Uma praça, um livro negro embaixo do braço e um bumbo; vivendo com a estranha impressão de que existe algo mais além do mostrado
sábado, 28 de outubro de 2017
Dançamos todos, Benito
Esqueça camarada Benito; eles não tem cultura alguma para entender que não a possuem. Se fossem inteligentes não estariam na política.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Dinheiro bom...
Quando
contava dezesseis anos fui lesado por um vagabundo que se dizendo meu amigo
emprestou determinada quantia que eu com dificuldades, poupava, para um futuro
qualquer de menino pobre que pouco podia se divertir e não possuía dinheiro
para compara um x-salada - um dos mais fantásticos alimentos na adolescência, no
final dos anos 70. Ao tentar reaver o dinheiro via judicial; meus colegas me
aconselharam, “você vai gastar dinheiro bom em cima de dinheiro ruim, desista,
o prejuízo será menor”.
O padrão
nosso de cada dia, quando arrazoado, ensina que diante de um crime razoável
entre conhecidos ou ataques de pequena monta por conta de um desses viciados
que sob efeito da droga nos tomam os celulares e carteiras, o melhor a fazer é
apenas contar o prejuízo devido ao alto preço, leia-se; incômodo, de levar a
queixa adiante.
Penso tudo isso
as vésperas da segunda votação que livrará o senhor Temer da sua saída da
presidência para responder por crimes que, é muito provável que lesaram o
estado de alguma maneira.
Então me
questiono; quanto dinheiro bom desperdiçamos com esta investida contra o Temer?
Quanto está custando ao estado as duas acusações contra esse político que até
então era um ilustre ninguém a todo o povo brasileiro fora do seu estado.
Este
indivíduo infelizmente nos dá uma lição constrangedora, traz a toda uma dura
realidade que todos nós conhecemos: que muitas vezes é melhor deixar pra lá. Engolir
o orgulho uma vez mais – não há nada que se possa fazer mesmo - e esquecer que
há formas de utilizarmo-nos das leis para fazer alguma justiça. As raposas
políticas conseguem fazer do enforcamento um show onde a turba lesada; os enforcadores,
entenderão tarde demais que o melhor que havia a ser feito era retirar a corda
do pescoço do enforcado antes de o caso reverter-se contra eles próprios.
Hope! Oops!
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Ainda mais escravos
![]() |
| Roberto de Oliveira foi um dos homens encontrados em situação de trabalho análogo ao de escravos em São Fidélis, interior do Rio de Janeiro, em 2014. - O Globo |
É possível acreditar que este texto trate de trabalho escravo a esta altura da existência humana?
...e não é só.
Ainda que muito ruim, pode ficar pior; é este o quadro que a política do Temer está desenhando a respeito da situação de muitos trabalhadores rurais caso a nova proposta de mudança do trabalho escravo no Brasil passe a vigorar.
Verdadeiro absurdo se observarmos que, para muitos deles a atual condição é degradante pois já sobrevivem a duras penas, principalmente por "falta de fiscalização" adequada em todo o território nacional e onde podemos constatar que o acordo é uma clara negociação entre corporações autoprotetivas política, público privado.
É descabido que a classe política inobserve
que não vivemos mais em um estado onde, se propalamos a evolução, se
pretendemos ascender a um patamar a altura de países desenvolvidos, não é
possível aventar qualquer discussão que não melhore a condição do trabalhador. Agora, promulgar leis que piorem ainda mais o estado de pessoas já totalmente
desacreditadas da vida só corrobora que essa classe política que aí está é
merecedora de todo o descrédito da opinião externa que julga nosso país a fim
de melhorá-lo como nação parceira e desenvolvida. Por nossa conta não há nada que possamos
fazer, é só observar as notícias; eles estão se lixando para o que deles pensamos.
