Ontem
se comemorou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Todos puderam ouvir
discursos inflamados a essa obrigatoriedade que é achacada de diversas maneiras.
Digo que ainda mais, por seus próprios profissionais. Sim, porque eles mesmos,
com seu antiprofissionalismo e de posse de um arremedo de imparcialidade
generalizado, pregam o que não acreditam, agarrados cada qual a seus próprios
interesses.
Não
os culpo, o mundo assim quer; muito por conta da própria classe.
Apenas,
refestelado em meu sofá, pensei; enquanto não nos transformamos em uma
Venezuela, uma Argentina, não apenas no que diz respeito ao trato com a imprensa,
mas também, politicamente, todos os profissionais devem ter sido muito bem
tratados ontem.
Afinal
vivemos em um país medíocre e apolítico, por mais político que possa parecer. Não
há aqui uma política/pátria, há apenas um estado que emprega pessoas do povo
(candidatos) ou não que se querem políticos, e, enquanto assim for; a imprensa
nada de braçada, afinal, tanto os que se dizem (má) situação quanto àqueles que
se colocam como (má) oposição; - péssima direita ou ordinária esquerda - todos
têm em comum a necessidade de elogiar os profissionais da notícia, assim, para
o bem “geral da nação”, é muito importante que a imprensa continue misturando
tudo na cabeça do povo, pois é apenas os mantendo como baratas tontas, - sem um
norte, entendendo que é assim que é - que a tão propalada democracia é revelada
por entre informações que nada contribuem ou nada possuem de democráticas no
que se refere a favorecer o país e muito menos a população
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