...de dinheiro
Realmente!!! De quantos bilhões em propina estamos falando
aqui, e se somarmos ao complexo de usinas que estão sendo construídas?
Hidrelétricas – Por que elas são autorizadas?
Ganho fácil - Até que ponto as hidrelétricas são defendidas
por necessidade econômicas ou apenas pela oportunidade de levar na mão grande
(corrupção) cifras astronômicas?
É triste afirmar isso, mas qualquer governo que assuma o
Brasil vai governa-lo melhor do que o quadro caótico que estamos assistindo, e
que me desculpem todos, mas chegaremos a um ponto do famigerado “rouba, mas faz”,
depois de agora, isso nunca foi tão bem vindo. Bem vindos a “Era do mal
necessário”.
*
Notícias sobre a corrupção do dia...
Edição do dia 12/03/2016
12/03/2016 14h01 - Atualizado em 12/03/2016 14h26
Ex-ministra teria sido operadora de corrupção em Belo Monte,
diz IstoÉ
Erenice Guerra é suspeita de participar de desvio de R$ 45
milhões.
Revelação foi feita por Delcídio do Amaral durante delação,
afirma revista.
A ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, teria sido a
principal operadora de um esquema de corrupção que desviou R$ 45 milhões de
obras da Usina de Belo Monte para campanhas eleitorais do PT e do PMDB.
A revista IstoÉ diz que o senador Delcídio do Amaral,
suspenso do PT, revelou em sua delação premiada um sofisticado esquema de
corrupção nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
De acordo com a reportagem, no acordo de colaboração
assinado pelo senador, ele conta que os ex-ministros Erenice Guerra e Silas
Rondeau, do governo Lula, e Antonio Palloci, dos governos Lula e Dilma,
movimentaram cerca de R$ 25 bilhões e desviaram pelo menos R$ 45 milhões dos
cofres públicos diretamente para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em
2010 e 2014.
"A propina de Belo Monte serviu como contribuição
decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 1014", afirmou o ex-líder
do governo aos procuradores da Lava Jato, de acordo com a revista IstoÉ.
A reportagem diz que os relatos feitos pelo senador mostram
que a operação montada para desviar dinheiro público de Belo Monte começou a
ser arquitetada ainda no leilão para a escolha do consórcio que tocaria a obra,
em 2010, e se desenrolou até pelo menos o início do ano passado, quando a Lava
Jato já estava em andamento. De acordo com a delação de Delcídio, o senador
explica que os desvios de recursos do projeto da usina vieram tanto do pacote
de obras civis, que consumiram cerca de R$ 19 bilhões, como da compra de
equipamentos que chegou a R$ 4,5 bilhões. Em todas as etapas do processo houve
superfaturamento.
E todo o esquema foi coordenado por um triunvirato formado
pelos ex-ministros Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antônio Palocci,
especialmente Palocci e Erenice, que seria uma das principais escudeiras da
presidente Dilma Rousseff.
De acordo com a revista, Delcídio do Amaral também cita boa
parte da bancada do PMDB do Senado, e até o vice-presidente da República,
Michel Temer.
Segundo a reportagem, Delcídio disse que o "time"
formado pelos senadores Renan Calheiros, Edson Lobão, Jader Barbalho, Romero
Jucá e Valdir Raupp, todos do PMDB, exerce sim um arco de influência amplo no
governo, como no Ministério de Minas e Energia, Eletrosul, Eletronorte,
diretorias de abastecimento e internacional da Petrobras além das usinas de
Jirau e Belo Monte.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) negou ter feito indicações
para o governo. “Eu não fiz indicação para canto nenhum, agora a revista
publica que o quer, nós vamos responder aquilo que consideramos a verdade e as
investigações devem aprofundar qualquer questão”.
Delcídio também citou o vice-presidente Michel Temer.
Segundo a IstoÉ, está escrito no depoimento que "Delcídio do Amaral sabe
que um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora foi a aquisição
ilícita de etanol no período entre 1997 e 2001.
Segundo a delação, o principal operador desse esquema foi
João Augusto Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora, atualmente preso. A
ilicitude, segundo Delcídio, ocorreu durante o governo de Fernando Henrique
Cardoso e o "padrinho" de João Henriques no esquema do etanol foi
Michel Temer, segundo a revista.
O acordo de colaboração premiada do senador Delcídio do
Amaral ainda está sob análise do Supremo Tribunal Federal. A expectativa é que
o ministro Teori Zavascki homologue o acordo nos próximos dias. Depois disso,
os depoimentos de Delcídio poderão servir para basear futuros inquéritos e investigações, inclusive
no Tribunal Superior Eleitoral.
A defesa de Delcídio do Amaral afirmou que o teor da
reportagem da revista IstoÉ não é verdadeiro e que os documentos que a ilustram
não são autênticos, pois não tem conexão com depoimentos ou manifestações do
senador Delcídio.
E que portanto, não podem, e não devem ser considerados como
idôneos a configurar provas ou indícios contra qualquer pessoa. A defesa disse
ainda que repudia a espetacularização criminosa e indecente da investigação
federal, em matéria que mescla mentiras e maledicências, com a finalidade
deliberada de envenenar consciências e estimular na sociedade um ambiente de
apreensão, fomentando, ainda, o descrédito das instituições, atingindo a honra
e a imagem das pessoas.
O advogado da ex-ministra Erenice Guerra também afirmou que
o conteúdo da reportagem e da delação é "absolutamente inconsistente"
e não é verdadeiro.
A defesa de Antonio Palocci negou que ele tenha solicitado
"contrapartidas para campanhas eleitorais de quem quer que seja". A
assessoria do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que ele está fora
do país.
A assessoria do PT informou que todas as doações recebidas pelo
partido aconteceram estritamente dentro da legalidade e foram posteriormente
declaradas à Justiça Eleitoral.
O senador Jader Barbalho afirma que Delcídio do Amaral
"cometeu um exagero" e que não se sente "influenciando" o
governo "há bastante tempo".
O advogado de Edison Lobão classificou a afirmação de que
"ele faz parte de um arco de influência amplo no governo" como
totalmente desconectada e informou que não há imputação de crime.
O senador Valdir Raupp disse que desconhece indicações para
o setor elétrico.
O Palácio do Planalto ainda não se manifestou.
A assessoria do vice-presidente Michel Temer, informou que
as citações do senador Delcídio são equivocadas e que não procedem. Disse ainda
que Michel Temer não tem qualquer relação de proximidade com o ex-diretor da BR
Distribuidora, João Augusto Henriques.
O Jornal Hoje não conseguiu contato com João Agusto
Henriques, com o senador Renan Calheiros, com Silas Rondeau e com o Ministério
de Minas e Energia.

Nenhum comentário:
Postar um comentário