Parece
que o número mágico é 67. Sites e órgãos oficiais anunciam que 67 pessoas detêm
um patrimônio referente à metade do planeta. E como se esse fosse um número
apocalíptico, parece ter acendido algum tipo de sinal de alerta, pois todos
estão há um tempo maior do que o normal, comentando o fato.
Não
é possível que alguém leigo trace um comentário significativo sobre essa
informação, até porque isso não é novidade, afinal a concentração de renda é
velha conhecida do mundo, e ainda mais, de nós brasileiros.
O
que resta ao resto maior que prossegue com decência sua vida é assistir; aceitar,
esperar, trabalhar, pois sabe que, inconformado ou não está sob o mesmo céu que
esse número ínfimo.
Para
mim resta isso tudo acima e escrever essas bobagens aqui, apenas para registrar
que sei parte do que está acontecendo.
Não
sou do tipo que fica perdendo tempo imaginando como vivem esses caras. Muito
menos sofro com esse tipo de poder alheio. Apenas penso que isso não parece ser
bom e que não deveria ser assim.
Cito
aqui minha esposa, super espiritualizada, que, em outra feita, ao ser informada
sobre a atitude de alguns ricos, saiu-se com essa; “eles são tão pobres que só
tem dinheiro”.
É
assim, para os mais inteligentes resta o espirituoso, o humor, o sarcasmo, as
sacadas inteligentes. Para os também pobres de espírito; sobram o recalque, a
inveja, o ficar sonhando com a mentira de como deve ser viver sem problemas,
como essas pessoas; como se o dinheiro resolvesse tudo.
Lembro
aqui também do meu amigo Amal que, acertadamente, proclama: “com dinheiro, elimina-se
apenas os problemas da pobreza; os problemas apenas mudam de lado”, mas sei que
a maioria diz a isso, “e daí” e saem com aqueles jargões ensebados de pobre de
espírito, de pobre que se pudesse ser rico é exatamente isso que faria: ser apenas
rico.
Do
meu lado, – também quero registrar um trocadilho de pobre - digo que a coisa
perdeu o sentido porque o homem perdeu o sentido da coisa. Lendo as notícias
entendo que não há muito mesmo o que fazer, é esperar, como citei acima, ou tentar,
como insiste a mídia com suas frase motivadoras levanta-defunto; “que não
devemos parar de perseguir nossos sonhos; determinação, foco, e ao final você
também poderá concluir que o importante é ter tentado”, e essa baboseira toda.
Não
quero dizer que as pessoas devam desanimar; isso pioraria tudo. Não é esse o
caso, afinal nada está tão ruim que não possa piorar, - utilizando-me do padrão
do nosso grupo menos criativo - e digo mais, nessa mesma linha de raciocínio:
nós humanos somos os campeões em adaptação; acabaremos nos adaptando se as previsões
pessimistas dos especialistas tomarem forma.
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Muito bom, gostei muito mesmo, espero que veja meu comentário e talvez fique pelo menos um pouco contente!
ResponderExcluirValeu Leandro, abraços, obrigado.
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