçons o reverenciam señor daqui, señor dali, e o comandante da Guarda Civil vai homenageá-lo. São países sem mistério, tudo ocorre à luz do dia, a polícia afirma ser corrupta por regulamento, governo e delinquência coincidem por ditame constitucional, os bancos vivem de lavagem de dinheiro e ai de você se não levar mais dinheiro de proveniência duvidosa, tiram-lhe a licença de permanência, matam-se, mas só entre si..."

"pode trabalhar em uma revista de amizade colorida, atividade bonita e honesta, de se pensar agora, você conta umas lorotas, todos sabem que é lorota e se divertem, e aqueles cujos podres você revela já fizeram isso no dia anterior na televisão."

"Não viu como todos os entrevistados desta noite contavam tranquilamente que fizeram isto ou aquilo, como se esperassem uma medalha? Nada de claros-escuros em barroco, coisas da Contrarreforma, os tráficos emergiram en plein air, como se fossem pintados pelos impressionistas: corrupção autorizada, o mafioso oficialmente no Parlamento, o sonegador no governo, e na cadeia só os albaneses ladrões de galinhas."

Livro "Número Zero" de Umberto Eco