domingo, 27 de março de 2016

Prós e contras








Esse é meu manifesto contra todos aqueles que buscam defender o seu em detrimento a outros a eles inferior.


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Notícias de ontem deram conta de sandices que me levaram a esse texto.

Antes preciso registrar que tenho no cinema e nas artes visuais minhas mais sinceras devoção e sensibilidade, portanto respeito-as, como se entendesse que o Sagrado, tendo a necessidade de comunicar-se com o humano, o faz, ou faria por meio das artes, e muito disso se dá através do cinema e da arte visual.

Infelizmente aqui no nosso país, por uma série de motivos, não somos referência nessas áreas, porém, nem por isso deixamos de ter representações mais que responsáveis a nos defender ou dar mostra do que somos capazes, mas um ponto ainda fez toda a diferença, a falta de dinheiro, a falta de incentivo do governo para que o trabalho executado chegue de maneira mais contundente; expressiva; massiva, a população ou mesmo apenas aos nichos voltados ao assunto.

Ainda que seja por isso não se justifica, e fica ainda pior aos meus olhos. Manifestações com centenas de assinaturas desses profissionais e artistas em defesa do governo atual veiculadas na mídia de ontem.

Afora o partidarismo, - sou extremamente apartidário – tenho apenas uma ressalva, e essa é a única e indiscutível contra o governo atual, a condição da população menos favorecida. E se não a única, a que merece sua maior atenção, seu maior respeito. Não apenas porque foi de lá que eles tiveram o maior público votante, mas, principalmente, porque são eles os mais necessitados e aqueles que mais sofrem com a corrupção o desgoverno e a má gestão.

Assim, se esses senhores, manifestantes de cadeira, e da caneta, estão única e exclusivamente buscando pagar uma dívida e com isso manter-se em crédito com um governo que promete mantê-los assistidos, estão eles também somando contra toda uma nação que morrerá não conhecendo a sua arte, porém, ao praticarem tal ato, apenas demonstram que sua arte deve ser abandonada também por nós que os assistimos.

Acredito bastante no poder da energia, entendo que de um bom trabalho boa energia seja gerada, me pergunto então se o trabalho desses senhores não geraria mais energia e consequentemente teria mais valor ou seriam mais bem vistos se seus autores visassem menos o valor vaidoso de seus esforços!

Desculpem senhores, mas espero que muitos não esqueçam seus nomes, e, em nome da população que tanto vocês retratam em seus trabalhos e agora demonstram que é apenas para isso que eles sevem, afinal está nos parecendo que a busca é apenas aos prêmios, façam um exame de consciência e procurem entender se a extensão de seus atos até aqui valeram o esforço.

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Notícias de ontem?

Profissionais do cinema lançam manifesto contra o impeachment
Comissão é encabeçada por Dandara Ferreira, filha do ministro da Cultura, Juca Ferreira

26/03/2016 12:49 - Da Folhapress
Uma comissão de cineastas, atores, roteiristas e demais profissionais do audiovisual, encabeçada por Dandara Ferreira, filha do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e pelo produtor Luiz Carlos Barreto, assinou um manifesto na internet contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, difundido nas redes sociais desde quarta-feira (23).

Até a publicação deste texto, os signatários do documento já excediam a casa dos 2.000. Segundo Dandara, entre os mais célebres estão os cineastas Kleber Mendonça Filho, Karim Aïnouz e Jorge Furtado, os atores Wagner Moura, Paulo Betti e Jesuíta Barbosa, além do ator e roteirista Gregório Duvivier, que também é colunista da Folha de S.Paulo.

A diretora Anna Muylaert, que na quarta-feira (23) dedicou o prêmio recebido do jornal "O Globo" pelo filme "Que Horas Ela Volta?" a Lula e Dilma, também assina o manifesto.