A menos que isso seja apenas um escamote, um engodo, uma ceva, uma notícia absurdo, daquelas para "causar" e então alguns correm sua atenção para fora das verdadeiras causas que a ela levaram, no caso, a atenção de muitos em relação ao senhor Temer estar sendo arrolado - desta vez - em caso de organização criminosa, obstrução da justiça... não lembro quais são as outras tantas.
A menos que isso seja apenas um escamote, um engodo, uma ceva, uma notícia absurdo, daquelas para "causar" e então alguns correm sua atenção para fora das verdadeiras causas que a ela levaram, no caso, a atenção de muitos em relação ao senhor Temer estar sendo arrolado - desta vez - em caso de organização criminosa, obstrução da justiça... não lembro quais são as outras tantas.
...e como
se isso já não bastasse para esse cara não mais continuar livre e assinando papéis
em nosso nome.
*
CONFIRA AS
PRINCIPAIS MUDANÇAS NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO
Nova
legislação dificulta fiscalização e punição de patrões
Portaria
muda regras para combate ao trabalho escravo no Brasil - Rafael Moraes Agência
O Globo
RIO - Para
agradar ruralistas, o governo editou novas regras que, na prática, dificultam a
fiscalização e punição de empregadores flagrados submetendo trabalhadores à
condição análoga à de escravo. A portaria publicada no Diário Oficial da União
pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, traz mudanças que determinam, por
exemplo, que o responsável pela inclusão de nomes na chamada lista suja, que
reúne os empregadores flagrados por trabalho escravo, seja o titular desse
ministério — e não mais a equipe técnica.
Confira, a
seguir, as principais mudanças nas regras para o combate ao trabalho escravo.
Jornada
exaustiva e condições degradantes
Antes: O
Código Penal prevê que jornada exaustiva e condições degradantes são trabalho
escravo.
Agora: A
portaria do Ministério do Trabalho retirou das características da escravidão
essas duas situações. Agora, se o fiscal flagrar essas condições, só poderá
autuar se houver restrição de liberdade do trabalhador.
Condições
para ser trabalho escravo
Antes: Pelo
Código Penal, a condição análoga à escravidão pode ser caracterizada por
servidão por dívida, trabalho forçado, jornada exaustiva ou condição
degradante.
Agora: A portaria
estabeleceu que escravidão é quando há uso de coação, cerceamento do uso de
meios de transporte, isolamento geográfico, segurança armada para reter o
trabalhador e confisco de documentos pessoais.
Peças
obrigatórias no relatório de fiscalização
Antes: Para
a conclusão de um relatório de fiscalização, bastava um relatório detalhado e
coerente sobre as irregularidades. Isso porque o auto de infração é sujeito a
dois recursos administrativos, o que dá oportunidade de defesa aos denunciados.
Agora: As
exigências para o relatório de fiscalização aumentaram. É preciso incluir um
boletim de ocorrência lavrado por policial que tenha participado do flagrante,
além de envio de ofício à Polícia Federal e fotos de todas as irregularidades.
Poder do
ministro
Antes: A
responsabilidade sobre a chamada lista suja dos empregadores - empresas que
foram flagradas submetendo trabalhadores em condição análoga à escravidão - era
da equipe de técnicos que fiscalizava o problema. Cabia a somente a técnicos
tanto a inclusão de nomes quanto a divulgação da lista.
Agora: Só o
ministro do Trabalho terá o poder de divulgar incluir empregadores na lista. E
a divulgação da lista também passa a depender de “determinação expressa do
Ministro do Trabalho”, conforme a portaria.
Acordos
Antes:
Ministério do Trabalho era obrigado a encaminhar ao Ministério Público do
Trabalho (MPT) acordos com empregadores flagrados para firmar acordos judiciais
ou extrajudiciais.
Agora: O
Ministério do Trabalho vai negociar só com a Advocacia-Geral da União, sem
informar ao MPT.
