sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Um grupo só


A frase que movimentou o dia na mídia brasileira – (“Ninguém deve ser prejulgado, nem eu, nem Lula ou Dilma”, diz Cunha) - do meu ponto de vista crítico, adorei. 

Este senhor pontuou bem seu grupo; estando ele prestes a perder o mandato por conta dos descuidos que acusa e ataca diretamente uma vez mais a índole do político, soma-se ao ex-metalúrgico que um dia se quis presidente e está vivendo finalmente seu inferno astral por conta de ações que dizem, sabia muito bem o que estava acontecendo, - e ontem disse que não é para ter pena dele - culminando com o aniversário de seus 70 anos onde a empresa de seu filho caçula foi “invadida” pela Polícia Federal, já a sua herdeira política, bem, entendo ser ela filha política do companheiro Lula... a julgar pelos filhos legítimos dele que estão bem, e, uma vez que ele garante que não o destruirão... provavelmente ela sair-se-á também como beneficiária da súcia; um grupo bastante forte. 

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Notícias do dia...
O que correu na mídia hoje:

Presidente da Câmara é alvo de denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro

“Ninguém deve ser prejulgado, nem eu, nem Lula ou Dilma”, diz Cunha
Alvo de denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), comparou sua situação à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à TV Folha na noite desta quinta-feira (29), Cunha disse que "todos têm o direito de defesa" e que nem ele, nem Lula ou Dilma devem ser "prejulgados".

"Eu espero que ele tenha o direito de defesa, o direito de não ser prejulgado, como também cobro para mim", disse Cunha. "E da mesma forma que estou falando do ex-presidente Lula, gostaria que não tivesse prejulgamento a todos, inclusive a ela [Dilma], naquilo que é colocado em relação ao seu governo, à sua atuação... A oposição também acusa a atuação dela, que era do conselho [da Petrobras], que era presidente, que era ministra", concluiu.

O deputado falou sobre o assunto ao ser questionado sobre como via a alegação do ex-presidente Lula de que está sendo alvo de uma perseguição. O petista falou sobre o assunto nesta quinta, em evento do partido. Disse que seria vítima de "três anos de muita pancadaria", mas que vai "sobreviver" às investigações.

Em outra manifestação de apoio a Lula, Cunha disse que o fato de o filho do ex-presidente Luis Claudio Lula da Silva ter sido intimado a depor pela Polícia Federal às 23h da última terça-feira é "muito estranho". "Acho que pode até ser inconstitucional", completou. "Existe um horário regular no qual você pode ter acesso ao domicílio."

IMPEACHMENT

Cunha voltou a negar que tenha feito um acordo com o governo ou a oposição sobre o rumo que dará aos pedidos de impeachment da presidente Dilma. Ele afirmou que tem compromisso com a "celeridade" e que até novembro avaliará as peças mais robustas entre as que foram apresentadas, a subscrita pelos juristas Helio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Pachoal e a de autoria do advogado Luis Carlos Crema.

Ele rebateu o argumento do Planalto de que qualquer decisão estará contaminada pelas liminares concedidas pelo Supremo, que condenaram o rito estabelecido por Cunha para a tramitação de um pedido de impeachment -nesta quinta, sem conseguir reverter a decisão na Justiça, ele revogou o ato que era questionado.


"Não tenho dúvida nenhuma que o poder de decidir continua com a minha função", afirmou.

"e nóis vamo indo"


terça-feira, 27 de outubro de 2015

“Acho poco”

Obra de arte é confundida com sujeira e destruída por faxineiros em museu

Empregados de um museu na Itália jogaram no lixo intervenção que consistia em garrafas, pedaços de papel e confete jogados no chão

Os empregados do Museion, um museu na cidade italiana de Bozen, fizeram o que qualquer um faria caso encontrasse uma sujeira de garrafas de champanhe, pedaços de papel e confete no chão: limparam e jogaram tudo no lixo. Mas não perceberam uma coisa: aquilo era, na verdade, uma obra de arte.



Como diz o caboclo: “Com todo o respeito, mas têm umas coisa que não dá para entendê”

...e, para a posteridade...

Lula, aos 70, não trabalha desde os 35 anos.

Hoje, Lula completa 70 anos. Ele deixou de ser operário, formalmente, em 1980, quando fundou o PT (na verdade, como líder sindical, já não dava expediente no chão de fábrica desde 1972).