"Denunciamos aqui o risco iminente da interrupção da ordem democrática pela imposição de um impeachment sem base jurídica e provas concretas, levado a cabo por um Congresso contaminado por políticos comprovadamente corruptos ou sob forte suspeição, a começar pelo presidente da Casa, o deputado federal Eduardo Cunha.", diz o texto.

Os signatários expressaram indignação diante das "arbitrariedades promovidas por setores da Justiça, dos quais espera-se equilíbrio e apartidarismo". Tais atitudes colocariam em xeque "a convivência, o respeito à diferença e a paz social".

O manifesto tem o intuito de "denunciar essa enganosa narrativa" e alertar a comunidade internacional do audiovisual sobre o momento político no país. Os profissionais demonstraram a intenção de lançar mão de instrumentos legais para "impedir um retrocesso em nossa frágil democracia".

O texto ainda evita adotar mensagem partidária, uma vez que os signatários expressam preferências políticas díspares.

Leia o manifesto:

"Nós, cineastas, roteiristas, atores, produtores, distribuidores e técnicos do audiovisual brasileiro, nos manifestamos para defender a democracia ameaçada pela tentativa de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. Entendemos que nossa jovem democracia, duramente reconquistada após a ditadura militar, é o maior patrimônio de nossa sociedade.
Sem ela, não teríamos obtido os avanços sociais, econômicos e culturais das últimas décadas. Sem ela, não haveria liberdade para expressarmos nossas distintas convicções,- pensamentos e ideologias. Sem ela, não poderíamos denunciar o muito que falta para o país ser uma nação socialmente mais justa. Por isso, nos colocamos em alerta diante do grave momento que ora atravessamos, pois só a democracia plena garante a liberdade sem a qual nenhum povo pode se desenvolver e construir um mundo melhor.
Como nutrimos diferentes preferências políticas ou partidárias, o que nos une aqui é a defesa da democracia e da legalidade, que deve ser igual para todos. Somos frontalmente contra qualquer forma de corrupção e aplaudimos o esforço para eliminar práticas corruptas em todos os níveis das relações profissionais, empresariais e pessoais.
Nesse sentido, denunciamos aqui o risco iminente da interrupção da ordem democrática pela imposição de um impeachment sem base jurídica e provas concretas, levado a cabo por um Congresso contaminado por políticos comprovadamente corruptos ou sob forte suspeição, a começar pelo presidente da casa, o deputado federal Eduardo Cunha.
Manifestamos a nossa indignação diante das arbitrariedades promovidas por setores da Justiça, dos quais espera-se equilíbrio e apartidarismo. Da mesma forma, expressamos indignação diante de meios de comunicação que fomentam o açodamento ideológico e criminalizam a política. Estas atitudes colocam em xeque a convivência, o respeito à diferença e a paz social.
Repudiamos a deturpação das funções do Ministério Público, com a violação sistemática de garantias individuais, prisões preventivas, conduções coercitivas, delações premiadas forçadas, grampos e vazamentos de conversas íntimas, reconhecidas como ilegais por membros do próprio STF. Repudiamos a contaminação da justiça pela política, quando esta desequilibra sua balança a favor de partidos ou interesses de classes ou grupos sociais.
Nos posicionamos firmemente a favor do estado de direito e do respeito à Constituição Brasileira de 1988. Somos contrários à irracionalidade, ao ódio de classe e à intolerância.
Como construtores de narrativas, estamos atentos à manipulação de notícias e irresponsável divulgação de escutas ilegais pelos concessionários das redes de comunicação.
Televisões, revistas e jornais, formadores de opinião, criaram uma obra distorcida, colaborando para aumentar a crise que o país atravessa, insuflando a sociedade e alimentando a ideia do impeachment com o objetivo de devolver o poder a seus aliados. Tal agenda envolve desqualificar as empresas nacionais estratégicas, entre as quais se insere a emergente indústria do audiovisual.
Por todos esses motivos, nos sentimos no dever de denunciar essa enganosa narrativa e de alertar nossos pares do audiovisual em outros países sobre este assombroso momento que vivemos.
Usaremos todos os instrumentos legais à nossa disposição para impedir um retrocesso em nossa frágil democracia."