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Tempos de Kali Yuga
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Incongruências

Notas
A Suzane
Von Richthofen ganhou liberdade no dia dos pais, a Isabella Nardoni no dia das
crianças. A tramitação dos imbróglios contra Lula arrastam-se a passos lentos, segundo a Folha, hoje. O Temer está gastando bilhões que não possuímos para que parlamentares
oportunistas aprovem para verem liberados estapafúrdios projetos – uma contrapartida
nojenta - para que as inegáveis acusações contra o pai do Michelzinho não passe, por conta de burlescas votações, e, finalmente por agora, na última quarta-feira, entre o descaramento cênico e o contumaz palavreado confuso afetado, a senhora Cármen
Lúcia em sua fala de encerramento do encontro teatral, "com as devidas vênias"; deixa clara mostra da casa estar contra a operação Lava Jato, justamente numa sessão – que em nada difere da
pataquada espetaculosa dos parlamentares - que antecipa a liberdade da, já absurda, pseudo
prisão (ele deveria estar realmente atrás das grades) de Aécio Neves.
Da série; anotado.
*
13.10.2017
- COLUNISTA DA GLOBO DIZ QUE CÁRMEN LÚCIA MATOU A LAVA JATO
Para o
jornalista Helio Gurovitz, o voto da presidente do STF no julgamento sobre
punição a parlamentares, que decidiu a votação, "foi uma das exposições
mais vacilantes e obscuras no conteúdo jurídico – e mais claras na sujeição à
pressão política. Cheio hesitações, vaivéns e argumentos convolutos, lembrou
uma daquelas figuras fractais cujo comprimento tende ao infinito e cuja área –
ou substância – tende a zero"
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Votando contra
Desligado
do noticiário, um colega pergunta minha opinião sobre a decisão dos personagens
do STF que durante uma seção que durou treze horas ontem, votaram, me parece,
contra eles próprios, ao definir que o afastamento de parlamentares precisa do
aval do Congresso; uma conveniência em um momento em que Aécio Neves
praticamente cumpre prisão domiciliar por conta de canalhices, pseudos “empréstimos”
e negociatas com os não menos facínoras irmãos Batista.
Não percamos
nosso precioso tempo com esse tipo de assunto, camarada, respondi; precisamos
apenas entender uma coisa - e que de nada vale, diga-se de passagem: se os
políticos gostaram, é porque não é bom para nós.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Igrejas pequenas...
...grandes
ignorantes.
Em tempos
de Bolsonaros, Pezões, Temers, Crivelas, Lulas, Trumps, Maduros, Putins...
A quem
interessas possa.
Enquanto na
semana passada a Folha fez uma matéria a respeito de ataques que Terreiros de
Umbanda no Rio de Janeiro vem sofrendo devido a ignorância de membros de outras
religiões cuja matéria finaliza fazendo referência à lavagem de dinheiro de
igrejas evangélicas, hoje o mesmo jornal dá notícias de que estas mesmas organizações
poderão receber o perdão de suas dívidas por conta da alteração no Refis, o mesmo
que também pode beneficiar corruptos políticos ladrões de forma a não devolver
todo o dinheiro roubado.
E hoje o
jornal traz mais absurdos em meio à polêmica retomada – insípida em resultados
- do debate sobre a venda de armas nos USA após o atualíssimo ataque de Las
Vegas enquanto aqui, no Piauí, um pai levou o filho de onze anos à cela de um
estuprador que ajuda a família, onde podemos concluir que a declaração do pai
nada mais faz que emoldurar o quadro humano atual buscado pela sociedade
corporativa que quer todos perdidamente insanos: “Não sabia que ele era estuprador, ele me enganou e disse que tinha
apenas matado a mulher”; diz o que se diz pai.
*
Quem negará
ou finalmente compreenderá que esta é a única camada populacional que ainda
entende que a política em si é importante? Os políticos conquistaram o que
queriam com o povo; resta esperar para ver qual será o fim disso!
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