Dançamos todos, Benito



Esqueça camarada Benito; eles não tem cultura alguma para entender que não a possuem. Se fossem inteligentes não estariam na política.



Garimpeiros?



Cade você estado?

São os garimpeiros os culpados ou eles são os bois de piranha?

Este, senhor Temer, será o seu legado sobre a atuação de seu governo em favor - também - da sustentabilidade.

É isso aí, Carlos Marun, faça suas dancinhas a favor de suas vitórias; enquanto isso... 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dinheiro bom...


Quando contava dezesseis anos fui lesado por um vagabundo que se dizendo meu amigo emprestou determinada quantia que eu com dificuldades, poupava, para um futuro qualquer de menino pobre que pouco podia se divertir e não possuía dinheiro para compara um x-salada - um dos mais fantásticos alimentos na adolescência, no final dos anos 70. Ao tentar reaver o dinheiro via judicial; meus colegas me aconselharam, “você vai gastar dinheiro bom em cima de dinheiro ruim, desista, o prejuízo será menor”.

O padrão nosso de cada dia, quando arrazoado, ensina que diante de um crime razoável entre conhecidos ou ataques de pequena monta por conta de um desses viciados que sob efeito da droga nos tomam os celulares e carteiras, o melhor a fazer é apenas contar o prejuízo devido ao alto preço, leia-se; incômodo, de levar a queixa adiante.

Penso tudo isso as vésperas da segunda votação que livrará o senhor Temer da sua saída da presidência para responder por crimes que, é muito provável que lesaram o estado de alguma maneira.

Então me questiono; quanto dinheiro bom desperdiçamos com esta investida contra o Temer? Quanto está custando ao estado as duas acusações contra esse político que até então era um ilustre ninguém a todo o povo brasileiro fora do seu estado.

Este indivíduo infelizmente nos dá uma lição constrangedora, traz a toda uma dura realidade que todos nós conhecemos: que muitas vezes é melhor deixar pra lá. Engolir o orgulho uma vez mais – não há nada que se possa fazer mesmo - e esquecer que há formas de utilizarmo-nos das leis para fazer alguma justiça. As raposas políticas conseguem fazer do enforcamento um show onde a turba lesada; os enforcadores, entenderão tarde demais que o melhor que havia a ser feito era retirar a corda do pescoço do enforcado antes de o caso reverter-se contra eles próprios. 

Hope! Oops!











Vantagens de se ser consumidor - O final da novela “A força do querer” mostra antes de tudo, para quem quiser ver - ainda que ninguém veja -, que a discriminação não é maior por conta do mercado econômico que eleva o discriminado a condição de “uma importante fatia de consumo do mercado”. Sem este valor, veríamos os brutamontes de plantão, os “hooligans” enrustidos, baseado nas barbaridades que assistimos nos “black mirrors” cotidianos e por estes incentivados, celeradas insanidades de – ainda - maior monta, contra todos estes que, humanos e íntegros, sofrem não por conta de terem nascidos nesse meio abominável, mas porque o meio contaminado, este sim, autofavorece, auto alimenta o “ser execrável” a ser valorizado justamente por seu comportamento insano – mas, ao menos na ficção, há esperança

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Ainda mais escravos

Roberto de Oliveira foi um dos homens encontrados em situação de trabalho análogo ao de escravos em São Fidélis, interior do Rio de Janeiro, em 2014. - O Globo 


É possível acreditar que este texto trate de trabalho escravo a esta altura da existência humana?

...e não é só. 

Ainda que muito ruim, pode ficar pior; é este o quadro que a política do Temer está desenhando a respeito da situação de muitos trabalhadores rurais caso a nova proposta de mudança do trabalho escravo no Brasil passe a vigorar.

Verdadeiro absurdo se observarmos que, para muitos deles a atual condição é degradante pois já sobrevivem a duras penas, principalmente por "falta de fiscalização" adequada em todo o território nacional e onde podemos constatar que o acordo é uma clara negociação entre corporações autoprotetivas política, público privado.