Assinam:
Luiz Carlos Barreto – Produtor (RJ); Rui Guerra – Cineasta (RJ); Orlando Senna – Cineasta (RJ); Wagner Moura – Ator (BA); Sara Silveira – Produtora (SP); Anna Muylaert – Cineasta (SP); Kleber Mendonça Filho – Cineasta (PE); Karim Ainouz – Cineasta (CE/SP); Jorge Furtado – Cineasta (RS); Sergio Machado – Cineasta (BA/SP) Rosemberg Cariry – Cineasta (CE); Tata Amaral – Cineasta (SP); Walter Carvalho – Cineasta e fotógrafo (RJ); Gregório Duvivier – Ator e cronista (RJ); Maurice Capovilla – Cineasta (SP); Laís Bodansky – Cineasta (SP); Marcelo Gomes – Cineasta (PE); Alê Abreu – Cineasta (SP); José Roberto Torero – Roteirista e escritor (SP); Toni Venturi – Cineasta (SP); Lucia Murat – Cineasta (RJ); Gabriel Mascaro – Cineasta (PE); Daniel Ribeiro – Cineasta (SP); Roberto Gervitz – Cineasta (SP); Murilo Salles – Cineasta (RJ) Fabiano Gullane – Produtor (SP); Marina Person – Cineasta (SP); Lírio Ferreira – Cineasta (PE); Tizuka Yamasaki – Cineasta (RJ); José Joffly – Cineasta (RJ); Leticia Sabatella – Atriz (SP); Jorge Duran – Cineasta e Roteirista (RJ); Silvia Buarque – Atriz (RJ); Hermano Penna – Cineasta (SP); Wolney Oliveira – Cineasta e curador – (CE)
Eryck Rocha – Cineasta (RJ); Hilton Lacerda – Roteirista e Cineasta (PE/SP); Paulo Caldas – Cineasta (PE); Luiz Bolognesi – Cineasta e Roteirista (SP); Marco Dutra – Cineasta (SP); Vania Catani – Produtora (RJ); Vicente Ferraz – Cineasta (RJ); André Klotzel – Cineasta (SP); Petra Costa- Cineasta (sp); Chico Diaz – Cineasta e ator (RJ) Ricardo Calil – Cineasta (SP); Rubens Rewald – Cineasta (SP); Tereza Trautman – Cineasta e produtora (RJ); Gustavo Rosa de Moura – Cineasta (SP); Manfredo Caldas – Cineasta (DF); Julia Resende – Cineasta (RJ); Fernando Coimbra – Cineasta (SP) Silvio Tendler – Cineasta (RJ); Giba Assis Brasil – Cineasta (RS); Antonio Pitanga – Ator e Cineasta (RJ); Helena Ignez – Cineasta (SP); Anita Rocha da Silveira – Cineasta e Roteirista (RJ); Aly Muritiba – Cineasta (PR); Felipe Bragança – diretor (RJ); Ricardo Elias – Cineasta (SP); Gustavo Spolidoro – Cineasta (RJ); Petrus Cariry – Cineasta (CE) Paula Maria Gaitán – Cineasta (RJ); Dandara Ferreira – Cineasta (SP); Fernando Fraiha – Cineasta e Produtor (SP); Reinaldo Pinheiro – Cineasta e produtor (SP); Fernando Alves Pinto – Ator (SP); Silvio Da-Rin – Cineasta (RJ); Monique Gardenberg – Cineasta (SP); Isabela Cribari – Produtora (PE); Dira Paes – Atriz (RJ); Mariana Lima – Atriz (RJ) Jesuíta Barbosa – Ator (PE); Maeve Jinkings – Atriz (PE); Johnny Massaro – Ator (RJ)
Jordana Berg – montadora; Alfredo Manevy – Gestor cultural (SP); Beto Rodrigues – Cineasta (RS); Clélia Bessa – produtora; Vinicius Reis – Cineasta (RJ); Paulo Betti – Ator e cineasta (RJ); Diana Almeida – Produtora (SP); Hálder Gomes – Cineasta e produtor (CE); Theresa Gessouroun – Cineasta e produtora (RJ); Tito Ameijeiras – Cineasta (CE); Henrique Dantas – Cineasta (BA); Maria do Rosário Caetano – Crítica e jornalista (SP); Luís Zanin – Crítico e jornalista (SP); Edna Fuji – Produtora (SP); Eduardo Valente – Cineasta e gestor (RJ); Celso Sabadin – Critico (SP); Neusa Barbosa, Critica (SP); Marcelo Miranda, Critico (MG); Sara Antunes – Atriz (SP); Frederico Cardoso – Cineasta e Presidente do CBC – (RJ); Daniela Capellato – Produtora (SP); Angelo Defanti – Cineasta (RJ); Cesar Charlone – Fotógrafo (SP)
