...mas,
com o obturador aberto.
Uma
reportagem da Folha do último domingo (Aumenta a febre de consumo de exposições
pelas redes sociais) sobre o aumento de visitantes nas exposições - provavelmente
devido à febre de postagens via fone - está levando os curadores e diretores de
museus a abrir os olhos para esta vertente que, por exemplo, levou 80 mil
pessoas à mostra sobre os filmes de Kubrick no Museu da Imagem e do Som.
É bom? O que se sabe é que não é ruim, principalmente para
quem leva algum nisso. Mas é bom saber que este lance de ficar fissurado sobre
a tela do celular está levando algumas pessoas a olhar para o externo, mesmo
que seja por um motivo pouco nobre.
Ainda assim fica a questão, este pessoal está vendo alguma
coisa... crescendo culturalmente... ou, quanto se cresce culturalmente indo a
um evento apenas pelo motivo de mostrar a alguém que lá esteve?
Deixemos de ranhetice não é mesmo! Vamos focar apenas no fato
de que o pessoal está freqüentando mais os museus, e, de repente, eles passem
para uma segunda etapa, quem sabe, o de compreender o porquê da existência real dos
museus.

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