Uma praça, um livro negro embaixo do braço e um bumbo; vivendo com a estranha impressão de que existe algo mais além do mostrado
domingo, 10 de dezembro de 2017
domingo, 26 de novembro de 2017
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Martinho Lutero aprovaria?
Somos a
favor de todo e qualquer diálogo, no entanto é preciso um mínimo de coerência
para que ele aconteça; que a hipocrisia seja minimamente camuflada no primeiro
momento dando sinais de que os grupos definitivamente pretendem eliminá-la no
decorrer das negociações quando estas estejam carregadas das mais verdadeiras intenções de ajustar pontos enquanto
observam, - todos os envolvidos – caminhos que trarão mais paz e harmonia a
todos.
Com estas
premissas mínimas, entendemos, ou melhor, questionamos, observando que as desavenças envolvendo o dicastério e obrigatoriamente,
os principais elementos da Cúria Romana; os constantes processos de pedofilia,
o distanciamento da luta da igreja católica das grandes causas mundiais – sua imparcialidade
cômoda, ou não mais necessária - poderiam ser deixados de lado pelo monge alemão, ou seja; estes contra senso permitiriam, ou não seriam levado em consideração, fazendo com que Martinho Lutero
voltasse as boas com essa facção religiosa?
Se entendi, se são verdades o que li em suas
biografias, tenho certeza que o Grande Líder Protestante não aprovaria a reaproximação com um papa que
visitou Maduro.
sábado, 28 de outubro de 2017
Dançamos todos, Benito
Esqueça camarada Benito; eles não tem cultura alguma para entender que não a possuem. Se fossem inteligentes não estariam na política.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Dinheiro bom...
Quando
contava dezesseis anos fui lesado por um vagabundo que se dizendo meu amigo
emprestou determinada quantia que eu com dificuldades, poupava, para um futuro
qualquer de menino pobre que pouco podia se divertir e não possuía dinheiro
para compara um x-salada - um dos mais fantásticos alimentos na adolescência, no
final dos anos 70. Ao tentar reaver o dinheiro via judicial; meus colegas me
aconselharam, “você vai gastar dinheiro bom em cima de dinheiro ruim, desista,
o prejuízo será menor”.
O padrão
nosso de cada dia, quando arrazoado, ensina que diante de um crime razoável
entre conhecidos ou ataques de pequena monta por conta de um desses viciados
que sob efeito da droga nos tomam os celulares e carteiras, o melhor a fazer é
apenas contar o prejuízo devido ao alto preço, leia-se; incômodo, de levar a
queixa adiante.
Penso tudo isso
as vésperas da segunda votação que livrará o senhor Temer da sua saída da
presidência para responder por crimes que, é muito provável que lesaram o
estado de alguma maneira.
Então me
questiono; quanto dinheiro bom desperdiçamos com esta investida contra o Temer?
Quanto está custando ao estado as duas acusações contra esse político que até
então era um ilustre ninguém a todo o povo brasileiro fora do seu estado.
Este
indivíduo infelizmente nos dá uma lição constrangedora, traz a toda uma dura
realidade que todos nós conhecemos: que muitas vezes é melhor deixar pra lá. Engolir
o orgulho uma vez mais – não há nada que se possa fazer mesmo - e esquecer que
há formas de utilizarmo-nos das leis para fazer alguma justiça. As raposas
políticas conseguem fazer do enforcamento um show onde a turba lesada; os enforcadores,
entenderão tarde demais que o melhor que havia a ser feito era retirar a corda
do pescoço do enforcado antes de o caso reverter-se contra eles próprios.
Hope! Oops!
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Ainda mais escravos
![]() |
| Roberto de Oliveira foi um dos homens encontrados em situação de trabalho análogo ao de escravos em São Fidélis, interior do Rio de Janeiro, em 2014. - O Globo |
É possível acreditar que este texto trate de trabalho escravo a esta altura da existência humana?
...e não é só.
