sábado, 21 de janeiro de 2017

Lucubrações



Alguém já disse, “eu não sei como é feito, apenas sei que eles fazem”. Outros insistem que coincidências não existem.

A comoção estampada na tela da ilusão, sempre exata, comove a todos. Parecem sinceras até mesmo quando pronunciadas por aqueles que nunca são; profissionais.

A verdadeira arte confunde e encanta na possibilidade de apenas o executor entender como operou, e independe de que espécie de observador agrada.

E a quem interessar possa; o que não pode ser esquecido, em meio às lágrimas e ao estado de consternação, é o contexto do episódio.

Independentemente do sim ou do não, a morte de um julgador oficial beneficia de alguma forma todo o julgado em potencial, e ainda mais o criminoso, que provavelmente ficará impune aqui também sob o ponto de vista da situação primeira.

De um ponto de vista particular, e esperando na Verdadeira Justiça; é possível especular que um infeliz que desgraçadamente entra e sai da prisão por toda uma vida - que nestas situações arrasta-se por não mais de trinta anos - e daí imaginar que não é possível que este marginal morra, e então, jamais tenha a chance de se regenerar?

Bem como, outro de muitas posses que passe incólume por mais de oitenta, sem acreditar que possa ter sido o anterior, afinal se um pode ser regenerado, o outro pode ser, agora, também um!

Devemos ter uma nova chance; e pensar assim não condenaria a todos como eternos sofredores ou beneficiados?


O artista, por se mostrar um demagogo hipócrita consternado nas telas da ilusão seguirá hoje, enganando a si e ao mundo. Talvez apostar na Verdadeira Justiça seja a única forma de retornar a verdadeiramente merecida. Lembrando que o tempo é também, uma invenção humana.


15/08/1958
19/01/2017

Nenhum comentário:

Postar um comentário