quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dinheiro bom...


Quando contava dezesseis anos fui lesado por um vagabundo que se dizendo meu amigo emprestou determinada quantia que eu com dificuldades, poupava, para um futuro qualquer de menino pobre que pouco podia se divertir e não possuía dinheiro para compara um x-salada - um dos mais fantásticos alimentos na adolescência, no final dos anos 70. Ao tentar reaver o dinheiro via judicial; meus colegas me aconselharam, “você vai gastar dinheiro bom em cima de dinheiro ruim, desista, o prejuízo será menor”.

O padrão nosso de cada dia, quando arrazoado, ensina que diante de um crime razoável entre conhecidos ou ataques de pequena monta por conta de um desses viciados que sob efeito da droga nos tomam os celulares e carteiras, o melhor a fazer é apenas contar o prejuízo devido ao alto preço, leia-se; incômodo, de levar a queixa adiante.

Penso tudo isso as vésperas da segunda votação que livrará o senhor Temer da sua saída da presidência para responder por crimes que, é muito provável que lesaram o estado de alguma maneira.

Então me questiono; quanto dinheiro bom desperdiçamos com esta investida contra o Temer? Quanto está custando ao estado as duas acusações contra esse político que até então era um ilustre ninguém a todo o povo brasileiro fora do seu estado.

Este indivíduo infelizmente nos dá uma lição constrangedora, traz a toda uma dura realidade que todos nós conhecemos: que muitas vezes é melhor deixar pra lá. Engolir o orgulho uma vez mais – não há nada que se possa fazer mesmo - e esquecer que há formas de utilizarmo-nos das leis para fazer alguma justiça. As raposas políticas conseguem fazer do enforcamento um show onde a turba lesada; os enforcadores, entenderão tarde demais que o melhor que havia a ser feito era retirar a corda do pescoço do enforcado antes de o caso reverter-se contra eles próprios. 

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