Ainda que muito ruim, pode ficar pior; é este o quadro que a política do Temer está desenhando a respeito da situação de muitos trabalhadores rurais caso a nova proposta de mudança do trabalho escravo no Brasil passe a vigorar.
Verdadeiro absurdo se observarmos que, para muitos deles a atual condição é degradante pois já sobrevivem a duras penas, principalmente por "falta de fiscalização" adequada em todo o território nacional e onde podemos constatar que o acordo é uma clara negociação entre corporações autoprotetivas política, público privado.
É descabido que a classe política inobserve
que não vivemos mais em um estado onde, se propalamos a evolução, se
pretendemos ascender a um patamar a altura de países desenvolvidos, não é
possível aventar qualquer discussão que não melhore a condição do trabalhador. Agora, promulgar leis que piorem ainda mais o estado de pessoas já totalmente
desacreditadas da vida só corrobora que essa classe política que aí está é
merecedora de todo o descrédito da opinião externa que julga nosso país a fim
de melhorá-lo como nação parceira e desenvolvida. Por nossa conta não há nada que possamos
fazer, é só observar as notícias; eles estão se lixando para o que deles pensamos.
A menos que isso seja apenas um escamote, um engodo, uma ceva, uma notícia absurdo, daquelas para "causar" e então alguns correm sua atenção para fora das verdadeiras causas que a ela levaram, no caso, a atenção de muitos em relação ao senhor Temer estar sendo arrolado - desta vez - em caso de organização criminosa, obstrução da justiça... não lembro quais são as outras tantas.
A menos que isso seja apenas um escamote, um engodo, uma ceva, uma notícia absurdo, daquelas para "causar" e então alguns correm sua atenção para fora das verdadeiras causas que a ela levaram, no caso, a atenção de muitos em relação ao senhor Temer estar sendo arrolado - desta vez - em caso de organização criminosa, obstrução da justiça... não lembro quais são as outras tantas.
...e como
se isso já não bastasse para esse cara não mais continuar livre e assinando papéis
em nosso nome.
*
CONFIRA AS
PRINCIPAIS MUDANÇAS NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO
Nova
legislação dificulta fiscalização e punição de patrões
Portaria
muda regras para combate ao trabalho escravo no Brasil - Rafael Moraes Agência
O Globo
RIO - Para
agradar ruralistas, o governo editou novas regras que, na prática, dificultam a
fiscalização e punição de empregadores flagrados submetendo trabalhadores à
condição análoga à de escravo. A portaria publicada no Diário Oficial da União
pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, traz mudanças que determinam, por
exemplo, que o responsável pela inclusão de nomes na chamada lista suja, que
reúne os empregadores flagrados por trabalho escravo, seja o titular desse
ministério — e não mais a equipe técnica.
Confira, a
seguir, as principais mudanças nas regras para o combate ao trabalho escravo.
Jornada
exaustiva e condições degradantes
Antes: O
Código Penal prevê que jornada exaustiva e condições degradantes são trabalho
escravo.
Agora: A
portaria do Ministério do Trabalho retirou das características da escravidão
essas duas situações. Agora, se o fiscal flagrar essas condições, só poderá
autuar se houver restrição de liberdade do trabalhador.
Condições
para ser trabalho escravo
Antes: Pelo
Código Penal, a condição análoga à escravidão pode ser caracterizada por
servidão por dívida, trabalho forçado, jornada exaustiva ou condição
degradante.
Agora: A portaria
estabeleceu que escravidão é quando há uso de coação, cerceamento do uso de
meios de transporte, isolamento geográfico, segurança armada para reter o
trabalhador e confisco de documentos pessoais.
Peças
obrigatórias no relatório de fiscalização
Antes: Para
a conclusão de um relatório de fiscalização, bastava um relatório detalhado e
coerente sobre as irregularidades. Isso porque o auto de infração é sujeito a
dois recursos administrativos, o que dá oportunidade de defesa aos denunciados.