Retirado hoje de um site antiPT

Ontem 26/10/2015, as empresas de seu filho, hoje milionário, foram visitadas pela Polícia Federal como medida de cumprimento de Mandado de Busca e Apreensão, então me perguntei sobre esse negócio de não acusar sem provas e cheguei a seguinte conclusão:


Entendo que este senhor, dado seu passado pobre, não mais o ser, depois de se eleger presidente do país por dois mandatos, mas em se tratando apenas de finanças, pode ele, devido a esse expediente, muito bem figurar até além de um milionário mediano, caso se tratasse de um político sério, porém, o que destoa nisso tudo, é que não apenas ele, mas seus filhos o são... penso não estar muito errado na minha opinião a respeito dessa família multimilionária.

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Adendo em 30/10 - Retirado do mesmo site antiPT

Brasil 29.10.15 09:53
A lista de imóveis ocupados por Lula e por seus familiares:

1 - O apartamento que Roberto Teixeira emprestou a Lula, por nove anos

2 - O apartamento que Roberto Teixeira empresta a Lulinhazinho, há três anos

3 - O triplex de Lula no Guarujá, em nome da OAS

4 - A fazenda de Lula, reformada pela OAS e registrada em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna

5 - O primeiro apartamento de Lulinha, registrado em nome de Jonas Suassuna

6 - O segundo apartamento de Lulinha, também registrado em nome de Jonas Suassuna

7 - O escritório emprestado a Lulinha por APS, preso pela Zelotes

8 - O escritório emprestado a Lulinha e a Lulinhazinho por José Carlos Bumlai

9 - O apartamento que, segundo Fernando Baiano, foi comprado por José Carlos Bumlai com propina da Petrobras e doado a uma nora de Lula

10 - O apartamento de Lurian em Paris, emprestado pela herdeira da Andrade Gutierrez


De quem é a sala ocupada pelas empresas de Lulinhazinho, reviradas pela PF, na Rua Padre João Manuel, 450, cj. 54/55?

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Intelectuais sim, inteligentes, não


  
“Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”
(1 Cor 6,12).

Que me desculpe meu amigo Paulo por incluí-lo neste tema tão triste que se transformou a política brasileira; porém lembrei-me dele ao ler o manifesto desses senhores, afinal, é certo que existem as leis, porém, é devido a elas, devido a omissão travestida hipocritamente de retidão; devido a negligência de que ela, a olhos vistos, está sendo mal aplicada, onde milhares de pessoas devem sofrer sem que uma ação imediata e inteligente aconteça para estancar, para conter o depauperamento de toda uma nação, ainda que esta não perceba, ainda que poucos o perceba, ainda que muitos sofrerão por conta de pessoas como estes senhores que, antes de defenderem a lei, ato muitíssimo justo, afinal tudo deve ser feito dentro da mais pacífica lei. Então, antes de se manifestarem, de se dignarem a, se entendendo senhores corretos, pautar uma missiva forte em teor e tão fraca e razão, deviam calar-se. Ainda o calar é menos perverso; a omissão ao menos não encoraja desavisados. E, se nada tem-se contra esse governo corrupto que aí está: temos um estado claudicante, temos um dos piores quadros ainda agora que nos parece o caos não está diligentemente instalado, e o que teremos quando isso acontecer? O que os senhores falarão, se tiverem coragem de mostrar a cara, quando pessoas começarem a saquear e a roubar para dar de comer aos filhos, ou por pura animalidade. Ou, o que os senhores me dizem da educação, da saúde, da segurança, da infra estrutura e dos inúmeros casos de corrupção que apontam nossos governantes que teimam em insistir que mesmo dividindo salas no mesmo andar, ou com amigos de extrema confiança seguindo juntos por bons pares de anos, ainda assim insistem em dizer que nada tem a ver com dezenas de casos que se multiplicam a cada dia mais. Logo a nós que sabemos como funciona o corolário político. Que não saibam; que não sejam eles os ladrões, porém, se todos pedem que se retirem: deem o melhor dos senhores para fazer com que saiam da política, e não o contrário, incentivando-os a permanecer e mais, insistindo que errado são aqueles que não os querem mais ver pela frente. Deixemos que partam; que fiquem bem longe, que nem mesmo sejam julgados por seus crimes ou por suas, omissão e negligencia - como me parece ser a vontade dos senhores, pensei ao ler o registro abaixo. Deixemo-los, inclusive em paz, porém, senhores, ajude o povo brasileiro que não entende o que está acontecendo se livrar do que está por vir, sim, os senhores podem mais que isso; os senhores podem mais que assinar em baixo de toda uma história de podridão e lama, agora, já no final, como avalista de crimes inafiançáveis, acredito, aos olhos do meu amigo.   