Edgard Navarro – Cineasta (BA); Maria Farkas – Assistente direção (SP); André Montenegro – Produtor (SP); Geraldo Moraes – Cineasta (BA); José Araripe Jr. – Cineasta e gestor (BA); Solange Souza Lima – Produtora (BA); Jorge Alfredo – Cineasta (BA); Marcos Pedroso – Diretor de arte (SP); Afonso Gallindo – Produtor (PA); Virginia Cavendish – Atriz e produtora (RJ); João Vieira Jr. – Produtor (PE); Eric Laurence – Cineasta (PE); Emile Lesclaux – Produtora (PE); Margarita Hernandez Pascual – Cineasta (CE); Lia Bahia – Gestora, pesquisadora e professora (RJ); Antonia Pellegrino – Roteirista (RJ); Julia Levy – Produtora e pesquisadora (RJ); Emilio Domingos – Cineasta (RJ); Diogo Dahl – Produtor (RJ); Joana Nin – Cineasta (RJ); Ruy Gardnier – Crítico (RJ); Felipe Rodrigues – cineasta (RJ); Carlos Azambuja – Fotógrafo e professor (RJ); Flavio Botelho – Cineasta (SP); Doug de Paula – Produtor (CE);Caren Abreu – Cineasta (MG); Marco Aurélio Ribeiro – Cineasta (MG); Carla Francine – Produtora (PE); Ilda Santiago – Produtora Cultural e Curadora (RJ); Leyda Napoles – Editora (SP); Daniella Elery – Cineasta e antropóloga (RJ); Bárbara Cariry – Cineasta e produtora (CE); Firmino Holanda – Cineasta e historiador – (CE); Andrea Cals – Jornalista, Curadora (RJ); Walter Lima – Cineasta (BA); Antonio Olavo – Cineasta (BA); Pedro Semanovsky – Cineasta (BA); Amaury Cândido Bezerrra – Produtor (CE); Tiago Therrin – Cineasta e montador (CE); Cibele Amaral – Cineasta (DF); Fabio Audi – Ator (SP); Angelo Paes Leme – Ator (RJ); Caco Monteiro – Ator (BA); João Atala – Fotógrafo (RJ); Heitor Martinez – Ator (SP); Maria Rezende – Montadora (SP); Rodrigo Gueron – Cineasta (SP); Cristian Chinen – Montador (SP); Moara Passoni – Cineasta(SP); Mariana Oliva – Cineasta (SP); Martha Kiss Perrone – Cineasta (SP); Silvio Guindane – Ator (RJ); Claudio Yosida – Roteirista (RJ); Kaue Zilli – Diretor Fotografia (SP); Humberto Carrão – Ator (RJ); Marina Santos – Pesquisadora (SP); Uira dos Reis – diretor (CE); Marina Meliande – diretora (RJ); Conceição Senna – atriz e documentarista ;Marcelle Darrieux – Produtora e gestora; Waldyr Xavier – montador de som (RJ); Flavia Castro – diretora (RJ); Juilane Peixoto – diretora de fotografia (CE); Mariana Lima – atriz (RJ); Ivi Roberg – cineasta (SP); Cris Aziz – diretor (MG); Marcio Pons – diretor (MA); Quito Ribeiro – Montador (RJ); Bernard Atal – Cineasta (BA); Tatiana Vilella
Tereza Seiblitz; Gabriela Amaral Almeida; Ana Cecilia Costa; Daniel Azevedo Greco
Rodrigo Magoo; Rita Careli; Anderson Quack; Leticia Simões; Flavio Rocha; Lula Oliveira; Diego Hoefel; Ana Cecilia Costa; Sofia Frederico; Sofia Midian; Pedro Perazo
Eva Pereira; Flavio Rocha; Jeronimo Soffer; Rodrigo Magoo; Paula Mercedes; Ducca Rios; Breno Cesar; Luciana Caruso; Breno Baptista; Ticiana Augusto Lima; Priscila Avilla; Anderson Quaq; Julia Cartier Bresson; Marcia Farias; Yasmin Rocha; Neco Tabosa; Keren HakermanR.
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Artistas visuais lançam carta aberta contra o impeachment de Dilma
Manifesto dos profissionais das artes visuais se junta ao dos profissionais do cinema