Agora: As
exigências para o relatório de fiscalização aumentaram. É preciso incluir um
boletim de ocorrência lavrado por policial que tenha participado do flagrante,
além de envio de ofício à Polícia Federal e fotos de todas as irregularidades.
Poder do
ministro
Antes: A
responsabilidade sobre a chamada lista suja dos empregadores - empresas que
foram flagradas submetendo trabalhadores em condição análoga à escravidão - era
da equipe de técnicos que fiscalizava o problema. Cabia a somente a técnicos
tanto a inclusão de nomes quanto a divulgação da lista.
Agora: Só o
ministro do Trabalho terá o poder de divulgar incluir empregadores na lista. E
a divulgação da lista também passa a depender de “determinação expressa do
Ministro do Trabalho”, conforme a portaria.
Acordos
Antes:
Ministério do Trabalho era obrigado a encaminhar ao Ministério Público do
Trabalho (MPT) acordos com empregadores flagrados para firmar acordos judiciais
ou extrajudiciais.
Agora: O
Ministério do Trabalho vai negociar só com a Advocacia-Geral da União, sem
informar ao MPT.
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Incongruências

Notas
A Suzane
Von Richthofen ganhou liberdade no dia dos pais, a Isabella Nardoni no dia das
crianças. A tramitação dos imbróglios contra Lula arrastam-se a passos lentos, segundo a Folha, hoje. O Temer está gastando bilhões que não possuímos para que parlamentares
oportunistas aprovem para verem liberados estapafúrdios projetos – uma contrapartida
nojenta - para que as inegáveis acusações contra o pai do Michelzinho não passe, por conta de burlescas votações, e, finalmente por agora, na última quarta-feira, entre o descaramento cênico e o contumaz palavreado confuso afetado, a senhora Cármen
Lúcia em sua fala de encerramento do encontro teatral, "com as devidas vênias"; deixa clara mostra da casa estar contra a operação Lava Jato, justamente numa sessão – que em nada difere da
pataquada espetaculosa dos parlamentares - que antecipa a liberdade da, já absurda, pseudo
prisão (ele deveria estar realmente atrás das grades) de Aécio Neves.
Da série; anotado.
*
13.10.2017
- COLUNISTA DA GLOBO DIZ QUE CÁRMEN LÚCIA MATOU A LAVA JATO
Para o
jornalista Helio Gurovitz, o voto da presidente do STF no julgamento sobre
punição a parlamentares, que decidiu a votação, "foi uma das exposições
mais vacilantes e obscuras no conteúdo jurídico – e mais claras na sujeição à
pressão política. Cheio hesitações, vaivéns e argumentos convolutos, lembrou
uma daquelas figuras fractais cujo comprimento tende ao infinito e cuja área –
ou substância – tende a zero"
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Votando contra
Desligado
do noticiário, um colega pergunta minha opinião sobre a decisão dos personagens
do STF que durante uma seção que durou treze horas ontem, votaram, me parece,
contra eles próprios, ao definir que o afastamento de parlamentares precisa do
aval do Congresso; uma conveniência em um momento em que Aécio Neves
praticamente cumpre prisão domiciliar por conta de canalhices, pseudos “empréstimos”
e negociatas com os não menos facínoras irmãos Batista.
Não percamos
nosso precioso tempo com esse tipo de assunto, camarada, respondi; precisamos
apenas entender uma coisa - e que de nada vale, diga-se de passagem: se os
políticos gostaram, é porque não é bom para nós.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Igrejas pequenas...
...grandes
ignorantes.
Em tempos
de Bolsonaros, Pezões, Temers, Crivelas, Lulas, Trumps, Maduros, Putins...
A quem
interessas possa.
