sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Papel higiênico


Hoje, as notícias dão conta de que o Nobel de Literatura será anunciado mais tarde do que o calendário habitual. Ao lado são expostas imagens de montanhas de lixo reciclado fazendo referência a livros que “se não forem vendidos ou doados provavelmente irão virar papel higiênico”;
Algumas lições pontuais aí, em meio a polêmica Lei Rouanet e os intelectualóides de plantão que, se por um lado não querem a correção de seus processos (projetos) querem a continuação dessa teta que beneficia toda essa cultura que estamos assistindo – nem vou colocar cultura entre aspas porque a cultura atual é que tomou de assalto a verdadeira cultura, quando esta não mais quer ou deve ser assim rotulada:

O que estamos produzindo?
No que se tornou o mercado editorial?
Quem não tem vergonha de intitular-se autor hoje?
Estamos vivendo a coisificação não apenas do mercado literário; porém de tudo o que envolve letras;

Apesar da minha tristeza, sinto-me bem em saber que não estou errado; é a velha vaidade prevalecendo – deixo-a fluir então.

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