terça-feira, 28 de abril de 2015

O poder é violento...



... porém na ação, totalmente inábil. 


“O que preferem: 
o rito ambiental ou trazer água para a população?”

Secretário Benedito Braga

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Este é o mote do que vivemos/vivenciamos hoje; como nos aproveitarmos de um momento caótico, criado por nós mesmos no passado, e então, o que não era permitido, agora se faz urgente! Este é o processo, tudo em caráter de urgência, de medidas protetivas ao que antes não se era possível ouvir falar; não era permitido nem ao mesmo tocar. Agora passamos por sobre toda e qualquer leis de meio ambiente, éticas ou sagradas para salvar a população ou interesses, devido aos desmandos do passado.
Como exemplo, as medidas de liberação de verbas do governo diante de catástrofes e urgências de toda ordem; não existe fiscalização alguma agora. Pegamos o que for possível para salvar o estado eminente e depois veremos por que isso tudo se deu quando sempre o sabíamos; assim como o sabemos que ninguém irá pagar o prejuízo a não serem todos (aqueles que não sabem disso).

E tudo isso são favas contadas, mais do mesmo. O que deveria indignar é o fato de que não há a mudança; não há a conscientização; não há o convencimento real de que sempre foi assim e é justamente por isso que assim continuaremos.

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“O que preferem: o rito ambiental ou trazer água para a população?” 

30/03/15 - Em meio à pior crise de abastecimento enfrentada pela Grande SP, o secretário estadual Benedito Braga (Recursos Hídricos) diz que a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) teve de escolher: levar água para a população no período de seca ou respeitar o rito ambiental tradicional para dar andamento a obras emergenciais.

Foi escolhida a primeira opção, de acordo com ele.
"Se fossem respeitados os ritos, não teríamos condições de prover essa água à população em julho [de 2015]", afirma o secretário, que diz que deverão ser usados "atalhos" para cumprir as exigências.
Em entrevista à Folha, o secretário, que assumiu a pasta em janeiro em meio à crise de abastecimento, avaliou como muito reduzidas as chances de um rodízio de água neste ano.

Para Braga, que é professor de engenharia hidráulica da USP e presidente do Conselho Mundial da Água, as pessoas que torcem pelo rodízio querem ver uma "situação realmente ruim" em SP.

Entre as principais obras emergenciais previstas para este ano está a ligação entre dois mananciais, o Rio Grande e o Alto Tietê. Outras deverão reverter rios da Serra do Mar, alguns em área de Mata Atlântica, para abastecer os reservatórios da Grande SP.

Folha - Um rodízio neste ano está completamente descartado em São Paulo?

Benedito Braga - Em função das condições que prevalecem nos nossos sistemas de armazenamento, as chances de termos um rodízio são bastante baixas --e nós estamos trabalhando da forma mais conservadora possível, não fazendo hipóteses de que vamos ter grandes chuvas daqui para frente.

É importante observar que, depois dessa crise, não temos uma condição de previsibilidade [de chuvas] muito boa, como tínhamos antes.

Então, não podemos garantir que não vamos ter rodízio. Temos tudo preparado para tomar as decisões dependendo da condição do clima que prevalecer neste ano. Tudo vai depender de como vem a estação seca [de abril a setembro].

Qual deve ser o custo da crise neste ano para a população?

O custo não será diferente do que está sendo agora. Durante este ano, nós teremos ainda que adotar medidas de redução de pressão que incomodam as pessoas, porque é uma situação fora do normal.

É muito importante termos em conta que a situação que vivemos é muito melhor do que uma situação de rodízio.

Haverá um custo muito menor do que aquele que teríamos se implantássemos o rodízio [interrupção completa do fornecimento de água].

O balanço financeiro da Sabesp relativo a 2014 mostrou que o lucro da empresa caiu pela metade. Essa queda será repassada ao consumidor?
O que houve foi uma queda no lucro [de R$ 1,9 bilhão para R$ 903 milhões]. A redução do lucro era esperada, em função da redução do consumo e da concessão de bônus.

Não tem como repassar para a população, isso é um resultado que tivemos em função da crise da água.
Mas essa queda poderá impactar as obras programadas para este ano?

Não. O custo dessas obras não é exagerado. Há previsão orçamentária e não há atraso nenhum nas obras sob o ponto de vista físico e financeiro.
Pela urgência das obras, a questão ambiental não está sendo atropelada?

Nós temos uma situação em que, se fossem seguidos os ritos tradicionais do setor ambiental, nós não teríamos condições de prover essa água à população em julho.