Enquanto na
semana passada a Folha fez uma matéria a respeito de ataques que Terreiros de
Umbanda no Rio de Janeiro vem sofrendo devido a ignorância de membros de outras
religiões cuja matéria finaliza fazendo referência à lavagem de dinheiro de
igrejas evangélicas, hoje o mesmo jornal dá notícias de que estas mesmas organizações
poderão receber o perdão de suas dívidas por conta da alteração no Refis, o mesmo
que também pode beneficiar corruptos políticos ladrões de forma a não devolver
todo o dinheiro roubado.
E hoje o
jornal traz mais absurdos em meio à polêmica retomada – insípida em resultados
- do debate sobre a venda de armas nos USA após o atualíssimo ataque de Las
Vegas enquanto aqui, no Piauí, um pai levou o filho de onze anos à cela de um
estuprador que ajuda a família, onde podemos concluir que a declaração do pai
nada mais faz que emoldurar o quadro humano atual buscado pela sociedade
corporativa que quer todos perdidamente insanos: “Não sabia que ele era estuprador, ele me enganou e disse que tinha
apenas matado a mulher”; diz o que se diz pai.
*
Quem negará
ou finalmente compreenderá que esta é a única camada populacional que ainda
entende que a política em si é importante? Os políticos conquistaram o que
queriam com o povo; resta esperar para ver qual será o fim disso!
sábado, 23 de setembro de 2017
Claque
![]() |
| Onde tudo começou |
Palco sem plateia
Do poder
sem poder no comando - No conjunto
político atual, ou se tem algum interesse, algum motivo particular, ou nada
dali encanta.
*
Soma de
ineficiências - O conjunto político brasileiro está prestes a atingir o melhor
dos mundos, onde receberá para assim permanecer: inoperante, inativo, sem ser
incomodado; justamente por ter alcançado a ineficiência aliada ao descaso mútuo.
Do nosso lado por entendermos finalmente que não há o que fazer; apenas
pagá-los... por nada, muito pouco ou até em prejuízo próprio.
Este acerto
incômodo mas confortável – por ser o único viável - se dá por conta de que a
luta contra este estado resulta – quando possível - invariavelmente no
enfraquecimento do querelante em detrimento ao fortalecimento do acusado.
*
Aos poucos
eles vão conseguindo. O universo político vem se mostrando inexorável em sua
busca rasteira para tornar-se intocável; ajustado de forma que, paulatinamente
mais e mais pessoas, - até chegar aos últimos interessados - vão desistindo,
jogando a toalha; por entender que realmente não há nada a ser feito. Vão se escasseando os motivos de seguir observando a política como algo ainda útil,
como arte, ou como um palco de intelectualismo sério da boa política propriamente
dito.
domingo, 10 de setembro de 2017
Da observância e das (des)necessariedades
Hélio Schwartsman hoje, na Folha – Poder funcional - “Perdemos de vista que o Judiciário é o mais disfuncional dos Poderes”.
Salientamos que é bastante dura a verdade de ser chamado de disfuncional e ainda assim aceitar que se diga – e necessariamente calce - que tem uma parcela de culpa no nefasto estado atual da nação.
Protagonismo
indevido ou seria desnecessário(?) - Popularizar e celebrizar juízes levou-os a
assim entender-se ainda mais do que são, no entanto, providencialmente, desviou
suas atenções das atenções com o que é realmente necessário.
A vaidade
midiática pré-ocupa sobremaneira o até então apenas vaidoso grupal.
domingo, 3 de setembro de 2017
Estado doente
Financiando nosso algoz - O juiz está
tão somente cumprindo a lei no caso do “ejaculador do ônibus”, afinal ele não
tem culpa se o estado prefere manter o doente nas ruas ao invés de investir em manicômios
descentes quando sabe que as vítimas, caso queiram rever seus direitos, enfrentarão a ira do estado que se defenderá de todas as formas possíveis aproveitando-se da máquina advocatícia estatal financiada pela vítima a lutar
contra seus próprios direitos.
