Com tristeza saboreei o editorial
do Financial Times.
Estou triste pelo Brasil, e ainda
mais triste por concordar com o prognóstico macabro do editorial. Saboreei por
motivos particulares que não vem ao caso, mas um ponto preciso negritar aqui,
que é o poder da palavra bem colocada.
Na frase “de modo que o pior
cenário, o de um impeachment caótico, pode ser evitado”, devemos entender quase
como uma expressão oracular que o impeachment virá, de uma forma ou de outra,
porém, quando o autor utiliza “caótico”, ele sugere que nós brasileiros nos
preocupemos ao menos de instituí-lo de forma civilizada, ou seja, sem a
instauração do caos generalizado para que alguns poucos safados, utilizando-se
do mesmo expediente espúrio de Eduardo Cunha, se aproveitem disso para safar-se
a custa de muito sofrimento da maioria.
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http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-economico/em-duro-editorial-financial-times-diz-que-brasil-parece-um-filme-de-terror-sem-fim/
Em duro editorial, ‘Financial Times’ diz que Brasil parece
um ‘filme de terror sem fim’ - ECONOMIA & NEGÓCIOS 23 Julho 2015 | 11:47 Jornal britânico disse que a incompetência, arrogância e
corrupção abalaram a magia do País e que, diante do risco de impeachment,
tempos piores ainda podem estar por vir.

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