26/03/2016 15:45 - Da Folhapress

Artistas e profissionais de artes visuais lançaram uma carta aberta na internet contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"É inadmissível a destituição, sem a observância das devidas disposições constitucionais, de um governo legitimamente eleito pela maioria do povo brasileiro. E é especialmente inadmissível a gestação de condições propícias à perpetração da violência e do arbítrio contra as liberdades individuais garantidas por nossa constituição. Defendemos uma reforma política democrática e verdadeira, bem como o combate à corrupção apartidário e não seletivo", diz um dos trechos da carta.

Entre os principais nomes que endossam a carta, há o de Renata Lucas, Rodrigo Braga, Maurício Ianês, Beto Shwafaty, Jaime Lauriano, Tuca Vieira, Bruno Dunley, Vitor Cesar, Paloma Bosquê, entre outros, e curadores de grandes instituições do país, como Fernanda Pitta, da Pinacoteca, Marta Mestre, do Instituto Inhotim, Paulo Miyada, do Instituto Tomie Ohtake, Fernanda Brener, do Pivô, além de Moacir dos Anjos e Júlia Rebouças, que está agora na curadoria da próxima Bienal de São Paulo.

O manifesto dos profissionais das artes visuais se junta ao dos profissionais do cinema, difundido nas redes sociais desde quarta-feira (23). 

sexta-feira, 25 de março de 2016

Orgulho “pixuleco” arraigado








A continuação do PT no governo, - e principalmente esse indivíduo que agora boa parte da mídia alcunha de criminoso; o Lula - é a síntese do orgulho humano. Nosso orgulho “pixuleco” arraigado até as entranhas não nos deixa assumir o erro; se todos aqueles que caíram na lábia do factoide mor fizessem um exame de consciência, (hoje impossível por razões óbvias) somado aqueles que dizem assumir os ares do arrependimento, e fossem às manifestações, a voz das ruas realmente assustaria, porém, tal qual seu-ex-eleito-que-não-larga-o-osso; não somos dado a assumir culpa ou responsabilidade alguma, então, tome assistir esse rosário de imbecilidade na mídia nacional por ainda um bom para de meses.  

domingo, 20 de março de 2016

Tempos de obscurantismo



"A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sobras."


Sergio Moro

“Revolta de Março”










 “Estou assustado com a República de Curitiba”
Lula

“assustado”, é a palavra correta a ser utilizada aqui?


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Hoje, não há uma espinha dorsal no sistema político brasileiro a sustentar um futuro político digno das nossas proporções territoriais.

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E os da ditadura???