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Quero fazer questão de registrar aqui o nome dessas figuras, apenas por isso me dignei a perder tempo com esse post:

http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/intelectuais-lancam-manifesto-contra-o-impeachment-de-dilma/


outubro 16, 2015 13:24
Intelectuais lançam manifesto contra o impeachment de Dilma


“O processo de impeachment sem embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional”, diz o documento, assinado por nomes como Paulo Sérgio Pinheiro (ex-ministro de FHC), Antonio Candido, André Singer e Marilena Chauí

Por Redação*

Nesta sexta-feira (16), um encontro entre intelectuais, promovido pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, discutirá as tentativas de impedimento em curso contra Dilma Rousseff. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo.

Na reunião, será lançado um manifesto contrário à “aventura do impeachment”, que, segundo o documento, sem “embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional.”

Confira, abaixo, a íntegra do manifesto:

A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança

A proposta de impeachment implica sérios riscos à constitucionalidade democrática consolidada nos últimos 30 anos no Brasil. Representaria uma violação do princípio do Estado de Direito e da democracia representativa, declarado logo no art.1o. da Constituição Federal.

Na verdade, procura-se um pretexto para interromper o mandato da Presidente da República, sem qualquer base jurídica para tanto. O instrumento do impeachment não pode ser usado para se estabelecer um “pseudoparlamentarismo”. Goste-se ou não, o regime vigente, aprovado pela maioria do povo brasileiro, é o presidencialista. São as regras do presidencialismo que precisam vigorar por completo.

Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidente Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime. Impeachment é instrumento grave para proteger a democracia, não pode ser usado para ameaçá-la.

A democracia tem funcionado de maneira plena: prevalece a total liberdade de expressão e de reunião, sem nenhuma censura, todas as instituições de controle do governo e do Estado atuam sem qualquer ingerência do Executivo.

É isso que está em jogo na aventura do impeachment. Caso vitoriosa, abriria um período de vale tudo, em que já não estaria assegurado o fundamento do jogo democrático: respeito às regras de alternância no poder por meio de eleições livres e diretas.

Seria extraordinário retrocesso dentro do processo de consolidação da democracia representativa, que é certamente a principal conquista política que a sociedade brasileira construiu nos últimos trinta anos.

Os parlamentares brasileiros devem abandonar essa pretensão de remover presidente eleita sem que exista nenhuma prova direta, frontal de crime. O que vemos hoje é uma busca sôfrega de um fato ou de uma interpretação jurídica para justificar o impeachment. Esta busca incessante significa que não há nada claro. Como não se encontram fatos, busca-se agora interpretações jurídicas bizarras, nunca antes feitas neste país. Ora, não se faz impeachment com interpretações jurídicas inusitadas.

Nas últimas décadas, o Brasil atingiu um alto grau de visibilidade e respeito de outras nações assegurado por todas as administrações civis desde 1985. Graças a políticas de Estado realizadas com soberania e capacidade diplomática, na resolução pacifica dos conflitos, com participação intensa na comunidade internacional, na integração latino-americana, e na solidariedade efetiva com as populações que sofrem com guerras ou fome.

O processo de impeachment sem embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional.

Não se trata de barrar um processo de impeachment, mas de aprofundar a consolidação democrática. Essa somente virá com a radicalização da democracia, a diminuição da violência, a derrota do racismo e dos preconceitos, na construção de uma sociedade onde todos tenham direito de se beneficiar com as riquezas produzidas no pais. A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança.

Assinam, entre outros: Antonio Candido; Alfredo Bosi; Evaristo de Moraes Filho e Marco Luchesi, membros da Academia Brasileira de Letras; Andre Singer; o físico Rogério Cézar de Cerqueira Leite; Ecléa Bosi; Maria Herminia Tavares de Almeida; Silvia Caiuby; Emilia Viotti da Costa; Fabio Konder Comparato; Guilherme de Almeida, presidente Associação Nacional de Pós-Graduação em Direitos Humanos, ANDHEP; Maria Arminda do Nascimento Arruda; Gabriel Cohn; Amelia Cohn; Dalmo Dallari; Sueli Dallari; Fernando Morais; Marcio Pochman; Emir Sader; Walnice Galvão; José Luiz del Roio, membro do Fórum XXI e ex-senador da Itália; Luiz Felipe de Alencastro; Margarida Genevois e Marco Antônio Rodrigues Barbosa, ex-presidentes da Comissão Justiça e Paz de São Paulo; os cientistas políticos Cláudio Couto e Fernando Abrucio; Regina Morel; o biofísico Carlos Morel; Luiz Curi; Isabel Lustosa; José Sérgio Leite Lopes; Maria Victoria Benevides, da Faculdade de Educação da USP; Pedro Dallari; Marilena Chaui; Roberto Amaral e Paulo Sérgio Pinheiro


*Com informações dos Jornalistas Livres