Então, a questão é uma escolha. O que vocês preferem: seguir o rito ambiental ou trazer água para a população?

O governo fez a escolha?

Fez a escolha de seguir o rito dentro da emergência. E, dentro da emergência, você tem atalhos para o setor ambiental. Tudo está sendo feito dentro da mais absoluta regra da lei e da ordem.

A única coisa é que isso teve que ser feito de uma forma mais rápida. E o rito, dentro dessa forma mais rápida, é diferente das obras tradicionais, em que você tem o relatório de impacto ambiental, audiência pública e assim por diante.

Mas a Cetesb faz todas as análises, (...) e o governo não está fazendo nada fora da lei.

Está sendo feita uma obra de emergência, mas dentro de todos os ritos da lei de licitações e da lei ambiental.

As chuvas recentes fizeram com que o governo estadual recuasse na transparência em relação à crise, como não informar o real risco de um rodízio? Não são os mesmos erros do ano passado?

Não, não há erros nem em 2014 nem em 2015 e não haverá erros em 2016. Trabalhamos com uma boa expectativa de passar este ano, mas nos preparando para o pior, que é um plano de contingência.

Estamos fazendo tudo dentro da mais absoluta técnica. Não existe falta de transparência, porque informamos diariamente a situação dos reservatórios da região metropolitana. Não há nenhuma falta de transparência.

Como o senhor classifica a atual situação?

Nós estamos caminhando para ocupar minimamente o volume morto, o que significa que ainda é uma situação muito difícil. Nós gostaríamos que o reservatório estivesse praticamente cheio.

Mas, com essa reserva que estamos acumulando e com as obras que estamos trazendo, temos a possibilidade de superar a crise, mas não é ainda uma situação confortável.

O sr. disse que não houve erros em 2014. Como eleitor, mesmo fora do cargo, o sr. se sentiu atendido pelas declarações do governo sobre a crise?

As decisões tomadas foram corretas. Em 2014, ainda havia o final do ano como uma época em que normalmente há as chuvas e os reservatórios enchem.

Então, tomar uma medida como o rodízio, como muita gente queria, eu sempre fui publicamente contra. Entraram com o incentivo econômico [bônus para quem economizar], depois com as válvulas redutoras de pressão. E foi tudo muito lógico.

Mas a sobretaxa veio só depois da eleição...

Não quero entrar nesse detalhe de sobretaxa [pagamento adicional para quem extrapolar o consumo médio]. O que estou dizendo é que o que foi feito em 2014 foi certo.

Esse negócio de dizer que o governo errou não está certo. Talvez, as pessoas que insistiram muito em rodízio queriam ver uma situação realmente ruim. Seria fácil fazer o rodízio, é só fechar a manivela. O duro é fazer o que a Sabesp fez: colocar válvulas e sofrer o impacto econômico de colocar o bônus.

Então o sr. acha que ter negado que haveria desabastecimento e que seriam usados os dois volumes mortos foram medidas acertadas?

O resultado foi muito bom. Não tivemos desabastecimento, tivemos 1% da população impactada com as medidas. Portanto não tenho crítica.

Mas há problemas de desabastecimento em alguns bairros na periferia de São Paulo...

Não se pode negar que haja uma crise hídrica. É como em uma guerra dizer: "Você vai me matar com uma uma [arma calibre] 45 ou com uma 22?". É querer colocar regra em meio a uma situação muito complicada. É querer que todo mundo tenha água quando tivemos um ano de 2014 que teve 50% menos água que a mínima de 1953.

A tarifa hoje é muito barata?

São Paulo tem uma das menores tarifas do Brasil. Tem 21 Estados que praticam tarifas acima da tarifa da Sabesp.

Acho que o custo da água, em função da dificuldade de encontrar novos mananciais e dos custos operacionais... Acho que a tarifa hoje no Estado é aquém do necessário.

A crise traz algum benefício?


Acho que sim. O pessoal no Sudeste não sabia que tinha que fazer a barba abrindo e fechando a torneira. O nordestino já sabia disso há muito tempo. A crise trouxe essa consciência.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O respeito devido



A invasão do Nepal pelo
 homem/turista/comum e aventureiro,
talvez possa ser comparado apenas
à invasão do homem branco - “o cara pálida” –
sobre os territórios indígenas,
no que se refere a miscigenação e costumes.
Ou seja, não foi nada bom para os incomodados.