É descabido que a classe política inobserve que não vivemos mais em um estado onde, se propalamos a evolução, se pretendemos ascender a um patamar a altura de países desenvolvidos, não é possível aventar qualquer discussão que não melhore a condição do trabalhador. Agora, promulgar leis que piorem ainda mais o estado de pessoas já totalmente desacreditadas da vida só corrobora que essa classe política que aí está é merecedora de todo o descrédito da opinião externa que julga nosso país a fim de melhorá-lo como nação parceira e desenvolvida. Por nossa conta não há nada que possamos fazer, é só observar as notícias; eles estão se lixando para o que deles pensamos.

A menos que isso seja apenas um escamote, um engodo, uma ceva, uma notícia absurdo, daquelas para "causar" e então alguns correm sua atenção para fora das verdadeiras causas que a ela levaram, no caso, a atenção de muitos em relação ao senhor Temer estar sendo arrolado - desta vez - em caso de organização criminosa, obstrução da justiça... não lembro quais são as outras tantas.


...e como se isso já não bastasse para esse cara não mais continuar livre e assinando papéis em nosso nome.

*

CONFIRA AS PRINCIPAIS MUDANÇAS NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO
Nova legislação dificulta fiscalização e punição de patrões
Portaria muda regras para combate ao trabalho escravo no Brasil - Rafael Moraes Agência O Globo
  
RIO - Para agradar ruralistas, o governo editou novas regras que, na prática, dificultam a fiscalização e punição de empregadores flagrados submetendo trabalhadores à condição análoga à de escravo. A portaria publicada no Diário Oficial da União pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, traz mudanças que determinam, por exemplo, que o responsável pela inclusão de nomes na chamada lista suja, que reúne os empregadores flagrados por trabalho escravo, seja o titular desse ministério — e não mais a equipe técnica.

Confira, a seguir, as principais mudanças nas regras para o combate ao trabalho escravo.

Jornada exaustiva e condições degradantes
Antes: O Código Penal prevê que jornada exaustiva e condições degradantes são trabalho escravo.

Agora: A portaria do Ministério do Trabalho retirou das características da escravidão essas duas situações. Agora, se o fiscal flagrar essas condições, só poderá autuar se houver restrição de liberdade do trabalhador.

Condições para ser trabalho escravo
Antes: Pelo Código Penal, a condição análoga à escravidão pode ser caracterizada por servidão por dívida, trabalho forçado, jornada exaustiva ou condição degradante.

Agora: A portaria estabeleceu que escravidão é quando há uso de coação, cerceamento do uso de meios de transporte, isolamento geográfico, segurança armada para reter o trabalhador e confisco de documentos pessoais.

Peças obrigatórias no relatório de fiscalização 
Antes: Para a conclusão de um relatório de fiscalização, bastava um relatório detalhado e coerente sobre as irregularidades. Isso porque o auto de infração é sujeito a dois recursos administrativos, o que dá oportunidade de defesa aos denunciados.

Agora: As exigências para o relatório de fiscalização aumentaram. É preciso incluir um boletim de ocorrência lavrado por policial que tenha participado do flagrante, além de envio de ofício à Polícia Federal e fotos de todas as irregularidades.

Poder do ministro
Antes: A responsabilidade sobre a chamada lista suja dos empregadores - empresas que foram flagradas submetendo trabalhadores em condição análoga à escravidão - era da equipe de técnicos que fiscalizava o problema. Cabia a somente a técnicos tanto a inclusão de nomes quanto a divulgação da lista.

Agora: Só o ministro do Trabalho terá o poder de divulgar incluir empregadores na lista. E a divulgação da lista também passa a depender de “determinação expressa do Ministro do Trabalho”, conforme a portaria.

Acordos
Antes: Ministério do Trabalho era obrigado a encaminhar ao Ministério Público do Trabalho (MPT) acordos com empregadores flagrados para firmar acordos judiciais ou extrajudiciais.

