Quando
contava dezesseis anos fui lesado por um vagabundo que se dizendo meu amigo
emprestou determinada quantia que eu com dificuldades, poupava, para um futuro
qualquer de menino pobre que pouco podia se divertir e não possuía dinheiro
para compara um x-salada - um dos mais fantásticos alimentos na adolescência, no
final dos anos 70. Ao tentar reaver o dinheiro via judicial; meus colegas me
aconselharam, “você vai gastar dinheiro bom em cima de dinheiro ruim, desista,
o prejuízo será menor”.
O padrão
nosso de cada dia, quando arrazoado, ensina que diante de um crime razoável
entre conhecidos ou ataques de pequena monta por conta de um desses viciados
que sob efeito da droga nos tomam os celulares e carteiras, o melhor a fazer é
apenas contar o prejuízo devido ao alto preço, leia-se; incômodo, de levar a
queixa adiante.
Penso tudo isso
as vésperas da segunda votação que livrará o senhor Temer da sua saída da
presidência para responder por crimes que, é muito provável que lesaram o
estado de alguma maneira.
Então me
questiono; quanto dinheiro bom desperdiçamos com esta investida contra o Temer?
Quanto está custando ao estado as duas acusações contra esse político que até
então era um ilustre ninguém a todo o povo brasileiro fora do seu estado.
Este
indivíduo infelizmente nos dá uma lição constrangedora, traz a toda uma dura
realidade que todos nós conhecemos: que muitas vezes é melhor deixar pra lá. Engolir
o orgulho uma vez mais – não há nada que se possa fazer mesmo - e esquecer que
há formas de utilizarmo-nos das leis para fazer alguma justiça. As raposas
políticas conseguem fazer do enforcamento um show onde a turba lesada; os enforcadores,
entenderão tarde demais que o melhor que havia a ser feito era retirar a corda
do pescoço do enforcado antes de o caso reverter-se contra eles próprios.


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