*

Ainda que entenda o fato de a natureza, através de movimentações colossais, vir, secularmente, embaralhando elementos a nossa revelia em todo o planeta, digo que este terremoto no Nepal merece um olhar mais atento sob o ponto de vista da compaixão.

O Nepal é uma pedra preciosa incrustada na Terra. Quando os vejo morrendo aos milhares, em condições de abandono - não por eles próprios; ainda que pareça desesperados nos vídeos introduzidos por nós ocidentais e por aqueles que, incentivados pela National Geographic vivem os incomodando, desrespeitando-os, buscando furos de reportagem, mesmo na desgraça alheia e, até mesmo lá. Então entendendo que diante do quadro atual quando eles nada podem fazer, eu, um espiritualista simpático à doutrina budista penso se não é melhor morrer a viver como eles vivem neste plano?

Trezentos, quinhentos, um milhão de turistas emporcalhando um local puro. Esses são os números que nos são apresentados. Mijando e cagando por todo o Everest, por todos os Himalaias; quem é que precisa disso? Então, quando essa colossal montanha apresenta, fazendo uma analogia, uma sacudidela derrubando seus inoportunos escaladores, deveríamos entender como uma autodefesa e não como uma catástrofe natural se esse movimentar-se soterra alguns pares desses aventureiros que a imundam.

O Nepal é uma pedra preciosa de pureza incrustada na Terra. Seu povo deposita toda sua crença em mantras que são recitados a exaustão, toda a sua energia é depositada com o maior zelo na prática do budismo, diuturnamente e, diferente de nós ocidentais eles entendem o significado dessa dedicação, ou da dedicação honesta porque compreendem o seu momento no planeta.

Uma tribo exclusiva e autônoma no que se refere ao auto sustento minguado, porém, escolhido, adotado. Isso é deles, é sua propriedade cultural, faz parte da sua tradição. Mas o homem não quer assim, o homem por natureza não aceita que o outro por si só se exclua, ele, por mais que o outro insista na solidão, ele avança contra, ele invade, ele se entende superior e não entende, não aceita como alguma outro possa viver sem a sua presença – incômoda ou mesmo negativa - ao lado; pretensiosos arrogantes.

Sei que estas palavras não combinam em nada com a doutrina budista, porém, eu posso assim me manifestar por estar infectado com a crença urbana ocidental – ser mais um. Sendo apenas um simpatizante, como todos somos por aqui, mais por invejar que por admirar culturas que observam a pureza à ganância.

  O Nepal é uma sagrada pedra preciosa incrustada na Terra. E como tal deveria ser respeitada; “o topo do mundo”, e, a despeito do que é revelado de sua política, precisamos entender que antes de tudo eles são humanos, porém ao final, e sempre, é o povo, dentro de sua ignorância; somado a pureza – não pobreza - de espírito, que sofre os maiores ônus advindos seja do próprio homem, seja da natureza.


Não sinto mais dor pela morte de tantos nepaleses quando é meu sentimento de repúdio por todos aqueles que ainda não entenderam o que significa a presença de um povo como esse entre nós não os tratando com o valor devido, ou seja, desrespeitando-os, ou não respeitando o que eles deveriam representar para nós.

The Last Mantra

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Alguns minguados exemplos nada descartáveis

Acredito que, se existisse a possibilidade de ouvirmos alguns relatos de bastidores, entenderíamos que a maior dificuldade quando, como princípio, busca-se associar a valores reconhecidamente honestos; é fazer-se compreender como tal em meio à hipocrisia. O hipócrita não acredita na existência de alguém com tendências reais ao probo; para esse, ser como é, é que é ser normal.

Esta observação é uma alusão, uma simbologia que serve não apenas ao PT que luta para provar que errada está a justiça quando busca condenar o culpado, mas para todo aquele que entende que juízes como o senhor Sérgio Moro precisam fazer vistas grossas à verdadeira justiça.

*


"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." 

Rui Barbosa.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Assumir a presidência? Não, obrigado



Fernando Henrique, José Serra e Michel Temer são apenas alguns que declararam publicamente nos últimos dias que devemos ter cautela antes de propor o Impeachment.

Particularmente sou a favor, porém tenho pensado no assunto e mudei de opinião em relação a esta ação penal, vamos chamar assim. Continuo a favor do Impeachment, porém agora como justiça e não mais contra o PT ou a senhora Dilma, afinal, perdeu a graça ficar contra o PT o Lula ou qualquer um deles. É como chutar cachorro morto. Que sentido tem? Vamos para a justiça. Vamos exigir justiça, mas voltando aos personagens que pedem cautela em relação ao impedimento...

