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| Nosso Jeca Tatu pagando de Mujica |
A nova comunicação
dinâmica, online, madura, criou também sua linguagem própria; sua identidade, e
sua rapidez a obrigou ao alinhar da escrita, sempre odiada ao jovem
inconsequente criativo, ou melhor, original por natureza, normal ao gaiato, ao
indivíduo originado da Torre de Babel atual, que conecta informação fácil a necessidades
cada vez mais urgentes.
Uma destas expressões
aglutinadora – o muito com pouco - nascida e amplamente difundida, utilizada até
mesmo por representantes consagrados na mídia, é a fácil: “mimimi”. Por mais
avesso que seja o profissional que se depara com essa e tantas outras “palavras
inventadas”; acaba se convencendo de que escolher por princípios pessoais
manter-se alheio a esse aluvião barato, porém criativo da “piazada” e continuar
defendendo o baluarte do expressar condizente, o tornará outro chato a se
juntar aos velhos que insistem na ortodoxia que não aglutina mas mantém travada
as portas para o desenvolvimento, sempre aberto naturalmente a mudança e a
construção de situações que se mostraram e se mostrarão pertinentes ao longo da
continuação da história.
Ontem, a
expressão “mimimi” tomou uma dimensão particularmente maior. Até então a observava
como apenas uma reclamação chorosa, ou a designar a fala choramingante do
coitadinho de mim de plantão etc. Porém ao assistir ao senhor Temer na sua
primeira e tão importantíssima quanto icônica, carregada de simbologias e
expectativa, incursão a China para o encontro do G20, o que encontro!?! Um
coitado ainda vice, ou ainda menos, se comparado ao “í tá mar”; um sujeito que
me pareceu acuado e quase medroso ao continuar a medir palavras quando frente às
câmeras.
Confesso
que tenho neste instante certo desconforto em apontar este registro, quando
imagino agora este homem sentado em uma poltrona qualquer ao lado do avesso
Renan “topetudo” Calheiros, a falar com o que parecia ser um bando de repórteres
com seus celulares a gravar palavras monossilábicas.
Ainda mais em
cima do muro do que quando obrigado a interinidade. Ao falar das manifestações
contrarias ao seu agora estado de presidente, continua a escolher palavras, -
sempre normal ao político, mas sua ação é evidente de quem quer agradar a todos,
ou quer ser aprovado. Me repito; nos pareceu que suas palavras buscavam abrandar
mas possuíam ares de um não-sei-o-que de medo, porém não do medo do que possa acontecer;
medo de “mimimi” mesmo. Coisa de ainda vice, sem postura impositiva, de alguém meio
acovardado que não consegue assumir algo de envergadura superior ao seu estado presente.
O cara é o novo presidente de uma nação que muitos consideram um continente. Maior
país da América Latina; e fica colocando panos quentes sobre a manobra executada
há três dias no senado para não ferrar com o futuro político de outra pau
mandado de um partido que ferrou com todo este “continente”!!!
O que falar
de um vice de uma zé ninguém política? É apenas isso que ele quer que os
editoriais futuros lhe concedam? Ou, então por assim se assumir; deve manter-se
no seu lugar; pianinho? O que é isso; respeito: medo, conchavo político, sem-vergonhice?
Sou apartidário,
sou apolítico e não me criaria neste meio, mas moro no Brasil, aqui nasci e não
é porque não voto a mais de vinte anos – faço questão de votar em trânsito –
que não vejo o que está acontecendo e portanto posso, como brasileiro, apontar
não as ações políticas, mas o comportamento humano de cada um dos políticos, o
que não é nada difícil, afinal qual o político que está livre de ser apontado
por suas ações como desumano, como impopular; então, para alguém na minha
condição é fácil.
Tenho
vibrado contra as ações do PT há anos, queria a saída da Dilma, não porque é
ela, mas porque ela é uma coitada e não soube se impor; se fazer respeitar. Agora
volto ao Temer; o que é ser vice de uma coitada?
Senhor Temer,
o senhor está tendo a chance de mostrar a que veio, e independentemente de sua
situação política, abandone tudo em nome de uma de suas primeiras frases ainda
como presidente interino; “quero sair da presidência como a pessoa que deixou este
país melhor”, ou coisa que o valha.
Pegando
carona na sua declaração, entendo que só há uma forma de conseguir isso senhor
Temer; usando toda a sua inteligência e conhecimentos de, sei lá, meio século
de política e aproveitar que não lhe resta mais futuro político devido à idade,
somado a não precisão, e pare de “mimimi” e então diga a que veio, mostre ao
mundo que o Brasil tem alguns poucos com brio; até mesmo na política.

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