O que estarão pensando o pessoal do exército ao assistir as últimas patacoadas dos tidos como perseguidos na ditadura?

Estarão preocupados ou pensando que alguns hoje imaginam quantos iguais a Dilma e cia. foram poupados?

E como é fácil posar de mocinho e tranquilamente soterrar a vontade de toda uma massa cristã, tirando todo o partido disso ao então tentar esconder a verdade!

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Castelo de cartas - Fato é que o Brasil veio ao longo de sua história política, pós-militarismo, sendo construído sem uma espinha dorsal na política, apenas visando o jogo do conchavo do nepotismo político, e, quando o ex-presidente chama instituições inteiras, que deveriam primar pela ordem da justiça do país de acovardada, dirigindo-se aos próprios membros, e nada é feito (a altura dos órgãos) em ato contínuo público, temos a noção exata de que nossa política é mesmo executada dentro da distribuição de favores, isso foi feito – vem sendo construído - sem o cuidado devido da armação/amarração, ou seja, ao serem distribuídos cargos e fechado conchavos, todos-são-de-todos, e nenhum deles entende realmente de gestão, e o processo engessou-se de maneira diversa; ou somando-se ao engessamento normal do estado burocrático de direito, a burocratização por si só engessa, e tome então nosso sistema de leis que não permite que ninguém forneça uma peça concisa e definitiva devido às brechas que sempre advogados milionários encontram ou encontram uma forma de convencer seus “colaboradores” – autoridades responsáveis pela soltura - de que estão certos (afinal, quem é que realmente irá verificar isso tudo a fundo) a, finalmente, terceira causa de engessamento público, o sistema gerado dessa miscelânea que nem mesmo o mais atendo dos críticos decifra.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Resposta às ruas



Minha esposa, uma pessoa bastante razoável, costuma dizer que odeia quando está certa, ao se decepcionar com alguém que conheceu e vendeu o que não possuía nos primeiros encontros.

Acredito também hoje, que meus piores prognósticos em relação ao Brasil venham a se concretizar.

Os políticos atacados costumam dizer, após algum protesto: que observaram o recado das ruas e tomarão as medidas necessárias para acalmar a população e corrigir os caminhos do governo.

Hoje tivemos a resposta da senhora Dilma e do PT em relação aos gritos de 13/03; a ascensão ao ministério de um dos, ao que dizem as notícias dos últimos meses, piores, mais perverso e possivelmente réu em uma serie de acusações de corrupção, entre outras, durante o estado de pessoa pública. Lula ministro da Casa Civil.


Esta é a resposta às ruas.

domingo, 13 de março de 2016

Help us, but we do not vote



Sem poder de voto, sem chance.

Hoje, tem-se a impressão que o único poder de alguns povos é do voto; ainda que isso seja uma mentira bem contada: não possuí-lo, é ainda pior.

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France Presse
05/02/2016 15h52 - Atualizado em 05/02/2016 16h03
Fronteira síria com a Turquia tem cerca de 20 mil pessoas bloqueadas
Refugiados fogem da ofensiva do regime de Bashar al-Assad na Síria.

A Turquia já abriga cerca de 2,5 milhões de sírios.

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Refugiados costuram as bocas em protesto contra desmanche de acampamento na França

Autoridades francesas desmontam desde segunda-feira o setor sul da "selva", uma imensa favela erguida no norte da França, onde vivem milhares de refugiados, a maioria sírios, afegãos e sudaneses que querem ir para a Grã-Bretanha

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Crise dos refugiados faz Alemanha 'fechar' fronteira

13 setembro 2015

Apenas no sábado, 13 mil pessoas chegaram a Munique em busca de asilo
O governo alemão anunciou neste domingo a introdução de controles especiais na fronteira com a Áustria para tentar conter o fluxo de imigrantes e refugiados para o país.

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Reuters
13/11/2014 07h34 - Atualizado em 13/11/2014 07h39

Países vizinhos da Síria estão fechando as portas para refugiados
Segundo agências de ajuda humanitária, permissão de entrada caiu.