Ao final o
estado sabe que alguém em algum momento dará cabo a todos aqueles que a
população indignada e sem educação condenará à pária da sociedade ao fazer nas ruas a própria seleção natural que independe da vontade do estado omisso preocupado
apenas se os impostos estão sendo pagos para que ele se mantenha inatingível da
turba que a cada ano fica ainda mais embrutecida por conta de um governo em estado quase vegetal.
*
Na terça-feira passada um doente mental ejaculou na saia de uma passageira dentro de um ônibus do transporte coletivo da cidade de São Paulo e o juiz o soltou na sexta quando no sábado o meliante foi preso pelo mesmo motivo - só para registro; ele já foi detido outras quinze vezes pelo mesmo motivo.
sábado, 19 de agosto de 2017
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
sábado, 22 de julho de 2017
quinta-feira, 13 de julho de 2017
domingo, 9 de julho de 2017
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Coragem e paixão, ou miopia?
Cegueira e
linchamento, por Raduan Nassar
“Em artigo
publicado na Folha de São Paulo no ano passado, o escritor Raduan Nassar
resgata o papel histórico do ex-presidente Lula e os esforço dos setores
retrógrados do Brasil para retroceder os avanços que o país obteve nos últimos
anos. Ao final afirma: "Sem vínculo com qualquer partido político, assisto
com tristeza a todo o artificioso esquema de linchamento a que Lula vem sendo
exposto, depois de ter conduzido o mais amplo processo de inclusão social que o
Brasil conheceu em toda a sua história".
“
O inglês Robert Fisk, em artigo no jornal londrino "The
Independent", afirma que, segundo as duras conclusões do relatório Chilcot
sobre a invasão do Iraque, o ex-primeiro ministro Tony Blair e seu comparsa
George W. Bush deveriam ser julgados por crimes de guerra, a exemplo de
Nuremberg, que se ocupou dos remanescentes nazistas.
O poodle
Blair se deslocava a Washington para conspirar com seu colega norte-americano a
tomada do Iraque, a pretexto de este país ser detentor de armas de destruição
em massa, comprovado depois como mentira, mas invasão levada a cabo com a morte
de meio milhão de iraquianos.
Antes,
durante o mesmo governo Bush, o brutal regime de sanções causou a morte de 1,7
milhão de civis iraquianos, metade crianças, segundo dados da ONU.
Ao
consulado que representava um criminoso de guerra, Bush, o então deputado
federal Michel Temer (como de resto nomes expressivos do tucanato) fornecia
informações sobre o cenário político brasileiro. "Premonitório",
Temer acenava com um candidato de seu partido à Presidência, segundo o site
WikiLeaks, de Julian Assange.
Não
estranhar que o interino Temer, seu cortejo de rabo preso e sabujos afins andem
de braços dados com os tucanos, que estariam governando de fato o Brasil ou,
uns e outros, fundindo-se em um só corpo, até que o tucanato desfeche contra
Temer um novo golpe e nade de braçada com seu projeto de poder -atrelar-se ao
neoliberalismo, apesar do atual diagnóstico: segundo publicação da BBC,
levantamento da ONG britânica Oxfam, levado ao Fórum Econômico Mundial de
Davos, em janeiro, a riqueza acumulada pelo 1% dos mais ricos do mundo equivale
aos recursos dos 99% restantes. Segundo o estudo, a tendência de concentração
da riqueza vem aumentando desde 2009.
O senador
Aloysio Nunes foi às pressas a Washington no dia seguinte à votação do
impeachment de Dilma Rousseff na exótica Câmara dos Deputados, como primeiro
arranque para entregar o país ao neoliberalismo norte-americano.
Foi
secundado por seu comparsa tucano, o ministro das Relações Exteriores, José
Serra, também interino-itinerante que, num giro mais amplo, articula
"flexibilizar" Mercosul, Brics, Unasul e sabe-se lá mais o quê.