         Penso que todo esse pessoal que corre o risco de assumir de alguma forma o Brasil quando o PT for extinto está certo em manter a dona Dilma no comando, afinal, alguém imagina o que é administrar este país depois do estrago feito? Essa turma deve estar morrendo de medo do o Impeachment dar certo.


         Isso demonstra que esse pessoal não está apenas pensando na presidência, no poder, na visibilidade do posto, mas na inhaca, no imbróglio, na michórnia que eles terão que desfazer. 

sábado, 18 de abril de 2015

Autorização à hecatombe



Ao assistir as imagens onde integrantes do EI aparecem quebrando, destruindo relíquias em um parque histórico assírio com mais de três mil anos de existência, me pergunto se mais este ato bárbaro não serve, simbolicamente, como autorização para uma hecatombe qual estudiosos afirmam ter existido, na era jurássica?

Alguns dirão que isso é um absurdo, afinal, todos os conquistadores, - alinhavou esta semana um especialista - promovem esse quebra-quebra, essa destruição insana e desproposital, como uma demonstração de vitória e também de anulação, de tentar esconder a cultura do derrotado. Porém entendo que aqui vemos algo diferente que avaliza minha tese.

Ainda que a ignorância destes não seja pior à daqueles, afinal todo conquistador truculento e troglodita ainda animalizado tem um que; ou determinado nível de parvoíce. Agora, estamos falando de um grupo de marginais desgarrados, e, inegavelmente, nascidos do caos generalizado ou gerados do desmando; de atitudes ou falta delas em relação aos direitos não respeitados, principalmente, por aqueles que até então se intitularam senhores da economia mundial. Fazendo frente em uma região que de tanto usar o nome de Deus em vão parece ter sido esquecida, propositalmente, por Ele.

Se analisado nas minúcias, podemos entender o porquê, de todos os senhores do capitalismo não encontrarem razão alguma para derrubar este regime nefasto, - o porquê desse descaso! – quando, é certo, preferem assistirem de longe o massacre bárbaro demonstrando ora descaso, ora hipocrisia com ações paliativas e discursos conformistas – como sempre procurando mostrar ao mundo suas preocupações quando sabemos que estão relegando ao tempo essa responsabilidade. Tudo, claramente voltado mais para a covardia que à resposta efetiva, afinal, estão trucidando o que exatamente; esse amontoado de párias! Alguns poucos aventureiros que foram pegos desprevenidos, mas, o maior número é de pobres indefesos que somam, no máximo, líderes tribais ou castas religiosas de pastores de ovelhas – sem ovelhas; sem nada -, falando figuradamente. Ou seja, o fato de eles estarem fazendo este estardalhaço todo, significa que o poder econômico, o poder que se diz democrático não está nem um pouco preocupado com o assunto, - outro nicho África - então, se é para destruir a seu bel prazer; porque não recebermos uma hecatombe – a contento - que realmente presta: aniquilando definitivamente covardes e acovardados; ignorantes letrados e iletrados do primeiro ao quinto mundo que até agora não entenderam ou não conseguiram se entender como pessoas de um grupo que se diz humano!?!


Nosso descaso para o que realmente interessa é um salvo conduto; uma autorização clara de que falhamos como pessoas, e, portanto, outro mundo deve surgir, de preferência, não deste, e sim, totalmente distinto no que diz respeito a nossa condução de respeito e solidariedade de uns para com os outros. 

terça-feira, 14 de abril de 2015

#não a prisão dos Poupançudos



Estamos encampando a luta por justiça, a favor da não prisão da equipe “Poupançudos”, os personagens da campanha que busca aumentar o número de poupadores da Caixa Econômica Federal.


Pesquisamos e descobrimos que eles, definitivamente, não sabiam da propina desviada da campanha publicitária da Caixa às empresas do André Vargas ou a qualquer outra campanha que venha a ser descoberta no processo.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ainda pior: o difícil caminho da adaptação




São tempos de difícil adaptação para a Globo, Apelação com beijo gay, volta do "tasse" Falabela para o Vídeo Show e o final do BBB15, isso para ficar apenas com alguns exemplos, algo que nasceu como uma péssima opção de escolha ao telespectador mostrou-se de um mau gosto, de uma perda de mão desproporcional nesta edição. Adaptar-se é para poucos. Nem mesmo esse exemplo de empresa - nesse quesito - que veio se mostrando eficiente há anos em perceber as porcarias que agradam o povo está conseguindo dar jeito e acompanhar o também, empobrecimento da mente cultural do país.