Número de refugiados capazes de deixar país em guerra civil caiu 88%.

Belo monte...




...de dinheiro

Realmente!!! De quantos bilhões em propina estamos falando aqui, e se somarmos ao complexo de usinas que estão sendo construídas?

Hidrelétricas – Por que elas são autorizadas?

Ganho fácil - Até que ponto as hidrelétricas são defendidas por necessidade econômicas ou apenas pela oportunidade de levar na mão grande (corrupção) cifras astronômicas?

É triste afirmar isso, mas qualquer governo que assuma o Brasil vai governa-lo melhor do que o quadro caótico que estamos assistindo, e que me desculpem todos, mas chegaremos a um ponto do famigerado “rouba, mas faz”, depois de agora, isso nunca foi tão bem vindo. Bem vindos a “Era do mal necessário”.

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Notícias sobre a corrupção do dia...

Edição do dia 12/03/2016

12/03/2016 14h01 - Atualizado em 12/03/2016 14h26

Ex-ministra teria sido operadora de corrupção em Belo Monte, diz IstoÉ

Erenice Guerra é suspeita de participar de desvio de R$ 45 milhões.

Revelação foi feita por Delcídio do Amaral durante delação, afirma revista.

A ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, teria sido a principal operadora de um esquema de corrupção que desviou R$ 45 milhões de obras da Usina de Belo Monte para campanhas eleitorais do PT e do PMDB.

A revista IstoÉ diz que o senador Delcídio do Amaral, suspenso do PT, revelou em sua delação premiada um sofisticado esquema de corrupção nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

De acordo com a reportagem, no acordo de colaboração assinado pelo senador, ele conta que os ex-ministros Erenice Guerra e Silas Rondeau, do governo Lula, e Antonio Palloci, dos governos Lula e Dilma, movimentaram cerca de R$ 25 bilhões e desviaram pelo menos R$ 45 milhões dos cofres públicos diretamente para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014.

"A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 1014", afirmou o ex-líder do governo aos procuradores da Lava Jato, de acordo com a revista IstoÉ.

A reportagem diz que os relatos feitos pelo senador mostram que a operação montada para desviar dinheiro público de Belo Monte começou a ser arquitetada ainda no leilão para a escolha do consórcio que tocaria a obra, em 2010, e se desenrolou até pelo menos o início do ano passado, quando a Lava Jato já estava em andamento. De acordo com a delação de Delcídio, o senador explica que os desvios de recursos do projeto da usina vieram tanto do pacote de obras civis, que consumiram cerca de R$ 19 bilhões, como da compra de equipamentos que chegou a R$ 4,5 bilhões. Em todas as etapas do processo houve superfaturamento.

E todo o esquema foi coordenado por um triunvirato formado pelos ex-ministros Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antônio Palocci, especialmente Palocci e Erenice, que seria uma das principais escudeiras da presidente Dilma Rousseff.
De acordo com a revista, Delcídio do Amaral também cita boa parte da bancada do PMDB do Senado, e até o vice-presidente da República, Michel Temer.

Segundo a reportagem, Delcídio disse que o "time" formado pelos senadores Renan Calheiros, Edson Lobão, Jader Barbalho, Romero Jucá e Valdir Raupp, todos do PMDB, exerce sim um arco de influência amplo no governo, como no Ministério de Minas e Energia, Eletrosul, Eletronorte, diretorias de abastecimento e internacional da Petrobras além das usinas de Jirau e Belo Monte.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) negou ter feito indicações para o governo. “Eu não fiz indicação para canto nenhum, agora a revista publica que o quer, nós vamos responder aquilo que consideramos a verdade e as investigações devem aprofundar qualquer questão”.

Delcídio também citou o vice-presidente Michel Temer. Segundo a IstoÉ, está escrito no depoimento que "Delcídio do Amaral sabe que um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora foi a aquisição ilícita de etanol no período entre 1997 e 2001.