Além de
comprometer a soberania brasileira, Serra atira ao lixo o protagonismo que o
país tinha conseguido no plano internacional com a diplomacia ativa e altiva do
chanceler Celso Amorim, retomando uma política exterior de vira-lata (que me
perdoem os cães dessa espécie; reconheço que, na escala animal, estão acima de
certos similares humanos).
A
propósito, o tucano, com imenso bico devorador, é ave predadora, atacando
filhotes indefesos em seus ninhos. Estamos bem providos em nossa fauna: tucano,
vira-lata, gato angorá e ratazanas a dar com pau...
Episódio
exemplar do mencionado protagonismo alcançado pelo Brasil aconteceu em Berlim
(2009), quando, em tribunas lado a lado, a então poderosa Angela Merkel, depois
de criticar duramente o programa nuclear do Irã, recebeu a resposta de Lula: os
detentores de armas nucleares, ao não desativá-las, não têm autoridade moral
para impor condições àquele país. Lula silenciou literalmente a chanceler
alemã.
Vale também
lembrar o pronunciamento de Lula de quase uma hora em Hamburgo (2009), em
linguagem precisa, quando, interrompido várias vezes por aplausos de
empresários alemães e brasileiros, foi ovacionado no final.
Que se
passe à Lava Jato e a seus méritos, embora supostos, por se conduzirem em mão
única, quando não na contramão, o que beira a obsessão. Espera-se que o juiz
Serio Moro venha a se ocupar também de certos políticos "limpinhos e
cheirosos", apesar da mão grande do inefável ministro do STF Gilmar
Mendes.
Por sinal,
seu discípulo, o senador Antonio Anastasia, reproduz a mão prestidigitadora do
mestre: culpa Dilma e esconde suas exorbitantes pedaladas, quando governador de
Minas Gerais.
Traços do
perfil de Moro foram esboçados por Luiz Moniz Bandeira, professor
universitário, cientista político e historiador, vivendo há anos na Alemanha.
Em entrevista ao jornal argentino "Página/12", revela: Moro esteve em
duas ocasiões nos EUA, recebendo treinamento. Em uma delas, participou de
cursos no Departamento de Estado; em outra, na Universidade Harvard.
Segundo o
WikiLeaks, juízes (incluindo Moro), promotores e policiais federais receberam
formação em 2009, promovida pela embaixada norte-americana no Rio.
Em 8 de
maio, Janio de Freitas, com seu habitual rigor crítico, afirmou nesta Folha que
"Lula virou denunciado nas vésperas de uma votação decisiva para o
impeachment. Assim como os grampos telefônicos, ilegais, foram divulgados por
Moro quando Lula, se ministro, com sua experiência e talento incomum de
negociador, talvez destorcesse a crise política e desse um arranjo
administrativo".
Lula não
assumiu a Casa Civil, foi rechaçado no Supremo Tribunal Federal pelo ministro
Gilmar Mendes, um goleirão sem rival na seleção e, no álbum, figurinha assim
carimbada por um de seus pares, Joaquim Barbosa, popstar da época e hoje
estrela cadente: "Vossa Excelência não está na rua, está na mídia,
destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro... Vossa Excelência, quando
se dirige a mim, não está falando com seus capangas do Mato Grosso, ministro
Gilmar".
Sugiro a
eventuais leitores, mas não aos facciosos que, nos aeroportos, torciam o nariz
ao ver gente simples que embarcava calçando sandálias Havaianas, que acessem o
site Instituto Lula - o Brasil da Mudança.
Poderão dar
conta de espantosas e incontestes realizações. Limito-me a destacar o programa
Luz para Todos, que tirou mais de 15 milhões de brasileiros da escuridão,
sobretudo nos casebres do sertão nordestino e da região amazônica. E sugiro o
amparo do adágio popular: pior cego é aquele que não quer ver.
A não
esquecer: Lula abriu as portas do Planalto aos catadores de matérias
recicláveis, profissionalizando-os, sancionou a Lei Maria da Penha, fundamental
à proteção das mulheres, e o Estatuto da Igualdade Racial, que tem como
objetivo políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades e combate à
discriminação.