Agora: O Ministério do Trabalho vai negociar só com a Advocacia-Geral da União, sem informar ao MPT.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Incongruências


Notas


A Suzane Von Richthofen ganhou liberdade no dia dos pais, a Isabella Nardoni no dia das crianças. A tramitação dos imbróglios contra Lula arrastam-se a passos lentos, segundo a Folha, hoje. O Temer está gastando bilhões que não possuímos para que parlamentares oportunistas aprovem para verem liberados estapafúrdios projetos – uma contrapartida nojenta - para que as inegáveis acusações contra o pai do Michelzinho não passe, por conta de burlescas votações, e, finalmente por agora, na última quarta-feira, entre o descaramento cênico e o contumaz palavreado confuso afetado, a senhora Cármen Lúcia em sua fala de encerramento do encontro teatral, "com as devidas vênias"; deixa clara mostra da casa estar contra a operação Lava Jato, justamente numa sessão – que em nada difere da pataquada espetaculosa dos parlamentares - que antecipa a liberdade da, já absurda, pseudo prisão (ele deveria estar realmente atrás das grades) de Aécio Neves.


Da série; anotado.

*

13.10.2017 - COLUNISTA DA GLOBO DIZ QUE CÁRMEN LÚCIA MATOU A LAVA JATO

Para o jornalista Helio Gurovitz, o voto da presidente do STF no julgamento sobre punição a parlamentares, que decidiu a votação, "foi uma das exposições mais vacilantes e obscuras no conteúdo jurídico – e mais claras na sujeição à pressão política. Cheio hesitações, vaivéns e argumentos convolutos, lembrou uma daquelas figuras fractais cujo comprimento tende ao infinito e cuja área – ou substância – tende a zero"



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Votando contra



Desligado do noticiário, um colega pergunta minha opinião sobre a decisão dos personagens do STF que durante uma seção que durou treze horas ontem, votaram, me parece, contra eles próprios, ao definir que o afastamento de parlamentares precisa do aval do Congresso; uma conveniência em um momento em que Aécio Neves praticamente cumpre prisão domiciliar por conta de canalhices, pseudos “empréstimos” e negociatas com os não menos facínoras irmãos Batista.


Não percamos nosso precioso tempo com esse tipo de assunto, camarada, respondi; precisamos apenas entender uma coisa - e que de nada vale, diga-se de passagem: se os políticos gostaram, é porque não é bom para nós.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Igrejas pequenas...



...grandes ignorantes.

Em tempos de Bolsonaros, Pezões, Temers, Crivelas, Lulas, Trumps, Maduros, Putins...

A quem interessas possa.

Enquanto na semana passada a Folha fez uma matéria a respeito de ataques que Terreiros de Umbanda no Rio de Janeiro vem sofrendo devido a ignorância de membros de outras religiões cuja matéria finaliza fazendo referência à lavagem de dinheiro de igrejas evangélicas, hoje o mesmo jornal dá notícias de que estas mesmas organizações poderão receber o perdão de suas dívidas por conta da alteração no Refis, o mesmo que também pode beneficiar corruptos políticos ladrões de forma a não devolver todo o dinheiro roubado.


E hoje o jornal traz mais absurdos em meio à polêmica retomada – insípida em resultados - do debate sobre a venda de armas nos USA após o atualíssimo ataque de Las Vegas enquanto aqui, no Piauí, um pai levou o filho de onze anos à cela de um estuprador que ajuda a família, onde podemos concluir que a declaração do pai nada mais faz que emoldurar o quadro humano atual buscado pela sociedade corporativa que quer todos perdidamente insanos: “Não sabia que ele era estuprador, ele me enganou e disse que tinha apenas matado a mulher”; diz o que se diz pai.

*


Quem negará ou finalmente compreenderá que esta é a única camada populacional que ainda entende que a política em si é importante? Os políticos conquistaram o que queriam com o povo; resta esperar para ver qual será o fim disso!