Segundo a delação, o principal operador desse esquema foi João Augusto Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora, atualmente preso. A ilicitude, segundo Delcídio, ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e o "padrinho" de João Henriques no esquema do etanol foi Michel Temer, segundo a revista.

O acordo de colaboração premiada do senador Delcídio do Amaral ainda está sob análise do Supremo Tribunal Federal. A expectativa é que o ministro Teori Zavascki homologue o acordo nos próximos dias. Depois disso, os depoimentos de Delcídio poderão servir para basear  futuros inquéritos e investigações, inclusive no Tribunal Superior Eleitoral.

A defesa de Delcídio do Amaral afirmou que o teor da reportagem da revista IstoÉ não é verdadeiro e que os documentos que a ilustram não são autênticos, pois não tem conexão com depoimentos ou manifestações do senador Delcídio.

E que portanto, não podem, e não devem ser considerados como idôneos a configurar provas ou indícios contra qualquer pessoa. A defesa disse ainda que repudia a espetacularização criminosa e indecente da investigação federal, em matéria que mescla mentiras e maledicências, com a finalidade deliberada de envenenar consciências e estimular na sociedade um ambiente de apreensão, fomentando, ainda, o descrédito das instituições, atingindo a honra e a imagem das pessoas.

O advogado da ex-ministra Erenice Guerra também afirmou que o conteúdo da reportagem e da delação é "absolutamente inconsistente" e não é verdadeiro.
A defesa de Antonio Palocci negou que ele tenha solicitado "contrapartidas para campanhas eleitorais de quem quer que seja". A assessoria do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que ele está fora do país.
A assessoria do PT informou que todas as doações recebidas pelo partido aconteceram estritamente dentro da legalidade e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.

O senador Jader Barbalho afirma que Delcídio do Amaral "cometeu um exagero" e que não se sente "influenciando" o governo "há bastante tempo".
O advogado de Edison Lobão classificou a afirmação de que "ele faz parte de um arco de influência amplo no governo" como totalmente desconectada e informou que não há imputação de crime.

O senador Valdir Raupp disse que desconhece indicações para o setor elétrico.
O Palácio do Planalto ainda não se manifestou.

A assessoria do vice-presidente Michel Temer, informou que as citações do senador Delcídio são equivocadas e que não procedem. Disse ainda que Michel Temer não tem qualquer relação de proximidade com o ex-diretor da BR Distribuidora, João Augusto Henriques.


O Jornal Hoje não conseguiu contato com João Agusto Henriques, com o senador Renan Calheiros, com Silas Rondeau e com o Ministério de Minas e Energia.

quarta-feira, 9 de março de 2016

É assombroso







“É devido ao seu assombro que os homens principiam a filosofar. Eles se assombraram originalmente diante das dificuldades óbvias, e então avançaram pouco a pouco e formularam dificuldades acerca das grandes questões, como, por exemplo, os fenômenos da Lua, do Sol e das estrelas e o surgimento do universo. Um homem que está intrigado e sob efeito do assombro se considera ignorante (daí que o amante dos mitos é de certo modo um amante da sabedoria, pois o mito é constituído de assombros); portanto, dado que a filosofia era praticada tendo em vista escapar de uma condição de ignorância, eles perseguiam a ciência com o intuito de conhecer, e não para alcançar qualquer fim utilitário. Isso é confirmado pelos fatos, pois foi só a partir do momento em que quase todas as coisas necessárias à vida e promotoras do conforto e da recreação já se faziam presentes que tal conhecimento começou a ser buscado.”

Aristóteles (século IV A.C.)

Aqui não é assim, nada assombra realmente.

Essa observação serve apenas para você, Aristóteles, que tudo tinha na Grécia; nós, ao se observar a janela, não temos, ou não chegamos ao ponto de poder nos entregar ao analisar sério... não nos fartamos ainda de recreação.