Que o PT
tenha cometido erros, alguns até graves (quem não os comete?), mas menos que
Fernando Henrique Cardoso, que recorria ao "Engavetador Geral da
República", à privataria e a muitos outros expedientes, como a aventada
compra de votos para sua reeleição.
A
corrupção, uma enfermidade mundial, decorre no Brasil do sistema político,
atingindo a quase totalidade dos partidos. Contudo, Lula propiciou, como nunca
antes, o desempenho livre dos órgãos de investigação, como Ministério Público e
Polícia Federal, ao contrário do que faziam governos anteriores que controlavam
essas instituições.
A registrar
ainda, por importante: as gestões petistas nunca falaram em
"flexibilizar" a CLT, a Previdência, a escola pública, o SUS, as
estatais, o pré-sal inclusive e sabe-se lá mais o quê, propostas engatilhadas
pelos interinos (algumas levianamente já disparadas), a causar prejuízo
incalculável ao Brasil e aos trabalhadores.
Sem vínculo
com qualquer partido político, assisto com tristeza a todo o artificioso
esquema de linchamento a que Lula vem sendo exposto, depois de ter conduzido o
mais amplo processo de inclusão social que o Brasil conheceu em toda a sua
história.
"
Raduan
Nassar é autor dos livros "Lavoura Arcaica" (1975), "Um Copo de
Cólera" (1978) e "Menina a Caminho e Outros Textos" (1997).
Recebeu o Prêmio Camões, principal troféu literário da língua portuguesa
*
Qual é a
obrigação de um governo?
O que um
governo não pode fazer?
Todo o
respeito à manifestação espontânea e apaixonada, bem trabalhada e rica, contudo
não estará aí a força maior; na construção, na coragem! O tempo dirá se a ideia,
o desejo e a pretensão foi urdida em uma sementeira cujos grãos germinarão uma
defesa perene ou não vingará além do calor sazonal encolerizado que, não
respeitando o fator tempo, mostrará além: uma história esturricada ao se
entender que apenas alguns poucos cuidados foram caprichosamente atendidos,
quando sabemos que toda boa plantação necessita de atenção com o equilíbrio
sempre obrigatório.
Posso estar
errado, mas vou registrar esta passagem aqui, e com paciência, aguardar um juiz
verdadeiro que condene minha pretensão ou observe a defesa míope do senhor
Nassar e sua militância.
domingo, 2 de julho de 2017
Prisão “drive thru”
Indignado e
rasgando impropérios contra a soltura de mais um desses meliantes da política ou
a ela ligados que, segundo especialistas são levados à prisão sob acusações e
provas tão robustas quanto incontestáveis, ouço entre o bater de panelas vindo
da cozinha durante o tele jornal da noite a voz da amada cozinheira.
É a esposa
a me alertar sobre as prisões “Drive thru”; soluções rápidas adequadas às obrigatórias reprimendas politiqueiras em otários
autores de patacoadas homéricas por que não souberam como fazer o serviço ou
confiaram em demasia nos seus iguais em conluio, ou simplesmente porque alguém
precisa ir para o sacrifício – ainda que por pouco tempo:
“É, mas
você tem que entender que pelo menos agora eles passam uns dias presos.” Pondera minha atenta companheira.
É, antes
nem isso tínhamos; melhor ficar calado.
sábado, 1 de julho de 2017
Síndrome do Faustão
Fausto "falastrão" Silva, no "Domingão do Chinelão",volta e meia detona o BBB porque entende que todos aqueles aficionados ao lamentável quadro
continuarão seguindo o entretenimento absurdo, assim também está o mundo
político atual, todos podem falar o que querem, - basta observar as obscenidades
ditas nas redes sociais - afinal ninguém está mais aí para nada, e se o fizer com algum fragor embaraçoso,
virão aqueles que comprarão a sua energia para lutar a favor do que até então
era contra.
Absurdos a parte, esta
semana, assistimos no JN que o Brasil é o segundo pais cujo povo acredita,
confia no que está sendo reproduzido; no trabalho informativo da sua mídia, e
os jornais estão se vangloriando por isso.
A questão
mais importante é; é a mídia que é de confiança, imparcial e combativa ou o
povo que é "um lesado" por nem mesmo entender o que está sendo veiculado?
Quem, de
alguma honestidade psicológica, se interessa por algo noticiado hoje: por entender
a parcialidade contundentemente marcante, de todas as mídias nacionais?
Pesquisas
já demonstraram o grau de desentendimento na interpretação das notícias por
aqueles que assistem ou leem jornais; como então confiar ou se vangloriar sobre o escrutínio
de uma massa que está totalmente a margem do que está acontecendo no país???
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Responsáveis devidos
Responsáveis
mal posicionados - Qual é a velocidade de saída da crise em um estado onde a
prioridade é negociar diariamente a própria sobrevivência dos responsáveis por
ambos?
*
“Rolando
Lero” - Poucas coisas cansam tanto, tantos, quanto o enfado político. E por
saber disso, a maior oportunidade do governo inapto, no entanto, se cobrado
sobre o triste momento histórico tripudia: aproveita para inundar a população
com mais veneno em forma de informações desnecessariamente maçantes e repetidas
a exaustão, até que encontre uma saída para que continue no comando ainda que
nada tenha sido resolvido.
*
No melhor
dos mundos aos políticos, temos o que não acompanha o que vem acontecendo porque
não suporta, por estar entendendo o que está se passando, e, na outra ponta
aquele que não o faz porque nada sabe, e não segue e consequentemente não se
manifesta por puro desentendimento do que está sendo armado, vivendo numa
espécie de confiança tão cega quanto desassistida.
*
sábado, 24 de junho de 2017
Aos reis e presidentes
Dedicado ao presidente do Brasil e ao "rei da Suécia", digo Noruega; e uma homenagem a todos aqueles que defendem o fim imediato de toda e qualquer espécie de desmatamento no Planeta Terra.
*
*
Notícias do dia:
domingo, 18 de junho de 2017

(...)
"Tesouro, vamos procurar um país onde não haja segredos e tudo ocorra à luz do dia. Entre a América Central e a do Sul existe um monte. Nada escondido, todos sabem quem pertence ao cartel das drogas, quem dirige as organizações revolucionárias, você se senta no restaurante, passa um grupo de amigos e eles apresentam um sujeito como o chefão do contrabando de armas, todo bonito, barbeado e cheiroso, com aquele tipo de camisa branca engomada que se usa por fora das calças, os garçons o reverenciam señor daqui, señor dali, e o comandante da Guarda Civil vai homenageá-lo. São países sem mistério, tudo ocorre à luz do dia, a polícia afirma ser corrupta por regulamento, governo e delinquência coincidem por ditame constitucional, os bancos vivem de lavagem de dinheiro e ai de você se não levar mais dinheiro de proveniência duvidosa, tiram-lhe a licença de permanência, matam-se, mas só entre si..."
"pode trabalhar em uma revista de amizade colorida, atividade bonita e honesta, de se pensar agora, você conta umas lorotas, todos sabem que é lorota e se divertem, e aqueles cujos podres você revela já fizeram isso no dia anterior na televisão."
"Não viu como todos os entrevistados desta noite contavam tranquilamente que fizeram isto ou aquilo, como se esperassem uma medalha? Nada de claros-escuros em barroco, coisas da Contrarreforma, os tráficos emergiram en plein air, como se fossem pintados pelos impressionistas: corrupção autorizada, o mafioso oficialmente no Parlamento, o sonegador no governo, e na cadeia só os albaneses ladrões de galinhas."
Livro "Número Zero" de Umberto Eco




































